O 2-4-6 Tricloroanisol: O composto químico responsável pelos vinhos bouchoné

O 2-4-6 Tricloroanisol: O composto químico responsável pelos vinhos bouchoné

Este poderosíssimo contaminante pode estar presente em papel, cartão, plástico, vidro, recipientes metálicos, madeira, barricas e também…na cortiça. O seu limiar de percepção situa-se a 1.5 ppt ou ng/l (parte por trilião ou nanograma por litro) – ou seja, uma simples gota deitada numa piscina olímpica é suficiente para contaminar a água – mas a maioria das pessoas detecta o problema a cerca de 5 ppt.

É um químico complexo com várias origens: fungos presentes nas imperfeições da estrutura celular da cortiça, os polifenóis próprios da cortiça e produtos utilizados na preparação da cortiça interagem parcial e integralmente levando à formação deste composto.

Vinhos com odor e gosto a mofo (bouchoné ou bouchonné

Vinhos com odor e gosto a mofo (bouchoné ou bouchonné

Contudo, o “gosto a rolha” não é apenas atributo do TCA. Existem outros cloroanisóis como o tetracloroanisol (2-3-4-6 TeCA detectável a 10 ng/l) ou o mais preocupante tribromoanisol (2-4-6 TBA detectável a 4 ng/l) formado a partir do tribromofenol, usado como pesticida nas estruturas de madeira das adegas, que pode contaminar barricas, rolhas, plásticos, cartão ou madeira das caixas de vinho.

Tudo isto foi metido no mesmo saco e as culpas caíram todas, e ao mesmo tempo, na nobre rolha de cortiça. Percentagem de contaminação inaceitável… a cortiça destrói os nossos vinhos,… é em suma o que transcreviam os inúmeros artigos escritos sobre o tema em finais de oitenta, no preciso momento em que os vinhos iniciam uma ascensão de preços nunca antes testemunhada.
Continua…

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