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Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Para celebrar os 90 anos da Rainha Isabell II de Inglaterra, a Graham’s acaba de lançar uma edição limitada de 500 garrafas, numeradas à mão, do Vinho do Porto Graham’s 90. Trata-se de um lote único de vinhos do Porto muito velhos (1912, 1924 e 1935) que envelheceram nas Caves da Graham’s desde princípios do século XX.

A família Symington, proprietária da Graham’s, efetuou uma meticulosa seleção nas suas caves para chegar a este Graham’s 90. E Johnny Symington, um dos administradores da empresa, explica porquê: “O Vinho do Porto há séculos que faz parte dos momentos de celebração de um sem-número de instituições britânicas, particularmente nos momentos de brindar em banquetes reais e de Estado, e noutras comemorações históricas.

Nessa perspectiva, pareceu-nos apropriado marcar este momento importante. Sabíamos que teríamos de criar algo de muito especial para homenagear os 90 anos de Sua Majestade e o seu longo reinado. Julgamos que o conseguimos com este Graham’s 90, o qual nos foi possível engarrafar por autorização especial do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro.”

Este Porto excepcional e magnificamente apresentado será disponibilizado no Reino Unido em parceria exclusiva com a Berry Brothers & Rudd, fornecedor oficial do Palácio de Buckingham, a partir do dia 30 de Março de 2016.

Um número muito restrito de garrafas será destinado a Portugal. O Graham’s 90 não será repetido depois de vendidas estas 500 garrafas, dada a extrema raridade de vinhos deste género nas caves da família.

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

 

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

O vinícola chilena Concha Y Toro acaba de trazer para o Brasil o vinho Clos de Pirque

A marca é a primeira no País que virá em uma embalagem Tetra Pak, como as caixas de leite, deixando a tradicional garrafa de vidro de lado.

Segundo a marca, a ideia é que o vinho seja mais prático de carregar e ser levado para espaços públicos, piqueniques e outros eventos.

Além disso, a caixa reciclável é de 1 litro, o que significa mais vinho (as garrafas trazem 750mL).

A caixa do vinho, um Cabernet Sauvignon, será vendida por 17 reais.

A marca aposta que o mercado brasileiro não irá estranhar a novidade. Na Argentina e no Chile, 50% dos vinhos de mesa vêm em caixas.

Por enquanto, o Clos de Pirque está sendo vendido em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

 

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

 

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

Os vinhos da Bulgária estão cada vez mais conquistando consumidores no Brasil

E o vinho da vez é o Lovico Gamza 2009, que é diferente de tudo que já degustei até agora.

Gamza é uma uva misteriosa que tem suas próprias características aromáticas e uma textura de taninos única. Uma das suas maiores virtudes é sua acidez intensa e vibrante, que faz da experiência da degustação uma verdadeira aventura.

 

País Bulgária
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2009
Uva 100% Gamza
Teor Alcoólico 13%
Região Sushindol
Amadurecimento 6 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa
Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

 

Visual Vermelho com leves tons rubi.
Olfativo Aromaticamente cativa pela sua complexidade, com suaves tons tostados que se sentem com claridade no inicio do análise olfativo, e que logo deixam espaço para a aparição de aromas ainda mais originais provenientes da evolução do vinho durante estes 5 anos. Há suaves notas de cedro e tabaco, os que estão sublinhados por a fruta já confeitada, figo e algo de ameixa seca, formando uma esplendida combinação.
Gustativo Entra na boca com boa concentração, mostrando toda sua classe. Seus taninos já estão bem maduros, mais se sente certa rusticidade o que augura ainda vários anos de vida ate atingir sua plenitude. É um vinho com características muito particulares, cheio de encanto num estilo muito fresco, perfeitamente equilibrado, que vale a pena descobrir.
Dica de Harmonização Caçarola de perdiz com gratinado de batatas ao tomilho.
Pernil de cordeiro braseado e guarnecido de arroz com castanhas.
Costela de javali assada com risoto de cogumelo fresco.
Carne bovina marinada e braseada em vinho tinto.
Medalhão de veado grelhado e servido sobre crepes de champignon.
Temperatura de Serviço 16 ºC
Potencial de Guarda 7 anos
Pontuação Winechef

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009 - 92 pontos Winechef

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009 – 92 pontos Winechef

Ano de Fundação da Vinícola 1994

 

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

É uma notícia que vai na contramão o aumento da popularidade da cerveja artesanal no Brasil.

Uma pesquisa de uma organização sem fins lucrativos chamada Wine Market Council descobriu que jovens americanos são realmente muito fãs de vinho: em 2015, os “millennials” beberam mais vinho do que qualquer outra geração. Foram 159,6 milhões de caixas destinadas apenas aos jovens, cerca de 42% de todo o vinho consumido nos Estados Unidos.

Para a pesquisa, foram considerados “millennials” os adultos entre 21 e 38 anos. De acordo com estimativas, o consumo fica por volta de três taças em apenas uma noite, e dois terços dos apaixonados por vinho com menos de 30 anos são mulheres (após essa idade, a pesquisa indica que os consumidores de ambos os gêneros consomem igual). E mesmo sendo um público jovem, os enófilos da geração Y não têm medo de desembolsar dinheiro para consumir uma boa bebida. Entre os países produtores de vinho favoritos da nova geração, estão o Chile e a Grécia.

 

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

 

Entre os possíveis motivos da preferência, está a diversidade de preço, a leveza da bebida e o custo-benefício, além de ser uma bebida teoricamente mais saudável, com menos açúcares e teor de álcool mais leve de destilados pesados.

E, é claro, o fator socializante de marcar um vinho com os amigos e contar tudo no Facebook depois, como confirmaram 50% dos millennials na pesquisa.

 

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

Nos anos 30 do século XVII Kenelm Digby inventa a garrafa de vidro. Cinquenta anos depois, uma segunda revolução, com o desenvolvimento da rolha de cortiça.

As primeiras rolhas de cortiça eram cónicas e em 1680 D. Pérignon deu-lhes o lugar das rolhas de madeira no gargalo de uma garrafa com vinho espumante. Em 1830 surgem os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas e 60 anos depois são fabricados os primeiros aglomerados de cortiça. Em 1903 inventam-se as rolhas de duas peças, com a parte inferior de cortiça natural e a superior com aglomerado. Nos nossos dias, produzem-se rolhas de cortiça de diferentes tipos e dimensões – de cortiça natural, de aglomerado, mistas, cilíndricas, cónicas, para champanhe, de inserção manual, ‘twin top’, etc.

O nascimento da cápsula de rosca (screwcap) é bem mais recente. Em 1959, a companhia francesa La Bouchage Mécanique introduz o Stelcap-vin depois da Stelcap ter provado eficiência com espirituosos e licores. Em 1970, a Australian Consolidated Industries adquiriu os direitos de fabricação e a Stelcap foi rebaptizada por Stelvin. No entanto, o receio do fracasso junto dos preconceitos do consumidor manteve este ‘screwcap’ em ‘stand-by’ até começarem os problemas com a rolha de cortiça natural. A partir de 2000, o uso deste vedante começou a crescer exponencialmente e em 2004 calcula-se que cerca de 200 milhões de garrafas de vinho australiano foram seladas com cápsula roscada. O movimento contagiou a Nova Zelândia que forma em 2001 a New Zealand Screwcap Initiative. Nessa data, 1% dos vinhos neozelandeses usavam cápsula roscada. Em 2004 era já 70%.

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

 

 

Analise olfativa do vinho

 

 No mundo dos vinhos não existe outra coisa que seja mais importante do que isto.

Ter um bom nariz. Mas isto não tem nada a ver com a parte estética, nem também com o tamanho deste órgão do sistema respiratório, mas, sim, com a capacidade de poder sentir, identificar e expressar os aromas que os vinhos entregam.

Para aqueles que estão começando, a boa notícia é que o olfato (aplicado à degustação) é um sentido que todos podem educar, da mesma maneira que educamos os outros sentidos, como, por exemplo, a vista para as artes como a pintura ou quando educamos o ouvido para aprender idiomas ou para a música.

O olfato é, sem dúvidas, o sentido mais importante, até mais importante que o paladar. Ele é muito mais exato e preciso, e consegue distinguir milhares de aromas diferentes. A primeira coisa que precisamos entender é que nossa capacidade e qualidade gustativa estarão sempre ligadas à nossa análise olfativa. Portanto, quanto melhor é nossa análise olfativa, melhor será nossa degustação, e, consequentemente, melhor conseguiremos apreciar os aromas que os vinhos exalam e tirar o melhor de cada garrafa.

Do contrário, não adianta comprar garrafas caras, vinhos de boa qualidade, ou até mesmo deixá-lo vinhos evoluir na garrafa durante anos para desenvolver aromas mais complexos, já que, se não temos a capacidade de perceber os aromas, identificá-los, classificá-los e desfrutá-los do jeito certo, nada do anterior teria sentido.

Aromas frutados nos vinhos

Aromas frutados nos vinhos

Então, por onde começar?

O nosso principal objetivo vai ser poder armazenar no nosso cérebro (na nossa memória olfativa) a maior quantidade de aromas possível, mas não basta deixá-los guardados. Precisamos tê-los sempre “à mão”, ou seja, deve ficar muito clara a informação olfativa, de maneira que toda vez que a gente se exponha a este aroma de novo, seremos capazes de reconhecê-los.

A dica é tentar extrair ao máximo os aromas que estão no nosso dia-a-dia, já que só desta maneira vamos realmente melhorar nosso “nariz”, e melhorar a nossa degustação.

A intensidade aromática:

Uma garrafa de vinho, para ser considerada de qualidade, deve ter aromas intensos, mas com a condição que estes sejam agradáveis. Para poder saber sobre a qualidade dos aromas é muito simples – já que está naturalmente relacionada às sensações que são agradáveis e às que não são. Por exemplo, as notas de flores e de frutas são consideradas aromas muito agradáveis nos vinhos, e elas realmente são também muito agradáveis na nossa vida cotidiana.

Mas os aromas de “esgoto”, podre, vinagre e muitos outros que são para nós absolutamente desagradáveis, quando aparecem nos vinhos (que de fato aparecem muitas vezes) são considerados, como podem imaginar, também desagradáveis.

E aí não importa se o vinho tem uma alta intensidade, já que o que estará entregando será algo ruim. Portanto, o que importa primeiro é a qualidade do aromas por sobre a intensidade aromática.

 

Ano novo dieta nova! Veja dicas para iniciar melhor o ano com uma boa alimentação

 

Ano novo, boa alimentação

As festas de Natal e Réveillon passaram, mas as calorias a mais que ingerimos nesse período permanecem, então nada melhor do que pensarmos em iniciar um ano novo com uma dieta leve e saborosa.

Em pleno verão frutos do mar combinam muito bem com o que queremos: pratos leves e deliciosos. Mas é importante tomarmos alguns cuidados na escolha, no armazenamento e no preparo.

O primeiro deles é nos certificarmos de que o produto que estamos adquirindo está realmente fresco. Algumas dicas nos ajudam bastante. Nesse caso, são elas:

  • Para o camarão, procure adquiri-los com casca e com cabeça, normalmente estão mais frescos nessa condição – pois com o tempo de gelo, como perdem a cabeça e escurecem a casca, são comercializados descascados;
  • Crustáceos devem ter um aspecto geral brilhante e úmido, com corpo em curvatura natural, rígida, artículos firmes e resistentes, carapaça bem aderente ao corpo; coloração própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha, olhos vivos e destacados, cheiro próprio e suave;
  • Quanto aos peixes, dê preferência por adquiri-los ainda inteiros, mas caso compre filetados ou em posta, procure observar se está com um tom amarelado nas extremidades. Esse sinal indica que já está armazenado há muito tempo e sem as suas melhores características.
Ano novo, dieta nova!

Ano novo, dieta nova!

  • Peixes:
    • Superfície do corpo limpa com relativo brilho metálico;
    • Olhos transparentes, brilhantes e salientes ocupando completamente as órbitas;
    • Guelras róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes, com odor natural, próprio e suave;
    • Escamas brilhantes, bem aderentes à pele e nadadeiras apresentando certa resistência aos movimentos provocados;
    • Carne firme, elástica, e de cor própria da espécie;
    • Os mariscos devem ser adquiridos de fornecedores com extrema credibilidade no mercado, pois sem dúvida é o que mais provoca danos a saúde devido a sua fragilidade. Deve-se observar se são produzidos em cativeiro ou de que região estão sendo retirados para se certificar de que estão foram colhidos em áreas não poluídas.
    Mariscos – Moluscos
    • Devem ser expostos à venda vivos, com valvas fechadas e com retenção de água incolor e límpida nas conchas;
    • Cheiro agradável e pronunciado;
    • Carne úmida e bem aderente à concha, de aspecto esponjoso, de cor cinzento-claros nas ostras e amareladas nos mexilhões.
    • Polvo e lula são comercializados congelados e frescos. O processo de congelamento do polvo facilita o seu cozimento, devido as suas fibras estarem mais macias, e, por sua vez, facilita o seu preparo.
    Polvo e Lula
    • Pele lisa e úmida;
    • Olhos vivos, salientes nas órbitas;
    • Carne consistente e elástica;
    • Ausência de qualquer pigmentação estranha à espécie;
    • Cheiro próprio.

    Após o preparo de pratos com frutos do mar, evite armazená-los para posterior reaquecimento, devido aos riscos de sobrevivência de microrganismos que causam doenças.

    A melhor forma de preparar peixes e frutos do mar é grelhar, assar e cozinhar no vapor. Dessa maneira você mantém suas propriedades nutricionais e seus benefícios para a saúde.

    Um erro comum é realizar um cozimento excessivo e perder a umidade natural e saborosa proporcionada pela gordura natural existente nos peixes. Por isso, procure preparar em temperaturas médias e por curto espaço de tempo.

    Ervas como manjericão, manjerona, coentro, louro e cebolinha, bem como especiarias como noz-moscada e cominho, combinam muito bem e dão aquele toque especial à sua receita.

    Compre produtos frescos e de qualidade, abuse dos temperos e da criatividade e comece o ano com novas receitas.

Fonte: Blog Vinhoemprosa

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

Quando uma comunidade se une, a esperança invade o lugar. Há 30 anos, Jon Bon Jovi é vocalista de uma das maiores bandas de rock do planeta. Porém, nos últimos anos, Bon Jovi tem cada vez mais voltado sua atenção para trabalhos menos glamorosos, de compreensão das necessidades dos menos afortunados residentes de New Jersey, Philadelphia e outros lugares.

 

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

 

O músico pesquisa formas de ajudar essas pessoas, e então trabalha com as comunidades para abrir novas instalações através de sua fundação, a JBJ Soul Foundation. Entre outros projetos que a fundação possui, nasceu o Soul Kitchen, ou “cozinha da alma”, em português, que consiste em um restaurante comunitário, onde os voluntários preparam a mesa e quem come por lá ajuda a alimentar os mais necessitados de cada comunidade, desde vizinhos, idosos ou famílias em necessidade.

Algo sensacional implantado no restaurante é que, ao final das refeições, cada um paga o que puder – pagando mais que a doação sugerida, você ajuda a alimentar outra pessoa. Ou, caso não possa pagar, pode trabalhar na cozinha em troca de uma refeição para você ou para a sua família.

 

Todo sobre os vinhos de Barossa Valley na Australia

 

Barossa Valley, seus grandes vinhos Shiraz e muito mais

Ao contrário da maior parte das regiões vinícolas da grande ilha, Barossa Valley teve uma origem colonial germânica. A zona mais emblemática dos vinhos australianos privilegiou a casta proveniente do Irão. Nas últimas décadas, vários dos seus rótulos conquistaram o Mundo.

Ao mesmo tempo que os recém-chegados alemães aumentavam de número na Austrália até se tornarem no maior grupo forasteiro com exceção dos ingleses e irlandeses, o principal vale vinícola do território recebia o baptismo do seu primeiro General Surveyor, o Coronel William Light. A intenção original foi dar-lhe o nome da região Andaluz em que o militar tinha participado numa batalha famosa das Guerras Peninsulares de 1811. E a ideia quase se concretizou na perfeição mas deu-se um erro processual. Em vez de Barrossa, é registado Barossa. Assim ficou para sempre.

George Fife Angas, um empreendedor mercante abastado e filantropo, foi também o fundador da colónia pioneira. Angas acedeu ao pedido de um líder luterano dissidente e acolheu um grupo de agricultores e mercadores que tinha fugido da perseguição religiosa ditada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II.

Os recém-chegados depressa perceberam que o clima quase Mediterrânico da zona era ideal para o cultivo de diversas frutas, em especial, uvas. Meio século depois, dezenas de adegas produziam já grandes quantidades de “portos”, “sherries”, moscatéis e “tokays”, que a política de Preferência Imperial da Grã-Bretanha tornou populares do outro lado do Mundo.

Em 1929, 25% do vinho australiano provinha de Barossa Valley. Entretanto, a Grande Depressão e a 2a Guerra Mundial anularam a procura. O encerrar do conflito não desvaneceu na totalidade um clima de desconfiança entre os residentes anglófonos e os descendentes de sangue germânico. Foi necessário tempo. Tempo e a realização do primeiro festival de Vintage.

 

Barossa Valley

Barossa Valley

Barossa Valley: A modernização.

Restabelecida a harmonia, passou a haver lugar para a modernização. Colin Gramp chega de Napa Valley onde assimilou novas técnicas de cultivo e produção vinícola. Em 1947, criou o primeiro vinho tinto seco de mesa, desde 1860, um Reserva Especial Claret, em que predominava Shiraz, combinado com algum Cabernet Sauvignon. O autor tornou-se no mentor reconhecido do novo vinho de Barossa.

Uma aposta genuína e concorrencial na inovação e a meteorologia estival vigorosa foram responsáveis pelo enorme desenvolvimento de diversas sub-regiões vinícolas que se seguiu: Gomersal, Williamstown, Lyndoch, Rowland Flat, Barossa Foothills, Vine Vale, Éden Valley, High Eden, Light Pass, Northern Barossa Valley, Greenock, Seppeltsfield e Marananga, em vários casos, tiveram origem nas povoações/paróquias pioneiras da colónia. Anos depois da sua afirmação, a estas, sobrepôs-se o título bem mais abrangente e notório de “Barossa Valley”.

Das cerca de 60 adegas situadas na proximidade umas das outras, destacam-se, pela celebridade que conquistaram, Penfolds Grange, Barossa Shiraz, a Éden Valley Riesling, Two Hands, a Rockfords, Jackob’s Creek, Bethany, Yalumba, Barossa Valley Estate Black.

Degustação Vinhos Chilenos

Barossa Valley: Atmosfera Quase Mediterrânica

O clima da região é, por excelência, continental. No entanto, a abundância de vales e colinas com encostas generosas especialmente visíveis do topo de Mengler Hill, favorece uma série de mesoclimas com temperaturas que oscilam entre o muito quente sobre o solo dos vales a gradualmente mais frescas nas altitudes elevadas das vertentes e nas secções Norte.

Malgrado a fama de região quente, o clima de Barossa Valley é comparável ao da zona semi-litoral rival de Margaret River, na Austrália Ocidental, se bem que com uma variação diurna de temperaturas mais abrangente.

De Outubro a Abril, decorre a época de desenvolvimento das vinhas que recebem cerca de 1710 graus-dia de aquecimento com temperaturas médias no mês crucial de amadurecimento – Janeiro – na ordem dos 21.4ºC. A pluviosidade média, durante o período vegetativo, fica-se pelos 160 mm, e a humidade relativa pelos 39%. De acordo, apesar dos regulamentos criados para controlar o número de furos e a quantidade de água extraída dos lençóis freáticos, a irrigação é frequente, com exceção para as vinhas mais antigas na zona a Oeste do vale que se podem dar ao luxo de a dispensar.

O clima de Barossa Valley

O clima quente de Barossa Valley garante às uvas uma maturação fácil com altos níveis de açúcar e baixos níveis acídicos. O grau alcoólico elevado obriga com frequência os vinicultores a recorrer a práticas equilibradoras como a osmose inversa e o acrescento de água ao mosto.

Tornou-se habitual os produtores da região limitarem o tempo de maceração por forma a encurtarem o período em que o vinho permanece em contato com as cascas. Outro recurso adoptado é maturação do vinho em tonéis de carvalho americano – mais do que o francês – mesmo antes de a fermentação ter terminado.

Por vezes, são necessários taninos suplementares e, quando tudo corre bem, a maceração encurtada dá origem a vinhos suaves e aveludados na boca. Também lhes empresta as notas de anis e aroma de coco ou notas de chocolate e especiarias característicos de Barossa mas igualmente da Austrália.

 

Continua…

Vinícola norte-americana começa a usar rolha feita de cana-de-açúcar

 

Produto foi anunciado no ano passado e agora algumas vinícolas estão adotando a novidade

Em abril de 2013, a empresa Nomaroc anunciou o lançamento de rolhas feitas de cana-de-açúcar – na verdade, de um polímero derivado dessa planta renovável – para criar uma linha chamada Select Bio. Até então, apesar de alguns produtores terem dito que adotariam o novo tipo de vedante, somente agora uma vinícola norte-americana definiu que usará a rolha em seus vinhos.

A Avalon Winery decidiu que suas mais de 240 mil caixas de seu vinho Cabernet Sauvignon irão receber a nova rolha. “A mudança de um produto à base de petróleo para um produto à base de plantas foi muito atraente para nós”, contou a vice-presidente executiva de marketing vinícola, Lisa Ehrlich.

A empresa já adotou outras medidas ecológicas, como a instalação de um sistema de cogeração solar de 232 quilowatts para aquecer a água e proteger um fluxo de desova de salmão adjacente. Como outros dispositivos de fecho da série Select Bio, a nova rolha é apresentada como opção sustentável por ser reciclável. “Para nós, não é apenas uma solução verde, mas uma solução com qualidade” informou Lisa.

No ano passado, a vinícola italiana Allegrini também havia anunciado que usaria esse tipo de vedante.

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