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Catástrofe nacional, incêndio atinge vinhedos centenários no Chile

De acordo com a associação Wines of Chile, já são 94 hectares de vinhedos afetados

O Chile vive um dos piores incêndios de sua história. De acordo com a associação Wines of Chile já são 94 hectares de vitis vinifera afetados (no total, são 141 mil em todo o Chile), pertencentes principalmente a  pequenos produtores em áreas próximas a colinas e florestas.

Vários dos vinhedos atingidos são formados por vinhas centenárias, o que torna as perdas irreparáveis. Em 20 de janeiro, a presidente Michelle Bachelet decretou estado de catástrofe e afirmou que este é o pior incêndio florestal vivido na história do país.

 

Veja as informações de grupos como a Rotas do Vinho de diferentes vales, Associações de Produtores, Movi, Vigno e do Wines of Chile sobre a situação das principais regiões vitivinícolas chilenas:

 

  • Casablanca: ainda em alerta em relação ao incêndio em Curacaví, mas sem vinícolas afetadas;
  • Maipo: 10 hectares de vinhedos foram queimados na área de Pirque, incêndios subsequentes não foram detectados;
  • Cachapoal: nenhum incidente ou alerta até o momento;
  • Colchagua: as áreas mais afetadas são as de Peralillo e Marchigue, onde há 7 hectares de vinhedos afetados;
  • Curicó: nenhum problema ou alerta relatado;
  • Maule: a área da Costa do Maule é a mais afetada. Até agora, foram identificados 75 hectares queimados, incluindo antigos vinhedos de Pais e Carignan. Esta investigação segue em processo, já que a área ainda está na contingência total;
  • Itata e Bío Bío: possibilidade de novos incêndios que podem afetar pequenos produtores, mas ainda não há informações oficiais.
Vinhedo queimado na região do Maule. FOTO Nicolas MartinezReuters

Vinhedo queimado na região do Maule. FOTO Nicolas Martinez – Reuters

 

Consumo de vinhos brasileiros cresce 15,85% em três anos

Projeto capacitou 2,6 mil profissionais, certificou pequenos negócios de 14 estados brasileiros e fortaleceu produtores locais

Os  vinhos brasileiros vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado interno, sendo que nos últimos três anos as vendas tiveram um incremento de 15,85%.

Esses dados foram apresentados durante o evento Tour de Vinhos Brasileiros, realizado na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, que celebrou as conquistas do Projeto de Valorização dos Vinhos Brasileiros. Essa parceria do Sebrae com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), fomentou toda a cadeia do vinho no Brasil.

O resultado do projeto contabilizou números expressivos. Entre 2014 e 2016, período de vigência da parceria entre o Sebrae e o Ibravin, 312 produtores rurais e 97 vinícolas participaram do Programa Alimento Seguro-PAS Uva, uma ferramenta para melhoria de processos, de produtos e implantação de rastreabilidade.

Fazem parte do programa os módulos de  Boas Práticas Agrícolas, Boas Práticas de Elaboração e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle. O PAS – Uva é fruto da parceria com a Embrapa Uva e Vinho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS) e o Sebrae. A iniciativa implantou os módulos de Boas Práticas Agrícolas e Boas Práticas Enológicas na Serra Gaúcha, e em mais cinco estados do Brasil.

Consumo de vinhos brasileiros cresce 15,85% em três anos

Consumo de vinhos brasileiros cresce 15,85% em três anos

O gerente de Agronegócios do Sebrae, Augusto Togni, destacou que foi um ciclo de muito esforço e concentração na cadeia vitivinícola onde o Sebrae atuou na diversidade da produção, no aumento da produtividade e da qualidade dos produtos nacionais. “Os números traduzem o sucesso do programa e mostram que o olhar especial do Sebrae junto ao produtor rural foi bastante positivo. O aumento de 15,85% no consumo de vinho é bastante expressivo”, afirmou.

De acordo com o representante do Ibravin, Diego Bertolini, a parceria com o Sebrae também possibilitou a realização de 12 edições do Circuito Brasileiro de Degustação e a participação de pequenas vinícolas em duas edições da Expovinis, considerada a maior feira de vinhos da América Latina.

Além disso, foram realizados 85 workshops e aplicadas mais de 15 mil horas de suporte pedagógico aos produtores rurais. “Ao todo, 1.329 pequenos negócios de 14 estados brasileiros foram qualificados e aumentaram a presença do vinho nacional na ponta“, afirma, ao ressaltar também a importância da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em todo o processo.

 

Opinião de especialista
De acordo com o especialista em vinho Marcelo Copello, responsável pela publicação do Anuário Vinhos do Brasil, o vinho nacional está ganhando espaço no mercado. “O brasileiro não tem mais medo do produtor daqui”, disse. Segundo ele, isso se dá pelo grande investimento que os produtores fizeram ao longo dos últimos 30 anos em maquinário e conhecimento.

“Uma surpresa em cada taça”, assim o sommelier Maurício Roloff, descreve o vinho brasileiro moderno. Para, isso se deve ao fato da valorização do produtor rural, à importação de tecnologia e à abertura econômica. “O vinho brasileiro é moderado em álcool, uma tendência mundial, e valoriza o sabor frutado”. O custo-benefício é outro diferencial.

 

Vinho Cono Sur Bicicleta Gewürztraminer 2015

Um vinho branco diferente, de aroma e sabor únicos. Ideal para acompanhar a comida tradicional do Japão e da Tailândia.

País Chile
Volume 750 ml
Tipo Tinto
Safra 2014
Descrição Uma uva pouco comum dá origem a esse branco perfumado e extrovertido, dono de uma personalidade inconfundível.
Sub-Região Vale do Bio Bio
Uva 100% Gewürztraminer
Teor Alcoólico 13,50%
Tipos de Uva Branca Gewurztraminer
Vinho Cono Sur Bicicleta Gewürztraminer 2015

Vinho Cono Sur Bicicleta Gewürztraminer 2015

 

Visual Coloração palha, intensa e cristalina.
Olfativo Fascinante expressão floral, que mistura de maneira exuberante notas de jasmins e suaves tons cítricos que se multiplicam na medida em que o vinho começa a abrir na taça. Tem também alguns tons frutados que lembram principalmente pêssego e maçã verde, tudo em uma brilhante combinação.
Gustativo Surpreende no paladar com uma entrada de grande volume, sempre mantendo o seu estilo fresco e sedutor. As notas florais se percebem no paladar, acompanhadas por intensa acidez e distinta mineralidade, que resultam em um vinho de alta tipicidade, juvenil e dotado de muita qualidade e equilíbrio.
Dica de Harmonização Um vinho branco diferente, de aroma e sabor únicos. Ideal para acompanhar a comida tradicional do Japão e da Tailândia.
Temperatura de Serviço 7 ºC
Potencial de Guarda 3 anos
Nome da Vinícola Cono Sur

 

Onde Comprar: Domus Vini

Ultra-sons para reduzir o tempo de maturação nos tintos

Um projeto com investimento da União Europeia – Horizonte 2020 – vai tentar desenvolver um método de acelerar a maturação de vinhos tintos. A tecnologia do UltraWine (o seu nome) é nova e baseia-se na utilização de ultra-sons de alta potência (HPU, a sigla em inglês).

Na teoria, quando o mosto ou vinho está macerando, a aplicações destes ultra-sons provoca fenómenos de cavitação e a criação de pequenas bolhas que tendem a colidir entre si, implodindo e liberando energia.

Este fenómeno vai depois gerar o desgaste da pelicula das uvas, facilitando assim a liberação da cor e dos componentes fenólicos das uvas. Qual é a vantagem? Será possível, calculam os cientistas, reduzir para metade o tempo de maturação dos tintos.

Esta vantagem é especialmente importante nas adegas que têm que vinificar grandes quantidades de vinho tinto e que têm insuficiente capacidade de cubas de inox: assim liberam-se as cubas mais depressa para receberem nova carrada de uvas, algo extremamente importante no meio de qualquer vindima.

Ultra-sons para reduzir o tempo de maturação nos tintos

Ultra-sons para reduzir o tempo de maturação nos tintos

Por outro lado, este método irá tratar as uvas por um processo mecânico – ao invés do normal, que é térmico. Como os normais tratamentos térmicos podem trazer consigo aromas e sabores próprios, o método de ultra-sons poderá respeitar melhor os aromas varietais nos vinhos.

A maior parte da investigação está neste momento a cargo do departamento de Agro-química e Tecnologia de Alimentos da Universidade de Murcia (UMU), embora a promotora do projecto seja a empresa Agrovin, especializada na fabricação e distribuição de produtos enológicos.

 

Fonte: Revista de Vinhos de Protugal

Veja Também:

 

Vidigal Dão D.O.C 2013

País Portugal
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2013
Sub-Região Dão D.O.C.
Uva 40% Touriga Nacional, 40% Jaen e 20% Alfocheiro
Teor Alcoólico 13%
Tipo de Uva Tinta Assemblage
Vidigal Dão D.O.C 2013

Vidigal Dão D.O.C 2013

Visual Linda cor vermelha cereja intensa
Olfativo Com estilo frutado ao extremo, este blend surpreende com uma inegável qualidade aromática, com aromas de muita riqueza e intensidade. Tem notas a frutos vermelhos silvestres que abundam e que com a oxigenação do vinho na taça vão se multiplicando, onde destacam-se e se percebem com maior nitidez a notas a cassis e cerejas vermelhas.
Gustativo Delicioso no seu ataque no paladar. Continua na mesma línea do mostrado no nariz. Muita fruta vermelha e um equilíbrio excelente são suas principais virtudes. Acidez vibrante e intensa que levanta a fruta e taninos que apesar de sua juventude estão completamente evoluídos provocando um paladar fresco, jovial.
Dica de Harmonização Medalhão de mignon ao molho funghi com polenta cremosa.
Churrasco de domingo
Bife chorizo ao molho madeira com batatas salteadas.
Pato assado com ameixas.
Costela bovina no bafo.
Temperatura de Serviço 16 ºC
Potencial de Guarda 6 anos
Pontuação Winechef

 

Aprenda quando decantar um vinho

Decantar é o ato de despejar vinho da garrafa em outro recipiente, normalmente de vidro, chamado decanter.

A finalidade básica de se decantar um vinho é unicamente separar o líquido de depósitos concentrados no fundo da garrafa, sedimentos naturais formados durante seu processo de envelhecimento em garrafa.

O uso do decanter para servir o vinho tem seu charme, mas a verdade é que a maioria dos vinhos não precisa ser decantada. Como regra geral, Portos Vintage e tintos feitos para serem guardados por anos, especialmente os que levem cepas de coloração mais profunda e os mais tânicos – como, por exemplo, aqueles à base de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Nebbiolo e Sangiovese – são os que necessitam de decantação. Brancos antigos que tenham depósitos também ficam mais atraentes e brilhantes se decantados.

O que vai determinar se um vinho precisa ser decantado é a simples avaliação da existência de sedimentos no fundo da garrafa, que pode ser feita colocando-a contra a luz ou sob uma vela.

 

Aprenda quando decantar um vinho

Aprenda quando decantar um vinho

 

Uma questão recorrente é quanto tempo antes do consumo se deve decantar o vinho. Não existe uma regra para isso, mas um bom parâmetro é considerar que quanto mais jovem, menos importa o tempo em que ele descansa no decanter, enquanto que para vinhos antigos o ideal é decantá-los o mais próximo da hora de beber possível. Isso porque, via de regra, eles são mais sensíveis à ação do oxigênio, podendo perder sua vivacidade se permanecerem muito tempo em contato com o ar (a área de exposição do líquido com a atmosfera é bem maior no decanter do que na garrafa). Por isso, para vinhos antigos, costuma-se recomendar o double-decanting, ou seja, que a garrafa original seja enxaguada com água, para remoção dos depósitos, e o vinho seja cuidadosamente devolvido para essa garrafa e arrolhado até ser servido.

Continua…

Erros imperdoáveis na arte de beber vinho. 2da parte

 

Confira a segunda parte da materia sobre os erros mais comuns, que os apreciadores de vinhos cometem:

 

Erro nº 7: Só tomo vinho com as refeições

Você chega em casa do trabalho, exausto, e abre uma cerveja gelada… Pode ter algo melhor? Talvez não, mas o vinho pode cumprir a mesma missão de cura em pé de igualdade. “Chamo isso de momentos do vinho”, diz Alicia Estrada. “Há um vinho que você toma enquanto está preparando a refeição, e outro que pode tomar quando chega em casa do trabalho, cansado, mal-humorado… Os franceses chamam de ‘vinhos que alteram’: fazem você passar de um estado anímico a outro. Levam a um estado de relaxamento e preparam para aproveitar o final do dia com o seu parceiro ou sua família.

Erro nº 8: Tenho todos os acessórios que existem!

Ótimo. Essas caixas que parecem cheias de instrumentos cirúrgicos são muito bonitas, o típico presente de Natal quando seu círculo percebe seu gosto crescente por vinhos. Mas nem todo o conteúdo é estritamente necessário. “Isso é como começar um esporte: não sei se o importante é andar de bicicleta ou comprar todos os equipamentos”, compara Alicia Estrada. “Pessoalmente, há duas coisas básicas: um bom saca-rolhas e um decanter para os vinhos amadurecidos. Depois disso… um termômetro? Pode fazer parte da magia do vinho, mas não é essencial.”

 

Erros imperdoáveis na arte de beber vinho

Erros imperdoáveis na arte de beber vinho

 

Erro nº 9: Os climatizadores de vinho são inúteis e não servem para nada

Bem, se você realmente quer se tornar um conhecedor sério e começar a comprar garrafas de certa qualidade, esses condicionadores de temperatura, também chamados de vinotecas — com capacidade a partir de seis garrafas — podem ser um grande presente para incluir na carta ao Papai Noel. “São bons, porque são câmaras que mantêm uma temperatura e umidade constantes, e as garrafas ficam muito bem conservadas”, diz Guillermo Cruz. “Por exemplo, na minha casa, tenho duas delas grandes, de 140 garrafas, e é como guardo o vinho. Mas um climatizador de seis garrafas também é bom: se o consumo não é muito grande, lá você tem suas seis garrafinhas que estão bem conservadas e bem guardadas.”

 

Erro nº 10: Se a rolha quebrar, a empurro para dentro da garrafa

Além de antiestético, uma rolha em pedaços nadando no vinho o condena a ter uma infinidade de incômodas partículas. “É preciso tentar retirá-la não importa como”, alerta Alicia Estrada. “Em vinhos muito velhos, é possível que a rolha tenha se degradado com o tempo. Também pode indicar que o vinho está estragado. Se cair na garrafa corremos o risco de que ela se desfaça dentro… E depois teremos de servi-lo com um coador para retirar essas partículas. Se não queremos levar o coador à mesa, pois não é de bom tom, é necessário decantar a bebida com ele antes”.

 

Se a rolha quebrar, a empurro para dentro da garrafa?

Se a rolha quebrar, a empurro para dentro da garrafa?

 

Erro nº 11: Só bebo vinho tinto (ou branco), independentemente da refeição

Existem devotos do tinto que não gostam da leveza do branco; existem também aqueles que não bebem outra coisa a não ser um branco bem fresco (muito apreciado pelo público feminino). Combinar uma refeição com o melhor vinho (conhecido como harmonização) não só é algo que nossas papilas gustativas agradecem, como melhora a comida e o vinho. “Basicamente, os brancos sempre ficam melhor com peixes, mariscos e entradas mais leves porque não têm tanino, são mais ácidos, mais frescos, mais fáceis de beber…; e os tintos se adaptam muito bem às carnes porque uma harmonização que sempre funciona é a de tanino com proteína. Aqui nunca falhamos. É uma norma provavelmente bem geral, mas sempre funciona”, diz Guillermo Cruz.

 

 Erro nº 12: O tinto, sempre à temperatura ambiente

É um mandamento que não deve ser seguido à risca: o tempo não é o mesmo em agosto e em janeiro. Guillermo Cruz, o premiado sommelier do Mugaritz, opina que “para saborear mais o vinho, 15 graus é a temperatura perfeita. Equilibra esse pouco a mais de álcool que alguns vinhos possuem, dissimula um pouco especialmente na primeira taça, e ele já é colocado a 18 graus na taça. Mas se for servido a 18 graus ou a temperatura ambiente, que costuma ser de 20 ou mais, imagine como essa taça ficará”.

 

O tinto, sempre à temperatura ambiente?

O tinto, sempre à temperatura ambiente?

 

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

De maneira natural os Sauvignon Blanc são os vinhos do começo

Os os Sauvignon Blanc são os vinhos que sempre são servidos primeiro em um jantar ou em uma degustação, seja esta descontraída, entre amigos ou um evento mais formal.

É preciso entender e lembrar sempre que no universo do vinho não se pode generalizar e dividir só em uvas, já que estas uvas dão vinhos. Então o mais importante é ter, antes de tudo, este conceito muito claro.

Então, para facilitar as coisas, classificamos essa uva em três categorias de vinhos.

 

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

 1: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos  e leves:

Que tenha no máximo 2 anos de idade (da safra que aparece no rótulo da garrafa). Estes vinhos devem ser aromaticamente muito intensos e frescos, mas geralmente não são muito complexos, e na boca devem ter uma boa acidez e corpo leve e fresco.

Normalmente as uvas deste vinho provêm das parreiras mais jovens de um vinhedo, motivo pelo qual entrega altos rendimentos de quilos de uva por hectare. Na vinificação se procura, de preferência, fermentações curtas e frias (a baixas temperaturas), assim não vai se obter muita estrutura nem muita concentração na boca (a uva não tem potencial para isso), mas sim uma significativa riqueza aromática, que é como uma espécie de “marca registrada” desta uva. Na boca tem uma acidez vibrante, sempre muito intensa. É o protótipo ideal para começar uma jantar. É um aperitivo por natureza.

Esta categoria de vinhos muitas vezes resulta uma alternativa interessante aos vinhos com borbulhas (espumantes, proseccos, etc.), já que cumprem a mesma função de abrir o apetite – para que isso aconteça, é necessário um vinho que não tenha açúcar (os conhecidos como vinhos “secos”, carentes totalmente de açúcar).

Este mesmo estilo de Sauvignon Blanc também é o vinho ideal para situações informais, dias de praia, à beira da piscina… Vinhos para situações mais descontraídas, onde o objetivo é se refrescar. Seu potencial de vida, na maioria das vezes, é extremadamente curto.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

  

2: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados:

Estes vinhos terão também uma fragrância intensa e fresca, bem  mais complexa e diversa que a categoria anteriormente descrita.

À boca está a principal diferença, porque aqui se encontra maior concentração de sabor de frutas, maior estrutura e também uma boa acidez e frescor.

Estes vinhos são elaborados normalmente com uvas de vinhedos mais velhos, mais equilibrados, oriundos de parreiras de maior idade – que entregam uma menor quantidade de cachos, mas que tem a pele mais grosa. Estes vinhos também podem ser bebidos como aperitivo, são deliciosos, aromaticamente muito frescos e ao mesmo tempo muito complexos.  Ao paladar é intenso, profundo e revela prazer.

Para este tipo de vinho é recomendado um contexto mais formal. Se um vinho deste for bebido de maneira descuidada, ou de maneira descontraída, seria só uma garrafa mal desfrutada, desperdiçada e não valorizada.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

 

3: Os Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos:

É uma categoria um tanto especial, de um nível onde os vinhos da primeira categoria nunca conseguirão chegar, porque oxidam e morrem antes de alcançar esta etapa.

Os vinhos da categoria 2, sim, conseguem alcançar. Aqui é onde se encontram os Sauvingons que são concentrados e maduros, e que pelo passar dos anos já se encontram evoluídos.

A principal diferença é que são esses raros vinhos de Sauvignon Blanc’s, que foram muito bons desde o começo, concentrados, os que conseguiram melhorar com o armazenamento em garrafa e ter uma vida mais longa (no caso oposto, alguns vinhos desta uva só conseguem viver por alguns meses, porque se deterioram rapidamente).

Então, esta categoria extrema dentro da uva Sauvingon Blanc, é de onde se tem vinhos de aromas muito, mas muito complexos (com aromas e sabores terciários). As notas aromáticas que um dia foram cítricas e intensas vão ter se transformando em deliciosas notas de confeitura, compota e marmeladas de frutos cítricos.

E à boca, que um dia foi fresca, vai felizmente se manter com esta característica (só que com um pouco menos de intensidade de frescor). Porém vai ganhar em textura, equilíbrio, oleosidade, ou seja, como aperitivo vai ser também um bom vinho, mas existirão muitos outros elementos e virtudes que são impossíveis de se encontrar em vinhos jovens. É neste estilo que a uva Sauvignon Blanc consegue mostrar de melhor maneira toda a sua magnitude e incomparável beleza.

 

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

 

Jerez lança garrafa de 10.000 euros

São apenas 100 garrafas daquele que será o mais exclusivo Jerez, chamado Versos. O vinho foi lançado pelo produtor Barbadillo e tem mais de 125 anos. Muito mais não se sabe. A única coisa que se sabe é que foi oferecido, ainda em casco, no batizado de Manuel Barbadillo, em 1891 e dizia-se já na altura, que era “muito velho”.

A família manteve o casco, do qual foi bebendo e atestando com outros Jerez menos antigos. Manuel Barbadillo, com uma história famosa na empresa e na região, faleceu em 1986 e chegou a altura da família o homenagear com o Versos. A garrafa é de cristal (fabricada pela portuguesa Atlantis) e o preço aproximado de cada garrafa rondará os 10.000 euros.

Este lançamento trouxe alguma onda de esperança na região de Jerez, já que vinhos deste preço ajudam a levantar a notoriedade e prestígio de uma região. Recorde-se que o vinho de Jerez tem sofrido vários reveses na última década, baixando substancialmente as vendas em todos os grandes mercados de exportação (Reino Unido, Holanda, Alemanha, EUA).

O único segmento que se ‘salvou’ foi o dos topos de gama, cujas vendas chegaram mesmo a crescer. Mas este segmento, já se calcula, é o mais pequeno, em termos de volume total.

 

Jerez Versos1891

Jerez Versos 1891

 

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Para celebrar os 90 anos da Rainha Isabell II de Inglaterra, a Graham’s acaba de lançar uma edição limitada de 500 garrafas, numeradas à mão, do Vinho do Porto Graham’s 90. Trata-se de um lote único de vinhos do Porto muito velhos (1912, 1924 e 1935) que envelheceram nas Caves da Graham’s desde princípios do século XX.

A família Symington, proprietária da Graham’s, efetuou uma meticulosa seleção nas suas caves para chegar a este Graham’s 90. E Johnny Symington, um dos administradores da empresa, explica porquê: “O Vinho do Porto há séculos que faz parte dos momentos de celebração de um sem-número de instituições britânicas, particularmente nos momentos de brindar em banquetes reais e de Estado, e noutras comemorações históricas.

Nessa perspectiva, pareceu-nos apropriado marcar este momento importante. Sabíamos que teríamos de criar algo de muito especial para homenagear os 90 anos de Sua Majestade e o seu longo reinado. Julgamos que o conseguimos com este Graham’s 90, o qual nos foi possível engarrafar por autorização especial do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro.”

Este Porto excepcional e magnificamente apresentado será disponibilizado no Reino Unido em parceria exclusiva com a Berry Brothers & Rudd, fornecedor oficial do Palácio de Buckingham, a partir do dia 30 de Março de 2016.

Um número muito restrito de garrafas será destinado a Portugal. O Graham’s 90 não será repetido depois de vendidas estas 500 garrafas, dada a extrema raridade de vinhos deste género nas caves da família.

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II