Fim de uma era: Parker passa Bordeaux para Martin

 

Crítico de vinho norte americano, Robert Parker anunciou que não irá mais ser responsável pela degustação dos Bordeaux en primeurs no The Wine Advocate.

Em uma conferência de imprensa em Londres, o veterano Robert Parker passou a responsabilidade da en primeur para o membro do seu time, Neal Martin, que ele descreveu como natural e quem ele já insinuou que poderia sucedê-lo em uma entrevista na Live-ex em 2012.

Na página principal de Robert Parker ele escreveu: “Como apenas parte da cobertura prevista para este ano, Neal irá avaliar os lançamentos en primeur de Bordeaux de 2014”. Enquanto isso eu planejo avaliar as recém – engarrafadas vinhos de colheitas de 2012 e produzir uma retrospectiva a fundo na incrível colheita de Bordeaux de 2012.

Apesar de descrever como inevitável, tendo acompanhado quase todas as campanhas de en primeur desde 1978, ele ressaltou no Twitter que ele iria “sentir saudades do desafio de desvendar uma nova colheita”.

Como indicado na sua declaração, esse ato não sinaliza o final da carreira de Parker ou seu envolvimento com Bordeaux. Ele vai continuar a reexperimentar e avaliar colheitas na garrafa e o mercado, está aguardando ansiosamente sua avaliação da colheita de 2005, ele mesmo admitiu que a avaliação é muito baixa para um ano tão bom.

Enfim, seu afastamento de Bordeaux irá definir uma nova geração de críticos, particularmente seu sucessor.

Robert Parker END OF AN ERA

Robert Parker END OF AN ERA

Resultados Argentina Wine Awards 2015. Muitas surpresas!

 

As principais referências femininas do vinho, tanto do mercado internacional como local, provaram 669 amostras durante a Argentina Wine Awards 2015.

Em um concorrido coquetel celebrado na Bodega Trivento, foram anunciados os ganhadores do Argentina Wine Awards 2015, certamente organizado pela Wines of Argentina e a Corporación Vitivinícola Argentina (COVIAR). Após a minuciosa degustação realizada por 12 juízas internacionais e seis nacionais que provaram 669 amostras, foram anunciados os Trophies das 20 categorias divididas cada uma, por sua vez, em cinco faixas de preços.

Na nona edição dos prêmios Argentina Wine Awards, que busca premiar tanto a qualidade como os avanços da indústria vitivinícola argentina, participaram 143 vinícolas contabilizando um total de 669 amostras. Participaram da cerimônia de premiação mais de 200 pessoas, entre donos de vinícolas, enólogos, autoridades provinciais, diretivos de organizações da indústria vitivinícola, integrantes do júri e jornalistas. Foram entregues 14 Trophies, 19 medalhas de ouro, 193 medalhas de prata e 369 de bronze.

Ao todo, foram entregues 14 Trophies e 19 medalhas de ouro.

Argentina Wine Awards 2015 Logomarca

Argentina Wine Awards 2015 Logomarca

Na categoria “Malbec”, os Trophies foram para:

Séptima Obra Malbec 2012, Bodega Séptima – Codorníu Argentina S.A.
Riglos Quinto Malbec 2013, Finca Las Divas S.A. – Bodega Riglos,
Casarena Single Vineyard – Malbec – Jamilla´s Vineyard – Perdriel 2012 Casarena Bodega & Viñedos
Zuccardi Aluvional Vista Flores Malbec 2012, Familia Zuccardi

Na categoria “Vinho Espumante”, o prêmio Trophy foi para:

  Ruca Malen Sparkling Brut NV, da Bodega Ruca Malen.

 Os Chardonnay receberam este ano dois Trophies, que foram outorgados aos:

 Finca La Escondida Reserva Chardonnay 2014, da Bodega La Rosa
Salentein Single Vineyard Chardonnay 2012 da Bodega Salentein.

 Outro varietal premiado foi o Cabernet Franc. Os Trophies foram entregues aos

  La Mascota Cabernet Franc 2013, da Mascota Vineyards
Salentein Numina Cabernet Franc 2012, da Bodega Salentein

 Também obtiveram Trophies os cortes 

 Sophenia Synthesis The Blend, da Finca Sophenia
Cadus Single Vineyard Finca Las Tortugas Bonarda, da Bodega Cadus
Cabernet Sauvignon Proemio Reserve, da Proemio Wines.

 Os Trophies regionais foram entregues a:
Valles del Norte: 

 Serie Fincas Notables Tannat 2012, da Bodega El Esteco.

Valles de Mendoza:

 Decero Mini Ediciones Petit Verdot, Remolinos Vineyard 2012, da Finca Decero.

Valles de San Juan:

 Santiago Graffigna 2011, Bodegas y Viñedos Santiago Graffigna

Valles Patagónicos:

 Special Blend 2010, da Bodegas Del Fin Del Mundo

 

Elemento radioativo pode ajudar a identificar idade dos vinhos

Segundo cientistas, elementos radiativos que se encontram no ambiente desde 1945 – começo da era nuclear – vão auxiliar a identificar a idade dos vinhos

Uma técnica que identifica a idade dos vinhos a partir da identificação de elementos radioativos, como o césio-137, presentes no meio ambiente desde 1945, ano do primeiro teste de armas nucleares vem sendo desenvolvida nos últimos anos e ela pode tornar mais fácil a identificação das safras e autenticidade dos vinhos.

De acordo com o professor do departamento de engenharia nuclear da Universidade da Califórnia, Peter Hosemann, o césio-137 provem de testes nucleares e é depositado pelo solo, chegando às plantas e frutos através de suas raízes. “No caso do vinho, pequenas quantidades do elemento se introduzem nas uvas e ficam presas no líquido durante o processo de engarrafamento”, explicou. “Provavelmente, todo o vinho engarrafado depois de 1945 contém traços do elemento”, completou.

Elemento radioativo pode ajudar a identificar idade dos vinhos

Elemento radioativo pode ajudar a identificar idade dos vinhos

Pesquisadores da Agricultural University of Athens concordam com a eficácia dessa técnica. Tal visão está relatada em um artigo publicado em 2012 em que determinavam a origem geográfica dos alimentos ao analisar elementos raros presentes nos solos, como partículas radioativas.

De acordo com o artigo, as diferenças dos elementos de alimentos coletados de diferentes regiões têm sido correlacionadas, não só com as condições climáticas, mas também com as práticas culturais utilizadas nas vinhas, bem como nas tecnologias usadas no processo de vinificação.

Os cientistas estão otimistas com a técnica por conta de sua capacidade de auxiliar no combate à fraude de alimentos raros e bebidas. “A análise de isótopos como principal elemento torna o método muito robusto e à prova de falsificação, uma vez que uma modificação artificial é muito difícil”, explicou um artigo publicado na revista Food Chemistry.

 

Vinho Baron Philippe de Rothschild Domaine Arques, 2006

 

Tipo Tinto
Safra 2006
Volume 750ml
Pontuação Winechef
País França
Região Languedoc-Rousssillon
Sub-Região Limoux
Uva 57% Merlot, 18% Cabernet Franc, 12% Syrah, 9% Malbec e 4% Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico 14,50%
Tipo de Uva Tinta Assemblage
Amadurecimento 25% em barricas novas e 75% em barricas de 1 a 3 anos.
Visual Coloração vermelho violeta com matiz púrpura.
Olfativo Exuberante no nariz, com aromas de cerejas vermelhas e groselhas, exibindo uma grande variedade de notas aromáticas. É complexo, com o nível de aromas de muita qualidade e muito generoso em toques de frutas. Surpreende também pela presença de notas herbáceas e especiarias, tudo excelentemente montado, mas sempre com as caraterísticas aportadas pela uva Merlot tendo o protagonismo.
Gustativo É saboroso e suculento, com grande amplitude e profundidade em boca. Taninos já bem polidos formando um paladar extraordinariamente delicado, muito feminino e de uma qualidade fora de serie. Seu equilíbrio é outra virtude, não tem nada que esteja sobrando, nem nada que esteja faltando, a madeira esta grandiosamente ensamblada com os elementos primários provenientes das uvas, todo é harmonia, todo é delicadeza.
Dica de Harmonização Magret de pato com cassis.
Confit de pato sobre batatas salteadas.
Ensopado de faisão com polenta branca trufada.
Carré d’Agneau à l’ail confit: costela de cordeiro com alhos.
Filé mignon gratinado com farofa de ervas, foie gras e batata ao forno.
Por ocasião Para Presentear
Temperatura de Serviço 16º
Potencial de Guarda 10 anos
Nome da Vinícola Baron Philippe De Rothschild
Ano de Fundação da Vinícola 1998
Propriedade da Vinícola 48 Hectares
Enólogo Responsável Didier Dezileau/Fabrice Boullier

 

Vinho Baron Philippe de Rothschild Domaine Arques, 2006

Vinho Baron Philippe de Rothschild Domaine Arques, 2006

 

Concha y Toro é considerada a marca de vinhos mais poderosa do mundo

 

Concha y Toro é a líder e Gallo e Robert Mondavi aparecem logo atrás em lista feita por consultoria internacional

Um relatório anual da consultoria “Intangible Business” apontou a Viña Concha y Toro como a “marca de vinho mais poderosa do mundo”, no que é considerado o mais influente ranking da indústria de bebidas do mundo.

Na lista geral (que soma todos os tipos de bebidas alcoólicas), aliás, a vinícola chilena aparece em 21o lugar, subindo oito lugares em relação ao ano passado. “O reconhecimento internacional reforça a visibilidade global e a imagem que a marca Concha y Toro alcançou. É algo pelo qual temos trabalhado há anos. É uma grande conquista, não somente para a empresa, mas para o vinho chileno que cresce em importância na indústria do vinho mundial”, disse o CEO da vinícola, Eduardo Guilisasti.

A lista das empresas de vinho mais poderosas segue com a Gallo em segundo lugar, seguida por Robert Mondavi, Hardys e Barefoot, entre as cinco primeiras.

Logomarca vinicola Concha y Toro

Logomarca vinicola Concha y Toro

Confira abaixo a lista dos 12 primeiros lugares:

1- Concha y Toro
2- Gallo
3- Robert Mondavi
4- Hardys
5- Barefoot
6- Yellowtail
7- Sutter Home
8- Beringer
9- Jacobs Creek
10- Lindeman’s
11- Blossom Hill
12- Wolf Blass

 

 

Uva Carménère: o emblema do Chile

 

Parece que foi ontem… Foi no ano 1994 que aconteceu o fato que mudaria a história do vinho do Chile. O ampelógrafo Jean-Michel Boursiquot descobriu que a maior parte da Merlot dos vinhedos chilenos, na verdade, não era tal variedade – e, sim, Carménère (ou Grande Vidure, sinônimo que esta uva tem em seu lugar de origem, Bordeaux), a variedade extinta na França após a terrível praga da filoxera, ao final do século XIX.

E tinha sido um pouco antes, no ano de 1993, que outro ampelógrafo, o também francês Claude Valet, tinha já deixado antecedentes de que existia uma variedade de uva misturada com a Merlot (mas ele, ingenuamente, pensou que se tratava da Cabernet Franc).

Lembro de ter participado de muitas discussões e degustações nos meados dos anos 90 (pouco depois desta importante descoberta de Jean Michel), onde se pretendia chegar a uma conclusão a respeito do futuro desta uva, onde, principalmente, se questionava o real potencial de qualidade que ela tinha e as estratégias que se pretendiam seguir para a introdução destes vinhos no mundo. Além deste, o grande problema nesse momento era identificar e separar no vinhedo, já que a Carménère e a Merlot estavam, literalmente, misturadas

Já são passados quase 20 anos, e a Carménère hoje goza de um rol preponderante no portfolio dos vinhos chilenos, ao ponto de ser considerada a variedade emblemática deste país – e no último cadastro, sua superfície já superava os 10 mil hectares plantados, o que é um número muito significativo considerando que a totalidade de superfície de variedades de uva para a produção de vinhos finos está ao redor dos 120 mil hectares.

A chave do sucesso desta uva que em poucos anos já conquistou o mundo todo está na excelente adaptação que ela encontrou no Chile, e, independentemente do lugar, ela tem conseguido vinhos de altos níveis de qualidade em diferentes regiões.

As condicionantes que esta exige para produzir vinhos de qualidade são:

Uva Carménère o emblema do Chile

Uva Carménère o emblema do Chile

O clima:

A Carménère é uma casta que tem um ciclo de maturação lento, pois precisa de bastante (mas não em excesso) sol e de temperaturas mais elevadas, razão pela qual nunca conseguiu se adaptar, por exemplo, ao vale de Casablanca ou outras regiões de climas frios, e os que tentaram terminaram por desistir e arrancar o enxerto das plantações por outras variedades mais apropriadas para esse tipo de clima.

Baixo rendimento por planta:

Outro elemento importante, e que todo enólogo que trabalha com esta uva tem muito claro, é a incapacidade desta variedade para produzir bons níveis de qualidade quando é exigida a produzir altos níveis de rendimento por Hectare.

Neste momento a Carménère mostra seu lado ruim, e, na verdade, não é só a Carménère, mas também acontece algo parecido com muitas outras variedades da família das Cabernet, seja a Cabernet Sauvignon ou Cabernet Franc.

Quando estas variedades produzem muitos quilos de uvas por hectare, se desenvolve um aroma herbáceo característico, frequentemente descrito como pimentão verde (aromas piracínicos), que é um aroma claramente desagradável e que alguns Carménère’s (principalmente os que estão na base da pirâmide qualitativa) têm.

E o problema é ainda maior, já que na evolução na garrafa estes aromas de pimentão verde vão cada vez mais se acentuando e transformando, terminando em aromas confusos e cada vez mais desagradáveis.

O potencial qualitativo da uva:

Deste outro ponto de vista, onde estão os Carménère’s que foram perfeitamente adaptados às condições climáticas do lugar, onde o rendimento de quilos de uva por hectare é moderado, de acordo com o equilíbrio da planta, o resultado é bem diferente.

Os Carménère’s quando são de boa qualidade podem deixar apaixonados até os mais exigentes. Esta uva, além de ter uma cor maravilhosamente vermelha escura, tipo carmim (alguns falam que este é o motivo do nome da uva Carménère… da cor Carmim), seus aromas são bastante atraentes.

E quando se trata de Carménère perfeita e corretamente madura, além das frutas negras, amoras e cerejas que fazem parte do portfolio aromático, também aparecem formando parte dos aromas primários (aromas provenientes de forma natural da uva) notas de especiarias, chocolate, que acrescentam à qualidade e diversidade olfativa, e aumentam o seu caráter sedutor.

Se compararmos com a maioria das outras uvas tintas, a grande diferença e, talvez a maior virtude da Carménère, está na sua incrível textura que os vinhos provenientes dela oferecem na boca. Os Carménère’s são macios como seda, e esta uva geralmente se associa ao lado feminino, por sua delicadeza e suavidade.