Receita de Omelete de shitake e pimentão

 Ingredientes

 

3 ovos

Cream cheese

Salsinha

Azeite

Sal a gosto

Sobras de:

Pimentão

Cenoura

Tomate

Cebola

Cogumelos

 

Modo de Preparo

A ideia é reunir sobras da sua geladeira: legumes, queijos e até frios que acabaram esquecidos.

Depois que separar tudo, você precisa cortar todos no mesmo tamanho, assim quando grelhar, todos ficam no ponto de cozimento parecido.

Leve estes legumes para a frigideira com um fio de azeite e refogue até ficarem ao ponto. Reserve.

Bata ligeiramente os ovos em um bowl e adicione sal a gosto.

Leve ao fogo baixo com um pouco de manteiga.

Quando o omelete estiver soltinho, acrescentar as sobras já cozidas em cima de metade do omelete, logo em seguida dobre o omelete por cima dos legumes, adicione o queijo e polvilhe a salsinha fresca.

Assim que derreter o queijo, está pronto para servir.

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Barossa Valley: O vinho Shiraz mais famoso da Austrália

Os Shiraz de Barossa Valley entre os melhores do mundo

Admitindo que, com mais de 45.000 hectares plantados, a Shiraz se tornou na assinatura vinícola da Austrália, não surpreende que Barossa lidere a sua produção, como se explica que incorpore, em grandes proporções, as garrafas de Penfolds Grange, o vinho mais famoso deste vale da Austrália do Sul e do país.

Entre tons de violeta a negro-tingido e enriquecido por frutos com caroço, quase sempre as variações no estilo local de Shiraz são definidas mais pelas preferências e gostos dos vinicultores e não tanto por diferenças climáticas. Alguns shiraz de Barossa muito trabalhados, provam-se secos, com madurez, tanino e carvalho em abundância equilibrada. Outros, assumem um perfil mais refinado, semi-encorpados, menos maduros, com menor exposição a carvalho novo e, nesse sentido, com uma composição mais fragrante e floral.

Mesmo tendo em conta o vasto espectro de opções de estilo, a comunidade multi-geracional de vitivinicultores do vale parece partilhar a mesma noção de que a busca de tendências e de modas não evitam retirar algum protagonismo ao principal valor da região: uma tradição já com 170 anos de produzir o melhor Shiraz da Austrália. Concorde-se ou não com a premissa, no final do século XX, a reputação mundial do Shiraz de Barossa assentava numa clara distinção face às uvas da mesma casta de regiões como Côte-Rôtie, Châteauneuf-du-Pape e da Califórnia. O Shiraz de Barossa era único e, como resumiu famosa wine writer Jancis Robinson “Barossa Valley tornou-se na região quintessência do vinho australiano.

Vinhedos de Barossa Valley

Vinhedos de Barossa Valley

Outras uvas importantes em Barossa Valley

Além da sua casta incontornável, Barossa Valley produz várias outras variedades com destaque para o Riesling trazido para a zona, no século XIX, pelos colonos germânicos e que chegou a ser predominante na história do Vale. Acolheu igualmente Semillon, Chardonnay, Grenache, Mourvedre, Cabernet Sauvignon e ensaios ainda mais recentes como os das variedades Sagrantino, Tempranillo, Zinfandel, Touriga Nacional e Savagnin a que se juntaram vinhas seculares mantidas em anonimato e recentemente recuperadas: Carignan, Cinsault, Durif, Marsanne, Petit Verdot, Roussane. Esta diversidade renovada contribui para a experimentação e rejuvenesce a criatividade dos vinicultores locais.

A uva Riesling

Apesar da sua reputação de ser uma região de vinhos tintos, Barossa também produz uma quantidade significativa de branco. Nos últimos tempos, o recorrente Riesling tem-se mudado para as zonas mais elevadas e frescas, como é o caso do Éden Valley. Esta migração permitiu um aperfeiçoamento notório e o reforço da reputação internacional dos Riesling dali originários.

A uva Semmillon

As vinhas de Semillon, por sua vez, evoluíram para gerar uvas com um tom único de casca rosada que as distinguem tanto do Semillon de Bordéus, como do produzido em Hunter Valley, na província aussie de Nova Gales do Sul.

Nos tempos mais recentes, os vinicultores levam a cabo a fermentação do Semillon mais em aço inoxidável do que em carvalho.

A uva Chardonnay

O Chardonnay também está presente. É colocado em carvalho e sujeito a fermentação maloláctica. Dá origem a vinhos grandiosos, de corpo denso e cremosos, frequentemente galardoados.

Veja a primeira parte dessa matéria:

 

 

Três perguntas para: Michel Friou

Michel Friou é enólogo da vinícola franco-chilena Almaviva

Enólogo francês à frente do ícone franco-chileno Almaviva falou sobre o momento no Chile e a próxima safra, a 2014, que será apresentada ao Brasil em avant-première em novembro.

Como vê a atual diversificação da produção chilena?

Estamos em bom momento, temos mais variedades, como as mediterrâneas (Carignan, Grenache), algumas redescobertas, como a País; novas localidades (algumas extremas), mais vinícolas pequenas e novos conceitos enológicos: menos madeira e colheitas adiantadas, visando mais frescor.

O que podemos esperar da nova safra de Almaviva?

Baixos rendimentos combinados com o tempo quente e seco na colheita resultaram em vinhos de grande expressão de fruta, muita concentração, estrutura e complexidade. Buscamos manter a elegância, mas com densidade e potência. A safra 2014 é naturalmente equilibrada comparável à histórica 2007.

Que imagina do futuro do vinho?

Teremos mais vinhos de qualidade de viticultura orgânica e sustentável. E mais cultura do vinho e exigência do consumidor. Imagino um novo atlas vitivinícola evoluído, com a consolidação de regiões e denominações do Novo Mundo, como já há no Velho Mundo.

Três perguntas para: Michel Friou

Três perguntas para: Michel Friou

ALMAVIVA 2013

Origem: Maipo, Chile

Preço: R$ 1.099, na Ville du Vin

Corte de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Carménère, com 18 meses em carvalho, fresco e elegante.

 

Fonte: Paladar Estadão

 

Casal Mendes Blue: o ‘vinho’ azul feito em Portugal

Chama-se Casal Mendes Blue e foi certificado pelo IVV como “bebida aromatizada à base de vinho”. Ou seja, não é considerado ‘vinho’ pelo IVV. Polémicas à parte, o Casal Mendes Blue tem por base o Casal Mendes branco, produzido pela Bacalhôa Vinhos, a que foi adicionado um corante, que o produtor afirma ser de origens naturais.

Pois bem, qual é o resultado? Para já, o vinho é mesmo azul e, depois de estar no copo, o efeito é quase dramático. Para um enófilo, algo estranho à primeira vista.

É uma bebida com toque ligeiramente adocicado e fácil de gostar. O DNA vinho está lá, sem dúvida. Beba-o bem fresco mas pode-lhe ainda juntar uma pedra de gelo.

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Vinho Marco Real Crianza Collecion Privada, 2009

País Espanha
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2009
Uva 50% Tempranillo 20% Cabernet Sauvignon 25% Merlot e 5% Graciano
Teor Alcoólico 14%
Amadurecimento 13 meses em barricas de carvalho francês.
Olfativo A nariz deste vinho tem uma grande nível de qualidade. Seus aromas se mostram em diferentes camadas, começando pelos balsâmicos e defumados provenientes dos meses de guarda em madeira, os que logo dão passo a tons frutais, onde ressaltam a notas a cerejas ao licor e casis, resultando numa combinação de excelente performance, que é complementada pela presença de aromas terciários ainda mais complexos.
Gustativo No paladar é generoso, de corpo completo, denso, com os taninos ainda bem presentes, mas de uma textura muita fina, que continuarão aportando num tinto que vai continuar melhorando nos próximos 5 anos. É um vinho que mostra um grande sentido de tipicidade, de altíssimo padrão de qualidade. Altamente recomendável.
Potencial de Guarda 10 anos
Nome da Vinícola Marco Real

 

Marco Real Crianza Collecion Privada, 2009

Marco Real Crianza Collecion Privada, 2009

 

Dica de Harmonização Ensopado de cordeiro com purê de berinjela.
Carnes nobres grelhadas.
Côte de boeuf grelhado com batatas cozidas.
Costela de boi cozida no vapor com molho bordelaise e purê de batata.
Bisteca de porco grelhada ao molho de ervas.
Temperatura de Serviço 16°
Potencial de Guarda 10 anos
Nome da Vinícola Paulo Laureano
Pontuação Winechef

 

A nova geografia do vinho

Espumante inglês? Riesling sueco? Se a temperatura do planeta subir 2 graus, essas são as garrafas com que a humanidade vai brindar a entrada de 2058

Não estranhe se daqui a 50 anos você estourar uma garrafa de surrey – e não de champanhe – para comemorar a chegada do ano novo. Surrey, no sul da Inglaterra, é uma das cidades produtoras de vinhos espumantes que podem desbancar produtores tradicionais (como a região francesa de Champagne) caso a temperatura do globo continue a subir.

Um aumento de 2°C mudará a geografia do vinho no planeta.

Grosso modo, as áreas com potencial para o cultivo de vinhedos de qualidade ocupam uma faixa latitudinal em cada hemisfério. Com a alteração climática, essas faixas tendem a ser deslocadas para mais longe da linha do Equador, favorecendo os países de clima frio.

Como o clima é apenas um dos fatores decisivos para a produção de um vinho de renome (ao lado do solo, da qualidade das parreiras e da tecnologia), há quem acredite, contudo, que as regiões tradicionais como a França não perderão a dianteira – desde que estejam dispostas a usar espécies que se adaptem às novas condições.

 

A nova geografia do vinho

A nova geografia do vinho

 

REGIÕES TRADICIONAIS

 

Argentina e Chile

As regiões mais tradicionais dos dois países – o vale Central do Chile e as terras baixas de Mendoza, no oeste Argentino – devem ser afetadas negativamente pelo aumento de temperatura.

Serra Gaúcha (Brasil)

Apesar da melhoria técnica, o clima e o solo são um entrave para a produção de vinhos de alto padrão, principalmente tintos. O aquecimento pode fazer com que a região se concentre na produção de espumantes.

Champagne (Nordeste da França)

O leve aumento de temperatura está beneficiando os vinhos da região, tornando-os mais “redondos”. Se o calor piorar, as uvas perderão em acidez, parâmetro decisivo na qualidade de um grande espumante.

Borgonha (Leste da França)

Produz os melhores tintos do mundo à base da uva pinot noir. Ocorre que essa é uma das variedades mais vulneráveis a mudanças climáticas. Com o aquecimento, é provável que os produtores tenham de buscar outra uva.

Vale do Reno (Alemanha)

O vale do Reno é hoje conhecido por produzir um dos melhores vinhos brancos do mundo feitos a partir da uva riesling – variedade que se dá muito bem em zonas de clima frio demais para os vinhos tintos.

Califórnia (EUA)

O famoso vale de Napa, que já tem um clima considerado mais quente do que o necessário para produzir vinhos de alta qualidade, pode perder sua supremacia para outras regiões mais frias nos EUA.

Austrália Meridional

Se a temperatura subir mais de 1,5°C até 2040, as uvas da região podem perder até 50% de qualidade para a produção de grandes vinhos. O cultivo de espécies como pinot noir e sauvignon blanc deve se tornar inviável.

A nova geografia do vinho

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NOVOS VINHEDOS

 

Argentina e Chile

No Chile, a área de Bio-Bio, ao sul de Santiago, pode se tornar uma das regiões produtoras de destaque no país. Em Mendoza, na Argentina, as parreiras devem subir mais em direção aos gelados Andes.

Campanha Gaúcha (Brasil)

A região que faz fronteira com o Uruguai pode se tornar a grande região vinícola do país. Não é à toa que muitos produtores da Serra Gaúcha já estão se estabelecendo nos pampas.

Inglaterra

O aquecimento global pode tornar os ingleses, quem diria, grandes produtores mundiais. As regiões mais beneficiadas estão no sul da Grã-Bretanha, como os condados de Kent e Surrey, que já têm vinhos razoáveis.

Alemanha

Com o aquecimento global, a Alemanha pode concorrer seriamente com os vizinhos franceses como produtora dos grandes vinhos tintos do mundo (hoje, os tintos alemães são poucos e de qualidade sofrível).

Suécia

Praticamente desconhecido como produtor de vinhos (com razão, pois a friaca sueca não é amiga das videiras), o país escandinavo pode passar a produzir vinhos riesling de renome mundial.

Canadá

Mais conhecido por produzir ice wine (um vinho doce, para acompanhar sobremesas), feito a partir de uvas congeladas ainda no pé, o Canadá pode se tornar uma potência vinícola na América do Norte.

Tasmânia (Austrália)

Apesar de produzir vinhos sem fama mundial desde a década de 1970, a Tasmânia, ilha ao sul da Austrália, pode se tornar a principal região produtora do país caso a temperatura siga aumentando.

 

A nova geografia do vinho

A nova geografia do vinho

 

 

Júri de conhecedores elegeu a melhor Pilsen do Brasil

Em degustação às cegas, um júri de conhecedores elegeu a melhor Pilsen do Brasil, entre marcas que são facilmente encontráveis

Quando o assunto é cerveja, as discussões são das mais acaloradas. Todo apreciador tem sua marca favorita e a defende com quase o mesmo fervor e entusiasmo de um torcedor de futebol. Cerveja no Brasil é coisa séria. Foi pensando nisso que, tivemos a ousadia de promover uma grande degustação do tipo mais popular consumido no país, as Pilsen, e eleger as melhores em qualidade.

Para que tudo ocorresse da melhor maneira possível, adotamos alguns critérios. Primeiro, pesquisamos quais eram as marcas mais facilmente encontradas nos supermercados. Feita a seleção, fomos às compras. Respeitando os prazos de validade de cada marca, adquirimos todas as amostras a ser degustadas e, por meio de sorteio definimos a ordem em que seriam apresentadas aos jurados. Apenas duas pessoas de nossa equipe, que, claro, não participaram da prova, sabiam a ordem das garrafas. Foram 21 marcas, que demandaram cerca de 2 horas de degustação.

A grande campeã para nosso júri foi a Heineken, que recebeu as notas mais altas. Vale lembrar que, antes de ser feita a média das avaliações dos jurados, eliminamos o maior e o menor valor aferido a cada marca. Na sequência, até o sexto lugar, temos cervejas que se destacaram e que formam um grupo separado das demais amostras degustadas. Pela ordem, são elas: Eisenbahn Pilsen, Kirin Ichiban, Therezópolis Gold, Saint Bier e Way. Todas apresentaram, além de notas altas, comentários positivos dos degustadores. As demais amostras, como tiveram notas praticamente iguais, com diferenças de décimos, formaram grupos (leia o quadro).

O estilo cervejas Pilsen

As cervejas do tipo Pilsen são as mais consumidas em todo o mundo. Relativamente jovens na história da cerveja no mundo – que conta com relatos de sua existência desde aproximadamente 6000 a.C. –, o estilo surgiu em 1842 na cidade de Pilsen, na República Checa, e rapidamente caiu no gosto do consumidor. Alguns fatores justificam esse sucesso. Até então as cervejas eram mais escuras, turvas e mais complexas. As Pilsen surgem como uma opção mais leve, fácil de beber e com uma bela cor dourada e brilhante.

O Brasil segue a tendência mundial de mercado, tendo-a como a cerveja mais consumida. Porém, especialistas alertam que o que o consumidor bebe como Pilsen no país, na verdade, é uma variação do estilo, diferente do que os guias técnicos mostram e de como a cerveja é oferecida em países tradicionais. As principais diferenças estão no amargor, bem mais baixo nas versões nacionais, e no uso de cereais não maltados, como milho e arroz, em sua fórmula, ao contrário das tradicionais, que usam apenas malte de cevada. Conservantes e estabilizantes também aparecem em algumas versões, o que não acontece nas que seguem a receita original.

O ponto mais polêmico é a temperatura de serviço. No Brasil, a regra do “estupidamente gelada” é levada à risca. Sabe-se que, apesar do clima tropical, essa é uma estratégia apresentada pela indústria para mascarar eventuais defeitos ou até mesmo atributos negativos no sabor, já que o frio inibe a ação de nossas papilas gustativas. Além disso, a maioria das marcas nacionais, como mostrou nossa degustação, são bastante similares entre si.

Umas das questões que mais influenciam na qualidade da cerveja Pilsen servida no copo é seu frescor. Quanto mais perto da data de fabricação, melhor tende a ser a cerveja. Isso porque o estilo é bastante frágil a variações de temperatura, trepidações, luz, entre outros fatores. Portanto, em geral, quanto mais jovens, melhor.

Para nosso tira-teima, as cervejas foram adquiridas na forma que estão disponíveis para o consumidor comum, direto das gôndolas. Todas as amostras compradas estavam dentro da data de validade apontada pelo fabricante, e nenhuma delas com menos de um mês da data final.

Confira a classificação:

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

A melhor cerveja Pilsen do Brasil

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Ótimas e muito boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Boas

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Precisam melhorar

 

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Presicam melhorar

A melhor cerveja Pilsen do Brasil: Presicam melhorar

Fonte: Prazeres da Mesa

 

Pinto Bandeira: a primeira Denominação de Origem para espumantes do Novo Mundo

A região vinícola do Rio Grande do Sul pode se tornar a primeira região fora da Europa com a certificação de D.O. de espumantes

Uma espécie de Champagne brasileira está por nascer. Até 2018, Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, pode ser a única região do Novo Mundo a ter uma certificação de Denominação de Origem para espumantes. Na prática, isso significa um selo de qualidade que diz que a bebida é feita a partir de uma cartilha, como acontece na França.

A D.O. Pinto Bandeira produzirá espumantes pelo método tradicional, com pelo menos 18 meses de maturação, a partir de três cepas – Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico – cultivadas em espaldeira (plantio vertical). As normas também determinam o limite máximo de quilos de uvas produzidos por hectare plantado e o máximo de rendimento de vinho por quilo de uva. “Sabemos que teremos de fazer um trabalho intenso para explicar ao público como é importante ter um vinho de uma D.O., porque no Brasil não entende-se muito bem o que elas representam, é tudo muito novo”, diz o presidente da Associação dos Produtores de Pinto Bandeira, Daniel Panizzi.

 

Pinto Bandeira a primeira Denominação de Origem para espumantes do Novo Mundo

Pinto Bandeira a primeira Denominação de Origem para espumantes do Novo Mundo

 

Hoje, o Brasil tem cinco regiões vinícolas com indicação geográfica, certificação concedida pelo INPI e criada para conferir reputação, valor e identidade a um produto. São quatro com a indicação de procedência (IP), que demarca a origem das uvas e da produção, todas no Rio Grande do Sul: Altos Montes, Monte Belo, Pinto Bandeira e Farroupilha, a mais recente da lista. Apenas o Vale dos Vinhedos tem Denominação de Origem no Brasil, o que dá padrões até para a identidade visual de seus vinhos. As regiões da Campanha Gaúcha e do Vale do São Francisco (BA e PE) estão com processos em andamento para conseguir a IP.

Em Pinto Bandeira, são quatro as vinícolas que comandam a campanha pela D.O., Don Giovanni, Aurora, Valmarino e Cave Geisse. E a indicação deve ser restritiva, quem quiser entrar, terá de se adaptar. “Isso promoverá um grau de especialização em determinadas variedades e trará a valorização da qualidade. Prevemos mudanças importantes na forma da produção da região”, diz o diretor da Cave Geisse e envolvido no projeto, Daniel Geisse.

Fonte: Estadão

 

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Conheça o vocabulário do vinho: Calcário, calda bordalesa e muitos outros

Cabeça: Primeiros litros de um destilado a sair de um alambique. São compostos pelos produtos mais solúveis no álcool e que fervem a temperaturas mais baixas. São eles o álcool metílico, aldeídos, ésteres, ácidos voláteis e alcoóis superiores.

Cabernet Franc: Variedade tinta internacional, pouco produtiva mas apreciada pela sua qualidade. Proporciona vinhos de bom tanino, embora de evolução mais rápida que os de Cabernet Sauvignon. Por isso, costuma utilizar-se em muitas regiões em assemblage com esta última variedade. Emprega-se para a elaboração de vinhos varietais no Loire (Chinon, Bourgueil e Saumur-Champigny) onde se conhece com o nome de Bretón. Em Anjou vinifica-se como rosado.

Cabernet Sauvignon: Variedade tinta internacional, muito apreciada para elaborar grandes vinhos de estágio. Oferece produção média e é sensível ao oídio. A sua pele escura proporciona um tanino intenso, de grande estrutura e de extrema elegância. Para acelerar a sua evolução, mistura-se, por vezes, com vinhos menos intensos, como os de Merlot, Cabernet Franc, Malbec ou Tempranillo. É a casta tinta mais prestigiada em todo o mundo, utilizando-se em praticamente todos os países produtores da Europa, Américas, Austrália e África.

Cabra: Odor animal que pode ser detectado em certos vinhos com aromas a especiarias e gordos, como o gewürztraminer da Alsácia e do Rhein Pflaz.

Caça: Odor animal muito forte, característico dos vinhos evoluídos que sofreram uma forte redução na garrafa.

Cacau: Aroma nobre, característico de algumas velhas colheitas. Pode detectar-se em garrafas veneráveis de vinhos tintos, assim como Portos e vinhos rançosos catalães.

Cacho de uvas: Conjunto de bagos de uva seguros por um pedúnculo principal, por eixos secundários e pedúnculos secundários. Um cacho é formado pelo engaço e pelos bagos.

 

Conheça o vocabulário do vinho. Calcário, calda bordalesa e muitos outros

Conheça o vocabulário do vinho. Calcário, calda bordalesa e muitos outros

 

Café: O provador distingue entre os aromas de café de origem diferente. O primeiro pertence à família vegetal, pois trata-se do aroma do café verde, que, muitas vezes, se associa a certas variedades taninosas como a Cabernet Sauvignon. Apresenta-se também como um aroma que recorda o café torrefacto, pertencendo, pois, à família empireumática. É um aroma terciário que se encontra em vinhos evoluídos, geralmente de qualidade e que provém das piracinas.

Caixa: Embalagem de madeira ou de cartão que se utiliza para a expedição dos vinhos engarrafados. Contém, em geral, 12 ou 6 garrafas de 0,75 l. Nas transações comerciais funciona como medida: 1 caixa igual a 12 garrafas igual a 9 litros.

Calcário: Rocha formada essencialmente por carbonato de cálcio, activo ou não. Faz parte do solo e apresenta no subsolo formas diversas (giz, marga, tufo, etc.) Os solos calcários são valorizados em certas regiões, como é o caso da Borgonha e dos alvacentos jerezanos.

Calda bordelesa: Mistura de sulfato de cobre e de cal, diluídos em água que se aplica na vinha como tratamento contra o míldio, a antracnose e outras doenças e pragas.

Calda borgonhesa: Solução fungicida de sulfato de cobre e carbonato de sódio.

Caldeira, vinho de: Vinho destinado a ser destilado para a produção de cognac, de armagnac ou de aguardente.

Cálice: Como especialmente o que é utilizado em certos rituais litúrgicos judeo-cristãos para consagrar ou ofertar o vinho.

Caloroso: Diz-se de um vinho robusto, potente, que manifesta uma riqueza alcoólica, que aquece a boca.

Câmara fria: Local especialmente acondicionado para o processamento frigorífico dos mostos antes da sua fermentação, sobretudo em zonas quentes. Utiliza-se também para arrefecer os vinhos e favorecer a precipitação dos tartaratos antes do engarrafamento.

Camarèse: Variedade tinta cultivada em Châteauneuf-du-Pape, no vale do Ródano. Os ampelógrafos preferem o termo Vacarèse ao da Camarèse. É uma das treze variedades autorizadas na AOC Châteauneuf-du-Pape.

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Que são os taninos?

O que é e como este composto fenólico, um dos componentes mais importantes do vinho, influencia na bebida?

Muito tânico “ou pouco tânico”. Quando comentamos sobre vinhos, geralmente ouve-se expressões como essa. Mas, o que significa para um vinho ser tânico? Aliás, o que é o esse tão falado tanino? Como ele age no vinho em relação ao sabor, longevidade? Quais uvas possuem mais tanino? Como fazer para suavizá-los ou realçá-los? A respostas para estas e outras perguntas você encontra a seguir.

O que é esse tal tanino?

Um instrumento de defesa da planta.

Tecnicamente, o tanino corresponde a um grupo de compostos fenólicos que tem como principal característica a afinidade em se ligar à cadeias de proteínas e precipitá-las. Encontrados principalmente nas partes lenhosas, “nas folhas e em frutos não maduros de muitas plantas, eles atuam como instrumento de defesa. Quando um predador começa a ingerir partes de uma planta, as células vegetais rompidas liberam os taninos, que possuem sabor amargo e provocam grande adstringência, causando repugnância ao predador.

 

Que são os taninos?

Que são os taninos?

Tanino nas uvas

Nas uvas, os taninos encontram-se principalmente nas cascas, sementes e engaços. Assim como os açúcares da uva, eles também passam por um amadurecimento e, conforme se atinge esta maturidade, perdem agressividade, tornando-se macios e sedosos.

Dentre as uvas viníferas, geralmente, quanto mais grossa a casca, maior a quantidade de taninos a serem extraídos. Este é o caso da Cabernet Sauvignon, Tannat, Nebbiolo, Baga, Petit Verdot, Sangiovese Grosso; só para citar algumas. No extremo oposto estão variedades de cascas mais finas, que dão origem a vinhos de estrutura mais leve e textura delicada. As variedades Pinot Noir, Gamay  se enquadram nesta tipicidade.

Os taninos das uvas são classificados como condensados ou proantocianidinas. A outra classificação a qual eles podem pertencer é denominada taninos hidrolisáveis ou elagitaninos, e correspondem aos que são extraídos da madeira do carvalho. Cada um possui uma natureza diferente e, embora ainda não mapeado cientificamente, desencadeiam uma série de reações distintas no vinho.

A maturação dos taninos, além do acompanhamento dos níveis de açúcares e acidez, é o fator chave para se decidir o momento ideal da colheita da uva, atualmente.

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