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O terroir segundo Alejandro Hernández, o padre da enologia chilena

 Por Prof. Alejandro Hernández

O terroir é um conceito da vitivinicultura europeia tradicional, especialmente francesa, usada para explicar os diferentes tipos e qualidades de seus vinhos de acordo com o local de procedência. O que se definiu na França em 1855 foram as Denominações de Origem e dentro dela foram classificadas as diferentes categorias de vinho baseadas na qualidade dos mesmos. Uma Denominação de Origem pode ter um ou vários terroirs.

Este conceito foi muito discutido pelos enólogos dos países do Novo Mundo, pois é muito difícil provar que a qualidade e a permanência no tempo de um vinho se devem às condições ecológicas do lugar, o cultivo da videira e às condições de vinificação, envelhecimento e armazenamento do vinho.

Em todo o caso, não há dúvidas de que o terroir é uma maneira apropriada para definir uma produção de qualidade para uma ou mais variedades de uva em lugares ou solos específicos.

Alex Ordenes, Edneia Benfica e Alejandro Hernandez.  Imagem de arquivo (janeiro 2010)

Alex Ordenes, Edneia Benfica e Alejandro Hernandez. Imagem de arquivo (janeiro 2010)

O terroir

É definido basicamente pela condição do terreno ou solo onde a videira é cultivada, ainda que, por sua vez, a videira esteja submetida às condições do clima do lugar; mas acima de tudo, nesse sistema se leva em conta o manejo ou cultivo das vinhas e a disponibilidade de água natural ou fornecida.

O clima do terroir é influenciado pelo clima do lugar, o mesoclima, e o clima em torno das vinhas, o microclima. Ele pode ser medido pela temperatura, pela quantidade de chuva, a intensidade da iluminação ou energia solar que está relacionada por sua vez à exposição do vinhedo à passagem do sol, ou rotação da terra.

No fator solo há a influência da geologia, que determina a origem do solo, o relevo ou topografia, que compreende a altitude, o aspecto (se está em um vale, uma encosta, um terreno de montanha, etc.) e finalmente a hidrologia que condiciona a disponibilidade e o movimento da água e seu aproveitamento pelas raízes da vinha; isso, por sua vez, depende das características físico-químicas do solo (estrutura, textura e composição mineral e orgânica).

Todas estas características do clima e do solo condicionam certa fertilidade natural do solo, que podem variar desde solos muito ricos, com fertilidade excessiva que impede a obtenção de um vinho de qualidade, até solos com deficiência em elementos nutritivos, que além de produzir pouco geram vinhos desequilibrados.

Parreiras velhas

Este conjunto de relações complexas afetará as variedades de videira que forem plantadas neste lugar. Obviamente existirão variedades que se adaptam muito bem, outras menos e algumas que não conseguem se desenvolver ou, se conseguem, não serão capazes de produzir vinhos de qualidade. O terroir é em si uma noção que indica uma certa tipicidade e individualidade que gera um vinho com características determinadas e repetíveis. O último não é uma norma fixa, pois os fatores do solo, de certo modo, podem ser modificados e porque as condições do clima não são controladas.

Em todo caso, a existência de uma vinha em um terroir determinado ou em uma área vinícola qualquer gera uma paisagem vinícola especial. Não há nenhum outro cultivo agrícola que apresente um maior atrativo e uma melhor adaptação à geografia do lugar que a vinha. Sua arquitetura organizada, a delimitação de seus vinhedos e o trabalho cuidadoso representam sempre uma contribuição à estética do lugar. A paisagem vinícola é um novo conceito muito mais fácil de captar e lembrar a descrição técnica do terroir. Porém ambos os conceitos podem entrar em harmonia para fazer com que a vinha e o vinho sejam mais atrativos.

No reino vegetal apenas o vinho permite ao homem compreender o sabor da terra, e a paisagem vinícola é o próprio ambiente no qual o vinho se produz.

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Alejandro Hernandez:

Enólogo da Universidade Católica do Chile, professor de enologia há 35 anos, tendo ensinado enologia a maioria dos enólogos chilenos mais conceituados na atualidade (Álvaro Espinoza, da Antiyal, ou o próprio Pablo Morandé foram alguns dos seus alunos). Alejandro Hernandez, nosso correspondente de enologia no Chile, nos enviou este artigo para o VinhoemProsa diretamente do Vale do Maipo, lugar onde está localizada a vinícola Portal del Alto, que é de sua propriedade.

Viagra é encontrado em álcool destilado

 
A polícia está investigando dois destiladores na Província de Guangxi, na Chine, sobre alegações de que eles adicionaram Viagra em garrafas de um álcool destilado (Baijiu).

Sildenafil, mais conhecido como medicamento anti-impotência “Viagra” foi encontrado recentemente em três produtos Baijiu, extraído de uma planta na cidade de Luizhou, província de Guangxi.

Conforme relatado pela Reuters, mais de 5.300 garrafas de álcool foram apreendidos pelos investigadores que também foram encontrados pacotes de Sildenafil na forma de pó.

O Liuzhou Food and Drug Administration disse que o pó foi adicionado a três diferentes tipos de Baijiu. Esta bebida e um espírito forte, e é a bebida mais popular da China.

Viagra é proibida como aditivo alimentar na China e não é adequado para pessoas com problemas cardiovasculares.

Não é z primeiro caso em que o Viagra foi adicionado ao licor Baijiu na China. No ano passado, um empresário de Hubei, centro da China foi detido pelo mesmo crime.

Viagra é encontrado em álcool destilado

Viagra é encontrado em álcool destilado

 

Fonte: Drink Business

Os 50 Melhores Pinot Noir chilenos para Robert Parker


De todos os países da América do Sul, é o Chile aquele que tem a preferência de pontuações para Robert Parker quando se trata da uva Pinot Noir.

Claramente há uma preferência por vinhos do vale de San Antonio, mas também aparecem na lista dos 50 melhores Pinot Noir alguns exemplares provenientes do Vale de Casablanca, de Cachapoal Alto e alguns outros do Vale de Limari.

O que fica muito evidente, é que os melhores Pinot Noir provem de climas frios, estes são os preferidos não só por Robert Parker, mas também por todos nós que apreciamos essa uva, conhecida como a que produz os vinhos mais elegantes do mundo.

50 Melhores Pinot Noir chilenos na historia para Robert Parker

50 Melhores Pinot Noir chilenos na historia para Robert Parker



Então veja a continuação da lista com os:

50 Melhores Pinot Noir chilenos na historia para Robert Parker

 

Safra Nome do Vinho Pontuação
2010 Calyptra Pinot Noir Gran Reserva 94
2006 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard 93
2004 Casa Marin Pinot Noir Litoral Vineyard 93
2011 Clos des Fous Latuffa Pinot Noir 93
2012 Matetic Pinot Noir EQ 93
2013 Montescano Refugio Pinot Noir 93
2011 Ventolerala Claro de Luna Pinot Noir 93
2009 Casa Marin Pinot Noir Lo Abarca Hills 92
2006 Casa Marin Pinot Noir Lo Abarca Hills 92
2004 Casa Marin Pinot Noir Lo Abarca Hills 92
2012 Cono Sur Pinot Noir Ocio 92
2005 Cono Sur Pinot Noir Ocio 92
2011 Leyda Pinot Noir Lot 21 92
2010 Leyda Pinot Noir Lot 21 92
2012 Maycas Pinot Noir San Julian 92
2012 Montescano Pinot Noir 92
2012 Tara Red Wine 1 Pinot Noir 92
2011 Vina Tabali Pinot Noir Talinay 92
2009 Bravado Sofia Pinot Noir 91
2012 Clos des Fous Subsollum Pinot Noir 91
2011 Cono Sur Pinot Noir Ocio 91
2005 Cono Sur Pinot Noir 20 Barrels 91
2012 Cono Sur Pinot Noir 20 Barrels Limited Edition 91
2013 Errazuriz Pinot Noir Aconcagua Costa 91
2006 Garces Silva Amayna Pinot Noir 91
2007 Garces Silva Amayna Pinot Noir 91
2013 House Casa del Vino Despechado Pinot Noir 91
2012 Leyda Pinot Noir Lot 21 91
2007 Leyda Pinot Noir Lot 21 91
2010 Leyda Pinot Noir Cahuil Vineyard 91
2011 Leyda Pinot Noir Cahuil Vineyard 91
2011 Ventolerala Pinot Noir 91
2011 Vina Aquitania Soldesol Pinot Noir 91
2009 Vina Tabali Pinot Noir Talinay 91
2011 Volcanes de Chile Tectonia Pinot Noir 91
2012 Arboleda Pinot Noir Aconcagua Costa 90
2011 Arboleda Pinot Noir Aconcagua Costa 90
2010 Bravado Sofia Pinot Noir 90
2013 Casa Marin Cartagena Pinot Noir 90
2008 Casa Marin Pinot Noir Lo Abarca Hills 90
2005 Casa Marin Cartagena Pinot Noir Estate Grown 90
2007 Casa Marin Pinot Noir Lo Abarca Hills 90
2012 Casa Silva Cool Coast Pinot Noir 90
2012 Casas del Bosque Pinot Noir Pequenas Producciones 90
2008 Cono Sur Pinot Noir 20 Barrels Limited Edition 90
2006 Cono Sur Pinot Noir Ocio 90
2010 Cono Sur Pinot Noir Ocio 90
2008 Errazuriz Pinot Noir Wild Ferment 90
2005 Garces Silva Amayna Pinot Noir 90
2012 Garcia Schwaderer Sofia Pinot Noir 90

 

Qual é a melhor taça para cada vinho?

Cada um com seus detalhes particulares. E tanta subjetividade merece uma atenção especial, afinal, a degustação de um bom vinho está em sentir seu aroma, observar sua cor e, por fim, saboreá-lo.

Um instrumento primordial é a taça. Tantas formas e tamanhos causam muitas dúvidas em quem aprecia o Néctar dos Deuses. A taça certa realça ainda mais as qualidades e características marcantes de cada tipo de vinho.

As primeiras dicas são: opte sempre pelas taças transparentes e, de preferência, de cristal. Por quê?

Parte do prazer em degustar um bom vinho também está em observar sua cor e tons – eles dizem muito sobre o vinho e sobre o que está por vir – por isso a importância da total transparência.

E o cristal permite que os aromas da bebida fiquem mais evidentes. Isso se dá pela presença e teor de chumbo (até 24%), metal utilizado em sua produção. O chumbo torna a espessura da taça mais fina, além de deixá-la delicada e com leveza. A porosidade do cristal também influencia, uma vez que as moléculas do vinho quebram-se no choque com a parede áspera da taça, liberando uma grande concentração de aromas – e tornando a degustação mais completa.

Qual é a melhor taça para cada vinho?

Qual é a melhor taça para cada vinho?

 

Tipos de taça

Existem quatro tipos básicos de taça de vinho.

Vinho tinto

Por precisar de espaço para que sejam percebidas melhor suas qualidades. Sendo assim, a taça é mais alta e com o bojo maior. E por essa característica – de precisa de espaço – é aconselhável que não se sirva muito, para que a bebida possa se aerar e abrir, desenvolvendo suas potencialidades.

Vinho branco

Um pouco menor do que a taça para tintos, para que o branco seja servido em uma menor quantidade e numa temperatura mais baixa. Sendo menor, o calor externo terá pouca influência na bebida. Essa taça também é indicada para vinhos rosés.

Vinho doce

Para que a bebida seja conduzida diretamente ao local certo da língua onde se sente o açúcar (a ponta da língua), é indicada uma taça mais baixa e com o bojo menor do que a para vinho branco. A quantidade servida também deve ser menor.

Vinho Espumante

Uma taça que mantenha as borbulhas da bebida por mais tempo, direcionando os aromas diretamente para o nariz. Nesse caso, aconselha-se a taça “flauta” ou “flute”.

 

Lista completa das medalha GRANDE OURO Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil 2015

 

 A lista de vinhos ganhadores do Concurso Mundial de Bruxelas que aconteceu o último fim de semana em São Paulo foi revelado,  e há muitas surpresas.

O júri esteve composto pelos líderes de opinião da cena local, a maioria de eles jornalistas especializados em vinhos e gastronomia.

O concurso contou com a participação de 419 rótulos, sendo 215 de vinhos e 204 de destilados. Desse total, 100 rótulos foram premiados com as medalhas “Gran Ouro”, “Ouro” e “Prata”, sendo 49 vinhos e 51 destilados.

Veja na lista abaixo quais são os vinhos que tiveram medalha de Grande Ouro, que é a categoria mais importante do concurso.

Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil 2015

Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil 2015

 

Lista de vinhos com medalha GRANDE OURO

 

Boscato Indústria Vinícola Anima Vitis 2005.Rio Grande do Sul

 

Peterlongo Espumante Branco Brut  Elegance. Rio Grande do Sul

 

Reserva Cabernet Sauvignon Panceri 2005. Santa Catarina

 

Casa Venturini Vinho Tinto Seco Tannat Reserva 2012. Rio Grande do Sul

 

Casa Perini Brut Rose. Rio Grande do Sul

 

Vinicola Santa Augusta Imortali. Santa Catarina

 

 

Winechef realiza degustação de vinhos em Manhuaçu

 

Há algumas semanas viajamos a Manhuaçu para realizar uma degustação de vinhos organizada pela confraria local Amigos do Vinho, liderada pelo entusiasta enófilo Frederico Majeski

Os Assistentes:

Me chamou muito a atenção o incrível nível de conhecimento das pessoas que participaram da degustação, todos muito interessados em aprender, em descobrir e em degustar com muita concentração e paixão cada uns dos 7 vinhos apresentados durante a degustação.

Winechef realiza degustação de vinhos em Manhuaçu

Winechef realiza degustação de vinhos em Manhuaçu

 

 OS vinhos da degustação GRANDES TINTOS DOS ANDES

Desde o início do projeto de degustações de Winechef, sempre pensamos em que os vinhos que fazem parte das distintas opções temáticas teriam que ser de muita qualidade, e isso foi  um dos detalhes que contribuiu para o sucesso do evento.

 

Essa é a relação dos vinhos apresentados no curso/degustação.

 GRANDES TINTOS DOS ANDES

Hubert Weber Cabernet Sauvignon 2006 ARGENTINA

Belasco de Baquedano Llama Roble Malbec 2012 ARGENTINA

Monteviejo Festivo Malbec 2011  ARGENTINA

Calcu Carménère Gran Reserva 2009 CHILE

Santa Ema Amplus Cabernet Sauvignon 2008 CHILE

Undurraga TH Carignan 2009 CHILE

Neyen Espiritu de Apalta Blend 2007 CHILE

Winechef realiza degustação de vinhos em Manhuaçu 4

 

Alex Ordenes e Edneia Benfica de Winechef na  degustação de vinhos em Manhuaçu

Alex Ordenes e Edneia Benfica de Winechef na degustação de vinhos em Manhuaçu

VEJA TODOS OS DETALHES DA DEGUSTAÇAO GRANDES TINTOS ANDINOS

Chile: A terra prometida da Malbec

 
Uma grande parte dos apaixonados por vinhos gostam da concentração e da majestosa potência e profundidade que os Malbec´s oferecem. E como não gostar?

Depois de algum tempo, ou talvez até alguns anos de experiência, quando nosso paladar começa a se aguçar, entendemos que os vinhos que mais nos entregam prazer são aqueles que têm de tudo: muita cor, que são ricos e complexos aromaticamente, e que na boca são concentrados e cheios de sabores e matizes.

Os Malbec’s têm essa graça. Produzem vinhos de muita complexidade, da cabeça aos pés, de grandes virtudes que deleitam nossos sentidos,  e o que é ainda mais importante: de altíssimos níveis de qualidade. Sem dúvida, a Argentina tem feito um trabalho extraordinário na última década com esta uva, não só do ponto de vista qualitativo, mas também pelo grande sucesso que tem conseguido ao posicionar esta uva entre as melhores do mundo.

De forma silenciosa, o Chile, há mais de duas décadas, tem trabalhado esta variedade com um sucesso notável, mas pela grande associação que existe entre uva/país, ou seja, Malbec/Argentina, os exemplares chilenos têm passado quase desapercebidos.

Se tentarmos comparar os Malbec’s destes dois países (os de bons níveis de qualidade), eles se diferenciam em termos generais no estilo. Enquanto os Malbec’s argentinos são extremamente maduros e densos, os chilenos têm um estilo mais fresco e elegante. Isto se explica de maneira simples, devido às condições climáticas diferenciadoras entre ambas as regiões produtoras. Mendonça é muito mais cálida que o Vale Central no Chile, isto explica por que as uvas “Malbec mendocinas” conseguem uma concentração de açúcar maior que as chilenas, o que, no final, se transforma em um potencial alcoólico maior.

Mas agora, pensando que os consumidores do mundo todo estão cada vez mais preferindo vinhos de estilos mais frutados, com menor graduação de álcool, parece que o Chile vai ter uma grande oportunidade – e não só com os Malbec’s, mas também com as outras uvas tintas.

No caso da Argentina, a resposta a esta demanda foi procurar altitude plantando novos vinhedos em áreas que antes não tinham sido exploradas, já que, como sabemos, a medida que subimos o pé de monte da Cordilheira dos Andes, o clima vai ficando mais fresco, obtendo uma maturação mais equilibrada, onde a acidez consegue ficar até o último momento (hora da colheita da uva), e isso significa que terá uma uva de maior qualidade e que, finalmente, irá resultar em vinhos menos alcoólicos, mais elegantes e frescos.

No caso do Chile, os resultados dos vinhedos que estão influenciados pela costa do Pacífico são realmente interessantes, e o melhor exemplo disso é o extraordinário Malbec da vinícola Loma Larga, que consegue expressar de maneira clara esta ideia de vinhos tintos de climas frescos, onde, além da grande concentração e potência, se consegue sempre manter uma frescura, o que também está relacionado com o potencial de guarda destes vinhos. Até onde se conhece é excelente, podendo-se manter e melhorar por mais de uma década.

Quem alguma vez provou este vinho (e os outros tintos desta vinícola) sabe do que estou falando. E os que ainda não tiveram a possibilidade (e se gostam mesmo desta uva) deem-se a oportunidade, que tenho certeza que não vão se arrepender. Outro Malbec de Chile fantástico é o elaborado pela Perez Cruz, mas tenha cuidado porque no rótulo diz “Côt”, que é o nome original da uva, que é o utilizado ainda na sua terra natal Cahors.

Chile: A terra prometida da uva Malbec

Chile: A terra prometida da uva Malbec

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

 

 O mundo do vinho prestou um tributo a Anne-Claude Leflaive, uma das mais respeitadas enólogas da Borgonha e uma lider em vinificação biodinâmica, que morreu na idade de 59 anos.

A morte de Anne-Claude Leflaive foi anunciada por sua vinícola de mesmo nome nesta segunda-feira 6 de abril.

A notícia causou uma mistura de choque e tristeza por todo o mundo do vinho pela perda de uma das matriarcas da Borgonha.

Anne-Claude foi nomeada a melhor ciradora de vinhos brancos pela revista Decanter em 2006, tendo entrado no negócio da famíla em 1990 e se tornado gerente em 1994 após a morte de seu pai, Vicent. Ela também ajudou a formar uma escola de vinhos chamada Ecole du Vin et des Terrois em Puligny-Montrachet.

“Eu estou totalmente chocado”, disse Gerard Basset, correspondente da Decanter em Borgonha. “Ela era incrível, não apenas por causa de seus deliciosos vinhos e por causa que ela era uma pioneira, mas também pela sua grande carisma”, Basset disse à Decanter.com.

“Eu estava em Florença para o Master of Wine Symposium em maio do ano passado. Ela estava no palco e havia uma multidão para ouvir suas palavras.”.

Em uma entrevista realizada pela Decanter publicada em 2006, Leflaive descreveu a viticultura biodinâmica como uma escolha natural.

 “Antes mesmo de eu ter ouvido falado de Biodinamismo, meus instintos me disseram que tudo que fizermos na nossa vida precisa ser feito com respeito à natureza e ao meio ambiente.”, ela disse à Clive Coats MW.

Leflaive deixa para trás seu marido, Christian Jacques e três filhos. Um memorial será realizado no sábado 11 de abril às 11 horas da manhã na igreja de Puligny-Montrachet.

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

 

Fonte: Decanter.

Robert Parker e os Malbec argentinos com as maiores pontuações na historia

 

Robert Parker pontuou dois Malbec´s argentinos com 99 pontos

Desde que Robert Parker avalia os vinhos argentinos, até o dia de hoje ele pontuou com 96 a 99 o mais pontos a 37 vinhos elaborados com a uva Malbec, a mesma que que tem colocado esse país no topo da moda ao redor do mundo.

Se você tem na sua adega alguns dos vinhos da lista, (tal até sem saber), já sabe como pode começar o ano 2015 de uma forma excepcional.

 

Rating Maturity
2009
Achaval Ferrer Finca Altamira la Consulta
99
2006
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
99
2009
Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista
98
2008
Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista
98
2008
Achaval Ferrer Temporis
98
2009
Achaval Ferrer Temporis
98
2004
Achaval Ferrer Malbec Finca Altamira
98
2004
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard
98+
2005
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
98
2004
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
98
2009
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
97
2004
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
97
2005
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
97
2008
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
97
2005
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard
97+
2008
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard
97
2007
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard
97
2003
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
97
2007
Achaval Ferrer Temporis
96
2007
Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista
96
2008
Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador
96
2004
Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador
96
2009
Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador
96
2004
Bodega Enrique Foster Firmado
96
2011
Bodega Noemia de Patagonia Malbec
96
2010
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
96
2004
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Nicasia Vineyard
96
2007
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard
96
2005
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Nicasia Vineyard
96
2006
Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard
96
2008
Bodegas Trapiche Malbec Single Vineyard Vina Jorge Miralles
96
2012
Familia Zuccardi Finca Piedra Infinita
96
2006
Vina Alicia Brote Negro
96
2009
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
96
2005
Vina Cobos Bramare Marchiori Vineyard
96
2006
Vina Cobos Bramare Marchiori Vineyard
(96-99)
2002
Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard
96
Robert Parker e as maiore pontuaçôes dos vihos argentinos na historia

Robert Parker e as maiore pontuaçôes dos vihos argentinos na historia

Uma impressionantes coleções de Borgonha vai a leilão

 

Segundo funcionários da casa de leilão nova-iorquina Wally, as coleções de Borgonha pode valer US$ 15 milhões

O colecionador de vinhos Roy Welland irá colocar à venda sua coleção de 100 mil garrafas, uma das mais impressionantes da Borgonha. Os funcionários da casa de leilão Wally avaliam que o conjunto de vinhos vale, ao menos, US$ 15 milhões (cerca de R$ 34 milhões). Em entrevista, Welland afirmou que está vendendo sua coleção por motivos pessoais.

Roy Welland é um ex-operador financeiro e se apaixonou por vinho tornando-se rapidamente um colecionador fanático. Em 2004, quando inaugurou o restaurante Cru, em Greenwich Village, Nova York, sua coleção tinha 65 mil garrafas.

Hoje, contudo, parte da coleção está em um armazém na Nova Jersey e outra num depósito em Beaune. Welland parou de comprar produtos em leilão quando começou a comprar vinho direto dos produtores e observou que, em 2005, o mercado vinícola estava em ascensão.

Vinhos da bourgogne 2

 

Observou-se então que, assim como o mercado de leilão de vinho estava crescendo, a demanda de exemplares com denominação de Borgonha e o interesse por vinhos mais velhos também estava aumentando. Por isso, estima-se que a coleção de Welland irá atrair muita atenção, uma vez que seus produtos foram adquiridos diretamente com os produtores.

Sua coleção conta com duas mil caixas de Grand Cru de Borgonha, 160 caixas do Domaine Bachelet, 250 caixas do Domaine Joseph Drouhin, 150 caixas do Domaine Georges Roumier, 40 caixas do Domaine Armand Rousseau. Além destes, o conjunto conta com mais de 750 caixas de Chablis, incluindo 200 caixas de René & Vincent Dauvissat.

Vinhos austríacos, californianos e de Bordeaux também fazem parte da coleção. “Há alguns anos, um dos empregados do meu restaurante visitou uma loja de vinho em Viena. O proprietário estava fechando o estabelecimento e não sabia o que fazer com todo o estoque”, contou Welland. “Por isso temos algumas safras incríveis de vinhos austríacos”.

O presidente e CEO da casa de leilões Wally, Michael Jessen, admitiu estar ansioso para colocar no mercado a coleção de Welland.

 

 

Fonte: Revista Adega