Posts

A revista The Drinks Business escolhe os vinhedos mais extremos do mundo

 

Veja a segunda parte da lista elaborada pela revista The Drinks Business dos vinhedos mais extremos do mundo.

Les Amis de Farinet (Suíça): 

Propriedade do próprio Dalai Lama é o menor vinhedo do mundo já registrado. Composto por apenas três vinhas, nele são cultivadas variedades Pinot Noir e Chaselas, que juntas com uvas de outros vinhedos são capazes de produzir até mil garrafas, vendidas ao preço de US$ 35 mil em leilões beneficentes.

Les Amis de Farinet (Suíça)

Les Amis de Farinet (Suíça)

Sahara Vineyards (Egito): 

Localizado perto de Cairo, no Egito, a propriedade possui mais de 600 hectares, onde são produzidas 30 variedades de uvas diferentes. Diante das dificuldades provenientes das mudanças bruscas entre as temperaturas extremas do dia e da noite e da total falta de chuva, 30 toneladas de adubo são usadas para cada hectare como forma de dar às vinhas os nutrientes necessários para que tenham um crescimento saudável.

Viñedos Sahara Vineyards - Egito

Viñedos Sahara Vineyards – Egito

Domaine de Beudon (Suíça): 

A mil metros acima do nível do mar, o vinhedo suíço está agarrado a uma montanha rochosa. Só é possível acessá-lo através de uma trilha extremamente íngreme na montanha ou usando o teleférico particular da propriedade.

Domaine de Beudon (Suíça)

Domaine de Beudon (Suíça)

The Siam Winery (Tailândia):

Situadas no delta do Chao Phraya, as vinhas flutuantes são talvez as mais incomuns. Elas são plantadas em ilhas separadas por canais que impedem que as uvas sequem devido ao extremo calor.

The Siam Winery (Tailândia)

The Siam Winery (Tailândia)

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde):

O terreno se compara com o da lua e é uma das regiões viticultoras mais surreais do mundo, localizada na base de um vulcão ativo, cuja última erupção foi em 1995.

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde)

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde)

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia):

Com vinhedos situados no paralelo 59, onde cultivar uvas se torna praticamente inviável, faz com que essa região seja impressionante. Este talvez seja o vinhedo mais setentrional do mundo com apenas 3 hectares.

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia)

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia)

Veja Também:

 

 

Quando devemos decantar um vinho?

 

Todo o mundo já escutou alguma vez sobre isso, mas o que realmente significa?

Como já aprofundei em uma matéria anterior em relação ao fato de tirar a rolha para que o vinho respire (e deixamos claro naquela matéria que tirar a rolha não serve para nada), então, a primeira coisa que devemos entender é que não são todos os vinhos que devem ser decantados – já que muitos deles não se beneficiam com a decantação, mas ao contrário: em questão de minutos, a presença de oxigênio os deteriora aromaticamente.

Os vinhos espumantes, brancos e rosés não são decantados quase nunca. Existem casos de vinhos brancos que, em algumas raras exceções, são decantados (só os grandes e mais complexos vinhos brancos, ou seja, os brancos top’s a nível mundial que conseguem ter uma vida longa e que precisam de oxigenação para entregar todas as suas virtudes).

Os aromas destes vinhos são muito frágeis, e normalmente basta tirar a rolha que estes se mostram com uma perfeita intensidade e exuberância. Neste caso, o melhor é abrir a garrafa e colocar o vinho imediatamente na taça, já que é durante os primeiros minutos que os aromas deste estilo de vinhos vão se expressar com maior qualidade. Então, se decantarmos um vinho deste tipo, só vai fazer com que estes aromas desapareçam com o oxigênio que entrarão no decanter, e quando o vinho chegar à taça já não vai ter ficado mais nada.

Agora falando dos vinhos tintos, a maioria deles também não precisa decantação, seguindo a mesma lógica explicada anteriormente. Eles perdem muito com a decantação. Todos os vinhos varietais (sem estágio em madeira) e os vinhos simples (mesmo que sejam tintos) devem ser colocados direito na taça.

Quando temos vinhos que possuem uma concentração de “polifenóis” de maior contração (cor, aromas e sabor), estes precisam do oxigênio para se manifestar com maior claridade e qualidade, e é neste caso que é preciso decantar, isto é, independente da uva, e o que vai importar vai ser o vinho, a concentração e a qualidade que ele tenha. 

Quando devemos decantar um vinho?

Quando devemos decantar um vinho?

Omelhor é usar a seguinte lógica: vinhos simples para consumo rápido não devem ser decantados e vinhos de melhor qualidade, mais concentrados, que tiveram guarda em madeira, devem ser decantados.

Esta ação de decantação parece não ter importância, mas na verdade tem sim. Um vinho de muita qualidade servido sem decantar é um grande desperdício – lembre-se que é o oxigênio que produz o efeito da liberação das partículas aromáticas, então, o decanter deve ter uma “boca” suficientemente grande para que possa existir um intercâmbio entre o oxigênio e o líquido. Logo, não adianta colocar o vinho em um decanter e encher até o topo e não deixar que o líquido tenha contato com o oxigênio.

Por último, vai depender da concentração do vinho o tempo que vai ser necessário decantar; vinhos mais concentrados vão necessitar mais tempo. O que você pode fazer é deixá-los sempre no decanter entre 20 e 30 minutos antes de beber, isso também dá valor ao vinho, porque ele vai melhorar não só sensorialmente, mas também “psicologicamente”, no sentido que as pessoas sempre associam vinhos decantados a vinhos de qualidades.

E o fato de ter que esperar que o vinho termine de se oxigenar no decanter dá uma sensação de expectativa muito positiva… É como esperar que o pão saia do forno na padaria, ou seja, parece que o pão é sempre melhor quando está fresquinho… E o vinho também é sempre melhor quando é decantado.

Receita fácil de Salmão com molho de alcaparras

 

Para a noite especial, que tal preparar esta receita de Salmão com molho de alcaparras. É fácil e rápida de fazer…

Ingredientes

  • 200 g de filé de salmão
  • 1 dente de alho amassado
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • 1 colher (sopa) de alcaparras
  • 1 colher (sobremesa) de cebolinha picadinha
  • 1 colher (sobremesa) de salsa picadinha
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 colher (sopa) de suco de limão

Modo de preparo

  • Tempere o filé de salmão com sal, pimenta e alho e deixe tomar gosto.
  • Grelhe em frigideira com um fio de azeite ou asse envolto em papel alumínio em forno pré aquecido por 15 minutos.

Molho

  • Pique as alcaparras e misture com a cebolinha, a salsinha e o suco de limão.

Montagem

  • Transfira o salmão para o prato, e derrame delicadamente o molho sobre o
    filé grelhado.
  • Sirva com arroz integral e seleta de legumes, ou com arroz branco e brócolis.

 

Rendimento: 1 porção

 

Tempo de preparo: 20 minutos

Salmão com molho de alcaparras

Salmão com molho de alcaparras

Espumante é vendido para financiar grupo anti-islâmico

 

O controverso espumante “72 Virgins” está sendo vendido para levantar fundos para uma organização anti-islâmica na Austrália

O espumante Hal & Al’s 72 Virgins está sendo vendido para financiar um grupo anti-islâmico chamado de Q Society, conhecido por ser o maior movimento anti-islâmico da Austrália. Fundado em 2010, o grupo alega que o Islã não é apenas uma religião, mas uma doutrina política, financeira, social e militar que possui ensinamentos que levam ao preconceito, à violência e às práticas antidemocráticas.

No rótulo do espumante brut está escrito ironicamente: “O consumo desse vinho australiano pode te privar do paraíso islâmico. Entretanto, os paraísos judeus e cristãos estão abertos como alternativas”. Vale lembrar que o islamismo não permite que seus seguidores bebam vinho e que, segundo a tradição, 72 virgens estarão à disposição dos homens quando chegarem ao paraíso. O grupo declarou que o rótulo não pretende ofender ninguém, é apenas um “começo de conversa”.

Sparkling wine 72 Virgins

Sparkling wine 72 Virgins

 

Em entrevista, Debbie Robinson, a presidente da Q Society declarou que as vendas do espumante estão em alta, “mesmo assim, não é algo a ser levado tão a sério”. Quando perguntada se o vinho poderia ofender alguém, ela declarou que não acha ofensivo, mas que as pessoas se ofendem por  qualquer coisa. A presidente da organização declarou também que sua ideologia não é racista, uma vez que o Islã não configura uma raça.

Os fundos levantados pelas vendas do vinho serão usados para trazer representantes do grupo de outros lugares do mundo para a Austrália. Segundo o grupo, o objetivo dessa prática é evitar uma possível “islamização” no país.  O vinho está sendo vendido por 72 dólares australianos, e foi descrito como “agradável de beber”, e que vem de “um renomado produtor no Barossa Valley”, cujo nome não foi divulgado.

Espumante 72 Virgins rotulo  e Conta Rótulo

 

Espumante 72 Virgins rotulo

Espumante 72 Virgins Rótulo

Espumante 72 Virgins Contra Rótulo

Espumante 72 Virgins Contra Rótulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os espumantes que dão a maior ressaca, segundo a Proteste

A ingestão de dióxido de enxofre em excesso pode causar náuseas, dores de cabeça, problemas digestivos e cutâneos e até crises de asma

As festas de fim de ano estão chegando e, com elas, a vontade de brindar com familiares e amigos. Como muitas pessoas trabalham logo após o Natal e a virada de ano, estar plenamente recuperado das celebrações é fundamental para quem precisa de dias produtivos e sem desconforto pela frente.

Com o objetivo de ajudar o consumidor a escolher espumantes nessas datas, a Proteste realizou em novembro testes com 48 rótulos, avaliando o sabor, a qualidade e o preço dos produtos.

A pedido de EXAME.com, a entidade também listou aqueles que possuem maior e menor concentração de dióxido de enxofre, aditivo responsável tanto pela conservação da bebida, quando acrescido em doses moderadas, quanto pelo agravamento da chamada ressaca, quando adicionado em excesso.

“Em pessoas sensíveis, a ingestão excessiva [do dióxido de enxofre] pode causar náuseas, dores de cabeça, problemas digestivos e cutâneos e até crises de asma”, explica Pryscilla Casagrande, engenheira de alimentos e coordenadora Técnica do Centro de Competência de Alimentação e Saúde.

Segundo ela, o excesso da substância também pode dar ao vinho “um odor picante e um gosto residual desagradável à boca”.

Vale lembrar que a legislação brasileira regulamenta que a concentração de dióxido de enxofre não deve ultrapassar 350 mg/L. Sendo assim, todos os rótulos avaliados pela Proteste cumprem e lei vigente.

Os espumantes que dão a maior ressaca, segundo a Proteste

Os espumantes que dão a maior ressaca, segundo a Proteste

Apesar disso, o valor é considerado extremamente alto pela entidade que, em sua avaliação, desclassifica produtos cujas concentrações do aditivo ultrapassam 200 mg/L. “Não são necessárias quantidades tão elevadas para obter o efeito desejado [de conservação]”, afirma Pryscilla.

Confira a seguir os espumantes recomendados pela Proteste, em ordem dos que possuem maiores chances de causar ressaca até aqueles que podem ser consumidos sem riscos de dor de cabeça e enjoos – desde que bebidos com moderação.

Do universo analisado pela entidade, 32 obtiveram nota muito boa [A], 11 receberam uma avaliação boa [B], quatro foram considerados aceitáveis [C] e apenas um rótulo foi considerado ruim [E].

 

Marca Tipo Dióxido de Enxofre Total (mg/L)
Monte Paschoal Virtus Vinho Branco Espumante Natural [E]
Conde de Foucauld Vinho Branco Espumante Natural Brut [C]
Pedregais Vinho Branco Espumante Natural Brut [C]
Marcus James Brut Vinho Branco Espumante Natural Brut [C]
Donelli Prosecco Vinho Espumante Branco Brut [C]
Sperone Vinho Espumante Branco Brut [B]
Lunar Perfetto Vinho Branco Espumante Natural Brut [B]
Nieto Senetiner Vinho Espumante Branco Brut [B]
Saint Germain Vinho Branco Espumante Natural Brut [B]
Salton Prosecco Vinho Branco Espumante Natural Brut [B]
Laurentia Vinho Branco Espumante Natural Brut [B]
Linda Donna Prosecco Vino Branco Espumante Brut Doc [B]
Marcus James (Demi-sec) Vinho Branco Espumante Natural Demi-Sec [B]
Chandon (Demi-sec) Espumante Natural Branco Demi-Sec [B]
Norton (Demi-sec) Vinho Branco Espumante Demi -Sec [B]
Veuve Du Vernay Vinho Espumante Branco Brut [B]
Cave Amadeu Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Gran Legado Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Angheben Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Hórus Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Pizzato Vinho Branco Espumante Natural [A]
Casa Perini Champenoise Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Adolfo Lona Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Club Des Sommeliers Vinho Branco Espumante Brut [A]
Salton Brut Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Casa Perini Prosecco Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Cave Geisse (Método tradicional) Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Garibaldi Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Aurora Prosecco Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Miolo Espumante Natural Branco Brut [A]
Don Giovanni Vinho Espumante Natural Branco [A]
Freixenet Vinho Branco Espumante [A]
Valmarino Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Dal Pizzol Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Nero Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Santa Carolina Vinho Espumante Brut Branco [A]
Mumm Vinho Branco Espumante Brut [A]
Almadén Espumante Natural Branco Brut [A]
Casa Valduga (Arte tradicional) Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Don Arturo Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Don Román Vinho Branco Espumante Brut [A]
Occhio Nero Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Quinta Don Bonifácio Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]
Casillero del diablo Vinho Branco Espumante Brut [A]
Codorníu Vinho Branco Espumante Brut [A]
Don Guerino Don Guerino Blanc de Blancs [A]
Trivento Vinho Branco Espumante Brut Nature Meio Seco [A]
Fausto Vinho Branco Espumante Natural Brut [A]

os-espumantes-que-dao-a-maior-ressaca-segundo-a-proteste-2

Outro lado

Procurada por EXAME.com para comentar o resultado da pesquisa, a vinícola Basso criticou o teste realizado pela Proteste e afirmou que “o Espumante Monte Paschoal Virtus em questão está totalmente dentro dos padrões de composição exigidos pelo MAPA (Ministério da Agricultura)”.

A empresa ainda ressalta que a Portaria nº 229, de 25 de Outubro de 1988, especifica o limite máximo do Anidrido Sulfuroso no total de 350 mg/l, motivo pelo qual não seria razoável afirmar que “o produto apresentou uma concentração excessiva do aditivo”.

 

Borbulhas medicinais: Espumantes é a nova arma para melhorar a memória

 

Depois do vinho tinto ganhar recomendações médicas de consumo moderado pelos seus poderes antioxidantes, agora existe uma desculpa científica também para o champanhe nosso de cada dia.

Uma pesquisa de uma universidade britânica provou que os compostos de polifenol dos tintos também são encontrados nas uvas vermelhas de alguns espumantes, melhorando a memória espacial e a gravar novas memórias, mesmo com o avançar da idade.

Os pesquisadores da Reading University usaram ratos para provar que esses polifenóis retardariam a perda de proteína associada ao envelhecimento – e à perda gradual de memória.

O teste foi o seguinte: metade dos animais ingeriu a bebida com o jantar e a outra metade, não. Depois, os animais foram colocados em um labirinto em busca de comida e, cinco minutos após serem retirados de lá, foram novamente colocados no mesmo labirinto para ver quem lembrava o caminho melhor. O resultado? 70% dos bebedores de champanhe acharam a trilha, contra apenas 50% dos ratos abstêmios.

Depois de seis semanas consumindo os espumantes no jantar, os animais mostraram um aumento de 200% nas proteínas que ajudam a retenção de memória.

Mas atenção: para adicioná-lo à sua rotina de cuidados, é necessário que o champanhe ou espumante tenha uvas vermelhas em sua composição, categoria chamada de blanc de noir (em oposição ao blac de blanc feito apenas com uvas claras). Um brinde à novidade!

 

Vinhos Espumantes

Vinhos Espumantes

Barossa Valley: O vinho Shiraz mais famoso da Austrália

Os Shiraz de Barossa Valley entre os melhores do mundo

Admitindo que, com mais de 45.000 hectares plantados, a Shiraz se tornou na assinatura vinícola da Austrália, não surpreende que Barossa lidere a sua produção, como se explica que incorpore, em grandes proporções, as garrafas de Penfolds Grange, o vinho mais famoso deste vale da Austrália do Sul e do país.

Entre tons de violeta a negro-tingido e enriquecido por frutos com caroço, quase sempre as variações no estilo local de Shiraz são definidas mais pelas preferências e gostos dos vinicultores e não tanto por diferenças climáticas. Alguns shiraz de Barossa muito trabalhados, provam-se secos, com madurez, tanino e carvalho em abundância equilibrada. Outros, assumem um perfil mais refinado, semi-encorpados, menos maduros, com menor exposição a carvalho novo e, nesse sentido, com uma composição mais fragrante e floral.

Mesmo tendo em conta o vasto espectro de opções de estilo, a comunidade multi-geracional de vitivinicultores do vale parece partilhar a mesma noção de que a busca de tendências e de modas não evitam retirar algum protagonismo ao principal valor da região: uma tradição já com 170 anos de produzir o melhor Shiraz da Austrália. Concorde-se ou não com a premissa, no final do século XX, a reputação mundial do Shiraz de Barossa assentava numa clara distinção face às uvas da mesma casta de regiões como Côte-Rôtie, Châteauneuf-du-Pape e da Califórnia. O Shiraz de Barossa era único e, como resumiu famosa wine writer Jancis Robinson “Barossa Valley tornou-se na região quintessência do vinho australiano.

Vinhedos de Barossa Valley

Vinhedos de Barossa Valley

Outras uvas importantes em Barossa Valley

Além da sua casta incontornável, Barossa Valley produz várias outras variedades com destaque para o Riesling trazido para a zona, no século XIX, pelos colonos germânicos e que chegou a ser predominante na história do Vale. Acolheu igualmente Semillon, Chardonnay, Grenache, Mourvedre, Cabernet Sauvignon e ensaios ainda mais recentes como os das variedades Sagrantino, Tempranillo, Zinfandel, Touriga Nacional e Savagnin a que se juntaram vinhas seculares mantidas em anonimato e recentemente recuperadas: Carignan, Cinsault, Durif, Marsanne, Petit Verdot, Roussane. Esta diversidade renovada contribui para a experimentação e rejuvenesce a criatividade dos vinicultores locais.

A uva Riesling

Apesar da sua reputação de ser uma região de vinhos tintos, Barossa também produz uma quantidade significativa de branco. Nos últimos tempos, o recorrente Riesling tem-se mudado para as zonas mais elevadas e frescas, como é o caso do Éden Valley. Esta migração permitiu um aperfeiçoamento notório e o reforço da reputação internacional dos Riesling dali originários.

A uva Semmillon

As vinhas de Semillon, por sua vez, evoluíram para gerar uvas com um tom único de casca rosada que as distinguem tanto do Semillon de Bordéus, como do produzido em Hunter Valley, na província aussie de Nova Gales do Sul.

Nos tempos mais recentes, os vinicultores levam a cabo a fermentação do Semillon mais em aço inoxidável do que em carvalho.

A uva Chardonnay

O Chardonnay também está presente. É colocado em carvalho e sujeito a fermentação maloláctica. Dá origem a vinhos grandiosos, de corpo denso e cremosos, frequentemente galardoados.

Veja a primeira parte dessa matéria:

 

 

De que serve ter um termômetro?

Você sabe a qual temperatura se deve servir seu vinho favorito?

De fato, grande parte da literatura sobre este tema eu acredito que esteja errada, já que elas dividem os vinhos por castas, quando, na verdade isso não serve de nada (já que uma mesma casta pode dar vinhos muito diferentes e a temperatura correta de serviço também vai se diferentes para cada um deles).

Só para citar um exemplo, nas tabelas comumente se indica que os Chardonnay’s deveriam ser servidos a 8 graus, mas o detalhe muito importante é que esta variedade de uva produz desde vinhos varietais (sem madeira), que quando são simples e estão jovens deveriam na realidade ser servidos em torno dos 6 graus, mas quando se trata de um Chardonnay que teve uma longa guarda em madeira, que é denso e estruturado e muitas vezes podem (e devem) ser servidos a temperaturas de 5 graus acima do exemplo que dei. Ou seja, em torno dos 10 graus.

Assim como este exemplo anterior, existem outras dezenas, mas o que deve ficar muito claro é que um grau a mais ou um grau a menos vai fazer muita diferença na hora de servir um vinho, e cometer um erro de 2 ou 3 graus de temperatura poderia estragar absolutamente as qualidades de sua garrafa de vinho e sua degustação.

Fique atento! E para lhe auxiliar, observe a imagem abaixo:

 

De que serve ter um termômetro?

De que serve ter um termômetro?

 

 

O que todo iniciante em vinhos tem que saber

 

Nesta matéria entregamos dicas para aqueles que estão começando a se aproximar do mundo dos vinhos e não sabem por onde começar.

A lógica é muito simples: para quem está dando os primeiros passos neste fascinante mundo e está começando a se apaixonar por este nobre produto, a primeira – e óbvia – dica é partir do mais fácil para o mais complexo. Alguns vinhos são muito mais fáceis de entender e de degustar, devido a muitos fatores, mas principalmente por motivos que estão relacionados com a quantidade de elementos que um vinho tem para analisar.

Vinhos Varietais

Independente do que se trate, seja vinho branco ou tinto, temos sempre que começar com vinhos “varietais”, ou seja, que não foram estagiados em madeira. Se o vinho tiver passado por madeira, dê preferência ao que tenha estado por um período muito curto – e, de preferência, em barricas de madeiras já usadas antes.

Outro assunto importante é que estes vinhos têm que ser de uvas tradicionais. No caso dos vinhos brancos é recomendável começar com os feitos pelas uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay. Estas uvas têm diferenciais entre si muito marcantes, que é o caso do primeiro exemplo. Uma excelente intensidade aromática e normalmente um perfil aromático muito fresco e cítrico (maçãs verdes, pêssego, frutos tropicais, etc.), e que vai depender do nível de madures inicial da uva.

Gosta de vinhos e não sabe como começar

Gosta de vinhos e não sabe como começar

Já os Chardonnays terão um aroma menos intenso e seu perfil aromático vai estar também relacionado com as frutas brancas – mas estas vão ter um caráter muito mais maduro. Normalmente os Sauvignon Blanc não têm estágio em madeira, já os Chardonnays quase sempre têm; por isso que frequentemente encontramos neles notas defumadas (como baunilha, canela, etc.).

Vinhos das uvas Sauvignons Blanc e Chardonnay

À boca os Sauvignons Blanc são geralmente de um frescor muito marcado, muito acentuado, e os Chardonnays em questão se destacam pelo volume e viscosidade que têm ao paladar. Essas duas uvas são muito interessantes para começar a aprender a degustar. Um detalhe importante é degustar ambos os vinhos juntos, para poder aprender e entender suas diferenças.

Os vinhos tintos

No caso dos vinhos tintos, o mais recomendável para ter esta aproximação a este mundo é começar com uvas que tenham uma “dureza” menor, ou seja, que tenham taninos mais macios. As uvas que têm de maneira natural este tipo de taninos são os elaborados em base de Pinot Noir, Merlot e Carménère – prefira sempre estes vinhos da forma varietal.

Os vinhos suaves

O importante é se afastar dos vinhos “suaves” (que contenham açúcar) e sempre preferir vinhos “secos” (secos significa, literalmente, carente de açúcar residual).

A boa notícia é que estes tipos de vinhos são por muitos motivos os mais baratos que as vinícolas produzem. Isto se explica porque provém das parreiras com maior rendimento por hectare dentro de um vinhedo, e também porque são produzidos sem a necessidade de estagiar em barricas de madeira, o que encarece consideravelmente o custo do vinho.

 

Entenda o motivo dos aromas de eucaliptos nos vinhos

 

Se alguma vez você teve a oportunidade de degustar algum vinho Chileno ou Australiano, com certeza já se deparou com intensas notas de eucaliptos.

Na década dos 90 este aroma era muito procurado, já que fazia parte de uma grande quantidade de vinhos de alto nível elaborados em vários países do mundo. Como não lembrar das notas aromáticas características dos grandes vinhos chilenos daquela época, como o “Don Melchor” da Concha y Toro, o “Don Maximiano” da Errazuriz ou o “Gold” da vinícola Carmen. Todos eles eram top’s chilenos daquela época, e que hoje ainda continuam com níveis de qualidades do máximo nível… Mas as notas de eucaliptos têm desaparecido, só que não por acaso.

Outros exemplos, talvez ainda mais claros, são os das vinícolas da chamada “Quebrada de Macul”, no Maipo Alto, lugar onde estão localizadas as vinícolas Cousiño Macul, Aquitania e Domus. Todas elas produziam, e ainda produzem, vinhos excelentes e do mais alto nível, com notas de eucaliptos muito marcadas, mas que agora já quase nem se percebem.

Acontece que já ao final dos anos 90, as notas de eucaliptos “saíram de moda”, e muitos mercados declararam guerra aos vinhos com este tipo de aroma, argumentando que “careciam de elegância”.

Concordo, em parte, com este sentido. Quer dizer, as notas de eucaliptos são muito agradáveis, só que elas não podem dominar – mas, sim, complementar o espectro olfativo de um vinho.

Como e por que se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos?

Como e por que se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos?

•Porque se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos??

Hoje em dia já está comprovado que os aromas de eucaliptos, provém da moléculamonoterpeno 1,8-cineol que está presente em grandes quantidades das árvores de eucaliptos e que se transpassam através dos ventos que passam pelas árvores, e logo chegam aos vinhedos e seus cachos de uva. Assim, são os próprios grãos de uva, através da pruína, que está na pele da uva, os responsáveis de capturar estes componentes que logo passam para vinho.

O interessante é que, hoje, os consumidores gostam deste tipo de aroma, e as vinícolas tem extinguido quase que a totalidade destas árvores que estavam dentro dos seus vinhedos. Mas felizmente estes aromas ainda persistem.

Ultimamente está se pensando em outra hipótese que poderia colaborar para que este aroma ainda esteja presente nos vinhos, e trata-se das raízes das próprias árvores de eucaliptos que foram cortadas há décadas. Como as parreiras têm raízes muito profundas, assim como as raízes do eucalipto (ou tinham, no caso de falarmos de eucaliptos que já foram cortados), as raízes de ambos estão a uns 4 ou 5 metros abaixo da superfície, “abafadas”, então, o contato ainda existe e as notas de eucaliptos ainda estão aí – um pouco menos evidentes, mas estão aportando ainda hoje em muitos narizes fascinantes.

Se quiserem conhecer alguns vinhos que tenham este elemento fazendo parte do aroma podem começar pelos seguintes, que, além de ter este tipo de aroma característico, têm um excelente nível de qualidade: