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Os 5 Sauvignon Blanc “Great Values” do Chile segundo revista inglesa Decanter

 
Na edição de outubro da revista inglesa Decanter e também no site de internet apareceu uma lista com os 5 vinhos com a melhor relação preço qualidade abaixo das f13.

4 dos vinhos da lista foram elaborados com uvas do vale de Casablanca e um com uvas do vale de leyda.

Entre os especialistas que degustaram os vinhos estão Christelle Guibert, diretor de degustação da revista Decanter, o jornalista chileno Patricio Tapia, o brasileiro Dirceu Vianna Jr (MW), Peter Richards MW e Jane Parkinson.

 

os 5 vinhos Sauvignon Blanc ganhadores:

 

Cono Sur, 20 Barrels Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2013. 90 pontos

Ventolera, Litoral Sauvignon Blanc, Leyda, Chile 2013. 90 pontos

Domaines Barons de Rothschild (Lafite), Los Vascos Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2014. 90 pontos.

Cono Sur, Reserva Especial Sauvignon Blanc, Casablanca, Chile 2014. 89 pontos.

Quintay, Sauvignon Blanc Grand Reserve, Casablanca, Chile 2014. 86 pontos.

 

5 Grandes vinhos Sauvignon Blanc do Chile segundo revista inglesa Decanter

5 Grandes vinhos Sauvignon Blanc do Chile segundo revista inglesa Decanter

 

Fonte: Decanter

Barolo e Barbaresco, o reino da uva Nebbiolo

O Piemonte é uma região grande, no norte ocidental de Itália, a 60 quilómetros da costa mediterrânica ocidental. Abarca inúmeras Denominações de Origem, entre as quais se encontram as de Barolo e de Barbaresco, as mais famosas.

As duas DO’s, Barolo e Barbaresco, são vizinhas, repartem a mesma casta tinta, a Nebbiolo, e os seus vinhos têm características muito similares: côr rubi/alaranjada, relativamente pouco intensa, acidez alta e taninos poderosos. Na verdade, em prova cega, é muito difícil distingui-los, mas as diferenças existem, sobretudo na lei: Barbaresco exige dois anos de envelhecimento antes de sair para o mercado, enquanto que em Barolo se exigem três. Este ano extra de envelhecimento ajuda os vinhos de Barolo a suavizarem os seus taninos, que dizem ser mais potentes que os de Barbaresco por causa da natureza dos seus solos (mais calcário e mais marga que em Barbaresco).

 

Barolo e Barbaresco, o reino da casta Nebbiolo

Barolo e Barbaresco, o reino da casta Nebbiolo

 

Ambas são regiões pequenas. Barolo com perto de 1.800 hectares e Barbaresco com perto de 700. A produção está em concordância, registando-se uma média de produção nos últimos 5 anos de cerca de 11 milhões de garrafas em Barolo e 4 milhões em Barbaresco.

Mas o interessante é que não há muitos produtores de grande escala. O grosso da produção provém de pequenas explorações (há quase 1.300 produtores registados entre as duas regiões) com produções em concordância (não ultrapassam as 20.000 garrafas).

O campo está cheio de suaves colinas ondulantes onde, aliás, estão implantadas praticamente todas as vinhas. As colinas são fundamentais nesta região de clima continental, pois aumentam a exposição solar, o que é crítico para a maturação da Nebbiolo, uma casta muito tardia e que precisa amadurecer muito bem para perder os aromas vegetais. Em geral, colhe-se já bem entrado o mês de Outubro.

 

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O segredo das Vinhas Velhas

 

Vinha velhas produzem melhores vinhos?

As vinhas velhas são uma contradição. Por um lado, cada vez se arrancam mais, devido à sua decrepitude e diminuta produção. Por outro lado, cada vez são mais apreciados por alguns produtores, que nelas baseiam os seus melhores vinhos. E a designação “vinha velha” no rótulo é quase uma garantia de qualidade para muitos consumidores…

Que segredo encerram estas cepas capazes de nos dar uvas sábias que fazem arte na forma de vinhos? Qual é, ou quais são, as pequenas diferenças que fazem toda a diferença e que levam a que muitas vezes um vinho de vinhas velhas valha 10 vezes mais do que um outro vinho das mesmas castas vindo de uma vinha jovem? Qual é a sabedoria destas cepas especiais?

São perguntas sem resposta concreta. O tema, que encerra certa dose de polémica, é muito antigo, mas só recentemente começou a ser explorado do ponto de vista comercial. A importância mediática e o estatuto que têm atingido algumas destas vinhas têm levantado inúmeras questões que sugerem a necessidade de futura regulamentação do termo e respectiva exploração. Mas por enquanto tudo continua sem regras e uma vinha velha pode ter muitas faces.

O segredo das Vinhas Velhas

O segredo das Vinhas Velhas

Afinal, quantos anos tem uma vinha velha?

Primeiro que tudo convém esclarecer o conceito de vinha velha. A pergunta é tão velha quanto a história da própria videira. Quando é que podemos considerar que uma vinha está velha?

O conceito de idade está colado aos regulamentos comunitários de produção de uva que são bem explícitos: uma vinha só pode produzir uva para vinho depois de 3 (às vezes mais) anos de idade. Portanto o conceito de idade, neste caso idoneidade mínima de uma videira para a elaboração  de vinho, é um fator que é tomado em conta desde a nascença da planta. Mesmo nos primeiros 6 a 8 anos de idade a maioria dos viticultores do Velho Mundo não considera a cepa apta à produção dos melhores vinhos sendo normalmente conduzidas para segundas ou terceiras marcas.

Depois do oitavo ano de produção a vinha tem um sistema radicular e uma estrutura aérea vegetativa estabilizadas e inicia a sua idade produtiva propriamente dita.

Entre os 20 e os 25 anos de idade é consensualmente aceite que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado. A partir daqui aceita-se que a videira começa a envelhecer. Mas podemos considerar que está velha?

Uma videira entre os 20 e os 50 anos de idade atravessa a idade adulta rumo à velhice, mas os índices de produção e o tempo de vida ainda não permitem chamar-lhe “vinha velha”. A partir dos 50 anos de idade o termo “vinha velha” pode-se aplicar sem receios de ferir ouvidos mais cépticos.

À medida que a velhice vai avançando, a videira produz cada vez menos uvas mas normalmente uvas muito equilibradas e intensas no aroma e sabor. A película da uva da vinha mais velha é normalmente mais espessa, tem mais taninos e a polpa tem mais sabor. Contudo estas vinhas velhas têm uma exploração dispendiosa e para muitas agro-indústrias, uma vinha velha pouco produtiva, poderá ser inviável do ponto de vista económico.

Continua…

 

Todo sobre os taninos

 

O que é e como este composto fenólico, um dos componentes mais importantes do vinho, influencia na bebida?

Muito tânico “ou pouco tânico”. Quando comentamos sobre vinhos, geralmente ouve-se expressões como essa. Mas, o que significa para um vinho ser tânico? Aliás, o que é o esse tão falado tanino? Como ele age no vinho em relação ao sabor, longevidade? Quais uvas possuem mais tanino? Como fazer para suavizá-los ou realçá-los? As respostas para estas e outras perguntas você encontra a seguir.

 O que é esse tal tanino? É um instrumento de defesa da planta.

Tecnicamente, o tanino corresponde a um grupo de compostos fenólicos que tem como principal característica a afinidade em se ligar à cadeias de proteínas e precipitá-las. Encontrados principalmente nas partes lenhosas, nas folhas e em frutos não maduros de muitas plantas, eles atuam como instrumento de defesa. Quando um predador começa a ingerir partes de uma planta, as células vegetais rompidas liberam os taninos, que possuem sabor amargo e provocam grande adstringência, causando repugnância ao predador.

Os taninos da uva

Os taninos da uva

  Tanino nas uvas

Nas uvas, os taninos encontram-se principalmente nas cascas, sementes e engaços. Assim como os açúcares da uva, eles também passam por um amadurecimento e, conforme se atinge esta maturidade, perdem agressividade, tornando-se macios e sedosos.

Dentre as uvas viníferas, geralmente, quanto mais grossa a casca, maior a quantidade de taninos a serem extraídos. Este é o caso da Cabernet Sauvignon, Tannat, Nebbiolo, Baga, Petit Verdot, Sangiovese Grosso; só para citar algumas. No extremo oposto estão variedades de cascas mais finas, que dão origem a vinhos de estrutura mais leve e textura delicada. As variedades Pinot Noir, Gamay  se enquadram nesta tipicidade.

Os taninos das uvas são classificados como condensados ou proantocianidinas. A outra classificação a qual eles podem pertencer é denominada taninos hidrolisáveis ou elagitaninos, e correspondem aos que são extraídos da madeira do carvalho. Cada um possui uma natureza diferente e, embora ainda não mapeado cientificamente, desencadeiam uma série de reações distintas no vinho.

A maturação dos taninos, além do acompanhamento dos níveis de açúcares e acidez, é o fator chave para se decidir o momento ideal da colheita da uva, atualmente.

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Como deve ser um vinho de qualidade?

 

Sempre nos perguntamos quando um vinho é realmente bom.

Ou então, como é o vinho ideal? A resposta sempre está relacionada com o gosto pessoal de cada pessoa, é claro… Mas, na verdade, o gosto é algo que muda constantemente, na medida em que vamos nos aprofundando cada vez mais no tema – neste caso, o vinho.

Quando as pessoas começam a se interessar pelo mundo dos vinhos, geralmente são os vinhos mais simples os que são da preferência, e até muitas vezes os que têm algo de açúcar, ou os que têm aromas mais “adocicados” (a maioria das vezes aportados pela madeira), mas esse gosto pessoal começa a mudar na medida em que a pessoa começa a entender melhor sobre a degustação.

Em pouco tempo, os vinhos fáceis, adocicados, com muita madeira, etc., que num princípio pareciam ser vinhos bons, agora já não são mais do nosso agrado. Isso porque através do estudo, da prática e da degustação, as pessoas conseguem aguçar os sentidos e perceber aromas e sabores que antes não percebiam. Ai é o momento que as preferências e gostos começam também a mudar.]

Os vinhos com aromas e sabores doces

É natural que as pessoas gostem de aromas e sabores doces, e não do amargo, por exemplo. Essa é a razão que motiva as vinícolas a trabalhar estilos de vinhos onde, dependendo do desenvolvimento e do gosto do mercado em questão (que tem a ver com a evolução deste), vai ser o proprietário, o departamento de marketing e o próprio enólogo que vão definir o estilo do vinho de acordo com esse tipo de consumidor, e irão utilizar todas as ferramentas que existem em uma bodega para elaborar um vinho que seja do gosto deste mercado.

Seguindo a lógica, os mercados mais desenvolvidos (como Inglaterra, por exemplo) optam por vinhos que não têm muita madeira, vinhos mais frescos, e que têm a expressão do terroir, etc.. Os mercados mais novos, que tem menor conhecimento (como China, por exemplo), garantem vendas e sucesso, além de começarem a elaborar e exportar vinhos mais “maquiados”, que sejam mais fáceis de entender e, portanto, de vender. Vinhos mais maduros, com a presença das notas de baunilha e especiarias doces provenientes da madeira de forma mais marcada, porque é isto o que o público que começa a consumir vinhos consegue – mais facilmente – distinguir e apreciar.Von Siebenthal Toknar

Sobre o Terroir:

Mas, como deve ser um vinho de qualidade? São muitas, mas muitas as condições, no entanto, irei me referir a uma que é, talvez, a mais importante e que está relacionada com a forma na qual o vinho (para ser considerado um vinho de qualidade) tem que ser. Ele tem que expressar seu terroir, sua origem, ou seja, só através dos seus aromas e seus sabores, ele deve nos dizer de onde vem, e essa característica não está atribuída a todos os vinhos, poucos são os que têm a capacidade de expressar, e isso deveria ser regra…

O enólogo da Universidade Católica de Chile, professor de enologia por mais de 40 anos da maioria dos enólogos chilenos mais conceituados na atualidade (Álvaro Espinoza da Antiyal ou o próprio Pablo Morandé foram alguns dos seus alunos), Alejandro Hernandez, em conversa com Winechef define para nós o conceito de Terroir:

“O terroir é em si uma noção que indica certa tipicidade e individualidade que gera um vinho com características determinadas e repetíveis. O último não é uma norma fixa, pois os fatores do solo, de certo modo, podem ser modificados e porque as condições do clima não são controladas.”

Terroir

 

Clima e solo

Como Don Alejandro define claramente, o conceito de terroir está ligado à tipicidade e individualidade de um vinho, resultado da junção de seu clima e do seu solo, entre vários outros fatores que interferem no resultado final. Tal como defini no começo da matéria, de maneira natural começamos com vinhos mais fáceis e simples, e logo passamos por várias etapas para, não em muito tempo de estrada, chegar a esta onde começamos a conseguir distinguir a origem do vinho.

Esta etapa é muito interessante, talvez seja a melhor, e aqui o vinho além de ser agradável, bom ou excelente, ele deve nos entregar informação do seu passado, da sua infância, do seu terroir, e aqui é onde realmente podemos saber e dimensionar a qualidade de um vinho. Sem terroir não há qualidade.

 

O terroir segundo Alejandro Hernández, o padre da enologia chilena

 Por Prof. Alejandro Hernández

O terroir é um conceito da vitivinicultura europeia tradicional, especialmente francesa, usada para explicar os diferentes tipos e qualidades de seus vinhos de acordo com o local de procedência. O que se definiu na França em 1855 foram as Denominações de Origem e dentro dela foram classificadas as diferentes categorias de vinho baseadas na qualidade dos mesmos. Uma Denominação de Origem pode ter um ou vários terroirs.

Este conceito foi muito discutido pelos enólogos dos países do Novo Mundo, pois é muito difícil provar que a qualidade e a permanência no tempo de um vinho se devem às condições ecológicas do lugar, o cultivo da videira e às condições de vinificação, envelhecimento e armazenamento do vinho.

Em todo o caso, não há dúvidas de que o terroir é uma maneira apropriada para definir uma produção de qualidade para uma ou mais variedades de uva em lugares ou solos específicos.

Alex Ordenes, Edneia Benfica e Alejandro Hernandez.  Imagem de arquivo (janeiro 2010)

Alex Ordenes, Edneia Benfica e Alejandro Hernandez. Imagem de arquivo (janeiro 2010)

O terroir

É definido basicamente pela condição do terreno ou solo onde a videira é cultivada, ainda que, por sua vez, a videira esteja submetida às condições do clima do lugar; mas acima de tudo, nesse sistema se leva em conta o manejo ou cultivo das vinhas e a disponibilidade de água natural ou fornecida.

O clima do terroir é influenciado pelo clima do lugar, o mesoclima, e o clima em torno das vinhas, o microclima. Ele pode ser medido pela temperatura, pela quantidade de chuva, a intensidade da iluminação ou energia solar que está relacionada por sua vez à exposição do vinhedo à passagem do sol, ou rotação da terra.

No fator solo há a influência da geologia, que determina a origem do solo, o relevo ou topografia, que compreende a altitude, o aspecto (se está em um vale, uma encosta, um terreno de montanha, etc.) e finalmente a hidrologia que condiciona a disponibilidade e o movimento da água e seu aproveitamento pelas raízes da vinha; isso, por sua vez, depende das características físico-químicas do solo (estrutura, textura e composição mineral e orgânica).

Todas estas características do clima e do solo condicionam certa fertilidade natural do solo, que podem variar desde solos muito ricos, com fertilidade excessiva que impede a obtenção de um vinho de qualidade, até solos com deficiência em elementos nutritivos, que além de produzir pouco geram vinhos desequilibrados.

Parreiras velhas

Este conjunto de relações complexas afetará as variedades de videira que forem plantadas neste lugar. Obviamente existirão variedades que se adaptam muito bem, outras menos e algumas que não conseguem se desenvolver ou, se conseguem, não serão capazes de produzir vinhos de qualidade. O terroir é em si uma noção que indica uma certa tipicidade e individualidade que gera um vinho com características determinadas e repetíveis. O último não é uma norma fixa, pois os fatores do solo, de certo modo, podem ser modificados e porque as condições do clima não são controladas.

Em todo caso, a existência de uma vinha em um terroir determinado ou em uma área vinícola qualquer gera uma paisagem vinícola especial. Não há nenhum outro cultivo agrícola que apresente um maior atrativo e uma melhor adaptação à geografia do lugar que a vinha. Sua arquitetura organizada, a delimitação de seus vinhedos e o trabalho cuidadoso representam sempre uma contribuição à estética do lugar. A paisagem vinícola é um novo conceito muito mais fácil de captar e lembrar a descrição técnica do terroir. Porém ambos os conceitos podem entrar em harmonia para fazer com que a vinha e o vinho sejam mais atrativos.

No reino vegetal apenas o vinho permite ao homem compreender o sabor da terra, e a paisagem vinícola é o próprio ambiente no qual o vinho se produz.

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Alejandro Hernandez:

Enólogo da Universidade Católica do Chile, professor de enologia há 35 anos, tendo ensinado enologia a maioria dos enólogos chilenos mais conceituados na atualidade (Álvaro Espinoza, da Antiyal, ou o próprio Pablo Morandé foram alguns dos seus alunos). Alejandro Hernandez, nosso correspondente de enologia no Chile, nos enviou este artigo para o VinhoemProsa diretamente do Vale do Maipo, lugar onde está localizada a vinícola Portal del Alto, que é de sua propriedade.

Montes Spring Harvest Sauvignon Blanc 2015

 

A vinícola Montes lançou no Chile sua última novidade, um Sauvignon Blanc chamado Spring Harvest2015

O principal diferencial do vinho é que este foi o primeiro vinho disponível no mercado chileno da colheita 2015.

A uva provem dos vinhedos que a vinícola possui no vale de Leyda e a colheita foi com um mês de antecedência em relação com os outros Sauvignon Blanc chilenos. O objectivo da vinícola foi produzir um vinho extremamente frutado, moderno e de rápido consumo.

A estratégia principal da bodega foi produzir este Spring Harvest para poder chegar no começo da primavera no mercado europeu, assim aproveitar esta estação que é a de maior consumo de vinhos brancos, espumante e roses.

Montes Spring Harvest Sauvignon Blanc 2015

Montes Spring Harvest Sauvignon Blanc 2015

 

 

Vinhos de uvas não tradicionais e desconhecidas

A partir de hoje você vai começar a conhecer uvas que voçê nunca imaginou…

Muita gente está acostumada a conhecer os vinhos pelos nomes de suas uvas. Isso, obviamente, não é um sacrilégio, apesar de ser um pouco de preconceito. Especula-se que todo enófilo que se preze conhece Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Malbec, Chardonnay, Sauvignon Blanc e até Carménère – que ultimamente ganhou mais exposição no Brasil devido a uma enxurrada de vinhos varietais à base dessa especial cepa francesa, que fez fama no Chile.

É lógico que vinhos elaborados a partir das castas citadas acima são, em sua maioria, excepcionais. A partir, por exemplo, da Cabernet Sauvignon e da Pinot Noir, temos os mais badalados, procurados, caros e requisitados vinhos do mundo, principalmente os provenientes da França. A Borgonha, com exclusividade na Pinot Noir em seus tintos, e Bordeaux, com a Cabernet Sauvignon liderando os famosos cortes, são religiões entre os mais apaixonados por grandes vinhos.

Vinhos de uvas não tradicionais e desconhecidas

Vinhos de uvas não tradicionais e desconhecidas

Nem tudo que é bom é Cabernet Sauvignon

Sendo assim, para fugir do óbvio, nesta edição decidimos dedicar tempo às desconhecidas castas que produzem vinhos muito especiais e alguns até excepcionais. Ou seja, vamos quebrar o paradigma de que, para bebermos um grande vinho, é necessário que ele seja produzido a partir de uma uva “famosa”.

Sendo assim, decidimos escolher algumas castas desconhecidas da maioria dos apreciadores do líquido de Baco (que tivessem produtos disponíveis no mercado nacional) e abordá-las para os nossos apaixonados leitores. Como é bom saber que existem infinitas uvas mundo afora produzindo vinhos especiais.

Então fiquem atentos que a partir de hoje você vai começar a conhecer uvas que voçê nunca imaginou…

Felipe García e sua mulher Constanza Schwaderer Enólogos do Ano no Chile

 

Na categoria enólogo do ano, o reconhecimento foi para um casal, trata-se de Felipe García e sua esposa Constanza Schwaderer, ambos jovens enólogos, porém com uma ampla trajetória na cena vitivinícola chilena.

Na semana passada no restaurante Quintral, que fica localizado no bairro Lastarria em Santiago do Chile, foram entregues os reconhecimentos que realizam o Círculo de Cronistas Gastronómicos y del Vino, que tem como finalidade destacar o melhor de cada ano referente a vinho e gastronomia.

Nas últimas décadas, ambos trabalharam em conhecidas vinícolas chilenas e hoje produzem seus próprios vinhos, num projeto pessoal que ao princípio chamava-se de Bravado Wines, mas que recentemente mudou de nome, a agora tem um nome que é ainda é mais pessoal, levando os sobrenomes de cada um, Garcia é o sobrenome de Felipe e Schwaderer é o sobrenome de Constanza.

Felipe García e sua mulher Constanza Schwaderer Enólogos do Año no Chile 2015

Felipe García e sua mulher Constanza Schwaderer Enólogos do Año no Chile 2015

No Brasil é possível encontrar alguns dos vinhos do casal, todos eles muito interessantes e diferentes.  Sendo que o diferencial desses enólogos foi procurar terroirs pouco conhecidos para a elaboração dos seus vinhos. Um exemplo é o vinho Facundo, é um tinto que mistura uvas da região Itala, Maule e Lolol (na parte costeira do Vale de Colchagua).

Só para ter uma ideia da qualidade dos vinhos, o Carignan (García e Schwaderer Vigno 2010) tem a maior pontuação para Robert Parker de todos os produzidos no Chile.

Destacando outros vinhos do casal, existe um branco elaborado a base da uva Sauvignon Blanc proveniente do vale de Casablanca que tem o nome de Marina, e um Pinot Noir e Syrah também do Casablanca que tem o nome de Sofia.

Se tiverem a oportunidade de degustar alguns destes vinhos, tenho certeza que a sensação vai ser surpreendente, vão adorar!

Onde comprar:

García e Schwaderer Facundo

http://www.buywine.com.br/vinho-bravado-wine-facundo-2009/p

 García e Schwaderer Vigno Carignan

http://www.buywine.com.br/vinho-bravado-wine-vigno-2009/p