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Os vinhos brancos

Os vinhos brancos muitas vezes são elaborados com uvas de cor branca, mas pode haver exceções, eles também podem ser elaborados com castas de cor escura. Isso devido ao suco de uva que é incoloro, por tanto é possível elaborar vinhos brancos com uvas escuras, mas é impossível elaborar vinhos tintos com uvas brancas, já que as antocianas, (pigmentos que aportam à cor) estão na pele da uva tinta.

As uvas para elaborar vinhos brancos

Existe uma grande quantidade de uvas que elaboram vinhos brancos, e cada um dos países se especializam em algum tipo delas, por exemplo, a Nova Zelândia e reconhecida pelos Sauvignon Blanc, já na Argentina pela Torrontés, Bourgogne, na França pela Chardonnay, e assim por diante. Além das três mencionadas, existem outras dez que são bem conhecidas mundialmente, tais como: Viogner, Riesling, Semillon, Gewrztraminer, Pinot Blanc, Roussanne, Marsanne, ect…

Os vinhos brancos

Os vinhos brancos

 

Como são elaborados os vinhos brancos

Cada uva tem sua própria caraterística em termos aromáticos e acidez, sendo este último um parâmetro muito importante, a maioria dos vinhos brancos são fermentados de forma diferente aos vinhos tintos. A fermentação é sem a presença da pele (as cascas), já que as mesmas poderiam entregar demasiados componentes herbáceos, sendo que essa caraterística sensorial é considerada um elemento que diminui a qualidade e a fineza do aroma, além de ser responsável do amargor. Claro que existem várias exceções, onde os vinhos brancos fermentam e até permanecem em contato com as cascas, esse é o caso de grande parte dos Chardonnay da Bourgogne e também de vinhos elaborados por essa uva em outras partes do mundo.

 

Temperaturas de serviço dos vinhos brancos

Normalmente os vinhos brancos se degustam a temperaturas frias, mas pode variar consideravelmente e depende unicamente do tipo de vinho em questão.

Por exemplo, os vinhos brancos mais simples, sem madeira e mais jovens, se recomenda beber a uma temperatura bem baixa, entre os 6º a 7º. Já no outro extremo, quando trata de um vinho branco de grande nível qualitativo, que foi estagiado em madeira, ou que já está evoluído, vai ser necessário degustá-lo a uma temperatura muito maior, entre os 12º a 13º. Dessa forma será possível apreciar todas as sutilezas e complexidades desse tipo de vinho.

 

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

Não, não se tratam de regras tacanhas sobre como você deve ou não apreciar a bebida. Apenas dicas para tornar sua experiência melhor – e mais simples

O vinho é uma bebida fascinante. Mas é apenas uma bebida. Não precisamos estudar muito pra desfrutá-la. Precisamos apenas beber. E, se possível, com um pouquinho de atenção. Ou seja, degustar. Bebemos muito pouco vinho no Brasil, há pouca tradição, e a imagem do vinho se tornou algo complicado e elitista. Não caia nessa.

Umas poucas dicas podem ajudar a evitar erros, descomplicar e lhe dar mais prazer quando você bebe um vinho. Aqui vai um passo a passo, desde a escolha da garrafa até o que fazer com as sobras.

1 – Quanto mais caro melhor

A ilusão do valor das coisas está entranhada em nossa mente criada no capitalismo. Não racionalizamos leis de oferta e procura, valor de marca, marketing, etc., seja para comprar um jeans ou uma garrafa de vinho. Mais caro deve ser melhor, acreditamos. Estudos provam que, nas degustações, o vinho divulgado como o mais caro leva melhores notas, mesmo que a informação seja falsa. Por isso degustações sérias são feitas às cegas. Nem sempre um vinho de R$ 300 é cinco vezes melhor do que um de R$ 60. Assim como um que custa R$ 5 mil dificilmente é dez vezes melhor do que um de R$ 500.

 

2 – Ih! Tem tampa de rosca…

O preconceito contra a tampa de rosca já foi maior. Há quem reclame da falta de glamour. Mas, na prática, a tampa de rosca pode ser a melhor opção para vinhos brancos, pensados para serem bebidos jovens. Mercados como Nova Zelândia, Austrália e mesmo Espanha e Portugal apostam nisso faz tempo. Nunca desista de comprar um vinho somente porque ele usa este tipo de vedação. Melhor a rosca que uma rolha estragada.

 

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

 

3 – Rolha partida? Puxe, não empurre.

O sempre frustrante momento em que descobrimos que o saca-rolhas trouxe apenas um pedaço da rolha para fora! Justo quando o vinho em questão é aquele tão bem guardado e tão aguardado. O impulso básico é empurrar o resto para dentro e ver o que dá, mas… Melhor tentar com calma, delicadeza e paciência retirar a parte restante pelos meios disponíveis. No limite, se algum pedaço de farelo de rolha cair no vinho, use um coador de papel e repasse o conteúdo em um decanter. Acredite: jogando a rolha dentro da garrafa, suas chances de ter um vinho polvilhado por partículas é maior.

4 – “Decanter em tudo! É chic”. 

Nem todo vinho precisa ser aberto com muita antecedência. A prática de abrir a garrafa meia hora antes tampouco faz muita diferença. Dizemos que o vinho precisa respirar quando os aromas estão muito tímidos e contidos. O ideal nesses casos é passar o líquido para um decanter ou mesmo uma jarra e girar vigorosamente para que entre em contato com o oxigênio e permita uma liberação dos elementos mais voláteis. Se for degustar com calma, o mais interessante é constatar esta transformação no próprio copo. Sentir que um vinho fechado vai se abrindo aos poucos com apenas algumas giradas e goles. E que o restinho no fundo do copo traz aromas muito interessantes e inexistentes no início.

 

5 – Servir em taça molhada? Não.

Um resto de água na taça não mata ninguém, mas dilui o vinho. Pode deixar gosto de cloro. Ou, pior ainda, daquele detergente cujo resíduo não sai no enxágue. Seque sempre os recipientes com pano limpo seco.

Entenda o motivo dos aromas de eucaliptos nos vinhos

 

Se alguma vez você teve a oportunidade de degustar algum vinho Chileno ou Australiano, com certeza já se deparou com intensas notas de eucaliptos.

Na década dos 90 este aroma era muito procurado, já que fazia parte de uma grande quantidade de vinhos de alto nível elaborados em vários países do mundo. Como não lembrar das notas aromáticas características dos grandes vinhos chilenos daquela época, como o “Don Melchor” da Concha y Toro, o “Don Maximiano” da Errazuriz ou o “Gold” da vinícola Carmen. Todos eles eram top’s chilenos daquela época, e que hoje ainda continuam com níveis de qualidades do máximo nível… Mas as notas de eucaliptos têm desaparecido, só que não por acaso.

Outros exemplos, talvez ainda mais claros, são os das vinícolas da chamada “Quebrada de Macul”, no Maipo Alto, lugar onde estão localizadas as vinícolas Cousiño Macul, Aquitania e Domus. Todas elas produziam, e ainda produzem, vinhos excelentes e do mais alto nível, com notas de eucaliptos muito marcadas, mas que agora já quase nem se percebem.

Acontece que já ao final dos anos 90, as notas de eucaliptos “saíram de moda”, e muitos mercados declararam guerra aos vinhos com este tipo de aroma, argumentando que “careciam de elegância”.

Concordo, em parte, com este sentido. Quer dizer, as notas de eucaliptos são muito agradáveis, só que elas não podem dominar – mas, sim, complementar o espectro olfativo de um vinho.

Como e por que se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos?

Como e por que se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos?

•Porque se produzem os aromas de eucaliptos nos vinhos??

Hoje em dia já está comprovado que os aromas de eucaliptos, provém da moléculamonoterpeno 1,8-cineol que está presente em grandes quantidades das árvores de eucaliptos e que se transpassam através dos ventos que passam pelas árvores, e logo chegam aos vinhedos e seus cachos de uva. Assim, são os próprios grãos de uva, através da pruína, que está na pele da uva, os responsáveis de capturar estes componentes que logo passam para vinho.

O interessante é que, hoje, os consumidores gostam deste tipo de aroma, e as vinícolas tem extinguido quase que a totalidade destas árvores que estavam dentro dos seus vinhedos. Mas felizmente estes aromas ainda persistem.

Ultimamente está se pensando em outra hipótese que poderia colaborar para que este aroma ainda esteja presente nos vinhos, e trata-se das raízes das próprias árvores de eucaliptos que foram cortadas há décadas. Como as parreiras têm raízes muito profundas, assim como as raízes do eucalipto (ou tinham, no caso de falarmos de eucaliptos que já foram cortados), as raízes de ambos estão a uns 4 ou 5 metros abaixo da superfície, “abafadas”, então, o contato ainda existe e as notas de eucaliptos ainda estão aí – um pouco menos evidentes, mas estão aportando ainda hoje em muitos narizes fascinantes.

Se quiserem conhecer alguns vinhos que tenham este elemento fazendo parte do aroma podem começar pelos seguintes, que, além de ter este tipo de aroma característico, têm um excelente nível de qualidade:

 

 

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

 

Para falar de Vinhos corretamente, temos necessariamente que conhecer os significados das palavras usadas. 

 

 Aberto:

Diz-se do vinho com pouca densidade de cor ou que, com os anos, perdeu a intensidade da cor.

Acácia, flor de:

Aroma floral que se encontra em alguns brancos muito delicados (Riesling, Sauternes, Gewürztraminer, etc.)

Açafrão:

Aroma a especiarias, que recorda o açafrão.

Acariciante:

Diz-se de um vinho redondo, fino, aveludado.

Acastanhado:

Termo utilizado para definir a cor de vinhos velhos e oxidados.

Acerbo:

Vinho que contém uma quantidade excessiva de ácido málico e tartárico, procedente de uvas pouco maduras.

Acescência:

Doença provocada por microrganismos que causam o pico do vinho. O excesso de oxidação pode originar este envinagramento ou “pico acético”. Na superfície do vinho afetado aparece uma película cinzenta.

Acetaldeído ou aldeído acético:

Aldeído etílico ou aldeído acético, substância constitutiva essencial do aroma de certos vinhos. Distingue os vinhos generosos que recebem o estágio oxidativo, como os portos tawny e os xerezes, caracterizando-se por um odor que recorda os frutos secos (nozes) ou determinadas frutas (maçã, marmelo).

Acetato de etilo:

Ester obtido mediante a combinação do ácido acético e do etanol, que favorece a firmeza de alguns vinhos tintos, mas cujo excesso produz um odor etéreo desagradável (agente da acescência).

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

 

Veja Também:

 

As 10 melhores profissões do mundo do vinho SEGUNDA PARTE

 

Aqui apresentamos a segunda parte da matéria com as 10 melhores profissões do mundo do vinho. Nunca é demasiado tarde para recomeçar…

Proprietário de loja de vinho: 

Ser proprietário de uma loja independente de vinho é um trabalho imprevisível, devido à instabilidade do mercado. Como é comum a presença de vinhos de baixo custo em grandes redes de supermercados, conquistar o interesse e a lealdade dos consumidores de vinho tem sido das tarefas mais difíceis.

Escritor de vinhos, blogueiro, jornalista: 

A maioria dos escritores de vinho é inevitavelmente direcionada para o nicho de publicações sobre a bebida. Muitas vezes são jornalistas ou repórteres que podem publicar seus textos tanto em blogs quanto em grandes veículos.

Gerente de cave: 

Um mestre de cave, ou gerente, trabalha em estreita colaboração com o enólogo para garantir que a produção dos vinhos corra da melhor forma possível. Suas principais responsabilidades são supervisionar a produção de um vinho desde a chegada das uvas na adega até seu processo de engarrafamento, transporte e armazenagem. Gerentes de adega chegam a trabalhar 15 horas por dia, um grande passo se a intenção do trabalhador é de se tornar um enólogo.

As melhores profissões do mundo do vinho

As melhores profissões do mundo do vinho

Proprietários de vinhedo: 

 Para ser um proprietário de um vinhedo não necessariamente se precisa ter conhecimento técnico do processo de vinificação, tarefa que pode ser deixada para o enólogo. Um bom exemplo recente de proprietários de vinhedo é o caso de Brad Pitt e Angelina Jolie que, em 2008, compraram 500 hectares do Château Miraval, em Provence, por uma quantia de US$ 55 milhões. Após a parceria dos proprietários com Marc Perrin, o casal lançou em 2012 seu primeiro Miraval Rosé, feito a partir da mistura de variedades como Grenache, Syrah e Cinsault.

Enólogo: 

 O enólogo é aquele que tem de estar a par de tudo o que diz respeito sobre o vinho. É responsável por supervisionar a criação de um vinho desde a colheita da uva até o engarrafamento do produto já pronto. O enólogo sempre utiliza seus conhecimentos práticos e científicos para criar o melhor vinho possível.

As 10 melhores profissões do mundo do vinho

As 10 melhores profissões do mundo do vinho

Veja a primeira parte desta matéria

 

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 

Na degustação de vinhos só a traves da vista, podemos descobrir mais do que você imagina.

Os aromas dentro do que se refere à analise sensorial e em relação ao prazer que os vinhos entregam é um dos fatores mais importantes (ou talvez o mais importante). Isso explica que quando um degustador tem uma boa percepção sensorial e habilidade na degustação, falamos que ele tem um “bom nariz”.

Mas antes de submeter o vinho à analise olfativa, temos outro sentido que vai nos ajudar e que não podemos deixar de lado: a visão, já que alguns elementos precisamos observar antes de continuar com as outras análises. A vista vai nos permitir principalmente avaliar e analisar dois pontos:

 A Saúde do vinho:

A aparência do vinho que podermos avaliar através de uma análise visual nos indicará se o vinho está (ou não) saudável. Portanto a primeira coisa que devemos fazer é prestar atenção em seu aspecto. Precisamos avaliar se ele tem algum elemento em suspensão  (que gera a turbidez e que em algum dos casos nos alerta sobre alguma enfermidade no vinho).

Precisamos ter muito cuidado nesta parte da análise, já que tenho observado que muitas vezes os consumidores pouco experientes ficam muito assustados na hora de degustar e fazer a análise visual do vinho ao perceber certos resíduos ou sedimentos no fundo da garrafa – ou até mesmo na taça. Costumam considerar isto como um defeito – sendo que não é.

Muitos vinhos que não são filtrados, e a maioria das vezes esta informação aparece no rótulo (“unfiltered”) e no contrarrótulo da garrafa. Isto acontece na maioria dos casos com vinhos de boa qualidade. Portanto, como isto não atrapalha na análise de outros sentidos (aroma e sabor) deveríamos ficar tranquilos, já que no momento de filtrar o vinho extrai-se uma parte importante de polifenóis (e assim, os antocianos e os taninos também são eliminados neste processo técnico, e o vinho perde cor e seus componentes que entregam aroma e sabor).

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 A Idade do Vinho:

A vista irá nos revelar a idade de um vinho com uma precisão incrível. Muitas vezes, inclusive, poderemos acertar exatamente a safra do vinho, principalmente quando se trata de vinhos brancos de safras recentes.

É realmente muito fácil de aprender, e podemos dominar esta técnica depois de poucos vinhos degustados. Essa análise é fundamental e já vai nos ajudar complementado com as outras análises (olfativa e gustativa).

A cor dos vinhos está (igual os aromas, a acidez, os taninos e alguns outros elementos) em constante evolução, e esta evolução, no caso dos vinhos brancos, é muito mais rápida que nos vinhos tintos. Os vinhos brancos, como são jovens e não tiveram crianza em madeira, têm uma cor muito clara, quase como a cor da água que a gente costuma chamar de “amarelo claro cristalino”.

Quando começa a passar o tempo (lembrando que a curva de vida dos vinhos brancos sem madeira é extremamente curta) os vinhos brancos começam a tomar uma cor mais palha, logo dourada, até terminar com uma cor marrom, o que normalmente indica que o vinho já está decrépito, velho demais, estragado, salvo raras exceções.

 

Continua…

Receita fácil de Bolinho de Calabresa


Bolinho de calabresa é um salgado muito prático e fácil de preparar.

Ele acompanha a perfeição uma boa cerveja e inclusive uma taça de vinho. Para poder preparar esta receita de Winechef, é só querer…

Ingredientes Bolinho de Calabresa

600 g de calabresa.
2 xícaras de leite.
2 xícara de farinha de trigo.
2 pitada de sal.
2 colher (chá) de fermento em pó.
2 ovos.

 Modo de preparo do Bolinho de Calabresa

Para começar, ferva a calabresa (linguiça) por aproximadamente 15 min.

Em um recipiente, bata o ovo, junta o leite e o sal, bata mais um pouco, acrescente a farinha de trigo e o fermento em pó.

Corta em pequenos pedaços a calabresa, mergulha na massa e frite-as, ou pique as e coloque na massa e faça bolinhas e leve para fritar em óleo quente.

Receita facil de Bolinho de Calabresa

Receita facil de Bolinho de Calabresa

 

Veja Também:

 

 

 

 

Os cinco segredos para que o vinho da sua adega não vire vinagre

Não há um apaixonado por vinho que não aprecie uma garrafa evoluída, complexa e com todas essas sutilezas que só o passar do tempo pode entregar. Mas não adianta nada guardar vinos, se você não levar em consideração estas cinco dicas

 O lugar ideal para armazenar seus vinhos deve obedecer a estas regras:

Uma adega de vinhos tem que ser escuro

Ninguém duvida que a luz pode comprometer a evolução de um vinho. Exposição a raios de ondas curtas e ultravioletas tendem a desestabilizar compostos orgânicos na bebida e iniciar reações químicas que resultarão em algo desagradável. Um dos motivos de as garrafas de vinhos serem âmbar é esse, pois elas bloqueiam até 90% dos raios luminosos. Garrafas verdes e claras, por sua vez, deixam passar 50% e 10%, respectivamente, da luz. E como esse tipo de vasilhame mais claro é muito usado para armazenar espumantes e vinhos brancos – que, por sinal, são os tipos m ais susceptíveis a sofrer danos relacionados à luz – fica claro que os vinhos precisam ser guardados em lugares escuros.

 Uma adega de vinhos tem que ter umidade

A umidade é um fator importante para não ressecar as rolhas. Com o tempo, se mantidas em ambientes secos, esses vedantes irão ressecar e talvez até rachar. É por isso, por exemplo, que não se aconselha guardar garrafas na geladeira por muito tempo, pois, apesar de ser um local escuro e de temperatura baixa, não há umidade. Rolhas ressecadas perderão a elasticidade e vão permitir mais espaços entre o ar e a bebida, levando à oxidação precoce. Estima-se que a umidade do ambiente deve ser entre 50 e 80% – 70% seria o ideal. Mais do que isso (e, especialmente, em lugares sem ventilação adequada), podem aparecer fungos que, entre outras coisas, irão estragar os rótulos.

Adega de vinhos

Adega de vinhos

 Uma adega de vinhos tem que ser livre de odores

Uma adega precisa ter boa ventilação para não desenvolver fungos e também para evitar maus odores. Com o tempo, compostos aromáticos desagradáveis podem interferir no vinho, portanto, evite tinta fresca ou produtos de limpeza com cheiros fortes.

Uma adega de vinhos tem que ter uma temperatura constante

Como visto nesta reportagem, temperaturas muito altas (acima de 20ºC) aceleram as reações químicas de forma preocupante, e temperaturas muito baixas (menos de 5ºC) fazem com que elas “hibernem” mais do que o desejado (lembrando ainda que, a -4ºC, boa parte dos vinhos congelam, o que não é desejável). Deve-se então mantê-los entre 11º e 15ºC, porém, mais importante que isso, sem grandes oscilações. Variações de mais de 2º ou 3ºC no ano podem ser prejudiciais.

 Uma adega de vinhos não tem que ter vivracões.

Vibrações constantes agitam as moléculas do vinho e impedem que elas se assentem. Em vinhos antigos, por exemplo, isso impedirá que as borras se assentem. No entanto, acredita-se ainda que a agitação acelere as reações e também interfira nos sabores e aromas.

 

Que vinhos abrir em Natal e Ano Novo?

 

Já está pensando nos vinhos da noite de natal e ano novo?

Aqui tem algumas sugestões que você não pode esquecer:

Primeiro: lembre-se que é esta data, na qual a gente compartilha as nossas alegrias com a família e as pessoas que mais amamos. Portanto, temos que caprichar com os vinhos que vamos abrir, e este é o dia ideal para provarmos essas garrafas que estão em nossas adegas há muito tempo. Chegou a hora de abri-las!

Lembre-se também que, para poder aproveitar melhor seus vinhos, tem algumas regras de degustação que não podem ser esquecidas:

 

Os vinhos brancos devem ser tomados antes que os vinhos tintos;

Os vinhos secos se degustam antes que os vinhos doces;

Os vinhos mais simples são degustados antes dos vinhos mais complexos;

Os vinhos mais leves são degustados antes dos vinhos mais encorpados e concentrados.

 

Que vinhos abrir em Natal e Ano Novo?

Que vinhos abrir em Natal e Ano Novo?

 

A comemoração pode começar com um espumante, mas tem que levar em conta que este deve ter a menor concentração de açúcar residual possível (os Nature são os únicos que são realmente secos). Deixe os outros espumantes (Demi Sec ou doces) só para acompanhar a sobremesa, caso contrário, a “doçura” destes produtos vai tirar seu apetite e pode estragar sua ceia de natal e/ou de ano novo.

 A versátil Sauvignon Blanc

Como alternativa a espumantes, proseccos e outros vinhos com borbulhas, têm também os vinhos feitos pela uva Sauvignon Blanc, que são excelentes companheiros na hora de abrir uma comemoração. Prefira estes de safras as mais jovens possíveis (2013 ou 2014). Se optar por esta uva, não precisam ser os melhores de sua seleção, já que, como aperitivo, serão mais recomendáveis os que tiverem um estilo mais fresco e de corpo leve – mas o único requisito indispensável é que sejam de safras recentes.

Já para o jantar, o melhor é ter à mão umas boas garrafas, mas de vinhos não demasiado complexos, nem adstringentes. Então procure alguns vinhos de uvas mais “femininas”, como Pinot Noir, Merlot, Carménère ou Blends (mistura de duas ou mais uvas).

 Vinhos estruturados

Se for sua escolha um vinho de uva Malbec, Cabernet Sauvingon, Tannat, Petit Verdot, ou outra uva que produza vinhos estruturados, tente escolher aqueles que não estejam muito jovens (devem ter, pelo menos, 3 anos), para que os taninos e a força no paladar não incomode a seus convidados.

 

Sabe quando um vinho é “seco”?

 

O oposto a vinho seco não é “molhado”…

Esta é uma das palavras que mais usamos quando nos referimos aos vinhos, então pensei que seria uma boa ideia tentar explicar o que realmente isso significa, para você poder aprender o que é de fato um vinho seco.

A primeira coisa que devemos estar esclarecidos é de que o oposto a vinho seco não é “molhado” [risos], e, sim, doce.

Tudo depende do clima no qual o vinhedo está plantado. Assim, temos regiões mais cálidas, onde o sol tem maior luminosidade e a média de temperaturas de calor é maior. O resultado neste tipo de clima será de uma maior concentração de açúcar no grão de uva, o que logo após a fermentação se transformará em álcool. Então, a lógica é muito simples de se entender: climas mais cálidos significam vinhos com maior graduação alcoólica e, logicamente, climas mais frescos e frios produzem vinhos de teor alcoólico menor.

Depois que a uva alcança seu melhor grau de madures, ela será colhida, levada a bodega de vinificação e colocada em um recipiente, normalmente de aço, cimento e em alguns casos de madeira, e lá ele vai realizar a fermentação alcoólica (que consiste na transformação dos açúcares do mosto [suco de uva] em álcool). Quando as leveduras terminam de transformar todo o açúcar existente na uva, enfim teremos o vinho seco.

Sabe quando um vinho e “seco”

Sabe quando um vinho e “seco”

Em poucas palavras, seco significa “sem açúcar”. A verdade é que todos os vinhos tem uma pequena quantidade de açúcar, em torno de 2g por litro, devido que as leveduras nunca conseguem consumir a totalidade de açúcar, já que os próprios álcoois que elas transformaram a partir do açúcar do suco de uva as matam.

Os grandes vinhos de qualidade muita das vezes são secos, e quando não são, trata-se de vinhos de outras categorias, tais como Late Harvest, Amarone, Sauternes, Ice Wines, Espumantes e etc, mas essa é outra história e outros tipos de vinhos. Muitas vezes, graças ao bom trabalho do enólogo, os vinhos tem um aroma doce, muito intenso, mas isso é uma característica bem positiva e que expressa qualidade. Esses vinhos terão um perfil aromático frutado e levemente doce, mas na boca eles serão completamente secos.

No caso dos vinhos tintos existe uma grande confusão quando se fala dessa palavra (seco), já que muitas pessoas confundem quando os vinhos estão adstringentes no paladar, quando estão duros e ásperos, então usam a palavra seco para se referirem a esta sensação gustativa, mas está errado, já que seco, como acabamos de explicar, é uma palavra que define só os vinhos sem açúcar. Quando eles têm as características de adstringência, usa-se outro tipo de vocabulário, que veremos no próximo post.

Na hora de comprar uma garrafa de vinho a maneira para poder conferir se um vinho não é seco, é olhar o contrarrótulo já é obrigatório esse tipo de indicação com a frase “Vinho Meio Seco”.