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Vinho Triangle Reserva Carignan, 2010

País Chile
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2010
Uva 100% Carignan
Teor Alcoólico 14%
Tipo de Uva Tinta Carignan
Amadurecimento 12 Meses em barricas

 

Vinho Triangle Reserva Carignan, 2010

Vinho Triangle Reserva Carignan, 2010

 

Visual Vermelho rubi, muito concentrado com reflexos violetas.
Olfativo Outro grande vinho tinto da autoria da dupla de enólogos francesa, que também se responsabilizam pelo celebre Domus Aurea. Este particular Carignan representa o lado mais generoso desta uva cada vez mais famosa no Chile. É aromaticamente muito maduro, com notas a cerejas confeitadas e ameixas acompanhadas pelas notas defumadas aportadas na madeira.
Gustativo Entra no paladar de forma avassaladora, com uma concentração enorme, cheio de sabores e de charme. Seus taninos são compactos e apertam desde o passo de boca, mas há uma acidez também potente que consegue entregar o equilíbrio. É sem dúvida uns dos melhores expoentes chilenos nesta variedade de uva, delicioso para beber como está agora, mas o ideal é guardar, porque só vai continuar melhorando com o passar do tempo.
Dica de Harmonização Cordeiro ratatouille de verduras.
Carnes vermelhas assadas.
Bife de chorizo
Entrecôte grelhado na brasa.
Pontuação Winechef
Potencial de Guarda 10 anos
Nome da Vinícola Crazy Wines
Enólogo Responsável Jean-Pascal Lacaze / Rodolphe Bourdeau

 

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A uva Carménère. Cada dia mais chilena!

Os melhores Carménère’s chilenos nunca estão sozinhos.

Embora esta uva tenha conseguido muito sucesso na sua versão mono-varietal (uma variedade), é, acompanhada por outras uvas, ela tem realmente conseguido sua consagração e reconhecimento.

Por exemplo, dos três vinhos chilenos que até hoje alcançaram a histórica pontuação (97 pontos) para a revista Wine Advocate (Robert Parker), dois deles (da Von Siebenthal e da Concha y Toro) têm sido vinhos onde a Carménère ocupa 90% da mescla.

Outra uva que acompanha o caso do vinho de Von Siebenthal (o Tatay de Cristóbal) é a Petit Verdot, que aporta estrutura e acidez; no caso do vinho da Concha y Toro (Carmín de Peumo) são as uvas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, que aportam também estrutura no caso da primeira e elegância no caso da segunda.

Concha y Toro Carmín de Peumo. Un dos melhores Carménère’s chilenos

Concha y Toro Carmín de Peumo. Un dos melhores Carménère’s chilenos

E como não incluir o estupendo Clos Apalta? Também um blend, mas que tem a uva Carménère como sua base.

É impressionante tudo o que esta uva tem alcançado em tão pouco tempo, e, sem dúvida, nos próximos anos acontecerão alguns fatos importantes, que se espera que ajude ainda mais na imagem e na consagração a nível mundial da Carménère.

Estão trabalhando novos estilos, agora acompanhada com a outra grande novidade do Chile, que é e uva Carignan, enxertando parreiras velhas de uvas “pais”, buscando novos terroir’s onde esta uva possa alcançar bons níveis de acidez de maneira natural (sem ter que fazer correções de acidez, que é uma necessidade desta uva já que tem uma acidez muito baixa).

Enfim, nos próximos anos continuarão aparecendo Carménère’s cada vez melhores – e esta uva se tornará cada dia mais chilena. Já que além deste país, não tem outro onde tenha este protagonismo, embora que já tenha plantações desta uva em muitas outras partes do mundo (França, Itália, china, Uruguai, argentina e até no Brasil).

Ficou com vontade de degustar um bom Carménère?

Veja a primeira parte dessa matéria

Veja aqui alguns dos melhores do Chile

 

 

A uva Pinot Noir: Os vinhos mais elegantes do mundo

Os vinhos da uva Pinot Noir são fascinantes.  Mágicos e extremadamente delicados

A Pinot Noir é considerada a uva mais difícil de cultivar e de difícil adaptação, mas também é considerada como a uva que produz os vinhos mais elegantes do mundo, sem deixar de mencionar que desta uva provém os vinhos com borbulhas mais interessantes do mundo todo, os Champagnes.

Esta uva tem uma grande diferenciação com as outras tintas nobres: ela não pode ser misturada com outras uvas (exceto nos Champagnes) tintas, já que, como a sua maior virtude é sua sutileza, fazendo parte de um blend ficam ocultadas atrás da opulência e potência das outras uvas tintas.

Ela é considerada a uva “branca” dentro das tintas, e, deste ponto de vista, ela sempre está no extremo da macies e é o contraponto da uva Cabernet Sauvignon. Ao servi-la, ela se expressa melhor em baixas temperaturas; e quando se trata de Pinot Noir frutados, varietais (sem madeira) e simples, muitas vezes devem ser servidas à mesma temperatura que alguns vinhos brancos, ou seja, em torno dos 12°C – o que comparada com a Cabernet Sauvignon, que é servida na faixa dos 17°C ou 18°C, é uma diferença muito marcante.

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

A uva Pinot Noir Os vinhos mais elegantes do mundo

O clima da uva Pinot Noir

Em termos climáticos, a Pinot Noir necessita, obrigatoriamente, de climas frios e secos, já que sua pele é muito fina e é altamente sensível às enfermidades provocadas pela umidade (como, por exemplo, a Botrytis Cinerea), razão pela qual tem sido muito difícil sua adaptação às outras regiões fora de seu berço, que é a maravilhosa Bourgogne.

Quando plantada em climas calorosos, seus vinhos são muito desequilibrados e falhos de acidez e seus aromas e sabores são extremamente maduros, lembrando a marmelada, o que, no caso desta uva, é considerado um fator negativo.

Uma característica importante da uva Pinot Noir é que ela tem uma mínima concentração de antocianinas (pigmento/cor) nas células da sua pele, portanto seus vinhos sempre têm um aspecto visual claro e algumas vezes quase rosado, o que por outro lado ajuda na sua característica e fama de produzir os vinhos mais sedosos e suaves do mundo – isto se deve aos seus taninos de textura muito aveludada, muito delicados.

Vinhos da bourgogne

Vinhos da bourgogne

A uva Pinot Noir fora da Bourgogne

Fora da Bourgogne, a Pinot Noir tem conseguido excelentes resultados nos Estados Unidos, onde Napa e Sonoma (em Califórnia) e Oregon são as regiões que mais se destacam. Em Nova Zelândia podem também se encontrar vinhos elaborados com uva Pinot Noir de altíssimo nível, principalmente os que provêm de Malborough, região vitivinícola localizada na parte norte da ilha do sul.

No caso da América do Sul, o Chile é o país que tem demostrado o maior avanço qualitativo com esta uva, e que tem ganhado grande destaque na última década. Isto principalmente devido à procura de climas mais frescos com influência marítima, o que favorece ao crescimento e à qualidade dos vinhos desta uva. Casablanca, localizada na metade do caminho entre Santiago e Valparaiso, é uma região já consagrada e com mais de uma dezena de produtores que têm tido muito sucesso com esta uva.

Já algo mais perto do oceano pacífico, na região de San António, se encontra alguns dos Pinot Noir de maior qualidade deste país, o que se diferencia por seu caráter extremamente fresco e mineral. A mais recente região localizada a 400 quilômetros ao norte de Santiago, o Vale de Limarí, está também se destacando como um lugar muito interessante para a produção de grandes Pinot Noir.

A Argentina mesmo já tem se destacado com vinhos elaborados com esta uva e, embora que Mendoza seja considerada sua região emblemática já consolidada no mundo e amplamente conhecida pela Malbec, não tenha um clima apropriado para a produção desta uva (que gosta do frio). Os resultados na região do Rio Negro, na Patagônia Argentina, também são muito alentadores.

A uva Pinot Noir no Brasil

No Brasil, os produtores e vinícolas locais também têm manifestado certo interesse por esta variedade, e embora que todos concordem, nas dificuldades e alto custo de investimento em investigações, os resultados obtidos até agora no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense sugerem um futuro promissor.

 

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Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

De maneira natural os Sauvignon Blanc são os vinhos do começo

Os os Sauvignon Blanc são os vinhos que sempre são servidos primeiro em um jantar ou em uma degustação, seja esta descontraída, entre amigos ou um evento mais formal.

É preciso entender e lembrar sempre que no universo do vinho não se pode generalizar e dividir só em uvas, já que estas uvas dão vinhos. Então o mais importante é ter, antes de tudo, este conceito muito claro.

Então, para facilitar as coisas, classificamos essa uva em três categorias de vinhos.

 

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

Os diversos estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

 1: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos  e leves:

Que tenha no máximo 2 anos de idade (da safra que aparece no rótulo da garrafa). Estes vinhos devem ser aromaticamente muito intensos e frescos, mas geralmente não são muito complexos, e na boca devem ter uma boa acidez e corpo leve e fresco.

Normalmente as uvas deste vinho provêm das parreiras mais jovens de um vinhedo, motivo pelo qual entrega altos rendimentos de quilos de uva por hectare. Na vinificação se procura, de preferência, fermentações curtas e frias (a baixas temperaturas), assim não vai se obter muita estrutura nem muita concentração na boca (a uva não tem potencial para isso), mas sim uma significativa riqueza aromática, que é como uma espécie de “marca registrada” desta uva. Na boca tem uma acidez vibrante, sempre muito intensa. É o protótipo ideal para começar uma jantar. É um aperitivo por natureza.

Esta categoria de vinhos muitas vezes resulta uma alternativa interessante aos vinhos com borbulhas (espumantes, proseccos, etc.), já que cumprem a mesma função de abrir o apetite – para que isso aconteça, é necessário um vinho que não tenha açúcar (os conhecidos como vinhos “secos”, carentes totalmente de açúcar).

Este mesmo estilo de Sauvignon Blanc também é o vinho ideal para situações informais, dias de praia, à beira da piscina… Vinhos para situações mais descontraídas, onde o objetivo é se refrescar. Seu potencial de vida, na maioria das vezes, é extremadamente curto.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

Sauvignon Blanc jovens, frescos e leves

  

2: Os Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados:

Estes vinhos terão também uma fragrância intensa e fresca, bem  mais complexa e diversa que a categoria anteriormente descrita.

À boca está a principal diferença, porque aqui se encontra maior concentração de sabor de frutas, maior estrutura e também uma boa acidez e frescor.

Estes vinhos são elaborados normalmente com uvas de vinhedos mais velhos, mais equilibrados, oriundos de parreiras de maior idade – que entregam uma menor quantidade de cachos, mas que tem a pele mais grosa. Estes vinhos também podem ser bebidos como aperitivo, são deliciosos, aromaticamente muito frescos e ao mesmo tempo muito complexos.  Ao paladar é intenso, profundo e revela prazer.

Para este tipo de vinho é recomendado um contexto mais formal. Se um vinho deste for bebido de maneira descuidada, ou de maneira descontraída, seria só uma garrafa mal desfrutada, desperdiçada e não valorizada.

 

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

Sauvignon Blanc jovens, frescos e concentrados

 

3: Os Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos:

É uma categoria um tanto especial, de um nível onde os vinhos da primeira categoria nunca conseguirão chegar, porque oxidam e morrem antes de alcançar esta etapa.

Os vinhos da categoria 2, sim, conseguem alcançar. Aqui é onde se encontram os Sauvingons que são concentrados e maduros, e que pelo passar dos anos já se encontram evoluídos.

A principal diferença é que são esses raros vinhos de Sauvignon Blanc’s, que foram muito bons desde o começo, concentrados, os que conseguiram melhorar com o armazenamento em garrafa e ter uma vida mais longa (no caso oposto, alguns vinhos desta uva só conseguem viver por alguns meses, porque se deterioram rapidamente).

Então, esta categoria extrema dentro da uva Sauvingon Blanc, é de onde se tem vinhos de aromas muito, mas muito complexos (com aromas e sabores terciários). As notas aromáticas que um dia foram cítricas e intensas vão ter se transformando em deliciosas notas de confeitura, compota e marmeladas de frutos cítricos.

E à boca, que um dia foi fresca, vai felizmente se manter com esta característica (só que com um pouco menos de intensidade de frescor). Porém vai ganhar em textura, equilíbrio, oleosidade, ou seja, como aperitivo vai ser também um bom vinho, mas existirão muitos outros elementos e virtudes que são impossíveis de se encontrar em vinhos jovens. É neste estilo que a uva Sauvignon Blanc consegue mostrar de melhor maneira toda a sua magnitude e incomparável beleza.

 

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

Sauvignon Blanc concentrados, maduros e evoluídos

 

Todo sobre a Sauvignon Blanc. Máteria do enólogo chileno Felipe García para Winechef

 

O enólogo chileno Felipe Garcia nos fala sobre a uva Sauvignon Blanc e o papel do solo e do clone

Confira a primeira parte da materia no link:  Uva Sauvignon Blanc

O solo e a uva Sauvignon Blanc 

A segunda condição é o solo. Vimos como cada tipo de solo tem efeitos particulares sobre cada variedade e, baseado nessa observação, eu poderia afirmar que o Sauvignon Blanc não é uma variedade que suporta bem o estresse, é muito mais “Hippie”. Sendo assim, cresce muito melhor em solos com uma boa quantidade de argila, onde fica mais produtivo e a qualidade e concentração da uva ficam ótimas. Para mim, os dois melhores solos em Casablanca são os de fundo lacustre, onde a argila é escura e pesada, e o solo granítico, vermelho com boa quantidade de argila, mas com melhor oxigenação.

O primeiro dá uma característica mais mineral e o segundo proporciona um vinho de estilo mais frutado. Em ambos é possível obter vinhos com bastante sabor e excelente acidez natural.

Os clones de uva Sauvignon Blanc  

O terceiro ponto, e talvez um dos mais importantes, é a escolha de material clonal, saber qual é a origem do material genético de nossas plantas.

Aqui é onde se começa a “moldar” o estilo do Sauvignon Blanc que se quer fazer. No Chile os clones mais difundidos são o clone 1, que é o mais mineral de todos, e o clone 5, que é o mais cítrico (eu gosto mais dos clones 107, mais verdes e um dos que apresenta mais sabor, e o clone 242, uma explosão de frutuosidade).

Existe muita variedade de clones e a escolha depende muito do gosto do enólogo que vai elaborar o vinho. É daqui que parte a definição do estilo do vinho que vamos fazer. Os clones se expressam de maneira diferente de acordo com o clima do local onde estão. Por exemplo: um clone 1, que tem a maturação tardia, pode se desenvolver muito melhor em um clima quente do que um clone 242, que tem a maturação adiantada.

Isso é, já que entre processos mais longos de maturação da fruta é maior, melhor será a qualidade e quantidade de compostos aromáticos que a planta poderá gerar. Já temos o clima, o solo e a planta. Se todo o cuidado com a plantação e o manejo da fruta forem tomados, teremos a matéria-prima perfeita para trabalhar na adega e é aqui que se inicia o segundo tempo desta partida…

Marina Sauvignon Blanc

Marina Sauvignon Blanc

 

 

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

De maneira natural os Sauvignon Blanc’s são os vinhos do começo, os vinhos que sempre são servidos primeiro em um jantar ou em uma degustação, seja esta descontraída, entre amigos ou um evento mais formal.

É preciso entender e lembrar sempre que no universo do vinho não se pode generalizar e dividir só em uvas. Então o mais importante é ter, antes de tudo, este conceito muito claro.

Então, para facilitar as coisas, o vamos classificar em três categorias de vinhos com a uva Sauvignon Blanc.

1: Os Sauvignon Blanc’s jovens, frescos  e leves:

Que tenha no máximo 2 anos de idade (da safra que aparece no rótulo da garrafa). Estes vinhos devem ser aromaticamente muito intensos e frescos, mas geralmente não são muito complexos, e na boca devem ter uma boa acidez e corpo leve e fresco.

Normalmente as uvas deste vinho provêm das parreiras mais jovens de um vinhedo, motivo pelo qual entrega altos rendimentos de quilos de uva por hectare. Na vinificação se procura, de preferência, fermentações curtas e frias (a baixas temperaturas), assim não vai se obter muita estrutura nem muita concentração na boca (a uva não tem potencial para isso), mas sim uma significativa riqueza aromática, que é como uma espécie de “marca registrada” desta uva.

 

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

Os três estilos de vinhos elaborados com a uva Sauvignon Blanc

 

Na boca tem uma acidez vibrante, sempre muito intensa. É o protótipo ideal para começar uma jantar. É um aperitivo por natureza.

Esta categoria de vinhos muitas vezes resulta uma alternativa interessante aos vinhos com borbulhas (espumantes, proseccos, etc.), já que cumprem a mesma função de abrir o apetite – para que isso aconteça, é necessário um vinho que não tenha açúcar (os conhecidos como vinhos “secos”, carentes totalmente de açúcar).

Este mesmo estilo de Sauvignon Blanc também é o vinho ideal para situações informais, dias de praia, à beira da piscina… Vinhos para situações mais descontraídas, onde o objetivo é se refrescar. Seu potencial de vida, na maioria das vezes, é extremadamente curto.

CONTINUA…

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Como a qualidade do vinho depende diretamente da qualidade da uva, cada variedade precisa de condições climáticas específicas.

Se considerarmos que cada país e cada região possui suas próprias caraterísticas climáticas, isso vai explicar que, cada vez mais, seja frequente ter a especialização de uma determinada região (ou país) em um determinado tipo de uva.

Para que possa aprender qual é a uva emblemática de cada uma das principais regiões produtoras, veja essa lista abaixo:

 

Países do Novo mundo:

Chile: Carménère, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc

Argentina: Malbec

Austrália: Shiraz

Nova Zelândia: Sauvignon Blanc e Pinot Noir

Estados Unidos: Zinfandel e Pinot Noir

Sul África: Pinotage

Países do Velho mundo:

 

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

Os países mais importantes e suas uvas emblemáticas

 

França:

Bordeaux Pomerol: Merlot

Bordeaux Paulliac: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot

Bordeaux Saint-Émilion: Cabernet Franc

Bourgogne: Pinot Noir e Chardonnay

Champagne: Pinot Noir e Chardonnay

Cahors: Côt (Sinônimo de Malbec)

Vale do Rhône: Syrah

 

Itália:

Toscana: Sangiovese

Piemonte: Barbera

Abruzzo: Montepulciano

Campania: Aglianico

Sardegna: Garnacha Tinta (Cannonou)

Sicília: Nero D´Avola

Veneto: Corvina Veronese

 

Portugal:

Vinho Verde: Alvarinho e Loureiro

Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca.

Dão: Touriga Nacional e Alfocheiro.

Bairrada: Baga

Alentejo: Trincadeira, Aragonez, Castelão, Alicante Bouschet e Touriga Nacional.

 

Espanha: Tempranillo

Alemanha: Riesling, Gewrtztraminer

 

Vinho chileno pode interromper Tour de France

O presidente do Sindicato dos Viticultores do Aude, Frédèric Rouanet, promete barrar o percurso do Tour de France, a mais importante corrida de bicicletas do mundo, quando passar pelo departamento localizado no sul da França.

O motivo de tal cólera é que o vinho chileno Cono Sur é o patrocinador oficial da competição. “É inconcebível que um vinho estrangeiro patrocine o Tour de France. Não precisa ser um vinho do Aude, mas tem de ser francês. O vinho é um símbolo nacional e o Tour é o símbolo do ciclismo no mundo”, concluiu.

O contrato foi assinado em 2014 para as edições 2015, 2016 e 2017 do Tour de France, mas a marca só pode aparecer nas etapas internacionais, pois a legislação francesa, lei Evin, impede que bebidas sejam associadas ao esporte.

Vinho chileno pode interromper Tour de France

Vinho chileno pode interromper Tour de France

Ainda em 2014 quando ainda não era patrocinador oficial teve sua marca exposta nas três etapas do Reino Unido e o grupo Cono sur viu suas vendas aumentarem de 10% na terra da Rainha Elizabeth.

O alerta de Rouanet é tardio e não deve canelar o contrato com os organizadores do Tour de France. Mas criou polêmica internacional e ele promete barrar a etapa local, 13 de julho, quando a corrida deverá passar por Carcassonne, a capital do departamento do Aude.  

 

Fonte: Conexão Francesa – Jornal do Brasil

 

Os Taninos das Barricas de carvalho

 

A madeira do carvalho também é rica em taninos

Barricas de carvalho agem nos taninos de duas formas. A primeira maneira (que será pormenorizada mais adiante neste artigo), é a microoxigenação. Os poros do carvalho permitem uma leve penetração de ar, que ajuda na polimerização dos taninos e na formação de polímeros pigmentados (reação entre taninos e antocianinas).

A segunda forma é aportando mais taninos ao vinho. A madeira do carvalho também é rica em taninos (tão rica que as próprias tábuas de carvalho devem passar por um envelhecimento, em torno de três anos, para que percam um pouco dos taninos, bem como a umidade). Seus taninos são de natureza diferente dos da uva. Os do carvalho, chamados de elagitaninos ou taninos hidrolisáveis, também são particularmente solúveis em álcool e água. Uma vez que o vinho entra em contato com a parede da barrica, principalmente as de primeiro uso, ocorre a extração dos elagitaninos que passam a integrar o fermentado, dando um maior suporte estrutural.

Maceração pós-fermentativa

Ao contrário da pré-fermentativa, o que se busca neste caso é justamente uma maior extração de taninos. Taninos são facilmente solubilizados em meios alcoólicos. Uma vez encerrada a fermentação, prolongase o tempo que o mosto fermentado permanece em contato com as cascas para uma maior extração de taninos e antocianos.

Os Taninos das Barricas de carvalho

Os Taninos das Barricas de carvalho

Micro-oxigenação

Consiste na técnica de aplicar um pequeno volume de gás oxigênio ao vinho já fermentado, numa proporção média de 1 ml de oxigênio por litro ao mês. Seria uma forma de emular a leve aeração que as barricas de carvalho permitem, tornando os taninos mais macios e o vinho mais estável. Normalmente, esta técnica é utilizada para fermentados ricos em taninos e antocianinas, para que se tornem mais estáveis e mais palatáveis ao degustador que prová-los ainda jovens.

Filtração e clarificação

Há muitos tipos de filtros utilizados na vinificação, no entanto, os objetivos são coincidentes: retirar micropartículas que podem comprometer a qualidade ou a apresentação do vinho.

Por exemplo, em vinhos engarrafados com açúcares residuais, a filtração é particularmente utilizada para retenção de leveduras e bactérias, que poderiam continuar agindo no vinho mesmo após o engarrafamento. Quanto aos taninos, caso a filtração seja muito intensa e rigorosa, parte poderá ficar retida nas membranas dos filtros, já que se tratam de cadeias moleculares longas. Além disso, a intensa agitação contida neste processo pode acelerar reações químicas envolvendo os taninos.

A clarificação é o processo que visa a separação de partículas sólidas e visíveis no vinho. Ela pode se dar por meios físicos, como a simples decantação (estamos falando da produção e não a decantação que se pode realizar no momento da degustação), ou pela ação de agentes externos. Estes agentes de afinamento normalmente são ricos em proteína, como o caso da clara de ovo, tradicional fator de afinamento. Considerando a principal característica dos taninos, de unir e precipitar proteínas, este processo também é utilizado para eliminá-los dos vinhos.

 

Continua.

Quais vinhos harmonizam com o verão?

 

 Vinhos de verão

Começou o verão, e o clima e as altas temperaturas estão a cada dia mais altas. O nosso organismo é extremamente atento a este tipo de mudanças climáticas, e por conseqüência, nossos hábitos de consumo já começam também a mudar. Se no inverno, num clima mais frio sentimos vontade de beber uma taça de um tinto encorpado e cálido, já no calor, o nosso corpo nos pede bebidas refrescantes, ligeiras que se bebam a temperaturas baixas, então é aí que está a chave do tipo de vinho que temos que escolher. Na verdade e só “escutar” o que o nosso organismo está querendo falar.

Se pensarmos quais são esses vinhos que tem estas características vamos encontrar facilmente o vinho adequado para acompanhar estes dias de verão que começam.

Refrescantes:

O que refresca num vinho é sua acidez, e ela é o elemento principal do equilíbrio dos vinhos brancos, lembrando que a acidez está em constante declínio, pelo tanto os vinhos que vai ter esta caraterísticas são exclusivamente os vinhos mais jovens. Não adianta pensar só no tipo de uva, mas sempre temos que estar muito atento a idade do vinho. Um Sauvignon Blanc 2014 ou 2013 por exemplos serão extremamente refrescantes, já que sua acidez estará intacta, muito intensa, entregando aquele lado vivo e nervoso que é a “marca registrada” dos vinhos elaborados a partir de esta uva.

A Sauvignon Blanc é a uva que melhor acompanha os dias quentes de verão, com esse clima que quase nos queima a pele. Uma taça de um vinho desta uva se converte num elixir, numa delicia de frescor! Não tem melhor momento que um dia de piscina e uma taça de Sauvignon Blanc bem gelado sempre a mão.

Quais vinhos harmonizam com o verão?

Quais vinhos harmonizam com o verão?

A Natureza é sabia:

Se agora pensarmos nos tipos de alimentos que nosso organismo prefere nos dias quentes, lógico que não vai ser o churrasco, mas sim um peixinho fresco, talvez um Ceviche ou até uma salada verde. É aí que aparece de novo a magia do vinho desta uva, que se adapta maravilhosamente a este tipo de preparações, ou seja, o Sauvignon Blanc combina perfeito com a praia, com o sol, e também com esses momentos descontraídos durante o clima de verão.

Importante é que tenham sempre cuidado e atenção de escolher vinhos jovens, pois vão entregar uma acidez mais marcada, que é de fato o que vai ser importante em termos de equilíbrio e da qualidade do vinho.

Deixo aqui abaixo alguns dos meus favoritos:

Vinho Calcu Sauvignon Blanc. Chile.

Vinho Casas del Bosque Casa Viva Sauvignon Blanc . Chile

Nederburg Winemaster´s Reserve. África do Sul