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Nascimento e crescimento da uva. A acumulação dos açúcares

 

A acumulação dos açúcares

O açúcar é, por assim dizer, a alma do vinho. É a partir dele que as leveduras produzem o álcool que faz do vinho o que ele é.

O açúcar tem origem principal na fotossíntese das folhas e chega à uva sob a forma de sacarose. Aqui é hidrolizada em glicose e frutose que são açúcares fermentáveis.

A sua distribuição na uva e no próprio cacho não é uniforme. A metade da polpa adjacente à película é mais doce e menos ácida e a polpa junta às grainhas a menos doce e mais ácida. No cacho os bagos situados na parte superior do cacho são os mais doces porque são os primeiros a receber a migração de açúcar.

A quantidade de açúcares acumulados na uva durante a fase de maturação depende da duração da exposição solar em termos intensidade de luz e temperatura. Quando mais sol e calor mais açúcar terá a uva.

A degradação dos ácidos

A videira é uma das poucas plantas que concentra principalmente ácido tartárico nos seus frutos. Este é um produto secundário do metabolismo dos açúcares e durante a fase de crescimento vegetativo acumula-se no bago.

O ácido málico, em concentrações um pouco menores, é o segundo ácido da uva (junto com o tartárico soma 90% dos ácidos da uva). É um intermediário do metabolismo do açúcar e aumenta durante o crescimento vegetativo. A partir da pinta, como é inibido o consumo de açúcares no bago, este decresce porque passa a ser usado para produzir energia. Quando as necessidades energéticas da planta são menores, este ácido é transformado em açúcar. Este fenómeno tem um papel negligenciável.

 

Vinhos de Autor

 

Ao contrário da maioria dos frutos o ácido cítrico na uva surge em concentrações muito baixas.

A acidez da uva é máxima no início da maturação. Neste momento a uva tem o dobro da acidez do limão e é por essa razão que em climas tropicais (Tailândia) as uvas verdes são vendidas como ingredientes de tempero ácido. Durante a fase de maturação o conteúdo em ácidos baixa entre 1/3 e 1/5, sobretudo à custa do ácido málico.

Na maturação a planta utiliza os ácidos na sua respiração e produção de energia; e quanto maior for o calor mais intensa será a respiração e a degradação dos ácidos (málico em particular).

O conteúdo em tartárico está muito dependente do clima e se este é temperado, sem picos de calor excessivos, pouco difere ao longo da fase de maturação. O ácido málico decresce durante toda a maturação. O conteúdo em ácidos da uva também varia com a casta. Existe também uma relação entre a água no solo e a acidez. Em solos húmidos a maturação é retardada e a uva é mais rica em ácidos. Um ligeiro stress hídrico diminui a concentração de ácidos e abundância de água pode levar a um excesso de absorção de potássio com consequências na subida do pH e diminuição da acidez.

Veja a primeira parte da matéria: 

CONNTINUA…

Vinha velhas produzem melhores vinhos?

 

O segredo das Vinhas Velhas: Quanto maiores os tormentos, maior a velhice

Veja a primeira parte dessa matéria aqui

A modo de exploração da videira, a casta ou clone e qualidade do indivíduo vegetal e o seu habitat determinam a sua longevidade, produção e qualidade da mesma. O stress provocado por agressões ambientais e de exploração fragilizam a planta; a seca, o frio excessivo, os cortes da poda, o uso e abuso dos químicos de síntese são alguns dos atropelos que fazemos à espécie vegetal. Donde que uma vinha com 30 anos, submetida aos tormentos de uma exploração super intensiva pode ser velha e decrépita enquanto outra de 60 anos, com uma população saudável de indivíduos vegetais, que beneficiou de uma exploração menos intensiva, que não sofreu intoxicações com químicos de síntese e que teve as feridas da poda desinfetadas que impediram a contaminação viral e bacteriana, pode produzir quantidade com qualidade por muitos mais anos.

A casta e a sua origem terão também uma importante palavra a dizer na longevidade da cepa. Há castas muito mais resistentes aos atentados que lhe fazemos que outras. A globalização galopante e a promiscuidade varietal entre países e continentes pode também fazer mossa à perenidade da vinha. Por exemplo, é sabido que o Pinot Noir não gosta de viajar e é de aceitar que uma vinha velha de Pinot terá obviamente uma idade completamente diferente na Borgonha que no Oregon dos EUA.

Vinha velhas produzem melhores vinhos?

Vinha velhas produzem melhores vinhos?

Vinhas Velhas: Um conceito muito subjetivo

Quando um produtor de qualquer nova região nos diz que tem vinha velha devemos sempre perguntar: com que idade?

O conceito muda com a região de origem e os critérios do produtor. Numa região com um historial recente como é o caso da maior parte do Alentejo, uma vinha com 20 anos é considerada velha. Numa região com longo historial e rica em vinhas velhas e muito velhas, como o Douro, aceita-se que o produtor diga que o vinho vem de vinha velha se esta tiver pelo menos 40 ou 50 anos.

A questão de “quantos anos tem de ter uma vinha para ser velha” já era discutida pelos Romanos. E desde então ainda não se chegou a consenso.

Num pequeno inquérito feito pela Wines & Vines quanto à necessidade de legalizar o termo “Vinha Velha” para questões de rotulagem nas principais unidades produtivas na Califórnia (onde se encontra o maior área de vinha velha de Vitis vinifera), 71% dos inquiridos concordaram com a legalização do termo. Mas quando se pede a idade mínima para uma vinha poder ser considerada velha, 63% considera um mínimo de 50 anos de idade enquanto 28% são a favor de uma idade mínima de 20 anos. Quando questionados quanto à idade da vinha que fornece uvas para o seu(s) rótulo(s) de vinho de vinha velha, 39% afirma que a vinhas estão entre ao 15 e os 49 anos e 32% dão uma idade entre os 50 e os 80 anos.

A falta de consenso e de conceito é um dos entraves à plena validade do item na exploração do marketing. Além de que não podemos esquecer a habitual ausência de dados concretos: quantas vezes perguntamos a idade de uma vinha velha a um determinado produtor e ele responde: calculo que deva ter mais de 40, 50 ou mesmo 60 anos.

Contudo o conceito existe e é explorado por alguns produtores. E não há dúvida que encerra algo de mágico, porque para muitos (e não são assim tão poucos) quanto mais velha é a vinha mais sábia se torna.

Na verdade faltam estudos científicos que comprovem aquilo que todos sentem: existem vinhas velhas que produzem vinhos extraordinários mas também não é menos verdade que nem todas as vinhas velhas os produzem.

 

Bodegas Torres resgata duas uvas ancestrais

 

A vinícola Torres tem resgatado mais duas variedades “antigas”, como parte de seu projeto de trazer de volta uvas esquecidos.

Duas variedades tintas, Gonfaus e Moneu vão juntar-se às outras 40 variedades catalães que foram resgatadas da beira da extinção. Até agora, apenas sete dessas variedades parecem ser adequadas para vinificação.

Ambas variedades de uvas são descritas como resistentes à seca e com grande potencial de adaptação em climas áridos e sob condições extremas.

Ambas as variedades foram descobertas em 1998:  Moneu  em Querol perto de Terragona, e Gonfaus em Santa Eulalia de Puig, um condado perto de Barcelona.

Miguel Torres Maczassek, gerente geral da Bodegas Torres, disse: “Resgatar variedades antigas é um processo longo e lento e exige muita paciência, horas de experimentação, e uma equipe qualificada de profissionais incríveis.

O trabalho é uma mistura entre viticultura e arqueologia. Isso nos dá uma melhor compreensão da riqueza de variedades de uvas que existia antes da filoxera no final do século 19.” Conclui.

O projeto  de Bodegas Torres começou no início de 1980 e agora ampliou-se além de Catalunha, para  tentar encontrar variedades espanholas em perigo de extinção em Rioja, Rueda, Ribera del Duero e Rias Baixas.

Bodegas Torres resgata duas uvas ancestrais

Bodegas Torres resgata duas uvas ancestrais

 

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Fique Expert e reconheça as uvas só pela folha!

 

Imagina, só olhando a folha você vai matar a charada.

2da. Parte (deve abrir a imagem para ver as folhas das uvas tintas)
Quem curte vinhos e sempre tem planejado algum dia visitar uma vinícola, seja no Chile, Espanha, Argentina e aqui mesmo no Brasil, poder caminhar pelos lindos vinhedos e até bater um papo com o próprio enólogo. Isso já uma sensação maravilhosa para os amantes dos vinhos, os tão conhecidos na web como #winelovers.

Agora imagine, além dessa maravilhosa experiência, poder chegar perto de uma parreira e dizer “Essa é a uva carménère!”. E quando todos perguntarem como você sabia, você vai dizer com o peito estufado e com aquela cara de sabido “pela folha da uva”.

É isso que queremos lhe proporcionar. Não a viagem (por enquanto), mas possibilitar ver, mesmo que digitalmente, cada folha de cada tipo de uva para que você possa reconhecê-las na parreira.  E, sim, isto é possível e não é muito difícil de aprender, concentre-se e preste atenção nas diferenças nos formatos que as folhas têm entre elas.

Na verdade existem muitos outros detalhes na hora de diferenciar um tipo de uva de algum outro, mas se prestar bastante atenção, talvez, na sua próxima visita a uma vinícola você poderá ser o expert em uvas do grupo.

 

Veja as uvas brancas
Fique Expert e reconheça as uvas só pela folha!

Fique Expert e reconheça as uvas só pela folha!

O que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo?

Veja estas interessantes dicas de que fazer com o restante da ceia de natal e ano novo.

O natal e ano novo é um momento de festa, alegria, confraternização e de muita comida… Mas aí fica a dúvida do que fazer com tanta comida que ficou da ceia das festas de fim de ano.

Bom, de fato nem sempre é muito simples reaproveitar os quitutes e pratos que foram preparados para a grandes festas, e alguns cuidados são fundamentais para não sermos surpreendidos com uma contaminação alimentar.

Primeiro precisamos observar o tempo de exposição dos alimentos em temperatura ambiente. No caso de proteínas, como carnes e peixes assados, se esse tempo de exposição for superior a 06 horas com embalagem aberta o alimento deverá ser descartado.

É necessário armazenar e refrigerar de imediato o alimento logo após o término das comemorações.

Na montagem e decoração da ceia as frutas são indispensáveis e devem ser consumidas durante a festa, mas normalmente ficam para o dia seguinte. Aí a criatividade entra em cena para deixarmos perdê-las, elaborando saladas de frutas, smoothies, sucos, vitaminas… E aproveitar pra compensar a alta ingestão de calorias, afinal de contas, o réveillon está chegando!

As frutas secas como castanha de caju, nozes, amêndoas e frutas cristalizadas podem ser utilizadas no preparo de uma salada adicionando folhas verdes e queijos.

Ceia de Natal

Ceia de Natal

 

As carnes como Peru, Chester, Suínos e Peixes Assados podem ser utilizados no preparo de molhos para risotos e massas curtas e longas, inclusive lasanhas – uma boa dica é acrescentá-las ao molho bechamel, fica uma delícia!

As carnes ainda podem ser utilizadas no preparo de sanduíches super elaborados com os diversos queijos que sobraram da ceia. Com certeza o filme no fim de tarde vai ficar muito mais saboroso.

Já os Panetones podem ser grelhados e servidos como acompanhamento de sorvetes e ainda podem ser transformados em deliciosos chessecakes ou rabanadas.

Espero que com essas dicas você surpreenda a família e amigos evitando o desperdício e economizando nesse fim de ano.

 

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Sabe quando um vinho é “seco”?

 

O oposto a vinho seco não é “molhado”…

Esta é uma das palavras que mais usamos quando nos referimos aos vinhos, então pensei que seria uma boa ideia tentar explicar o que realmente isso significa, para você poder aprender o que é de fato um vinho seco.

A primeira coisa que devemos estar esclarecidos é de que o oposto a vinho seco não é “molhado” [risos], e, sim, doce.

Tudo depende do clima no qual o vinhedo está plantado. Assim, temos regiões mais cálidas, onde o sol tem maior luminosidade e a média de temperaturas de calor é maior. O resultado neste tipo de clima será de uma maior concentração de açúcar no grão de uva, o que logo após a fermentação se transformará em álcool. Então, a lógica é muito simples de se entender: climas mais cálidos significam vinhos com maior graduação alcoólica e, logicamente, climas mais frescos e frios produzem vinhos de teor alcoólico menor.

Depois que a uva alcança seu melhor grau de madures, ela será colhida, levada a bodega de vinificação e colocada em um recipiente, normalmente de aço, cimento e em alguns casos de madeira, e lá ele vai realizar a fermentação alcoólica (que consiste na transformação dos açúcares do mosto [suco de uva] em álcool). Quando as leveduras terminam de transformar todo o açúcar existente na uva, enfim teremos o vinho seco.

Sabe quando um vinho e “seco”

Sabe quando um vinho e “seco”

Em poucas palavras, seco significa “sem açúcar”. A verdade é que todos os vinhos tem uma pequena quantidade de açúcar, em torno de 2g por litro, devido que as leveduras nunca conseguem consumir a totalidade de açúcar, já que os próprios álcoois que elas transformaram a partir do açúcar do suco de uva as matam.

Os grandes vinhos de qualidade muita das vezes são secos, e quando não são, trata-se de vinhos de outras categorias, tais como Late Harvest, Amarone, Sauternes, Ice Wines, Espumantes e etc, mas essa é outra história e outros tipos de vinhos. Muitas vezes, graças ao bom trabalho do enólogo, os vinhos tem um aroma doce, muito intenso, mas isso é uma característica bem positiva e que expressa qualidade. Esses vinhos terão um perfil aromático frutado e levemente doce, mas na boca eles serão completamente secos.

No caso dos vinhos tintos existe uma grande confusão quando se fala dessa palavra (seco), já que muitas pessoas confundem quando os vinhos estão adstringentes no paladar, quando estão duros e ásperos, então usam a palavra seco para se referirem a esta sensação gustativa, mas está errado, já que seco, como acabamos de explicar, é uma palavra que define só os vinhos sem açúcar. Quando eles têm as características de adstringência, usa-se outro tipo de vocabulário, que veremos no próximo post.

Na hora de comprar uma garrafa de vinho a maneira para poder conferir se um vinho não é seco, é olhar o contrarrótulo já é obrigatório esse tipo de indicação com a frase “Vinho Meio Seco”.

 

A revista The Drinks Business escolhe os vinhedos mais extremos do mundo

 

Veja a segunda parte da lista elaborada pela revista The Drinks Business dos vinhedos mais extremos do mundo.

Les Amis de Farinet (Suíça): 

Propriedade do próprio Dalai Lama é o menor vinhedo do mundo já registrado. Composto por apenas três vinhas, nele são cultivadas variedades Pinot Noir e Chaselas, que juntas com uvas de outros vinhedos são capazes de produzir até mil garrafas, vendidas ao preço de US$ 35 mil em leilões beneficentes.

Les Amis de Farinet (Suíça)

Les Amis de Farinet (Suíça)

Sahara Vineyards (Egito): 

Localizado perto de Cairo, no Egito, a propriedade possui mais de 600 hectares, onde são produzidas 30 variedades de uvas diferentes. Diante das dificuldades provenientes das mudanças bruscas entre as temperaturas extremas do dia e da noite e da total falta de chuva, 30 toneladas de adubo são usadas para cada hectare como forma de dar às vinhas os nutrientes necessários para que tenham um crescimento saudável.

Viñedos Sahara Vineyards - Egito

Viñedos Sahara Vineyards – Egito

Domaine de Beudon (Suíça): 

A mil metros acima do nível do mar, o vinhedo suíço está agarrado a uma montanha rochosa. Só é possível acessá-lo através de uma trilha extremamente íngreme na montanha ou usando o teleférico particular da propriedade.

Domaine de Beudon (Suíça)

Domaine de Beudon (Suíça)

The Siam Winery (Tailândia):

Situadas no delta do Chao Phraya, as vinhas flutuantes são talvez as mais incomuns. Elas são plantadas em ilhas separadas por canais que impedem que as uvas sequem devido ao extremo calor.

The Siam Winery (Tailândia)

The Siam Winery (Tailândia)

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde):

O terreno se compara com o da lua e é uma das regiões viticultoras mais surreais do mundo, localizada na base de um vulcão ativo, cuja última erupção foi em 1995.

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde)

Cooperativa da ilha do Fogo (Cabo Verde)

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia):

Com vinhedos situados no paralelo 59, onde cultivar uvas se torna praticamente inviável, faz com que essa região seja impressionante. Este talvez seja o vinhedo mais setentrional do mundo com apenas 3 hectares.

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia)

Blaxta Vineyard, Flen (Suécia)

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Programação Vitoria ExpoVinhos 2017

PROGRAMAÇÃO

 

DIA 28/06

Abertura Oficial
18:00hs – Abertura Oficial
Curso – Auditorio
08:00 às 12:00hs –  Arena Camburi Eventos
Curso de Noções Básicas do Vinho – Célio Alzer
14:00 às 17:00hs – Arena Camburi Eventos
Curso Avançado do Vinho – Célio Alzer

Palestras 

18H AS 19H – AUDITORIO
Tema: “Biodinâmico”
Palestrante:  Alvaro Spinoza

19H30 AS 20H30 – AUDITORIO
Tema:  “Inovação e Diferenciação na Produção de Vinhos”
Palestrante: Duarte Leal da Costa – Ervideira

Funcionamento da Feira para Público– 18 às 23h

 

Programação Vitoria ExpoVinhos 2017

Programação Vitoria ExpoVinhos 2017

DIA 29/06

Curso – Auditorio
08:00 às 12:00hs –  Arena Camburi Eventos
Curso de Noções Básicas do Vinho – Célio Alzer
14:00 às 17:00hs – Arena Camburi Eventos
Curso Avançado do Vinho – Célio Alzer

Palestras 

18H AS 19H – AUDITORIO
Tema: “Espumantes Brasileiro”
Palestrante: Daniel Siqueira – Miolo

19H30 AS 20H30 – AUDITORIO
Tema: “Vinho do Porto Taylor’s”
Palestrante: Duda Zagari

Funcionamento da Feira para Público– 18 às 23h

Maiores informações: Aqui!

 

Barolo e Barbaresco, o reino da uva Nebbiolo

O Piemonte é uma região grande, no norte ocidental de Itália, a 60 quilômetros da costa mediterrânica ocidental. Abarca inúmeras Denominações de Origem, entre as quais se encontram as de Barolo e de Barbaresco, as mais famosas.

As duas DO’s, Barolo e Barbaresco, são vizinhas, repartem a mesma casta tinta, a Nebbiolo, e os seus vinhos têm características muito similares: côr rubi/alaranjada, relativamente pouco intensa, acidez alta e taninos poderosos. Na verdade, em prova cega, é muito difícil distingui-los, mas as diferenças existem, sobretudo na lei: Barbaresco exige dois anos de envelhecimento antes de sair para o mercado, enquanto que em Barolo se exigem três. Este ano extra de envelhecimento ajuda os vinhos de Barolo a suavizarem os seus taninos, que dizem ser mais potentes que os de Barbaresco por causa da natureza dos seus solos (mais calcário e mais marga que em Barbaresco).

 

Barolo e Barbaresco, o reino da casta Nebbiolo

Barolo e Barbaresco, o reino da casta Nebbiolo

 

Ambas são regiões pequenas. Barolo com perto de 1.800 hectares e Barbaresco com perto de 700. A produção está em concordância, registando-se uma média de produção nos últimos 5 anos de cerca de 11 milhões de garrafas em Barolo e 4 milhões em Barbaresco.

Mas o interessante é que não há muitos produtores de grande escala. O grosso da produção provém de pequenas explorações (há quase 1.300 produtores registados entre as duas regiões) com produções em concordância (não ultrapassam as 20.000 garrafas).

O campo está cheio de suaves colinas ondulantes onde, aliás, estão implantadas praticamente todas as vinhas. As colinas são fundamentais nesta região de clima continental, pois aumentam a exposição solar, o que é crítico para a maturação da Nebbiolo, uma casta muito tardia e que precisa amadurecer muito bem para perder os aromas vegetais. Em geral, colhe-se já bem entrado o mês de Outubro.

 

 

Conheça o Cannawine, vinho feito à base de maconha

A bebida só é vendida na Califórnia, nos Estados Unidos, e promete “unir dois grande prazeres”, segundo o site oficial

Você pode não acreditar, mas um grupo de profissionais e amigos da Califórnia, nos Estados Unidos pesquisaram por dois anos uma forma mágica de unir a maconha e o vinho e, em 2015, conseguiram selar essa união com um produto que ganhou o nome de Cannawine.

Por enquanto, o vinho está disponível apenas para venda em lojas físicas na Califórnia e é comercializado para fins medicinais. No estado americano, há várias “farmácias” que vendem legalmente a maconha para estes mesmos fins.

“Combinamos novas sensações, criatividade, inovação e sabores reais”. É um produto ousado e pioneiro que combina o melhor da indústria de fabricação de vinho com a exuberância da cannabis.

 

Cannawine

Cannawine

 

Por esta razão, estamos orgulhosos de agradecer não só àqueles que têm colaborado para tornar este desafio possível, mas também àqueles que decidiram experimentar e confiar em nós”, diz um texto no site oficial do produto.

Para comprar o produto, é necessário desembolsar uma quantia bem pesada de US$ 120 (R$ 386) a US$ 400 (R$ 1288) por apenas meia garrafa.

“Vinho aromatizado com extrato de maconha, com 14,5% de teor de alcoólico, são usadas 50% uvas Garnacha e 50% de Cariñena, cada frasco contém 50 mg de extrato de maconha e cada garrafa tem 500 ml”, avisa o site oficial do produto.

 

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