Nascimento e crescimento da uva

 

É na vinha que se faz o vinho

“Fazer bom vinho” é, na essência, “fazer” boas uvas. Depois colhe-las no momento próprio e proteger o seu suco (mosto) antes e durante a fermentação. A parte mais complicada do “fazer vinho” é enquanto as uvas estão na videira, durante todo o período que vai da floração à colheita; porque é na vinha que se faz o vinho e nem sempre a mãe natureza colabora com os desejos do enólogo ou do viticultor.

Conhecer a uva e o modo como amadurece é importante para uma colheita bem programada e para o sucesso de uma vinificação.

O nascimento e crescimento da uva resumem-se a um processo hormonal que inclui polinização, fertilização do ovário da flor da videira e desenvolvimento da grainha. Os dois primeiros originam o bago de uva e o último, o seu crescimento. Uma vez formado, o bago é constituído por película, polpa e grainhas. No seu desenvolvimento, que pode ir de 90 a mais de 140 dias (dependendo da casta, porta enxertos, clima e solo e práticas culturais) a uva atravessa 4 fases distintas…

 

Nascimento e crescimento da uva

Nascimento e crescimento da uva

O período herbáceo que vai do momento da formação dos pequenos bagos à mudança de cor. Nesta fase o bago comporta-se como qualquer outra parte verde da planta, realiza a fotossíntese através de estomas e os açúcares produzidos e recebidos de outras partes da planta são utilizados no crescimento e maturação da grainha. Neste período o bago detém apenas 2% do seu peso em açúcar.
 
Na “pinta” que corresponde à mudança de cor, a uva perde clorofila e ganha ácido abscísico que faz com que as castas brancas ganham a cor amarelada e as tintas o vermelho escuro. Os estomas degradam-se, com a maturação da grainha as hormonas de crescimento deixam de ser produzidas, a multiplicação celular pára e inicia-se a fase de acumulação. O volume do bago aumenta tornando-se elástico, a película cobre-se de uma camada cerosa chamada de pruína, o teor de açúcar quintuplica num espaço curto de tempo e a acidez decresce.
 
Na maturação, que vai da pinta à colheita, o bago aumenta de volume (mais a polpa que a película, o que leva ao aumento de pressão dentro do bago) e o açúcar continua a acumular-se na uva podendo atingir os 260 gramas por litro de mostro. A acidez mantém-se a decrescer.
 
A sobre maturação é a fase em que já se ultrapassou a maturação propriamente dita. Cessam as trocas entre planta e fruto e dá-se a concentração do suco celular por desidratação ou por ataque da podridão nobre. Durante a maturação vários fenómenos ocorrem na uva sendo os principais a acumulação dos açúcares, a degradação ácida, a evolução e maturação fenólica e a formação dos aromas.

 

CONNTINUA…

Conheça duas vinícolas dos Estados Unidos que estão entre as mais lindas do mundo

 

As duas bodegas dos Estados Unidos abaixo não só se diferenciam pela qualidade dos seus vinhos, mas também pela incrível estrutura e modernidade.

 

Darioush Winery, Napa Valley, Estados Unidos

– A vinícola Darioush, em Napa, foi construída para se assemelhar a um palácio persa, refletindo a herança de seus proprietários Darioush e Shahpar Khaledi. Foi fundada em 1997 por Darioush, que cresceu em Shiraz, uma das regiões vitícolas proeminentes do Irã. Projetada pelos arquitetos Ardeshir e Roshan Nozari, a vinícola levou cinco anos para ser construída. Com mais de 120 hectares em Napa Valley, os vinhedos da propriedade cobrem partes de Mount Veeder e Oak Knoll AVAs.

Darioush Winery, Napa Valley, Estados Unidos

Darioush Winery, Napa Valley, Estados Unidos

 

Mission Hill Winery, Okanagan Valley, Canada

Mission Hill Winery é uma vinícola canadense baseada na região de Okanagan Valley, da British Columbia. Foi criada em 1966 por um grupo de empresários. Em 1996, o grupo Olson Kundig Architects foi contratado para reconstruir a adega, por um custo de 35 milhões dólares. Possui cerca de 12 andares, e uma torre de 85 pés de altura.

Mission Hill Winery, Okanagan Valley, Canada

Mission Hill Winery, Okanagan Valley, Canada

 

Oídio: O terrível fungo que ataca a vid e outras plantas

 
O oídio hiberna nos gomos da planta ou na superfície da mesma. A partir dos 15ºC e 25% de humidade torna-se ativo. Todas as partes verdes da planta são atacadas. Nas folhas surgem umas manchas de tom verde oleoso. Na página inferior um pó cor de cinza esbranquiçada (esporos) exibe a instalação do fungo.

Sem tratamento os tecidos morrem, os pequenos bagos rebentam e a podridão cinzenta acaba por destruir parte ou a totalidade da colheita. É mais estimulado pela densidade da copa da videira que pela humidade do ar. A luz solar direta inibe a germinação dos esporos.

A prevenção cultural faz-se eliminando (à poda) varas com cleistotecas (pontos negros onde hibernam os esporos sexuais do fungo), promovendo o arejamento da videira e evitando o vigor excessivo.

 

Oídio O terrível fungo que ataca a vid e outras plantas

Oídio O terrível fungo que ataca a vid e outras plantas

 

A luta contra o oídio tem habitualmente calendário fixo. É necessário proteger a vinha desde a floração até ao fecho dos cachos.

A doença é controlada desde 1854 com a aplicação de enxofre. Existem duas formas: o enxofre molhável e o enxofre em pó (a primeira tende a ser a mais utilizada e de preferência só até à floração). Na luta química, existe um número variado de fungicidas que inibem a germinação do fungo e/ou bloqueiam a formação dos apressórios necessários à penetração do fungo na planta.

Em situações de emergência, que são vulgares, existe o permanganato de potássio que é um detergente que “lava” a doença da planta. Depois da limpeza a videira está muito exposta a ataques, donde que, se deve aplicar a proteção de enxofre ou fungicida orgânico.

Veja: Míldió

 

Receita de Ceviche de Salmão

 

A chef de Winechef Edneia Benfica nos ensina a preparar essa receita muito fácil e deliciosa de Ceviche de Salmão

Ceviche é um prato de origem peruana  baseado em peixe cru marinado em suco cítrico, no Peru  os ingredientes obrigatórios são a cebola roxa,  o piri-piri (nome dado a pimenta). Completam a lista alguns ingredientes muitos usados em países andinos como palta (avocado), o milho, ou a batata doce, ingredientes muito usados na culinária peruana.

O chamado “cheiro verde” como a salsa, o coentro e outros também sempre estão presentes nos pratos peruanos proporcionando um aroma e uma identidade única nos pratos desse particular pais.

 

 Ingredientes para preparar  Ceviche de Salmão

400 gramas de salmão limpo

200 ml de suco de limão

Cebola roxa fatiada em rodelas bem finas

Coentro picado

Salsa picada

Sal a gosto

Pimenta a gosto

250 ml de Azeite

4 dentes de Alho picados

 

Edneia Benfica e seu Ceviche de Salmão

Edneia Benfica e seu Ceviche de Salmão

 

Modo de preparo de Ceviche de Salmão

1- Corte o salmão em cubos pequenos, coloque em uma tigela e despeje o suco de limão e o alho. Deixe reservado por 10 minutos.

2- Acrescente a salsa, o coentro e o azeite e mexa bem, tempere com o sal e pimenta.

3- Lave a cebola em água gelada e acrescente ao ceviche, misture bem e está pronto para servir.

 

Dica da Chef

Se preferir pode-se adicionar mostarda Dijon de sua preferência e sazón verde para salada, provando sempre para não ficar salgado.

Sirva a cebola em cima do ceviche para que a mesma fique sempre crocante.

Sirva de preferência como entrada ou como petisco, acompanhados por torradas ou biscoitos salgados.

Ceviche de Salmão

Ceviche de Salmão

 

Para harmonizar o Ceviche de Salmão

Vinhos brancos jovens e sem madeira. Ideal como vinhos brancos a base de uva Sauvignon Blanc de climas frios.

 

O Míldio: o mais temível dos parasitas da uva

 

A videira está sujeita ao ataque de inúmeras doenças ou pragas das quais deve ser protegida.

 Fungos, vírus, bactérias, vermes, ácaros, afídeos… são nomes de ameaças que pairam sobre a vinha durante o ciclo vegetativo. As condições climatéricas influenciam muito o modo e intensidade do ataque, mas a condução da vinha, a sua sanidade, a qualidade da prevenção e a casta (cuja resistência a doenças e pragas é variada), determinam também a gravidade da ocorrência.

A fase principal de tratamentos desenrola-se num período de tempo relativamente curto: desde o gomo de algodão ao fecho do cacho, ou seja nos primeiros 3 meses do ciclo vegetativo. O Verão longo, quente e seco, características principais do clima mediterrânico, não exige habitualmente tratamentos entre o fecho do bago e o pintor (momento em que os bagos ganham cor); e a partir daqui a proximidade da vindima limita a aplicação da maioria dos produtos de tratamento.

 

O Míldio o mais temível dos parasitas da uva

O Míldio o mais temível dos parasitas da uva

O Míldio

Pela frequência, pelo longo período de atividade/viabilidade e pelos prejuízos que provoca, o míldio é o mais temível dos parasitas fúngicos. A chuva/humidade e o calor são determinantes no seu crescimento. Regiões vitícolas quentes e secas na Primavera/Verão raramente têm problemas com a doença.

O fungo ataca todas as partes verdes da planta em particular as folhas (é nas folhas também que hiberna). A capacidade fotossintética da planta diminui, o desenvolvimento das uvas sofre atrasos e desequilíbrios e pode haver perda parcial ou total da produção. Os sintomas surgem com pequenas manchas amareladas na página superior das folhas (mancha de óleo – infecções primárias), enquanto na inferior, após a incubação, surgem as frutificações do fungo, de aspecto esbranquiçado e macio, que disseminam a doença (infecções secundárias).

A prevenção da doença é muito importante: solos bem drenados, sem poças de água, vigor equilibrado, o interior da videira bem arejado, varas contaminadas eliminadas na poda, os “ladrões” da planta retirados e infestantes controladas, são alguns dos meios. O tratamento deve ser também essencialmente preventivo. O recurso a curativos só em situações de erros técnicos no tratamento preventivo ou na impossibilidade da sua realização.

Em anos chuvosos, o míldio pode ser uma ameaça constante. Nas regiões húmidas a luta contra o míldio é incontornável e em anos chuvosos os tratamentos podem ultrapassar a dezena. A calda bordalesa continua a ser o tratamento clássico e biológico. Para além desta existe toda uma gama de outros produtos químicos de contato, penetrantes e sistémicos que devem ser escolhidos em função das necessidades e diagnóstico da gravidade ou risco epidemiológico da doença.

CONTINUA…

Vinho bate iogurte em padrões de saúde

 

Cientistas anunciaram a descoberta de uma bactéria probiótica saudável no vinho.

A boa notícia animou os amantes da bebida. A má notícia é que o processo de adição de sulfitos no vinho pode acabar com essas bactérias, o que significa que os produtores terão que isolar os probióticos antes de adicionarem os sulfitos ou que os apreciadores terão que se conformar em beber o vinho sem a adição desses componentes.

Pesquisadores espanhóis isolaram 11 bactérias diferentes do vinho, incluindo o Lactobacillus encontrado no iogurte e outros tipos usados no processo de fermentação das uvas.

“Até agora o que se pensava era que os laticínios traziam a melhor parte dos probióticos, e,  por causa dessa certeza, o vinho não foi estudado nesse aspecto”, declarou Dolores Gonzáles, cientista da Universidade de Madrid. Entretanto, nos relatórios da pesquisa não foi esclarecido se os melhores probióticos são produzidos no vinho branco ou no vinho tinto.

 

Vinho bate iogurte em padrões de saúde

Vinho bate iogurte em padrões de saúde

 

Os probióticos são organismos vivos essenciais para a manutenção do funcionamento do sistema digestivo no corpo humano, e, além disso, podem conter propriedades que previnem o câncer e abaixem o nível de colesterol no sangue.

Em quantidades moderadas de consumo, o vinho não possui probióticos suficientes que façam a diferença no organismo. O que os pesquisadores sugerem com o estudo é que esses probióticos sejam extraídos da bebida e distribuídos separadamente.

Veja outra interessante matéria relacionada:

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

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Fonte: Revista Adega

Os 5 Sauvignon Blanc “Great Values” do Chile segundo revista inglesa Decanter

 
Na edição de outubro da revista inglesa Decanter e também no site de internet apareceu uma lista com os 5 vinhos com a melhor relação preço qualidade abaixo das f13.

4 dos vinhos da lista foram elaborados com uvas do vale de Casablanca e um com uvas do vale de leyda.

Entre os especialistas que degustaram os vinhos estão Christelle Guibert, diretor de degustação da revista Decanter, o jornalista chileno Patricio Tapia, o brasileiro Dirceu Vianna Jr (MW), Peter Richards MW e Jane Parkinson.

 

os 5 vinhos Sauvignon Blanc ganhadores:

 

Cono Sur, 20 Barrels Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2013. 90 pontos

Ventolera, Litoral Sauvignon Blanc, Leyda, Chile 2013. 90 pontos

Domaines Barons de Rothschild (Lafite), Los Vascos Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2014. 90 pontos.

Cono Sur, Reserva Especial Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2014. 89 pontos.

Quintay, Sauvignon Blanc Grand Reserve, Casablanca, Chile 2014. 86 pontos.

 

5 Grandes vinhos Sauvignon Blanc do Chile segundo revista inglesa Decanter

5 Grandes vinhos Sauvignon Blanc do Chile segundo revista inglesa Decanter

 

Fonte: Decanter

7 curiosidades históricas sobre vinhos

 

Inusitados, os episódios marcaram a trajetória de uma das bebidas mais estimadas do mundo

Que o vinho é muito apreciado, e precisa-se de muito tempo para entendê-lo, todos sabem, no entanto, ele também possui uma história muito antiga, e cheia de curiosidades pouco conhecidas. Selecionamos algumas delas, um tanto pitorescas:

 A expressão “brindar”

1- Originou-se na Roma antiga, quando o Senado ordenou ao imperador Augustus que fosse homenageado com um brinde a cada refeição. O costume começou com um pedaço de pão tostado, chamada pelos romanos de “tostus”, que eles colocavam na taça de vinho, para mascarar eventuais sabores desagradáveis da bebida. Virou costume, assim, que todo mundo em uma refeição levantasse sua taça, para uma pessoa que estivesse sendo homenageada.

 A garrafa de vinho mais antiga do mundo

2- Data do ano 325 a.C. e foi encontrada perto da cidade de Speyer, na Alemanha, em 1867. Acredita-se que é a garrafa não aberta mais velha do mundo. Ela possui cerca de 1,5 litro de bebida e foi descoberta durante uma escavação dentro de uma tumba de um homem pertencente à elite romana do século IV, que possuía dois sarcófagos, um com o corpo de um homem e o outro com o de uma mulher. É provável que o vinho tenha sido produzido na mesma região, diluído com uma mistura de ervas e preservado com uma grande quantidade de azeite espesso adicionado ao frasco para vedar o vinho, juntamente com um selo de cera quente.

O rei Tutancâmon, morto em 1352 d.C., várias garrafas de vinho tinto.

O rei Tutancâmon, morto em 1352 d.C., várias garrafas de vinho tinto.

A oenophobia

3-Embora não seja algo muito comum, muitas pessoas possuem medo de vinhos, esse transtorno é chamado de “oenophobia”, que caracteriza-se como “medo de vinho; ansiedade relacionada ao vinho”.

 A terra do vinho

4-Quando chegaram a América do Norte, os “vikings” nórdicos (exploradores) nomearam o continente como wine land”, ou seja, “terra do vinho”, devido à grande quantidade de videiras que acharam no local.

 O ato de falsificar vinhos

5- É ilegal desde 1.754 a.C., na antiga Mesopotâmia. O código de leis chamado de “Código de Hamurabi” é um dos mais antigos já decifrados atualmente. Ele possui 282 leis, uma das quais afirma que qualquer pessoa que fosse flagrada vendendo vinho fraudado deveria ser afogada em um rio, como meio de punição.

Vinho na tumba do menino-rei Tutancâmon

6-Em 1922, descobriu-se na tumba do menino-rei Tutancâmon, morto em 1352 d.C., várias garrafas de vinho tinto, rotuladas com o nome, safra, local e até o produtor dos vinhos. Os rótulos eram tão detalhados que podem ser comparados com os de hoje em dia.

Sete curiosidades históricas sobre vinhos

Sete curiosidades históricas sobre vinho

 A origem do simpósio

7-Você pode pensar que um simpósio é um encontro de acadêmicos ou profissionais para discutir sua profissão ou debater assuntos atuais, e você estaria certo, porém, também é uma desculpa para beber. O termo simpósio teve origem na Grécia antiga e significa, literalmente, “beber juntos”, refletindo o costume dos gregos de misturar vinho e discussões intelectuais. Simpósios geralmente eram realizados nas casas das pessoas, servia-se comida e vinhos, ao mesmo tempo em que ocorria uma discussão sobre política e filosofia. Eles eram frequentemente realizados para comemorar a introdução de jovens na sociedade aristocrática. Um simpósio era supervisionado por um “symposiarch”, uma versão antiga de um sommelier, que iria decidir  qual vinho seria servido na noite.

 

Fonte: Revista Adega.

 

Vinhos com aroma de Canela. Conheça a origem e os tipos de vinhos

 

Este é um aroma considerado um dos mais nobres e sempre está relacionado com a qualidade.

A canela procede de uma variedade de laurel e seu aroma se classifica dentro do grupo das especiarias.

A molécula característica da canela é o aldeído cinâmico. Sempre está acompanhada de outras moléculas, que entregam notas de cravo e de pimenta do reino. A canela algumas vezes aparece nos vinhos como aroma primário (que provém da própria uva) principalmente em vinhos elaborados a partir da uvas Syrah, Garnacha, Riesling e Gewürztraminer, mas também faz parte dos aromas terciários que são resultados da evolução do vinho dentro da garrafa.

É um aroma que também aparece com muita frequência em vinhos fortificados como os Portos e nos Brandies, quando estão bem evoluídos.

Vinhos com aroma de Canela. Conheça a origem e os tipos de vinhos

Vinhos com aroma de Canela. Conheça a origem e os tipos de vinhos

No novo mundo é comum que encontremos este aroma em vinhos das uvas já descritas anteriormente, principalmente quando provêm de climas cálidos, como são o caso do Vale de Colchagua, Cachapoal Centro e Aconcágua, no Chile e também em muitos vinhos de Mendoza, na Argentina.

A nível mundial, outros vinhos que merecem destaque são os vinhos licorosos elaborados a base de uva Moscatel, (Late Harvest) pois oferecem uma ampla gama aromática que mistura os aromas de frutas desidratadas, confeitadas, pacificadas mas que quase sempre estão acompanhadas por aromas de canela.

Nos vinhos licorosos elaborados com uvas botritizadas, tipo os franceses Sauternes e Barsac ou os húngaros Takaji, as notas de canela enobrecem as complexidades entregues pela botritis. 

Para completar esta breve matéria, detalhamos que as notas de canela possui uma magnifica evolução, seja em vinhos tintos ou brancos e sempre é considerada um aroma de alta qualidade, com a condição de que não seja unidimensional, ou seja, ele sempre deve estar acompanhados por outros tipos de aromas.

Conheça duas das bodegas mais lindas do planeta

 

Viticultores apostam em designs modernos, que favorecem a fabricação de vinhos e melhoram o visual de suas adegas

Embora a qualidade do vinho seja indiscutivelmente mais importante do que a estética da vinícola onde foi feito, cada vez mais produtores exercitam suas habilidades de designs para criar edifícios inovadores, modernos e impressionantes nas vinícolas. Esse novo conceito de vinícola art, além da estética, traz muitos benefícios ambientais e econômicos.

Veja estes dois exemplos de vinícolas italianas de impactante beleza.

 Cantina Ceretto, Barolo, Italia

-Este terreno do século 19 foi adquirido pela família Ceretto em 1987 e transformada em sede de vinificação. O destaque da adega é, sem dúvida, o seu design futurista, com um deck de observação espacial do tipo que se projeta sobre as vinhas proporcionando aos visitantes vistas panorâmicas da propriedade.

Cantina Ceretto tem um mirador conhecido como o Acino, a palavra italiana para uma única baga da uva, ele tem vista para os vinhedos das colinas do Barolo.

Cantina Ceretto, Barolo, Italia

Cantina Ceretto, Barolo, Italia

 Castello di Amorosa, Toscana, Italia

– Castello di Amorosa é o resultado do sonho de um homem de construir um autêntico castelo medieval na Toscana. Dario Sattui, enólogo italiano e empresário, começou a construir o Castello di Amorosa em 1994 e finalmente abriu para negócios em 2007. Com aproximadamente 121.000 metros quadrados, possui 107 quartos, 90 dos quais são dedicados a vinificação e armazenamento, e um grandehall com dois andares pintados por artistas italianos, com uma antiga lareira de 500 anos. Construído a partir de 8.000 toneladas de pedras esculpidas à mão, o edifício está situado ao longo de oito níveis e dispõe de uma ponte levadiça, calabouço e câmara de tortura, mesmo entre inúmeros caves.

Castello di Amorosa, Toscana, Italia

Castello di Amorosa, Toscana, Italia