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O som do vinho em música

Chama-se “Coils on Malbec” e é um disco.

Mas a referência à mais afamada casta da Argentina não é uma liberdade artística.

O disco, que resulta da cooperação entre dois compositores, o argentino Alan Courtis e o norte-americano Cyrus Pireh, transfere para música a variação electromagnética do vinho.

As sessões de gravação decorreram em Outubro de 2013, em Buenos Aires, o que explica a opção pela casta Malbec, e o material foi depois trabalhado em estúdio durante os dois anos seguintes.

O resultado final, com o selo da editora Shinkoyo, é um LP em vinil translúcido de cor púrpura produzido na República Checa.

Só tem duas faixas: “Coils on Malbec”, no lado A; e “Malbec on Coils”, no lado B.

 

Coils on Malbec

Coils on Malbec

 

Produção mundial de vinho baixou em 2016

Todos os anos, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) publica as suas estimativas para a campanha que acabou de terminar. O anúncio é feito em conferência de Imprensa, liderada pelo diretor geral da OIV, Jean-Marie Aurand.

Os números de 2016 já são públicos e a OIV estima que a produção mundial de vinho em 2016 atinge os 259,4 milhões de hectolitros. Isto representa uma diminuição de 5 % em comaraçao a 2015 e torna esta colheita como uma das mais fracas desde o ano 2000.

A Itália deverá manter o primeiro lugar na produção mundial, com 48,8 milhões de hectolitros, logo seguido da França e da Espanha.

A Itália e a Espanha não tiveram um ano mau na produção mas a França terá registado uma quebra significativa (-12%).

 

Produção mundial de vinho baixou em 2016

Produção mundial de vinho baixou em 2016

 

No continente europeu, os campeões das quebras terão sido Áustria (-21%) e Portugal (-20%). A nível mundial, não foram únicos: as maiores quebras ficaram no hemisfério sul, com a Argentina a liderar (-35%!), logo seguido do Chile (-21%) e África do Sul (-19%).

No pólo oposto, tanto a Roménia como a Nova Zelândia tiveram grandes anos de produção, crescendo 37 e 34 por cento, respectivamente.

 

 

James Suckling e os 100 melhores vinhos do mundo em 2016; Chile e Argentina

Há alguns dias atras postamos em Winechef a lista completa de James Suckling com os 100 melhores vinhos do mundo em 2016.

Na lista abaixo estão os vinhos de Chile e Argentina presentes no ranking.

Vinhos de Chile:

2.  Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon Valle de Maipo 2014
21.  Aristos Chardonnay Valle de Cachapoal Duquesa d’A 2011
48. Montes Valle de Colchagua Alpha M 2013
51. Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor Puente Alto Vineyard 2012
55. Matetic Syrah Valle de San Antonio 2012
71. Clos des Fous Malbec San Rosendo Tocao 2013

 

Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon Valle do Maipo 2014

Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon Valle do Maipo 2014

 

Vinhos da Argentina:

5.  Catena Zapata Adrianna Vineyard Malbec Mendoza Fortuna Terrae 2012
13. Trapiche Malbec Cabernet Franc Mendoza Iscay 2011
18. El Enemigo Gualtallary Valle de Uco Gran Enemigo Gualtallary 2012
22. Viña Cobos Malbec Mendoza Cobos 2013
36. Susana Balbo Vinhos Valle de Uco Nosotros Única Vineyard 2011
80. Abremundos Malbec Valle de Uco Octava Bassa 2013
85. Bodega Chacra Pinot Noir Patagonia Sin Azufre 2015
92. Cheval des Andes Mendoza 2013

 

Catena Zapata Adrianna Vineyard Malbec Mendoza Fortuna Terrae 2012

Catena Zapata Adrianna Vineyard Malbec Mendoza Fortuna Terrae 2012

 

James Suckling: Os melhores 100 vinhos do mundo 2016

James Suckling foi o editor da Wine Spectator, considerada a  uma das mais importante do mundo. Hoje James tem seu própria revista online (http://www.jamessuckling.com/)

Ele degustou durante este ano mais de 10,000 rótulos do mundo todo, e este abaixo é o ranking dos 100 melhores vinhos do mundo 2016.

 

James Suckling: Os melhores 100 vinhos do mundo 2016

James Suckling: Os melhores 100 vinhos do mundo 2016

 

The Tops 100 wines of 2016

 

1 .  Opus One Napa Valley 2013
2.  Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon Valle de Maipo 2014
3.  Renieri Brunello di Montalcino Riserva 2010
4.  Marqués de Murrieta Rioja Castillo Ygay Gran Reserva Especial 1986
5. Catena Zapata Adrianna Vineyard Malbec Mendoza Fortuna Terrae 2012
6. Dominus Napa Valley 2013
7. Krug Champagne Brut 2002
8. remendo Shiraz Hunter Valley velha de Tyrrell 1867 2014
9. Franz Hirtzberger Riesling Wachau Singerriedel Smaragd 2015
10. Gaja Barbaresco Sori San Lorenzo 2013
11. Clonakilla Shiraz Viognier Canberra Distrito 2015
12.  Dönnhoff Riesling Nahe Hermannshohle Niederhausen GG 2015
13.  Trapiche Malbec Cabernet Franc Mendoza Iscay 2011
14. Ciacci Piccolomini d’Aragona Brunello di Montalcino Vigna di Pianrosso Santa Caterina d’Oro Riserva 2010
15. Château de Beaucastel Chateauneuf-Du-Pape Hommage à Jacques Perrin Grande Cuvée 2013
16. Cellars Realm Napa Valley Oakville Beckstoffer Para Kalon Vineyard 2013
17.  Aldo Conterno Barolo Gran Riserva Bussia 2008
18.  El Enemigo Gualtallary Valle de Uco Gran Enemigo Gualtallary 2012
19.  Orma Toscana 2013
20. Dana Estates Cabernet Sauvignon Napa Valley Rutherford Helms Vineyard 2013
21.  Aristos Chardonnay Valle de Cachapoal Duquesa d’A 2011
22.  Viña Cobos Malbec Mendoza Cobos 2013
23.  Abreu Cabernet Sauvignon Napa Valley Cappella 2012
24. Duemani Cabernet Franc Costa della Toscana Duemani 2013
25. Soter Vineyards Pinot Noir Yamhill-Carlton Mineral Springs Ranch 2014
26. Peter Michael Winery Napa Valley Oakville Au Paradis 2013
27. Valdicava Brunello di Montalcino Madonna del Piano Riserva 2010
28. Pio Cesare Barolo Ornato 2012
29. Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Napa Valley Oakville Beckstoffer Para Kalon Vineyard 2013
30. Château Rieussec Sauternes 2013
31. Escarpment Pinot Noir Martinborough Kupe 2014
32. Kapcsandy Family Winery Napa Valley State Lane Vineyard Roberta Reserva 2013
33. Eredi Fuligni Brunello di Montalcino Riserva 2010
34. Wittmann Riesling Rheinhessen Morstein GG 2015
35. Casanova di Neri Brunello di Montalcino Cerretalto 2010
36. Susana Balbo Vinhos Valle de Uco Nosotros Única Vineyard 2011
37. Harlan Estate Napa Valley 2013
38. Bollinger Champagne RD Extra Brut 2002
39. Famille Hugel Riesling da Alsácia Grossi Laue 2010
40. Bellaria Brunello di Montalcino Riserva Assunto 2010
41. Schrader Cabernet Sauvignon Napa Valley Beckstoffer Para Kalon Vineyard Schrader 2013
42. Felton Road Pinot Noir Central Otago Bloco 3 2015
43. La Rioja Alta Rioja Gran Reserva 904 2007
44. Banfi Brunello di Montalcino Poggio Allle Mura Riserva 2010
45. Continuum Napa Valley Continuum 2013
46. monograma Vale Domaine Pinot Noir Serene Willamette 2012
47. Screaming Eagle Napa Valley Oakville 2013
48. Montes Valle de Colchagua Alpha M 2013
49. Por Farr Geelong Tout Près 2015
50. Tor Cabernet Sauvignon Napa Magic Valley Preto 2013
51. Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor Puente Alto Vineyard 2012
52. James Bond Napa Valley Pluribus 2013
53. Domaine de Chevalier Blanc Pessac-Léognan 2013
54. Domaine Valentin Zusslin Riesling da Alsácia Monopole Clos Liebenberg 2013
55. Matetic Syrah Valle de San Antonio 2012
56.   Château Pape Clément Blanc Pessac-Léognan 2013
57. SC Pannell McLaren Vale A Vale 2012
58. Villard Syrah Valle de Casablanca Tanagra 2014
59. Masi Amarone della Valpolicella Classico Campoluogo di Torbe 2009
60. Muga Rioja Prado Enea Gran Reserva 2009
61. David Arthur Cabernet Sauvignon Napa Valley Rutherford Elevation 1147 2013
62. Art Series Leeuwin Estate Cabernet Sauvignon Margaret River 2012
63. Seta & Filial Cabernet Sauvignon Napa Valley Beckstoffer Dr. Guindaste Vineyard 2013
64. Giacomo Conterno Barolo Cascina Francia 2012
65. Quintodecimo Aglianico Irpinia Terra D’Eclano 2013
66. Ceretto Barolo Bricco Rocche 2012
67. Inglenook Napa Valley Rutherford Rubicon 2013
68. Artadi Rioja Viña El Pisón 2013
69.   Mauro Molino Barolo Conca 2012
70. Marchesi Antinori Tignanello Toscana 2013
71. Clos des Fous Malbec San Rosendo Tocao 2013
72. Sauternes Château d’Yquem 2013
73. Foradori Teroldego Vigneti delle Dolomiti Sgarzon 2014
74. Domaine Zind Humbrecht Riesling Alsace Grand Cru Clos Saint Urbain Rangen de Thann 2014
75. Larkmead Napa Valley The Lark 2013
76. Château Mouton Rothschild Bordeaux Blanc Aile d’Argent 2013
77. Tedeschi Amarone della Valpolicella Classico Riserva Monte Olmi 2010
78. Louis Roederer Champagne Cristal 2009
79. Álvaro Palacios Priorat L’Ermita 2014
80. Abremundos Malbec Valle de Uco Octava Bassa 2013
81. Tenuta San Guido Bolgheri-Sassicaia Sassicaia 2013
82. Billecart-Salmon Champagne Cuvée Nicolas François Billecart Brut 2002
83. Descendentes de J. Palacios Bierzo La Faraona 2014
84. Ornellaia Bolgheri Superiore 2013
85. Bodega Chacra Pinot Noir Patagonia Sin Azufre 2015
86. Louis Latour Chevalier Montrachet Grand Cru Les Demoiselles 2014
87. Luce della Vite Toscana Luce 2013
88.   Síntese Martin Ray Cabernet Sauvignon Napa Valley 2012
89. Diamond Creek Cabernet Sauvignon Napa Valley Gravelly Meadow 2013
90. Domaine Jamet Côte-Rotie 2012
91. Spottswoode Cabernet Sauvignon Napa Valley Santa Helena 2013
92. Cheval des Andes Mendoza 2013
93.  Oddero Barolo Villero 2012
94. Roberto Voerzio Barbera d’Alba Pozzoannunziata 2012
95. Quintessa Napa Valley Rutherford 2013
96. Schiopetto Friulano Collio M 2015
97. Guigal Côte-Rotie Château d’Ampuis 2012
98. Château Haut-Brion Blanc Pessac-Léognan 2013
99.  Thierry Allemand Cornas Sans Soufre 2011
100. Sauternes Château Suduiraut 2013

Vinho feito com maconha custa até R$ 1200 a meia garrafa

Pela primeira vez, os produtores de vinho da Califórnia decidiram produzir e comercializar vinhos infusionados com maconha, mais conhecidos como Canna Wine, informou o site Elite Daily.

O vinho está disponível apenas na Califórnia e é vendido com fins medicinais. Para quem não sabe, neste estado norte-americano, há lojas especializadas em maconha medicinal.

Nessas lojas, o paciente que tenha uma prescrição médica é autorizado a comprar maconha, seja em pequenas porções, em cápsulas ou em forma de biscoitos, chocolates, brownies, balas, etc.

Existe um vinho feito com maconha e ele pode custar até R$ 1200 a meia garrafa

Existe um vinho feito com maconha e ele pode custar até R$ 1200 a meia garrafa

Ainda segundo o Elite Daily, para comprar essa iguaria, as pessoas precisam desembolsar uma quantia considerável, já que os preços podem varias de US$ 120 (R$ 386) a US$ 400 (R$ 1288) por apenas meia garrafa.

Existe um vinho feito com maconha e ele pode custar até R$ 1200 a meia garrafa

Existe um vinho feito com maconha e ele pode custar até R$ 1200 a meia garrafa

 

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Júri de conhecedores elegeu a melhor Pilsen do Brasil

Em degustação às cegas, um júri de conhecedores elegeu a melhor Pilsen do Brasil, entre marcas que são facilmente encontráveis

Quando o assunto é cerveja, as discussões são das mais acaloradas. Todo apreciador tem sua marca favorita e a defende com quase o mesmo fervor e entusiasmo de um torcedor de futebol. Cerveja no Brasil é coisa séria. Foi pensando nisso que, tivemos a ousadia de promover uma grande degustação do tipo mais popular consumido no país, as Pilsen, e eleger as melhores em qualidade.

Para que tudo ocorresse da melhor maneira possível, adotamos alguns critérios. Primeiro, pesquisamos quais eram as marcas mais facilmente encontradas nos supermercados. Feita a seleção, fomos às compras. Respeitando os prazos de validade de cada marca, adquirimos todas as amostras a ser degustadas e, por meio de sorteio definimos a ordem em que seriam apresentadas aos jurados. Apenas duas pessoas de nossa equipe, que, claro, não participaram da prova, sabiam a ordem das garrafas. Foram 21 marcas, que demandaram cerca de 2 horas de degustação.

A grande campeã para nosso júri foi a Heineken, que recebeu as notas mais altas. Vale lembrar que, antes de ser feita a média das avaliações dos jurados, eliminamos o maior e o menor valor aferido a cada marca. Na sequência, até o sexto lugar, temos cervejas que se destacaram e que formam um grupo separado das demais amostras degustadas. Pela ordem, são elas: Eisenbahn Pilsen, Kirin Ichiban, Therezópolis Gold, Saint Bier e Way. Todas apresentaram, além de notas altas, comentários positivos dos degustadores. As demais amostras, como tiveram notas praticamente iguais, com diferenças de décimos, formaram grupos (leia o quadro).

O estilo cervejas Pilsen

As cervejas do tipo Pilsen são as mais consumidas em todo o mundo. Relativamente jovens na história da cerveja no mundo – que conta com relatos de sua existência desde aproximadamente 6000 a.C. –, o estilo surgiu em 1842 na cidade de Pilsen, na República Checa, e rapidamente caiu no gosto do consumidor. Alguns fatores justificam esse sucesso. Até então as cervejas eram mais escuras, turvas e mais complexas. As Pilsen surgem como uma opção mais leve, fácil de beber e com uma bela cor dourada e brilhante.

O Brasil segue a tendência mundial de mercado, tendo-a como a cerveja mais consumida. Porém, especialistas alertam que o que o consumidor bebe como Pilsen no país, na verdade, é uma variação do estilo, diferente do que os guias técnicos mostram e de como a cerveja é oferecida em países tradicionais. As principais diferenças estão no amargor, bem mais baixo nas versões nacionais, e no uso de cereais não maltados, como milho e arroz, em sua fórmula, ao contrário das tradicionais, que usam apenas malte de cevada. Conservantes e estabilizantes também aparecem em algumas versões, o que não acontece nas que seguem a receita original.

O ponto mais polêmico é a temperatura de serviço. No Brasil, a regra do “estupidamente gelada” é levada à risca. Sabe-se que, apesar do clima tropical, essa é uma estratégia apresentada pela indústria para mascarar eventuais defeitos ou até mesmo atributos negativos no sabor, já que o frio inibe a ação de nossas papilas gustativas. Além disso, a maioria das marcas nacionais, como mostrou nossa degustação, são bastante similares entre si.

Umas das questões que mais influenciam na qualidade da cerveja Pilsen servida no copo é seu frescor. Quanto mais perto da data de fabricação, melhor tende a ser a cerveja. Isso porque o estilo é bastante frágil a variações de temperatura, trepidações, luz, entre outros fatores. Portanto, em geral, quanto mais jovens, melhor.

Para nosso tira-teima, as cervejas foram adquiridas na forma que estão disponíveis para o consumidor comum, direto das gôndolas. Todas as amostras compradas estavam dentro da data de validade apontada pelo fabricante, e nenhuma delas com menos de um mês da data final.

Confira a classificação:

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Precisam melhorar

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Presicam melhorar

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Presicam melhorar

Fonte: Prazeres da Mesa

 

A uva Pinot Noir: Os vinhos mais elegantes do mundo

Os vinhos da uva Pinot Noir são fascinantes.  Mágicos e extremadamente delicados

A Pinot Noir é considerada a uva mais difícil de cultivar e de difícil adaptação, mas também é considerada como a uva que produz os vinhos mais elegantes do mundo, sem deixar de mencionar que desta uva provém os vinhos com borbulhas mais interessantes do mundo todo, os Champagnes.

Esta uva tem uma grande diferenciação com as outras tintas nobres: ela não pode ser misturada com outras uvas (exceto nos Champagnes) tintas, já que, como a sua maior virtude é sua sutileza, fazendo parte de um blend ficam ocultadas atrás da opulência e potência das outras uvas tintas.

Ela é considerada a uva “branca” dentro das tintas, e, deste ponto de vista, ela sempre está no extremo da macies e é o contraponto da uva Cabernet Sauvignon. Ao servi-la, ela se expressa melhor em baixas temperaturas; e quando se trata de Pinot Noir frutados, varietais (sem madeira) e simples, muitas vezes devem ser servidas à mesma temperatura que alguns vinhos brancos, ou seja, em torno dos 12°C – o que comparada com a Cabernet Sauvignon, que é servida na faixa dos 17°C ou 18°C, é uma diferença muito marcante.

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

O clima da uva Pinot Noir

Em termos climáticos, a Pinot Noir necessita, obrigatoriamente, de climas frios e secos, já que sua pele é muito fina e é altamente sensível às enfermidades provocadas pela umidade (como, por exemplo, a Botrytis Cinerea), razão pela qual tem sido muito difícil sua adaptação às outras regiões fora de seu berço, que é a maravilhosa Bourgogne.

Quando plantada em climas calorosos, seus vinhos são muito desequilibrados e falhos de acidez e seus aromas e sabores são extremamente maduros, lembrando a marmelada, o que, no caso desta uva, é considerado um fator negativo.

Uma característica importante da uva Pinot Noir é que ela tem uma mínima concentração de antocianinas (pigmento/cor) nas células da sua pele, portanto seus vinhos sempre têm um aspecto visual claro e algumas vezes quase rosado, o que por outro lado ajuda na sua característica e fama de produzir os vinhos mais sedosos e suaves do mundo – isto se deve aos seus taninos de textura muito aveludada, muito delicados.

Vinhos da bourgogne

Vinhos da bourgogne

A uva Pinot Noir fora da Bourgogne

Fora da Bourgogne, a Pinot Noir tem conseguido excelentes resultados nos Estados Unidos, onde Napa e Sonoma (em Califórnia) e Oregon são as regiões que mais se destacam. Em Nova Zelândia podem também se encontrar vinhos elaborados com uva Pinot Noir de altíssimo nível, principalmente os que provêm de Malborough, região vitivinícola localizada na parte norte da ilha do sul.

No caso da América do Sul, o Chile é o país que tem demostrado o maior avanço qualitativo com esta uva, e que tem ganhado grande destaque na última década. Isto principalmente devido à procura de climas mais frescos com influência marítima, o que favorece ao crescimento e à qualidade dos vinhos desta uva. Casablanca, localizada na metade do caminho entre Santiago e Valparaiso, é uma região já consagrada e com mais de uma dezena de produtores que têm tido muito sucesso com esta uva.

Já algo mais perto do oceano pacífico, na região de San António, se encontra alguns dos Pinot Noir de maior qualidade deste país, o que se diferencia por seu caráter extremamente fresco e mineral. A mais recente região localizada a 400 quilômetros ao norte de Santiago, o Vale de Limarí, está também se destacando como um lugar muito interessante para a produção de grandes Pinot Noir.

A Argentina mesmo já tem se destacado com vinhos elaborados com esta uva e, embora que Mendoza seja considerada sua região emblemática já consolidada no mundo e amplamente conhecida pela Malbec, não tenha um clima apropriado para a produção desta uva (que gosta do frio). Os resultados na região do Rio Negro, na Patagônia Argentina, também são muito alentadores.

A uva Pinot Noir no Brasil

No Brasil, os produtores e vinícolas locais também têm manifestado certo interesse por esta variedade, e embora que todos concordem, nas dificuldades e alto custo de investimento em investigações, os resultados obtidos até agora no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense sugerem um futuro promissor.

 

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Conheça o vinho do Chianti

O que é?  Vinho tinto

Localização: Região de Toscana centro.

Variedade de uva:

Tintas: Sangiovese (predominante) e canaiolo.

Brancas: Trebbiano e Malvasia‎.

Clima: Subtropical Húmido, Clima oceânico (maior %) .

Tipo de solo dominante: Existem vários tipos de solo na região.  Calcária, vulcânicas, Argilosas e arenosas.

 

Legislação:

Marco regulatório em 1963

A introdução do marco regulatório em 1963 na Itália inteira trouxe ao mesmo tempo avanços e idiossincrasias para a cultura vinícola em todo o país. A legislação rigorosa permitia que o vinho Chianti pudesse ter em sua composição até 30% de uvas brancas, gerando uma invasão de vinhos claros e mais baratos de produtores de menor prestígio.

Conheça o vinho do Chianti

Conheça o vinho do Chianti

 

A nova legislação vinícola de 1984

Introduziu o conceito de IGT (Indicazione Geografica Tipica) para vinhos com formulação distinta e tornou mais maleáveis algumas das regras anteriores e deu força para a recuperação do Chianti, que foi elevado à categoria de DOCG (Denominazione d’Origine Controlatta e Garantita).

Ao mesmo tempo em que a denominação dava mais prestígio a todos os vinhos da região, indistintamente, por outro lado, limitou a adição de uvas brancas e abriu espaço para a utilização de 10% de uvas não-tradicionais, como Cabernet Sauvignon, permitindo que bons vinhos feitos com este corte ganhassem o direito de usar a denominação Chianti ou Chianti Classico, de acordo com a região.

De 1984 a 2006 passou a valer a seguinte norma de produção:

Chianti: Sangiovese 75% a 100%, canaiolo 10%,Trebbiano/Malvasia10%, outras tintas10%

Chianti Clássico: Sangiovese 75% a 100%, canaiolo10%, Trebbiano/Malvasia6%, outras tintas15%

Em 2006 ficou a proibição de uvas brancas no Chianti, (Trebbiano e Malvasia)

 

Ex Melhor Sommelier do mundo surpreende com declarações sobre Chile e China

Foi durante sua passagem em grandes hotéis suíços que Paolo Basso, eleito o Melhor Sommelier do Mundo em 2013, ficou fascinado pelo mundo do vinho e decidiu expandir seu conhecimento em hotelaria com uma especialização no campo profissional do vinho. Focado neste objetivo, alcançou o diploma de Sommelier Profissional, emitido pela “Association Suisse Sommeliers Professionnels”. Além de sua experiência em hotéis, Paolo Basso, trabalhou por vários anos em restaurantes e na área de vinhos raros e colecionáveis, área onde ele se estabeleceu como especialista.

 

Ao longo de sua carreira, Paolo Basso conquistou diversos títulos, sendo eles:

1997 – Melhores Sommelier da Suíça;

2000 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2004 – O segundo melhor Sommelier da Europa;

2006 – O segundo melhor Sommelier da Europa;

2007 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2008 – O segundo melhor Sommelier da Europa

2010 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2013 – Melhor Sommelier do Mundo 2013.

Ex Melhor Sommelier do mundo surpreende com declarações sobre Chile e China. 2

Em entrevista ao jornal francês La Gruyere, Paolo Basso, expressou opiniões acerca de suas expectativas em relação ao mundo do vinho e seus progressos, que destacamos abaixo em dois conceitos:

Que países poderiam se impor no futuro no mercado mundial do Vinho?

Em termos de qualidade, o vinho chileno poderia tomar esse curso. Até agora o Chile tem se destacado pela produção de vinhos de uma boa relação de preço – qualidade, mas as coisas estão mudando. Os chilenos agora têm uma melhor compreensão dos solos e da terra e, além disso, este país têm a grande avantajem de não ter doenças nas videiras, como a “filoxera” e o “mildiu”. Podemos esperar ver a chegada de uma onda de grandes vinhos Chilenos. Depois temos os Chineses, que me surpreendem cada dia.

 

Você realmente acredita nos vinhos da China?

Sim. A China pode muito bem se impor no extremo inferior da pirâmide, onde estão os vinhos mais baratos. Durante os últimos 10 anos os chineses têm feito vinhos de uma qualidade razoável, mas em pequena escala. Os negócios em conjunto Itália-China, França-China e China-Austrália foram criados desta maneira. Dentro de cinco anos os chineses estarão prontos comercialmente. Eles já têm dominado não só a produção, e vão se ver obrigados a vender seu vinho fora do seu pais. Os Chineses não têm a cultura do vinho e pode ser impensável, para a minha geração, uma evolução deste mercado. Mas sim, acredito que isto chegará para os mais jovens consumidores de vinhos.

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Finalmente um português vai colaborar com o guia de vinhos mais vendido do mundo!

André Ribeirinho, um dos fundadores da plataforma de vinhos Adegga, será o primeiro português a recomendar os vinhos nacionais no Hugh Johnson’s Pocket Wine Book, o guia de vinhos mais vendido do mundo (cerca de 12 milhões de cópias).

Anteriormente, a responsabilidade da seleção dos vinhos portugueses era da escritora e crítica de vinhos britânica Sara Ahmed, que continuará a trabalhar com Portugal, mas noutra vertente.

André Ribeirinho será a partir de agora o responsável pela seleção dos vinhos e produtores portugeses que entram no guia. Nas edições anteriores, Portugal entrava em conjunto com a Espanha, enquanto que agora terá uma secção exclusiva e um maior número de referências.

André Ribeirinho foi considerado, em 2010, a Personalidade do Ano na área do vinho pelo jornal Diário de Notícias ed Portugal, e participa regularmente no painel de jurados do Concurso Mundial de Bruxelas e é co-fundador da #winelover, comunidade com 21 000 membros.

 

Hugh Johnson's Pocket Wine Book

Hugh Johnson’s Pocket Wine Book

 

André Ribeirinho