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Domingo Molina Palo Domingo, 2002

País Argentina
Propriedade da Vinícola 100 Hectares
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2002
Sub-Região Vale de Cafayate
Uva 80% Malbec e 20% Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico 14,7%
Tipo de Uva Tinta Assemblage
Amadurecimento 12 meses em barricas, 100% roble francês.
Domingo Molina Palo Domingo, 2002

Domingo Molina Palo Domingo, 2002

 

Visual Rubi evoluido, muito concentrado tendendo ao granada.
Olfativo Bouquet complexo e elegante, destacando-se pelas notas de frutas secas, ameixas, morango e compota de cereja, mais alguns tons defumados aportados pelo estágio em barrica francesaresultando numa nariz de grande nivel de qualidade.
Gustativo No paladar entra envolvente e macio, com taninos muito delicados que já estão completamente maduros e sugerem doçura. Está na plenitude, com muita elegância e equilíbrio, maravilhoso, concentradíssimo, e extremamente aveludado e sedoso. O vinho é enorme no final de boca, assim como incrivelmente puro e bem delineado. Para beber nos próximos 2 anos.
Dica de Harmonização Carré de Borrego com crosta de alecrim, batata gratinada e creme de castanhas.
Mignon em crosta de vitelo e foie gras ao molho de vinho do Porto
Jarret de vitela assado lentamente no próprio caldo, com batatas assadas.
Magret de marreco ao molho de vinho tinto com arroz de brócolis e batatas coradas.
Lombo de cordeiro com purê e molho de pimenta verde.
Ragoût de rabada com mousseline de cará e cebolas crocantes.
Mil folhas de rabo de boi com arroz de alho poró e purê de batatas ao zafferano.
Temperatura de Serviço 16º
Potencial de Guarda 15 anos
Nome da Vinícola Domingo Hermanos
Ano de Fundação da Vinícola 1960
Enólogo Responsável Osvaldo Domingo
Pontuação Winechef

Domingo Molina Palo Domingo, 2002 – 93 pontos Winechef

Domingo Molina Palo Domingo, 2002 – 93 pontos Winechef

 

Vinho Calzadilla Opta, 2007

Opta é tinto espanhol delicioso, que consegue encantar com seu estilo frutado e direito

País Espanha
Propriedade da Vinícola 26 Hectares
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2007
Uva 70% Tempranillo, 20% Garnacha e 10% Syrah
Teor Alcoólico 13,5%
Tipo de Uva Tinta Assemblage, Tempranillo
Amadurecimento 12 meses, 50% em barrica americana e 50% em francesa
Vinho Calzadilla Opta, 2007

Vinho Calzadilla Opta, 2007

 

Visual Vermelho rubi intenso alaranjado.
Olfativo Este vinho representa o lado mais juvenil dos vinhos espanhóis, embora que as uvas sejam típicas, normalmente usadas na maioria dos vinhos desse país, especialmente nas principais regiões produtoras. O Opta, que é o vinho de entrada (o mais simples) dessa bodega, consegue encantar com seu estilo frutado e direito, com um perfil marcado pelos aromas aportados pelo Garnacha (grenache) e Syrah, com o seu lado mais floral e fresco, mas sempre apoiado na austeridade e intensidade da Tempranillo e as notas a cassis e amoras que ele aporta no conjunto. Tem no fundo do aroma sutis notas defumadas, a café e tabaco, que se abrem em várias camadas de aromas e se revelam só depois de vários minutos que o vinho está na taça.
Gustativo É mais uma vez a fruta que tem o maior protagonismo neste vinho, liderando a fase gustativa e deixando os sabores aportados pela guarda em madeira em um segundo plano. Respeito a sua concentração, ela é de alto nível, de muito corpo, com taninos doces e maduros, mas ainda bastante jovens. Irá precisar de alguns anos para revelar todo o seu poder. Um vinho de grande nível, lembra (um pouco) os bons vinhos do norte do vale do Rhône, na França (Hermitage ou Crôzes Hermitage).
Dica de Harmonização Coq Au Vin acompanhado de batatas assadas.
Filé de cordeiro em presunto ibérico sobre cozido de lentilhas.
Carne de boi cozida com cebolas e vinho tinto.
Carré de cordeiro em crosta de especiarias.
Ensopado ossobuco a parmegiana com gnocchi.
Filé mignon recheado com tomate seco e manjericão ao molho de gorgonzola.
Temperatura de Serviço 16°
Potencial de Guarda 12 anos
Nome da Vinícola Calzadilla
Ano de Fundação da Vinícola 1992
Pontuação
Enólogo Responsável Alfonso Torrestes/Paula Úribe

 

Johnny Depp coloca adega temática à venda

Ator pretende desfazer-se da casa na França onde construiu uma cave decorada com elementos inspirados em “Piratas do Caribe”

O ator norte-americano Johnny Depp colocou à venda, por 16 milhões de euros, sua propriedade de 14 hectares, perto da aldeia Plan-de-la Tour, na França. Segundo o Wall Street Journal, a casa inclui uma cozinha profissional, um estúdio de arte, uma capela convertida em pousada e uma cave de vinhos que tem como tema o filme “Piratas do Caribe”. A adega é decorada com caveiras, velas e tecidos de cores vivas. O ator possui uma vasta coleção de vinhos.

Depp comprou a propriedade em 2001 por 10 milhões de dólares e, de acordo com a Sotheby (casa de leilões em nova York), ele mesmo  decorou o interior da casa.

A pessoa que comprar o terreno vai adquirir móveis, livros, DVDs e obras de arte pertencentes a Depp, que viveu lá quando era casado com a atriz e cantora francesa Vanessa Paradis, com quem tem dois filhos. Ele agora está casado com a atriz norte-americana Amber Heard.

 

Johnny Depp coloca adega temática à venda

Johnny Depp coloca adega temática à venda

Fonte: Wall Street Journal

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Expovinis Brasil, TOP TEN 2016

Está acontecendo em São Paulo a versão número 20 da Expovinis.

Se está interessado em ampliar seus conhecimentos, a feira oferece palestras temáticas e várias outras novidades que pode conferir no site oficial do evento

Um dos atrativos do primeiro dia foi a divulgação dos vencedores do concurso Top Tem, um concurso que escolhe os melhores vinhos da feria nas distintas categorias.

Estes vinhos podem ser degustados na feria. Se quer participar, ainda dá tempo, já que a feria vá até a próxima quinta-feira, dia 16 de junho.

 

Expovinis Brasil, TOP TEN 2016

Expovinis Brasil, TOP TEN 2016

 

Veja a lista de vinhos premiados no TOP TEN Expovinis 2016

Espumante nacional

Gran Legado Brut Champenoise

 

Vinho Espumante importado

Hunter Miru

 

Vinho Branco brasileiro

Don Guerino Sinais SB

 

Vinho Branco importado

Gomila Single Vineyard Selection SB

 

Vinho Rosado

Domaine D’estienne Coteaux Varois en Provance 2015

 

Vinho Tinto brasileiro

Lidio Carraro Agnus Tannat

 

Vinho Tinto Novo Mundo

Ballena Azul Family Reserve

 

Vinho Tinto Velho Mundo Península Ibérica

Clos del Mas Bodega Pinard

 

Vinho Tinto Velho Mundo

IL Brecciolino Castelvecchio

 

Vinho Fortificado e Doces

Quinta do Sagrado Vintage 2011

 

Deputados derrubam redução do IPI do vinho

O setor vitivinícola da Serra acordou nesta quarta-feira com uma má notícia.

A tão esperada redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos vinhos foi derrubada no Congresso. A votação ocorreu na noite desta terça-feira (20).

Os parlamentares aprovaram o veto que mantém a alíquota em 10%. Apesar da maioria dos deputados federais votar pela derrubada, que permitiria que o IPI hoje em 10% diminuísse para 6% e 5% gradativamente, não houve os mais de 250 votos suficientes para reverter a decisão. 

Na abertura da Festa da Uva deste ano, o então ministro do Trabalho e Desenvolvimento Social, Miguel Rossetto, prometeu que a redução da alíquota sobre os vinhos viria por meio de um decreto. Porém, a Receita Federal barrou a decisão e foi nisso que muitos deputados se basearam na hora de votar agora.

O diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, acompanhou a votação em Brasília e disse que, apesar da articulação de deputados gaúchos e da região da Uva e Vinho, como Pepe Vargas (PT) e Mauro Pereira (PMDB), é muito difícil reverter um veto ainda mais com as mudanças recentes. “A alegação dos governistas é que no dia em que estavam aprovando um déficit do governo federal de R$ 170 bilhões, não seria adequado aprovar a redução do IPI. Mas, na verdade, esta é uma adequação de um aumento que foi exagerado”.

Conforme Paviani, se a diminuição do imposto fosse aprovada, o vinho brasileiro poderia oferecer preços mais competitivos, já que o IPI representa 10% do faturamento da vinícola no mercado e 4% no preço final de um vinho.  Agora, o Ibravin pretende apresentar na próxima semana um estudo para o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC), para buscar uma nova negociação da redução da alíquota por meio de decreto.

 

Deputados derrubam redução do IPI do vinho

Deputados derrubam redução do IPI do vinho

 

Fonte: Journal Gaúcho

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

O gabinete do presidente francês considerou que ia contra os valores republicanos franceses preparar uma refeição sem bebidas alcoólicas

O almoço entre François Hollande e Hassan Rouhani, o presidente do Irão, marcado para esta quinta-feira foi cancelado por causa de vinho, avançam vários órgãos de comunicação social internacionais. A comitiva do chefe de estado iraniano esperava uma “refeição” amiga dos costumes do país, mas o gabinete do presidente francês considerou que ia contra os valores republicanos franceses preparar uma refeição sem bebidas alcoólicas e comida tradicional.

O presidente iraniano está de visita à Europa, aproveitando o levantamento das sanções ao seu país, e tem assinado negócios no valor de milhões de euros.

O almoço deveria acontecer num restaurante de luxo da capital francesa, Paris, mas foi cancelado devido à recusa dos assessores do presidente francês de não servirem vinho à refeição entre os dois líderes. Servir uma “refeição amiga do Irão” coloca em causa os valores republicanos da França, terão justificado.

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

O gabinete de François Hollande sugeriu que o almoço fosse substituído por um pequeno-almoço, evitando assim, a questão das bebidas alcoólicas. Mas a comitiva que acompanha Hassan Rouhani, e o próprio, consideraram “fraca” a alternativa.

A visita do presidente do Irão pela Europa tem causado alguma polémica. Ao contrário da França, por exemplo, a Itália cedeu aos pedidos. A visita decorreu sem incidentes, mas não foi servido vinho nas refeições oficiais e até as estátuas de figuras nuas foram tapadas nos Museus Capitolinos, em Roma.

Perante a controvérsia das estátuas, o presidente iraniano fez questão de esclarecer que não tinha feito nenhum pedido nesse sentido, mas que apreciou o gesto.

 

Cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo

 

Com avanços significativos dedicados à seleção cada vez mais criteriosa de matérias-primas, com foco na qualidade e diversidade de produtos, moderna tecnologia de beneficiamento, bem como investimentos em marketing, o Brasil vem se destacando na produção e comercialização de cachaça.

Com quase 500 anos de história, a cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, tendo como matéria-prima exclusiva o mosto fermentado do caldo da cana-de-açúcar, com teor alcoólico de 38% a 48%. Atualmente é o terceiro destilado mais consumido no mundo, sendo produzido em todo o território nacional.

 

Cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo

Cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo

 

O Brasil tem quase dois mil produtores de cachaça, devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e aproximadamente quatro mil marcas. Estima-se que esses produtores possuam uma capacidade instalada de produção de aproximadamente 1,2 bilhão de litros anuais da bebida.

Outro dado, agora extraído do Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que há no Brasil aproximadamente 11 mil empresas produtoras de aguardente de cana (o que inclui a cachaça), sendo 90% desse total formados por pequenos e médios fabricantes.

Ociosa, a produção anual brasileira de cachaça gira em torno de 800 milhões de litros, que movimentam cerca de R$ 1,4 bilhão em negócios, abrangendo o mercado doméstico e o comércio exterior. A cadeia produtiva do segmento gera mais de 600 mil empregos entre diretos e indiretos. Entre as principais regiões produtoras, destacam-se os Estados de São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraíba. Os números são do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

Em 2014 – os números deste ano ainda não estão disponíveis -, o Brasil exportou cachaça para 66 países, tendo como principais mercados Europa, especialmente Alemanha, e Estados Unidos (EUA). Foram embarcados cerca de 10,18 milhões de litros, volume 10% superior ao registrado em 2013. Atualmente, o setor conta com cerca de 60 empresas exportadoras, que geram uma receita aproximada de US$ 18,33 milhões. Até o fim de 2016, segundo estimativas do Ibrac, o objetivo é de um aumento de 8% nas exportações do produto.

 

Cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo

Cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo

 

Reconhecimento da cachaça

O processo de reconhecimento da cachaça nos Estados Unidos, Colômbia e neste ano por parte México, como um destilado exclusivo do Brasil é um dos fatores que vem impulsionando a internacionalização do produto.

De acordo com o diretor-executivo do Ibrac, Carlos Lima, a proteção do nome abre caminho para investimentos mais efetivos em marketing, que possam cada vez mais ressaltar a cachaça como um produto único do Brasil, assim como é a tequila para o México.

Recentes aquisições de fabricantes nacionais de cachaça por grandes conglomerados globais do segmento de bebidas é outro atributo que realça o potencial do setor.

Assim como no caso das frutas, a cachaça também conta com um programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para promoção comercial. Com a participação de aproximadamente 40 empresas, o convênio, que vai até o final do próximo ano, prevê investimentos de R$ 1,6 milhão.

A Europa será objeto de parte significativa das ações, especialmente pelo fato de que mesmo sendo mercado prioritário, a região ainda não reconhece a cachaça como um produto exclusivo do Brasil. Internamente, o segmento trabalha pela regulamentação do uso da Indicação Geográfica na bebida, assim como acontece com o vinho.

 

Podridão Cinzenta, Doenças do Lenho e Infestantes

Podridão Cinzenta

Ocorre maioritariamente da floração ao fecho do cacho e depois da pinta, sempre que as condições climatéricas sejam favoráveis (chuva e/ou muita humidade e 18ºC. de temperatura). Ataca preferencialmente as uvas, os ataques às folhas e sarmentos são menos importantes. Pouco antes da pinta a sensibilidade ao fungo diminui para aumentar bruscamente assim que o açúcar se acumula no bago. Depois da pinta, em presença de humidade e fissuras na película das uvas, o fungo desenvolve-se rapidamente.

Na prevenção da doença está o pouco vigor vegetativo, o bom arejamento da copa e dos cachos e a manutenção de uvas com a película integra.

A aplicação da calda bordalesa é um bom preventivo pois estimula o engrossamento da película da uva.

Podridão Cinzenta, Doenças do Lenho e Infestantes

Podridão Cinzenta, Doenças do Lenho e Infestantes

Doenças do Lenho

Constituem uma ameaça crescente para o futuro da viticultura e a maioria não possui tratamento específico. Escoriose, Esca e Eutipiose são as mais comuns. A primeira pode ser tratada com fungicida, no período que vai do gomo de algodão às folhas livres, mas as duas últimas apenas com prevenção.

A poda é a operação mais importante na prevenção destas doenças. Podar primeiro as cepas afetadas, queimar as varas ou cepas afetadas, efetuar pouco cortes e de pequenas dimensões, não fazer podas precoces e principalmente desinfetar as tesouras de poda e as feridas da poda logo a seguir ao corte, são os princípios a respeitar.

 

Infestantes

Os herbicidas tendem a entrar em desuso. O enrelvamento é uma prática cada vez mais comum nas empresas. Habitualmente usa-se o glufosinato de amónio, um herbicida não residual ao qual se junta um pouco de ureia (azoto) para apressar a desinfestação. Só depois de mobiliza o solo e se efetua a sementeira de uma mistura entre leguminosas e gramíneas, com o objetivo de retirar ou promover o vigor na vinha. O enrelvamento protege os solos da erosão, facilita o arejamento e a frescura, incrementa a comunidade biótica, além de permitir a deposição natural de matéria orgânica quando se procede ao seu corte.

 

CONTINUA…

 

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Alíquota sobre vinhos, por exemplo, passa a ser de 10% do preço.
Medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016, diz Receita.

O governo federal publicou um novo modelo de tributação para vinhos, espumantes, uísques, vodcas, cachaças, licores, sidras, aguardentes, gim, vermutes e outros destilados, com aplicação a partir de dezembro deste ano.

A medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016, de acordo com a Receita Federal. Ela faz parte de uma série de ações do governo para ter mais receita e equilibrar as contas públicas, que devem fechar no vermelho em 2016.

O Fisco observou que o mercado é livre e que o repasses da alta da tributação para os preços depende dos produtores e revendedores.

Pelo modelo anterior, as chamadas “bebidas quentes” eram classificadas dentro de uma tabela, que variava de “A” a “Z”, de acordo com o volume e seu preço, e sobre essas “classes” eram aplicadas as alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Neste regime, que vigora até o fim de novembro, há um teto de tributação, que varia de R$ 0,14 a R$ 17,38 para cada produto.

Com o novo modelo, será cobrada uma alíquota dependendo do tipo da bebida e não haverá mais teto.

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Vinho terá alíquota de 10%

Os vinhos nacionais, por exemplo, que tinham uma tributação limitada a R$ 0,73 por litro (teto do IPI com sistema atual), passarão a pagar uma alíquota de 10%.

Um vinho nacional de R$ 30, por exemplo, pagará R$ 0,78 de IPI até o fim de novembro. A partir de dezembro, serão cobrados R$ 3.

Os vinhos importados, por sua vez, pagam um teto de R$ 0,73 para valores de até US$ 70 (grande maioria dos produtos). Depois de dezembro, passarão a pagar também 10% de IPI.

Alta de IPI para destilados

No caso dos uísques, a Receita Federal informou que a tributação, que antes tinha um teto de R$ 9,83 (red label, por exemplo) a R$ 17,39 (blue label), passarão a pagar 30% do seu valor em Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Com isso, também deverão ter aumento de tributação a partir de dezembro deste ano.

Pelo novo sistema, as vodcas pagarão uma alíquota de IPI de 30%, as cachaças de 20%, os licores de 30%, as sidras de 10%, as aguardentes de 25%, o gim de 30% e os vermutes de 15%.

O Fisco não informou qual o teto de pagamento de IPI de cada um destes produtos no sistema atual.

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Justificativas

De acordo com a Receita Federal, embora a mudança do modelo de tributação deva gerar receitas adicionais, estimadas em R$ 1 bilhão em 2016, a mudança visa simplificar o processo de cobrança e passar a tributar o setor com um modelo tradicional, já aplicado ao restante da economia.

“O sistema atual [que vigora até novembro] gera problemas e perda de arrecadação. Há uma dificuldade grande de manter a tributação adequada. O contribuinte podia praticar preços mais baixos que o normal na hora de pedir enquadramento e depois voltava a cobrar mais. Um vinho de R$ 50 reais paga no máximo R$ 0,73. Vinho de R$ 1 mil também paga também R$ 0,73. O teto é muito baixo. Não tem sensibilidade ao preço e gera distorções que se busca corrigir”, declarou João Hamilton Rech, da Receita Federal.

Tributos sobre computadores também vão subir

Após dez anos de isenção, os computadores, smartphones, notebooks, tablets, modens e roteadores passarão a pagar alíquota cheia de PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) a partir de dezembro deste ano. Com isso, o governo acabou com o benefício que estava no Programa de Inclusão Digital, existente desde 2005.

A expectativa do governo é arrecadar R$ 6,7 bilhões a mais em 2016.

 

Fonte: Globo

Cientistas buscam prova química da existência do terroir

 

Alemães e franceses se uniram durante três anos em uma análise de uvas produzidas em vilas da Borgonha e dizem ter encontrado diferenças significativas entre uvas de lugares próximos

Pesquisadores franceses e alemães, de centros como o Instituto da Vinha e do Vinho e o Helmholtz Zentrum Muenchen, analisaram uvas e vinhos produzidos em duas vilas de Borgonha durante três anos para averiguar se há provas científicas da existência do que os vitivinicultores chamam de terroir.

Eles escolheram uvas e vinhos de Pinot Noir de duas vilas na Côte de Nuits: Flagey-Echézeaux e Vosne-Romanée, que ficam a menos de dois quilômetros de distância entre si.

Utilizando a tecnologia de espectrometria de massa de alta resolução, a equipe descobriu que as uvas e vinhos de ambas as vilas dispunham de uma “assinatura química distinta de condições ambientais… Tudo contribuindo para a identificação do chamado terroir”. No caso, por exemplo, havia diferenças claras na concentração fenólica, de ácidos e de açúcares entre as amostras das duas aldeias.

Flagey-Echézeaux-e-Vosne-Romanée

Flagey-Echézeaux-e-Vosne-Romanée

Diferente dos estudos anteriores que buscavam provar a existência do terroir, mas considerando uvas e vinhos de lugares muito distantes, este quer provar que é possível haver diferença de terroir em distâncias cada vez menores.

Durante os três anos de análise, então, eles puderam constatar que as variações nas safras realmente desempenham um papel importante na composição dos vinhos. As análises revelaram que mesmo se as safras têm o impacto mais significativo, as principais diferenças de terroirs são vistas em uvas da mesma safra.