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A uva Pinot Noir: Os vinhos mais elegantes do mundo

Os vinhos da uva Pinot Noir são fascinantes.  Mágicos e extremadamente delicados

A Pinot Noir é considerada a uva mais difícil de cultivar e de difícil adaptação, mas também é considerada como a uva que produz os vinhos mais elegantes do mundo, sem deixar de mencionar que desta uva provém os vinhos com borbulhas mais interessantes do mundo todo, os Champagnes.

Esta uva tem uma grande diferenciação com as outras tintas nobres: ela não pode ser misturada com outras uvas (exceto nos Champagnes) tintas, já que, como a sua maior virtude é sua sutileza, fazendo parte de um blend ficam ocultadas atrás da opulência e potência das outras uvas tintas.

Ela é considerada a uva “branca” dentro das tintas, e, deste ponto de vista, ela sempre está no extremo da macies e é o contraponto da uva Cabernet Sauvignon. Ao servi-la, ela se expressa melhor em baixas temperaturas; e quando se trata de Pinot Noir frutados, varietais (sem madeira) e simples, muitas vezes devem ser servidas à mesma temperatura que alguns vinhos brancos, ou seja, em torno dos 12°C – o que comparada com a Cabernet Sauvignon, que é servida na faixa dos 17°C ou 18°C, é uma diferença muito marcante.

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

O clima da uva Pinot Noir

Em termos climáticos, a Pinot Noir necessita, obrigatoriamente, de climas frios e secos, já que sua pele é muito fina e é altamente sensível às enfermidades provocadas pela umidade (como, por exemplo, a Botrytis Cinerea), razão pela qual tem sido muito difícil sua adaptação às outras regiões fora de seu berço, que é a maravilhosa Bourgogne.

Quando plantada em climas calorosos, seus vinhos são muito desequilibrados e falhos de acidez e seus aromas e sabores são extremamente maduros, lembrando a marmelada, o que, no caso desta uva, é considerado um fator negativo.

Uma característica importante da uva Pinot Noir é que ela tem uma mínima concentração de antocianinas (pigmento/cor) nas células da sua pele, portanto seus vinhos sempre têm um aspecto visual claro e algumas vezes quase rosado, o que por outro lado ajuda na sua característica e fama de produzir os vinhos mais sedosos e suaves do mundo – isto se deve aos seus taninos de textura muito aveludada, muito delicados.

Vinhos da bourgogne

Vinhos da bourgogne

A uva Pinot Noir fora da Bourgogne

Fora da Bourgogne, a Pinot Noir tem conseguido excelentes resultados nos Estados Unidos, onde Napa e Sonoma (em Califórnia) e Oregon são as regiões que mais se destacam. Em Nova Zelândia podem também se encontrar vinhos elaborados com uva Pinot Noir de altíssimo nível, principalmente os que provêm de Malborough, região vitivinícola localizada na parte norte da ilha do sul.

No caso da América do Sul, o Chile é o país que tem demostrado o maior avanço qualitativo com esta uva, e que tem ganhado grande destaque na última década. Isto principalmente devido à procura de climas mais frescos com influência marítima, o que favorece ao crescimento e à qualidade dos vinhos desta uva. Casablanca, localizada na metade do caminho entre Santiago e Valparaiso, é uma região já consagrada e com mais de uma dezena de produtores que têm tido muito sucesso com esta uva.

Já algo mais perto do oceano pacífico, na região de San António, se encontra alguns dos Pinot Noir de maior qualidade deste país, o que se diferencia por seu caráter extremamente fresco e mineral. A mais recente região localizada a 400 quilômetros ao norte de Santiago, o Vale de Limarí, está também se destacando como um lugar muito interessante para a produção de grandes Pinot Noir.

A Argentina mesmo já tem se destacado com vinhos elaborados com esta uva e, embora que Mendoza seja considerada sua região emblemática já consolidada no mundo e amplamente conhecida pela Malbec, não tenha um clima apropriado para a produção desta uva (que gosta do frio). Os resultados na região do Rio Negro, na Patagônia Argentina, também são muito alentadores.

A uva Pinot Noir no Brasil

No Brasil, os produtores e vinícolas locais também têm manifestado certo interesse por esta variedade, e embora que todos concordem, nas dificuldades e alto custo de investimento em investigações, os resultados obtidos até agora no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense sugerem um futuro promissor.

 

Veja Também:

 

 

Todo sobre a Sauvignon Blanc. Máteria do enólogo chileno Felipe García para Winechef

 

O enólogo chileno Felipe Garcia nos fala sobre a uva Sauvignon Blanc e o papel do solo e do clone

Confira a primeira parte da materia no link:  Uva Sauvignon Blanc

O solo e a uva Sauvignon Blanc 

A segunda condição é o solo. Vimos como cada tipo de solo tem efeitos particulares sobre cada variedade e, baseado nessa observação, eu poderia afirmar que o Sauvignon Blanc não é uma variedade que suporta bem o estresse, é muito mais “Hippie”. Sendo assim, cresce muito melhor em solos com uma boa quantidade de argila, onde fica mais produtivo e a qualidade e concentração da uva ficam ótimas. Para mim, os dois melhores solos em Casablanca são os de fundo lacustre, onde a argila é escura e pesada, e o solo granítico, vermelho com boa quantidade de argila, mas com melhor oxigenação.

O primeiro dá uma característica mais mineral e o segundo proporciona um vinho de estilo mais frutado. Em ambos é possível obter vinhos com bastante sabor e excelente acidez natural.

Os clones de uva Sauvignon Blanc  

O terceiro ponto, e talvez um dos mais importantes, é a escolha de material clonal, saber qual é a origem do material genético de nossas plantas.

Aqui é onde se começa a “moldar” o estilo do Sauvignon Blanc que se quer fazer. No Chile os clones mais difundidos são o clone 1, que é o mais mineral de todos, e o clone 5, que é o mais cítrico (eu gosto mais dos clones 107, mais verdes e um dos que apresenta mais sabor, e o clone 242, uma explosão de frutuosidade).

Existe muita variedade de clones e a escolha depende muito do gosto do enólogo que vai elaborar o vinho. É daqui que parte a definição do estilo do vinho que vamos fazer. Os clones se expressam de maneira diferente de acordo com o clima do local onde estão. Por exemplo: um clone 1, que tem a maturação tardia, pode se desenvolver muito melhor em um clima quente do que um clone 242, que tem a maturação adiantada.

Isso é, já que entre processos mais longos de maturação da fruta é maior, melhor será a qualidade e quantidade de compostos aromáticos que a planta poderá gerar. Já temos o clima, o solo e a planta. Se todo o cuidado com a plantação e o manejo da fruta forem tomados, teremos a matéria-prima perfeita para trabalhar na adega e é aqui que se inicia o segundo tempo desta partida…

Marina Sauvignon Blanc

Marina Sauvignon Blanc

 

 

O papel da uva na qualidade do vinho

Produzir uvas de qualidade é o principal objetivo de uma vinícola, e por isso todos os esforços estão concentrados nessa finalidade.

Ao contrário das outras frutas, com as uvas para produção de vinhos se objetiva frutos com tamanho menor, casca mais grossa, e com a menor quantidade de agua possível. Isso porque todos os elementos que são determinantes para qualidade dos vinhos estão na pele da uva, tais como as antocianas, responsáveis pela cor, e os taninos, responsáveis pela sua estrutura.

Para elaboração de vinhos de alta qualidade, as vinícolas devem primeiramente identificar quais são os melhores setores (terroir’s) dentro do seus vinhedos, trabalhando de forma diferenciada cada espaço de acordo com as caraterísticas do solo e uvas que serão cultivadas.

Para se produzir uvas de alta qualidade, será necessário plantar em solos pobres e em regiões com uma relação de chuva apropriada à variedade escolhida. Com isso, serão colhidos cachos perfeitos, pequenos, e com grãos de pele grossa, que permitirão elaborar vinhos de alta qualidade. O importante é que a parreira esteja em equilíbrio com o ecossistema, resultando em frutos de maior qualidade.

 

O papel da uva na qualidade do vinho

O papel da uva na qualidade do vinho

 

Outro elemento determinante para a produção de vinhos de qualidade é a idade das parreiras. A idade das parreiras sempre está relacionada à qualidade, ou seja, quantos mais velhas melhores serão os vinhos. Isso porque as parreiras mais velhas tem raízes mais profundas, que são as responsáveis por nutrir os cachos com os nutrientes que estão no subsolo. Parreiras mais velhas também se diferenciam por produzir menos cachos e grãos menos diluídos, que darão origem a vinhos profundos e complexos.

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Como a qualidade do vinho depende diretamente da qualidade da uva, cada variedade precisa de condições climáticas específicas.

Se considerarmos que cada país e cada região possui suas próprias caraterísticas climáticas, isso vai explicar que, cada vez mais, seja frequente ter a especialização de uma determinada região (ou país) em um determinado tipo de uva.

Para que possa aprender qual é a uva emblemática de cada uma das principais regiões produtoras, veja essa lista abaixo:

 

Países do Novo mundo:

Chile: Carménère, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc

Argentina: Malbec

Austrália: Shiraz

Nova Zelândia: Sauvignon Blanc e Pinot Noir

Estados Unidos: Zinfandel e Pinot Noir

Sul África: Pinotage

Países do Velho mundo:

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

 

França:

Bordeaux Pomerol: Merlot

Bordeaux Paulliac: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot

Bordeaux Saint-Émilion: Cabernet Franc

Bourgogne: Pinot Noir e Chardonnay

Champagne: Pinot Noir e Chardonnay

Cahors: Côt (Sinônimo de Malbec)

Vale do Rhône: Syrah

 

Itália:

Toscana: Sangiovese

Piemonte: Barbera

Abruzzo: Montepulciano

Campania: Aglianico

Sardegna: Garnacha Tinta (Cannonou)

Sicília: Nero D´Avola

Veneto: Corvina Veronese

 

Portugal:

Vinho Verde: Alvarinho e Loureiro

Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca.

Dão: Touriga Nacional e Alfocheiro.

Bairrada: Baga

Alentejo: Trincadeira, Aragonez, Castelão, Alicante Bouschet e Touriga Nacional.

 

Espanha: Tempranillo

Alemanha: Riesling, Gewrtztraminer

 

Os Taninos das Barricas de carvalho

 

A madeira do carvalho também é rica em taninos

Barricas de carvalho agem nos taninos de duas formas. A primeira maneira (que será pormenorizada mais adiante neste artigo), é a microoxigenação. Os poros do carvalho permitem uma leve penetração de ar, que ajuda na polimerização dos taninos e na formação de polímeros pigmentados (reação entre taninos e antocianinas).

A segunda forma é aportando mais taninos ao vinho. A madeira do carvalho também é rica em taninos (tão rica que as próprias tábuas de carvalho devem passar por um envelhecimento, em torno de três anos, para que percam um pouco dos taninos, bem como a umidade). Seus taninos são de natureza diferente dos da uva. Os do carvalho, chamados de elagitaninos ou taninos hidrolisáveis, também são particularmente solúveis em álcool e água. Uma vez que o vinho entra em contato com a parede da barrica, principalmente as de primeiro uso, ocorre a extração dos elagitaninos que passam a integrar o fermentado, dando um maior suporte estrutural.

Maceração pós-fermentativa

Ao contrário da pré-fermentativa, o que se busca neste caso é justamente uma maior extração de taninos. Taninos são facilmente solubilizados em meios alcoólicos. Uma vez encerrada a fermentação, prolongase o tempo que o mosto fermentado permanece em contato com as cascas para uma maior extração de taninos e antocianos.

Os Taninos das Barricas de carvalho

Os Taninos das Barricas de carvalho

Micro-oxigenação

Consiste na técnica de aplicar um pequeno volume de gás oxigênio ao vinho já fermentado, numa proporção média de 1 ml de oxigênio por litro ao mês. Seria uma forma de emular a leve aeração que as barricas de carvalho permitem, tornando os taninos mais macios e o vinho mais estável. Normalmente, esta técnica é utilizada para fermentados ricos em taninos e antocianinas, para que se tornem mais estáveis e mais palatáveis ao degustador que prová-los ainda jovens.

Filtração e clarificação

Há muitos tipos de filtros utilizados na vinificação, no entanto, os objetivos são coincidentes: retirar micropartículas que podem comprometer a qualidade ou a apresentação do vinho.

Por exemplo, em vinhos engarrafados com açúcares residuais, a filtração é particularmente utilizada para retenção de leveduras e bactérias, que poderiam continuar agindo no vinho mesmo após o engarrafamento. Quanto aos taninos, caso a filtração seja muito intensa e rigorosa, parte poderá ficar retida nas membranas dos filtros, já que se tratam de cadeias moleculares longas. Além disso, a intensa agitação contida neste processo pode acelerar reações químicas envolvendo os taninos.

A clarificação é o processo que visa a separação de partículas sólidas e visíveis no vinho. Ela pode se dar por meios físicos, como a simples decantação (estamos falando da produção e não a decantação que se pode realizar no momento da degustação), ou pela ação de agentes externos. Estes agentes de afinamento normalmente são ricos em proteína, como o caso da clara de ovo, tradicional fator de afinamento. Considerando a principal característica dos taninos, de unir e precipitar proteínas, este processo também é utilizado para eliminá-los dos vinhos.

 

Continua.

Vocabulário do vinho

 

Você sabe o que significa “vinho cansado”?

Conheça algumas importantes palavras usadas no vocabulário do vinho.

Cana-de-açúcar: Planta que proporciona o mais apreciado dos açúcares, quando se trata de preparar os licores de expedição dos grandes vinhos espumosos. Por vezes, emprega-se para chaptalizar os vinhos sem álcool nas colheitas fracas dos países de clima frio (embora, neste último caso, se costume recorrer à beterraba mais barata).

Cândi: Açúcar purificada e cristalizada que se utiliza em zonas frias e de más colheitas para chaptalizar os mostos insuficientemente açucarados e obter um ou dois graus mais de álcool.

Canela: Aroma a especiarias de certos vinhos muito ricos, sobretudo brancos estagiados em madeira ou certos tintos generosos e gordos. A sua origem natural corresponde ao aldeído cinâmico formado durante o estágio.

Cannaiolo: Uma das variedades tintas cultivadas na Toscana (Itália) que entram na composição do Chianti.

Cannonadu ou Cannonao: Na Sardenha, nome local da variedade tinta Grenache (também chamada Cannono).

Cañocazo: Variedade branca, muito doce, que foi muito cultivada no Jerez para misturar com Pedro Ximenez e Palomino. Hoje, não se cultiva na Andaluzia, porque é propensa ao “corrimiento” (doença das videiras – má fecundação), mas encontra-se na Austrália.

Cansado: Diz-se de um vinho que surge na garrafa sem vigor, sem aromas, e sabores perdidos por excesso de estágio sem engarrafamento.

Canteiro: Processo natural de envelhecimento do vinho Madeira. O canteiro são as traves existentes na cave onde possam as barricas de Madeira.

Capitoso: Vinho com elevado grau alcoólico.

Caprílico: Odor dado pelos ésteres de ácidos gordos (que dão, principalmente, aromas pesados).

Conheça o vocabulário do vinho

Conheça o vocabulário do vinho

Cápsula: Peça de plástico ou de metais autorizados, em forma de capuz, que serve para proteger a cortiça e o gargalo, vestindo a garrafa. Ao proceder-se ao desenrolhamento deve cortar-se a cápsula por debaixo do aro do gargalo, para que não entre em contato com o vinho.

Cápsula-coroa: Rolha metálica que se utiliza para fechar provisoriamente as garrafas de vinhos espumosos que fermentam na garrafa, durante a formação de gás carbónico.

Carácter: Conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho e permitem distingui-lo de outros.

Caramelizado: Vinho com sabor e aroma a caramelo.

Carbonated wine: Vinho espumoso de qualidade inferior, gaseificado industrialmente.

Carbonato de cálcio: Sal neutro do ácido carbónico que, em zonas frias ou em colheitas ácidas, se utiliza para desacidificar mostos e vinhos.

Carbónico, gás ou dióxido de carbono: Substância que diluída no vinho produz um ligeiro pico na língua e dá, especialmente aos vinhos novos, frescura, nervo e vivacidade.

Carignan: Variedade tinta do vinhedo mediterrânico que dá vinhos aveludados, com ligeiro tanino, ricos em álcool natural. Na Europa não é uma uva especialmente apreciada, mas costuma utilizar-se como complemento da Grenache. Na Rioja, chama-se Mazuelo. Na última década tem conseguido excepcionais vinhos no extremo sul do Chile.

Carménère: Variedade de cepa tinta, muito utilizada em Bordéus antes da filoxera. É uma cepa de qualidade hoje emblemática no Chile, que dá vinhos amplos e coloridos, com menos taninos que os de Cabernet.

 

O que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo?

 

Veja estas interessantes dicas de que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo.

O natal e ano novo é um momento de festa, alegria, confraternização e de muita comida… Mas aí fica a dúvida do que fazer com tanta comida que ficou da ceia das festas de fim de ano.

Bom, de fato nem sempre é muito simples reaproveitar os quitutes e pratos que foram preparados para a grandes festas, e alguns cuidados são fundamentais para não sermos surpreendidos com uma contaminação alimentar.

Primeiro precisamos observar o tempo de exposição dos alimentos em temperatura ambiente. No caso de proteínas, como carnes e peixes assados, se esse tempo de exposição for superior a 06 horas com embalagem aberta o alimento deverá ser descartado.

É necessário armazenar e refrigerar de imediato o alimento logo após o término das comemorações.

Na montagem e decoração da ceia as frutas são indispensáveis e devem ser consumidas durante a festa, mas normalmente ficam para o dia seguinte. Aí a criatividade entra em cena para deixarmos perdê-las, elaborando saladas de frutas, smoothies, sucos, vitaminas… E aproveitar pra compensar a alta ingestão de calorias, afinal de contas, o réveillon está chegando!

As frutas secas como castanha de caju, nozes, amêndoas e frutas cristalizadas podem ser utilizadas no preparo de uma salada adicionando folhas verdes e queijos.

 

O que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo?

O que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo?

As carnes como Peru, Chester, Suínos e Peixes Assados podem ser utilizados no preparo de molhos para risotos e massas curtas e longas, inclusive lasanhas – uma boa dica é acrescentá-las ao molho bechamel, fica uma delícia!

As carnes ainda podem ser utilizadas no preparo de sanduíches super elaborados com os diversos queijos que sobraram da ceia. Com certeza o filme no fim de tarde vai ficar muito mais saboroso.

Já os Panetones podem ser grelhados e servidos como acompanhamento de sorvetes e ainda podem ser transformados em deliciosos chessecakes ou rabanadas.

Espero que com essas dicas você surpreenda a família e amigos evitando o desperdício e economizando nesse fim de ano.

 

Feliz 2015!!!

 

Por Alessandro Eller

 

Diferentes Maturações da Uva

 

Maturação Fisiológica

Corresponde ao momento em que a grainha está apta a germinar.

 

Maturação Técnica

Corresponde ao tamanho máximo da uva e à concentração máxima de açúcar acumulado ou mínima de acidez total.

 

Maturação Fenólica

Tem em conta a riqueza em antocianas, a qualidade e origem dos taninos e o grau extractibilidade ou dissolução destes compostos no mosto.

 

Maturação Aromática

Corresponde ao momento em que o teor de compostos aromáticos agradáveis é máximo e o teor de compostos aromáticos desagradáveis (verdes e herbáceos) é mínimo.

 

Maturação Enológica

Corresponde ao momento óptimo de vindima. É definida pelo enólogo e tem em conta não só as maturações descritas como, e principalmente, a prova das uvas.

 

Diferentes Maturações da Uva

Diferentes Maturações da Uva

 

Todo sobre os vinhos de Barossa Valley na Australia

 

Barossa Valley, seus grandes vinhos Shiraz e muito mais

Ao contrário da maior parte das regiões vinícolas da grande ilha, Barossa Valley teve uma origem colonial germânica. A zona mais emblemática dos vinhos australianos privilegiou a casta proveniente do Irão. Nas últimas décadas, vários dos seus rótulos conquistaram o Mundo.

Ao mesmo tempo que os recém-chegados alemães aumentavam de número na Austrália até se tornarem no maior grupo forasteiro com exceção dos ingleses e irlandeses, o principal vale vinícola do território recebia o baptismo do seu primeiro General Surveyor, o Coronel William Light. A intenção original foi dar-lhe o nome da região Andaluz em que o militar tinha participado numa batalha famosa das Guerras Peninsulares de 1811. E a ideia quase se concretizou na perfeição mas deu-se um erro processual. Em vez de Barrossa, é registado Barossa. Assim ficou para sempre.

George Fife Angas, um empreendedor mercante abastado e filantropo, foi também o fundador da colónia pioneira. Angas acedeu ao pedido de um líder luterano dissidente e acolheu um grupo de agricultores e mercadores que tinha fugido da perseguição religiosa ditada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II.

Os recém-chegados depressa perceberam que o clima quase Mediterrânico da zona era ideal para o cultivo de diversas frutas, em especial, uvas. Meio século depois, dezenas de adegas produziam já grandes quantidades de “portos”, “sherries”, moscatéis e “tokays”, que a política de Preferência Imperial da Grã-Bretanha tornou populares do outro lado do Mundo.

Em 1929, 25% do vinho australiano provinha de Barossa Valley. Entretanto, a Grande Depressão e a 2a Guerra Mundial anularam a procura. O encerrar do conflito não desvaneceu na totalidade um clima de desconfiança entre os residentes anglófonos e os descendentes de sangue germânico. Foi necessário tempo. Tempo e a realização do primeiro festival de Vintage.

 

Barossa Valley

Barossa Valley

Barossa Valley: A modernização.

Restabelecida a harmonia, passou a haver lugar para a modernização. Colin Gramp chega de Napa Valley onde assimilou novas técnicas de cultivo e produção vinícola. Em 1947, criou o primeiro vinho tinto seco de mesa, desde 1860, um Reserva Especial Claret, em que predominava Shiraz, combinado com algum Cabernet Sauvignon. O autor tornou-se no mentor reconhecido do novo vinho de Barossa.

Uma aposta genuína e concorrencial na inovação e a meteorologia estival vigorosa foram responsáveis pelo enorme desenvolvimento de diversas sub-regiões vinícolas que se seguiu: Gomersal, Williamstown, Lyndoch, Rowland Flat, Barossa Foothills, Vine Vale, Éden Valley, High Eden, Light Pass, Northern Barossa Valley, Greenock, Seppeltsfield e Marananga, em vários casos, tiveram origem nas povoações/paróquias pioneiras da colónia. Anos depois da sua afirmação, a estas, sobrepôs-se o título bem mais abrangente e notório de “Barossa Valley”.

Das cerca de 60 adegas situadas na proximidade umas das outras, destacam-se, pela celebridade que conquistaram, Penfolds Grange, Barossa Shiraz, a Éden Valley Riesling, Two Hands, a Rockfords, Jackob’s Creek, Bethany, Yalumba, Barossa Valley Estate Black.

Degustação Vinhos Chilenos

Barossa Valley: Atmosfera Quase Mediterrânica

O clima da região é, por excelência, continental. No entanto, a abundância de vales e colinas com encostas generosas especialmente visíveis do topo de Mengler Hill, favorece uma série de mesoclimas com temperaturas que oscilam entre o muito quente sobre o solo dos vales a gradualmente mais frescas nas altitudes elevadas das vertentes e nas secções Norte.

Malgrado a fama de região quente, o clima de Barossa Valley é comparável ao da zona semi-litoral rival de Margaret River, na Austrália Ocidental, se bem que com uma variação diurna de temperaturas mais abrangente.

De Outubro a Abril, decorre a época de desenvolvimento das vinhas que recebem cerca de 1710 graus-dia de aquecimento com temperaturas médias no mês crucial de amadurecimento – Janeiro – na ordem dos 21.4ºC. A pluviosidade média, durante o período vegetativo, fica-se pelos 160 mm, e a humidade relativa pelos 39%. De acordo, apesar dos regulamentos criados para controlar o número de furos e a quantidade de água extraída dos lençóis freáticos, a irrigação é frequente, com exceção para as vinhas mais antigas na zona a Oeste do vale que se podem dar ao luxo de a dispensar.

O clima de Barossa Valley

O clima quente de Barossa Valley garante às uvas uma maturação fácil com altos níveis de açúcar e baixos níveis acídicos. O grau alcoólico elevado obriga com frequência os vinicultores a recorrer a práticas equilibradoras como a osmose inversa e o acrescento de água ao mosto.

Tornou-se habitual os produtores da região limitarem o tempo de maceração por forma a encurtarem o período em que o vinho permanece em contato com as cascas. Outro recurso adoptado é maturação do vinho em tonéis de carvalho americano – mais do que o francês – mesmo antes de a fermentação ter terminado.

Por vezes, são necessários taninos suplementares e, quando tudo corre bem, a maceração encurtada dá origem a vinhos suaves e aveludados na boca. Também lhes empresta as notas de anis e aroma de coco ou notas de chocolate e especiarias característicos de Barossa mas igualmente da Austrália.

 

Continua…

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Vinho de mesa e vinho fino não são meros termos vagos, usados indiscriminadamente por quem produz ou comercializa vinhos, mas, sim, nomenclaturas oficiais de fundamental importância para o amante do vinho.

Para entender a diferença entre vinho de mesa e vinho fino, é necessário saber um pouco sobre a planta produtora da uva. A videira pertence ao gênero Vitis, que possui mais de quarenta espécies, entre as quais a Vitis vinifera, que, por sua vez, conta com mais de cinco mil variedades, como as famosas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay.

Existem ainda outras espécies, como a Vitis labrusca, Vitis rupestris, Vitis riparia e Vitis bourquina. Estas, chamadas de uvas de mesa (também conhecidas como uvas americanas), são mais adequadas para o consumo direto e para produção de sucos e uvas passas, mas também são capazes de produzir vinho, embora de qualidade inferior em relação aos produzidos com uvas Vitis vinifera (também chamadas de uvas finas). Disparidade causada pela sua diferença estrutural – a espécie Vitis vinifera é menor e tem casca mais grossa e densa.

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

ENTENDA O RÓTULO: Vinho de Mesa e “inho Fino

Sendo assim, os termos “Vinho de Mesa” e “Vinho Fino” têm o papel de distinguir essas bebidas em duas categorias” os feitos a partir de uvas da espécie Vitis vinifera e os feitos com outras espécies. Sem saber a diferença entre eles, o consumidor pode acabar adquirindo produtos, que não correspondem às suas expectativas.

Se num rótulo ou contrarrótulo de vinho constar a denominação “Vinho Fino”, quer dizer que a bebida é composta exclusivamente de uvas de melhor qualidade. E mesmo que venha escrito “Vinho de Mesa Fino”, a bebida será completamente elaborada a partir de uvas Vitis vinifera, ainda que conste a palavra “Mesa” no rótulo. Assim, vinhos em cujo rótulo consta apenas o termo “Vinho de Mesa” é que serão elaborados com uvas americanas.

POR QUE DIFERENCIAR?

Essa distinção tornou-se necessária no Brasil, já que o país, por fatores econômicos ou culturais, é um dos poucos que permite a produção de vinhos com uvas americanas.

Isso se dá, porque durante nossa colonização as cepas da espécie de Vitis vinifera tiveram dificuldades para serem cultivadas, causando a prevalência da cultura de uvas de outras espécies, principalmente as tintas americanas Isabel e Concord e a branca Niagara.

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

CARACTERÍSTICAS

O vinho produzido a partir das uvas americanas, ou de mesa, tem aromas rústicos e paladar muito intenso, mas caiu no gosto popular do brasileiro pelo simples hábito de ser tomado em quantidade e pelo preço mais barato, e não propriamente pelas suas qualidades.

Esse padrão cultural do brasileiro foi determinante para a criação de regras para distinguir os vinhos feitos a partir de uvas viníferas – fino – e os feitos a partir de uvas americanas – de mesa.

No que diz respeito à qualidade dos dois, aliás, a vantagem dos finos em relação aos de mesa é grande. Os primeiros são, em geral, límpidos e brilhantes, lembrando frutas, notas florais e uma infinidade de outras percepções (tanto no olfato quanto no paladar), enquanto os segundos costumam ser opacos, com aromas fortes e sabores simples.

Assim, antes de comprar sua garrafa de vinho, leia com atenção todas as informações do rótulo para se certificar de que você está escolhendo realmente o tipo de vinho que procura, lembrando-se sempre que no mundo do vinho experimentar é o caminho mais curto para descobrir o que se gosta. Tente algo novo, junte os amigos e descubra. A certeza é uma só, vai ser muito divertido e prazeroso.