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A uva Carménère. Cada dia mais chilena!

Os melhores Carménère’s chilenos nunca estão sozinhos.

Embora esta uva tenha conseguido muito sucesso na sua versão mono-varietal (uma variedade), é, acompanhada por outras uvas, ela tem realmente conseguido sua consagração e reconhecimento.

Por exemplo, dos três vinhos chilenos que até hoje alcançaram a histórica pontuação (97 pontos) para a revista Wine Advocate (Robert Parker), dois deles (da Von Siebenthal e da Concha y Toro) têm sido vinhos onde a Carménère ocupa 90% da mescla.

Outra uva que acompanha o caso do vinho de Von Siebenthal (o Tatay de Cristóbal) é a Petit Verdot, que aporta estrutura e acidez; no caso do vinho da Concha y Toro (Carmín de Peumo) são as uvas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, que aportam também estrutura no caso da primeira e elegância no caso da segunda.

Concha y Toro Carmín de Peumo. Un dos melhores Carménère’s chilenos

Concha y Toro Carmín de Peumo. Un dos melhores Carménère’s chilenos

E como não incluir o estupendo Clos Apalta? Também um blend, mas que tem a uva Carménère como sua base.

É impressionante tudo o que esta uva tem alcançado em tão pouco tempo, e, sem dúvida, nos próximos anos acontecerão alguns fatos importantes, que se espera que ajude ainda mais na imagem e na consagração a nível mundial da Carménère.

Estão trabalhando novos estilos, agora acompanhada com a outra grande novidade do Chile, que é e uva Carignan, enxertando parreiras velhas de uvas “pais”, buscando novos terroir’s onde esta uva possa alcançar bons níveis de acidez de maneira natural (sem ter que fazer correções de acidez, que é uma necessidade desta uva já que tem uma acidez muito baixa).

Enfim, nos próximos anos continuarão aparecendo Carménère’s cada vez melhores – e esta uva se tornará cada dia mais chilena. Já que além deste país, não tem outro onde tenha este protagonismo, embora que já tenha plantações desta uva em muitas outras partes do mundo (França, Itália, china, Uruguai, argentina e até no Brasil).

Ficou com vontade de degustar um bom Carménère?

Veja a primeira parte dessa matéria

Veja aqui alguns dos melhores do Chile

 

 

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

De maneira natural os Sauvignon Blanc são os vinhos do começo

Os os Sauvignon Blanc são os vinhos que sempre são servidos primeiro em um jantar ou em uma degustação, seja esta descontraída, entre amigos ou um evento mais formal.

É preciso entender e lembrar sempre que no universo do vinho não se pode generalizar e dividir só em uvas, já que estas uvas dão vinhos. Então o mais importante é ter, antes de tudo, este conceito muito claro.

Então, para facilitar as coisas, classificamos essa uva em três categorias de vinhos.

 

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

 1: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos  e leves:

Que tenha no máximo 2 anos de idade (da safra que aparece no rótulo da garrafa). Estes vinhos devem ser aromaticamente muito intensos e frescos, mas geralmente não são muito complexos, e na boca devem ter uma boa acidez e corpo leve e fresco.

Normalmente as uvas deste vinho provêm das parreiras mais jovens de um vinhedo, motivo pelo qual entrega altos rendimentos de quilos de uva por hectare. Na vinificação se procura, de preferência, fermentações curtas e frias (a baixas temperaturas), assim não vai se obter muita estrutura nem muita concentração na boca (a uva não tem potencial para isso), mas sim uma significativa riqueza aromática, que é como uma espécie de “marca registrada” desta uva. Na boca tem uma acidez vibrante, sempre muito intensa. É o protótipo ideal para começar uma jantar. É um aperitivo por natureza.

Esta categoria de vinhos muitas vezes resulta uma alternativa interessante aos vinhos com borbulhas (espumantes, proseccos, etc.), já que cumprem a mesma função de abrir o apetite – para que isso aconteça, é necessário um vinho que não tenha açúcar (os conhecidos como vinhos “secos”, carentes totalmente de açúcar).

Este mesmo estilo de Sauvignon Blanc também é o vinho ideal para situações informais, dias de praia, à beira da piscina… Vinhos para situações mais descontraídas, onde o objetivo é se refrescar. Seu potencial de vida, na maioria das vezes, é extremadamente curto.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

  

2: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados:

Estes vinhos terão também uma fragrância intensa e fresca, bem  mais complexa e diversa que a categoria anteriormente descrita.

À boca está a principal diferença, porque aqui se encontra maior concentração de sabor de frutas, maior estrutura e também uma boa acidez e frescor.

Estes vinhos são elaborados normalmente com uvas de vinhedos mais velhos, mais equilibrados, oriundos de parreiras de maior idade – que entregam uma menor quantidade de cachos, mas que tem a pele mais grosa. Estes vinhos também podem ser bebidos como aperitivo, são deliciosos, aromaticamente muito frescos e ao mesmo tempo muito complexos.  Ao paladar é intenso, profundo e revela prazer.

Para este tipo de vinho é recomendado um contexto mais formal. Se um vinho deste for bebido de maneira descuidada, ou de maneira descontraída, seria só uma garrafa mal desfrutada, desperdiçada e não valorizada.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

 

3: Os Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos:

É uma categoria um tanto especial, de um nível onde os vinhos da primeira categoria nunca conseguirão chegar, porque oxidam e morrem antes de alcançar esta etapa.

Os vinhos da categoria 2, sim, conseguem alcançar. Aqui é onde se encontram os Sauvingons que são concentrados e maduros, e que pelo passar dos anos já se encontram evoluídos.

A principal diferença é que são esses raros vinhos de Sauvignon Blanc’s, que foram muito bons desde o começo, concentrados, os que conseguiram melhorar com o armazenamento em garrafa e ter uma vida mais longa (no caso oposto, alguns vinhos desta uva só conseguem viver por alguns meses, porque se deterioram rapidamente).

Então, esta categoria extrema dentro da uva Sauvingon Blanc, é de onde se tem vinhos de aromas muito, mas muito complexos (com aromas e sabores terciários). As notas aromáticas que um dia foram cítricas e intensas vão ter se transformando em deliciosas notas de confeitura, compota e marmeladas de frutos cítricos.

E à boca, que um dia foi fresca, vai felizmente se manter com esta característica (só que com um pouco menos de intensidade de frescor). Porém vai ganhar em textura, equilíbrio, oleosidade, ou seja, como aperitivo vai ser também um bom vinho, mas existirão muitos outros elementos e virtudes que são impossíveis de se encontrar em vinhos jovens. É neste estilo que a uva Sauvignon Blanc consegue mostrar de melhor maneira toda a sua magnitude e incomparável beleza.

 

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

 

Viña Una Hectárea Balance 2008

Balance da vinícola Una Hectárea é um tinto a base de Cabernet Sauvignon, com um leve aporte de Cabernet Franc e uma pisca de Syrah.

As uvas que deram vida a este vinho provem de vinhedos localizados no pé de monte da Cordilheira dos Andes, no no Alto Maipo, mais especificamente de Chada. Muito perto desse vilarejo, estão vários dos melhores terroirs dessa região, destacando entra as mais importantes as vinícolas Perez Cruz, Santa Rita, Antiyal, entra outras.

Balance pertencesse a mesma vinícola que produz o já prestigiosos e afamados Una Hectárea Amir, Una Hectárea Sultan e Una Hectárea Puro Instinto.

O responsável pela elaboração desses vinhos foi o enólogo chileno Felipe Garcia, quem tem na sua autoria junto com a sua esposa Constanza Scwhaderer alguns outros grande tintos chilenos, também de reconhecimento mundial, tais como: Garcia Scwhaderer Facundo, Garcia Scwhaderer Marina, Garcia Scwhaderer Sofia e um Carignan que teve a máxima pontuação de todos os existentes nesse pais para o crítico Robert Parker.

Viña Una Hectárea Balance 2008. Um autêntico vinho de Autor chileno

Viña Una Hectárea Balance 2008.

 

Tipo Tinto
Safra 2008
Volume 750ml
Pontuação Winechef  Winechef 91 Pontos
País Chile
Região Maipo Alto
Sub-Região Chada
Uva 90% Cabernet Sauvignon, 8% Cabernet Franc e 2% Syrah
Teor Alcoólico 14,8%
Tipo de Uva Tinta Cabernet Sauvignon
Amadurecimento 14 meses em barrica de 1° uso, (toneleria taransaud)
Visual Coloração vermelho rubi profundo com bordas alaranjadas.
Olfativo No nariz é intenso, muito sedutor e com uma boa dose de complexidade, desenvolvendo aromas que lembram frutas vermelhas como groselha, framboesa, cereja vermelha, mas com notas florais misturadas com cassis – tudo remarcado em um fundo fresco que lembram zimbro e eucalipto e já começando e entregar aromas terciários produto da evolução do vinho na garrafa.
Gustativo É oleosamente “texturizado” no palato, com doçura extraordinária e glicerina, devido a uma perfeita madures de taninos, os que se advertem suaves e delicados. Um final de boca viscoso, em várias camadas de sabores. É um Cabernet (Sauvignon e Franc) com grandes qualidades, muita tipicidade e uma excelente relação custo/benefício.
Dica de Harmonização Pernas de coelho ao vinho.
Côte de boeuf grillé.
Javali ao molho de frutas vermelhas e purê de batatas.
Cordeiro em crosta de cogumelos selvagens.
Lombo de porco desossado envolto na sua própria gordura.
Pato assado com molho de ameixa.
Massas com molhos condimentados e queijos maduros.
Escalopes de pato grelhados.
Lombo em crosta de azeitona.
Costelinhas de porco fritas.
Tipo de Comida Carnes vermelhas e carnes de caça maior
Importador  Terramatter Impotadora
Temperatura de Serviço 16º
Potencial de Guarda 8 anos desde sua colheita
Nome da Vinícola Una Hectárea
Ano de Fundação da Vinícola 2008
Produções Limitadas Vinhos de Autor
Enólogo Responsável Felipe Garcia
Proprietário Marcio Moualla

 

Veja Também:

 

Todo sobre a Sauvignon Blanc. Máteria do enólogo chileno Felipe García para Winechef

 

O enólogo chileno Felipe Garcia nos fala sobre a uva Sauvignon Blanc e o papel do solo e do clone

Confira a primeira parte da materia no link:  Uva Sauvignon Blanc

O solo e a uva Sauvignon Blanc 

A segunda condição é o solo. Vimos como cada tipo de solo tem efeitos particulares sobre cada variedade e, baseado nessa observação, eu poderia afirmar que o Sauvignon Blanc não é uma variedade que suporta bem o estresse, é muito mais “Hippie”. Sendo assim, cresce muito melhor em solos com uma boa quantidade de argila, onde fica mais produtivo e a qualidade e concentração da uva ficam ótimas. Para mim, os dois melhores solos em Casablanca são os de fundo lacustre, onde a argila é escura e pesada, e o solo granítico, vermelho com boa quantidade de argila, mas com melhor oxigenação.

O primeiro dá uma característica mais mineral e o segundo proporciona um vinho de estilo mais frutado. Em ambos é possível obter vinhos com bastante sabor e excelente acidez natural.

Os clones de uva Sauvignon Blanc  

O terceiro ponto, e talvez um dos mais importantes, é a escolha de material clonal, saber qual é a origem do material genético de nossas plantas.

Aqui é onde se começa a “moldar” o estilo do Sauvignon Blanc que se quer fazer. No Chile os clones mais difundidos são o clone 1, que é o mais mineral de todos, e o clone 5, que é o mais cítrico (eu gosto mais dos clones 107, mais verdes e um dos que apresenta mais sabor, e o clone 242, uma explosão de frutuosidade).

Existe muita variedade de clones e a escolha depende muito do gosto do enólogo que vai elaborar o vinho. É daqui que parte a definição do estilo do vinho que vamos fazer. Os clones se expressam de maneira diferente de acordo com o clima do local onde estão. Por exemplo: um clone 1, que tem a maturação tardia, pode se desenvolver muito melhor em um clima quente do que um clone 242, que tem a maturação adiantada.

Isso é, já que entre processos mais longos de maturação da fruta é maior, melhor será a qualidade e quantidade de compostos aromáticos que a planta poderá gerar. Já temos o clima, o solo e a planta. Se todo o cuidado com a plantação e o manejo da fruta forem tomados, teremos a matéria-prima perfeita para trabalhar na adega e é aqui que se inicia o segundo tempo desta partida…

Marina Sauvignon Blanc

Marina Sauvignon Blanc

 

 

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

De maneira natural os Sauvignon Blanc’s são os vinhos do começo, os vinhos que sempre são servidos primeiro em um jantar ou em uma degustação, seja esta descontraída, entre amigos ou um evento mais formal.

É preciso entender e lembrar sempre que no universo do vinho não se pode generalizar e dividir só em uvas. Então o mais importante é ter, antes de tudo, este conceito muito claro.

Então, para facilitar as coisas, o vamos classificar em três categorias de vinhos com a uva Sauvignon Blanc.

1: Os Sauvignon Blanc’s jovens, frescos  e leves:

Que tenha no máximo 2 anos de idade (da safra que aparece no rótulo da garrafa). Estes vinhos devem ser aromaticamente muito intensos e frescos, mas geralmente não são muito complexos, e na boca devem ter uma boa acidez e corpo leve e fresco.

Normalmente as uvas deste vinho provêm das parreiras mais jovens de um vinhedo, motivo pelo qual entrega altos rendimentos de quilos de uva por hectare. Na vinificação se procura, de preferência, fermentações curtas e frias (a baixas temperaturas), assim não vai se obter muita estrutura nem muita concentração na boca (a uva não tem potencial para isso), mas sim uma significativa riqueza aromática, que é como uma espécie de “marca registrada” desta uva.

 

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

 

Na boca tem uma acidez vibrante, sempre muito intensa. É o protótipo ideal para começar uma jantar. É um aperitivo por natureza.

Esta categoria de vinhos muitas vezes resulta uma alternativa interessante aos vinhos com borbulhas (espumantes, proseccos, etc.), já que cumprem a mesma função de abrir o apetite – para que isso aconteça, é necessário um vinho que não tenha açúcar (os conhecidos como vinhos “secos”, carentes totalmente de açúcar).

Este mesmo estilo de Sauvignon Blanc também é o vinho ideal para situações informais, dias de praia, à beira da piscina… Vinhos para situações mais descontraídas, onde o objetivo é se refrescar. Seu potencial de vida, na maioria das vezes, é extremadamente curto.

CONTINUA…

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Como a qualidade do vinho depende diretamente da qualidade da uva, cada variedade precisa de condições climáticas específicas.

Se considerarmos que cada país e cada região possui suas próprias caraterísticas climáticas, isso vai explicar que, cada vez mais, seja frequente ter a especialização de uma determinada região (ou país) em um determinado tipo de uva.

Para que possa aprender qual é a uva emblemática de cada uma das principais regiões produtoras, veja essa lista abaixo:

 

Países do Novo mundo:

Chile: Carménère, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc

Argentina: Malbec

Austrália: Shiraz

Nova Zelândia: Sauvignon Blanc e Pinot Noir

Estados Unidos: Zinfandel e Pinot Noir

Sul África: Pinotage

Países do Velho mundo:

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

 

França:

Bordeaux Pomerol: Merlot

Bordeaux Paulliac: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot

Bordeaux Saint-Émilion: Cabernet Franc

Bourgogne: Pinot Noir e Chardonnay

Champagne: Pinot Noir e Chardonnay

Cahors: Côt (Sinônimo de Malbec)

Vale do Rhône: Syrah

 

Itália:

Toscana: Sangiovese

Piemonte: Barbera

Abruzzo: Montepulciano

Campania: Aglianico

Sardegna: Garnacha Tinta (Cannonou)

Sicília: Nero D´Avola

Veneto: Corvina Veronese

 

Portugal:

Vinho Verde: Alvarinho e Loureiro

Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca.

Dão: Touriga Nacional e Alfocheiro.

Bairrada: Baga

Alentejo: Trincadeira, Aragonez, Castelão, Alicante Bouschet e Touriga Nacional.

 

Espanha: Tempranillo

Alemanha: Riesling, Gewrtztraminer

 

A uva Carignan, o segredo escondido do Chile

 

A uva Carignan renasce no  Chile.

Se falarmos de vinhos do Chile e de suas uvas mais importantes, teremos sempre que falar de Carménère, a uva já conhecida por todos e que foi e é (como é o Malbec para argentina) a bandeira da viticultura deste país. Mas o segredo é que tem outra uva que irá colocar o Chile novamente no topo da cena mundial. Essa é a fascinante Carignan.

A Carignan tem uma história fantástica, e sensorialmente possui características sobressalientes. Ela tem tudo o que é necessário para se converter na uva do futuro do vinho chileno, e tudo indica que nos próximos anos vai dar muito que falar. O certo e concreto é que seus vinhos são incrivelmente bons, e a modo de introdução nesta uva apresento e recomendo à continuação um deles, da vinícola Gillmore.

Gillmore é uma vinícola boutique, que só produz vinhos tintos, e que possui um selo muito particular com vinhos de muita personalidade.

Este “selo” que está em todos os seus vinhos, tanto aromático como gustativamente falando está representada no caso do aroma, com as suaves notas frescas de menta, alecrim, pinho, e em algumas safras até mesmo eucaliptos.

A uva Carignan, o segredo escondido do Chile

A uva Carignan, o segredo escondido do Chile

 Gillmore Carignan 2007 

Há chocolate em abundância, cereja, canela e outras especiarias doces. A melhor forma de explicar as características deste vinho é imaginar um bombom de cerejas recheado com menta… Uma delícia.

Impecável também a sua performance ao paladar. Ingressa na boca com um frescor impressionante e uma harmonia digna dos grandes vinhos, tudo em equilíbrio. Os taninos muito maduros, mas com a rusticidade que caracteriza esta uva. Este vinho, e outros fantásticos do vale do Maule, estão começando a demonstrar o enorme potencial desta uva. Um vinho muito escasso, delicioso e com uma relação de preço e qualidade difícil de superar.

Vinho Gillmore Carignan

Vinho Gillmore Carignan

 

Potencial de evolução

Como dado importante, gostaria de destacar o grande potencial de evolução que tem em geral os vinhos do vale do Maule. E, em particular, os vinhos desta vinícola. Ou seja, para quem gosta de vinhos mais elegantes e frescos, com graduações de álcool menores do que estamos acostumados com os vinhos do Novo Mundo. Os vinhos do Maule são, neste sentido, perfeitos e felizmente vão ao mesmo sentido do que os mercados mundiais – e também os paladares mais entendidos a nível nacional estão preferindo e exigindo vinhos menos maduros, menos pesados, menos cansativos, menos maquiados (madeira)… Estão preferindo vinhos opostos a estes estilos detalhados. Ou seja, vinhos mais francos e frutais, não muito maduros, sem excesso da madeira, mais frescos, mais puros, mais genuínos, onde se vá conseguir beber a garrafa toda.

Nas próximas semanas pretendo continuar falando sobre esta uva, porque tem muita informação interessante para entregar e muitas vinícolas do Chile estão começando a elaborar vinhos com ela. Até uma associação recentemente formada pretende resgatar e posicionar esta uva entre as uvas tops do Chile.

Comecei indicando este Carignan da Gillmore porque tenho absoluta certeza que logo após degustá-lo vai se apaixonar pelos vinhos desta bodega e desta uva. Para terminar, e só como informação complementar, Robert Parker entregou 93 pontos para duas safras deste vinho de maneira consecutiva (safra 2008 e 2009), o que é uma pontuação inacreditável para um vinho desta faixa de preço.

 

Aprenda como harmonizar vinhos brancos

 

Que vinho acompanha um ceviche de robalo?

A gastronomia é um mundo fascinante, cheio de detalhes, de cores, de aromas e sabores. Cada prato tem vida própria e representa o estilo do autor, da pessoa que o elaborou. Sentar frente a um prato visualmente agradável, bem decorado, colorido, com agradáveis aromas e bom sabor é uns dos maiores prazeres de um grande número de pessoas no mundo.

Estas pessoas que adoram a gastronomia são as mesmas que adoram também o vinho.  Já tiveram a oportunidade de provar um prato gostoso, de qualidade, delicioso, mas sem a companhia de uma taça de vinho? Dá a impressão que algo está faltando. Acho que é a magia da cumplicidade entre dois produtos que se complementam sublimemente.

Sobre a harmonização em si, felizmente existe em forma natural e espontânea uma relação sensorial que faz com que o vinho harmonize com a comida, e a probabilidade de que esta seja totalmente inexistente é muito baixa.

Para conseguir ter sucesso na hora de harmonizar um prato com uma garrafa de vinho é só usar a lógica e o senso comum em relação a cada um dos detalhes. Cores, aromas e sabores, tanto do prato como também do vinho com o qual queremos que nos acompanhe.

Aprenda como harmonizar vinhos brancos

Aprenda como harmonizar vinhos brancos

Vinhos e Frutos do mar

Por exemplo: vamos comer um fruto do mar, o qual logicamente sempre tem que ser o mais fresco possível, tipo um peixe branco (ex.: robalo). O preparo será com ele cru (ceviche), onde coloquemos só limão para acrescentar ao sabor e ao frescor.

Neste caso, o correto é procurar um vinho que tenha as mesmas caraterísticas do prato, ou seja, se estamos falando de um produto do mar que tem que ser consumido o mais fresco possível também teremos que procurar um vinho que deva ser bebido o mais jovem possível.

Como este prato (ceviche) vai ter um sabor predominantemente levemente cítrico, por causa do limão, temos que procurar vinhos que tenham estas mesmas características. Então, o vinho correto vai ser um branco, o mais jovem possível, que tenha uma marcada acidez e que não tenha passado por madeira.

Serão muitas opções para harmonizar de maneira correta, independente da variedade da uva. Pode ser um Sauvingon Blanc, um Chenin Blanc, até um Torrontés, mas o importante é que tenha as caraterísticas destacadas anteriormente.

Ceviche de Robalo Winechef

Ceviche de Robalo Winechef

 

Harmonizando vinhos brancos

 

Harmonizando vinhos brancos com a gastronomia brasileira durante o verão

A gastronomia é um mundo fascinante, cheio de detalhes, de cores, de aromas e sabores. Cada prato tem vida própria e representa o estilo do autor, da pessoa que o elaborou. Sentar frente a um prato visualmente agradável, bem decorado, colorido, com agradáveis aromas e bom sabor é uns dos maiores prazeres de um grande número de pessoas no mundo.

Estas pessoas que adoram a gastronomia são as mesmas que adoram também o vinho.  Já tiveram a oportunidade de provar um prato gostoso, de qualidade, delicioso, mas sem a companhia de uma taça de vinho? Dá a impressão que algo está faltando. Acho que é a magia da cumplicidade entre dois produtos que se complementam sublimemente.

Sobre a harmonização em si, felizmente existe em forma natural e espontânea uma relação sensorial que faz com que o vinho harmonize com a comida, e a probabilidade de que esta seja totalmente inexistente é muito baixa.

Para conseguir ter sucesso na hora de harmonizar um prato com uma garrafa de vinho é só usar a lógica e o senso comum em relação a cada um dos detalhes. Cores, aromas e sabores, tanto do prato como também do vinho com o qual queremos que nos acompanhe.

HARMONIZANDO VINHOS BRANCOS

HARMONIZANDO VINHOS BRANCOS

Vinhos brancos e fruto do mar

Por exemplo: vamos a comer algum fruto do mar, o qual logicamente sempre tem que ser o mais fresco possível, tipo um peixe branco (ex.: robalo). O preparo será com ele cru (ceviche), onde coloquemos só limão para acrescentar ao sabor e ao frescor. Neste caso, o correto é procurar um vinho que tenha as mesmas caraterísticas do prato, ou seja, se estamos falando de um produto do mar que tem que ser consumido o mais fresco possível também teremos que procurar um vinho que deva ser bebido o quanto antes.

Como este prato (ceviche) vai ter um sabor predominantemente cítrico, por causa do limão, temos que procurar vinhos que tenham estas mesmas características. Então, o vinho correto vai ser um branco, o mais jovem possível, que tenha uma marcada acidez e que não tenha passado por madeira.

Serão muitas opções para harmonizar de maneira correta, independente da variedade da uva. Pode ser um Sauvingon Blanc, um Chenin Blanc, até um Torrontés, mas o importante é que tenha as caraterísticas destacadas anteriormente.

Nascimento e crescimento da uva

 

É na vinha que se faz o vinho

“Fazer bom vinho” é, na essência, “fazer” boas uvas. Depois colhe-las no momento próprio e proteger o seu suco (mosto) antes e durante a fermentação. A parte mais complicada do “fazer vinho” é enquanto as uvas estão na videira, durante todo o período que vai da floração à colheita; porque é na vinha que se faz o vinho e nem sempre a mãe natureza colabora com os desejos do enólogo ou do viticultor.

Conhecer a uva e o modo como amadurece é importante para uma colheita bem programada e para o sucesso de uma vinificação.

O nascimento e crescimento da uva resumem-se a um processo hormonal que inclui polinização, fertilização do ovário da flor da videira e desenvolvimento da grainha. Os dois primeiros originam o bago de uva e o último, o seu crescimento. Uma vez formado, o bago é constituído por película, polpa e grainhas. No seu desenvolvimento, que pode ir de 90 a mais de 140 dias (dependendo da casta, porta enxertos, clima e solo e práticas culturais) a uva atravessa 4 fases distintas…

 

Nascimento e crescimento da uva

Nascimento e crescimento da uva

O período herbáceo que vai do momento da formação dos pequenos bagos à mudança de cor. Nesta fase o bago comporta-se como qualquer outra parte verde da planta, realiza a fotossíntese através de estomas e os açúcares produzidos e recebidos de outras partes da planta são utilizados no crescimento e maturação da grainha. Neste período o bago detém apenas 2% do seu peso em açúcar.
 
Na “pinta” que corresponde à mudança de cor, a uva perde clorofila e ganha ácido abscísico que faz com que as castas brancas ganham a cor amarelada e as tintas o vermelho escuro. Os estomas degradam-se, com a maturação da grainha as hormonas de crescimento deixam de ser produzidas, a multiplicação celular pára e inicia-se a fase de acumulação. O volume do bago aumenta tornando-se elástico, a película cobre-se de uma camada cerosa chamada de pruína, o teor de açúcar quintuplica num espaço curto de tempo e a acidez decresce.
 
Na maturação, que vai da pinta à colheita, o bago aumenta de volume (mais a polpa que a película, o que leva ao aumento de pressão dentro do bago) e o açúcar continua a acumular-se na uva podendo atingir os 260 gramas por litro de mostro. A acidez mantém-se a decrescer.
 
A sobre maturação é a fase em que já se ultrapassou a maturação propriamente dita. Cessam as trocas entre planta e fruto e dá-se a concentração do suco celular por desidratação ou por ataque da podridão nobre. Durante a maturação vários fenómenos ocorrem na uva sendo os principais a acumulação dos açúcares, a degradação ácida, a evolução e maturação fenólica e a formação dos aromas.

 

CONNTINUA…