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Ex Melhor Sommelier do mundo surpreende com declarações sobre Chile e China

Foi durante sua passagem em grandes hotéis suíços que Paolo Basso, eleito o Melhor Sommelier do Mundo em 2013, ficou fascinado pelo mundo do vinho e decidiu expandir seu conhecimento em hotelaria com uma especialização no campo profissional do vinho. Focado neste objetivo, alcançou o diploma de Sommelier Profissional, emitido pela “Association Suisse Sommeliers Professionnels”. Além de sua experiência em hotéis, Paolo Basso, trabalhou por vários anos em restaurantes e na área de vinhos raros e colecionáveis, área onde ele se estabeleceu como especialista.

 

Ao longo de sua carreira, Paolo Basso conquistou diversos títulos, sendo eles:

1997 – Melhores Sommelier da Suíça;

2000 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2004 – O segundo melhor Sommelier da Europa;

2006 – O segundo melhor Sommelier da Europa;

2007 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2008 – O segundo melhor Sommelier da Europa

2010 – O segundo melhor Sommelier do mundo;

2013 – Melhor Sommelier do Mundo 2013.

Ex Melhor Sommelier do mundo surpreende com declarações sobre Chile e China. 2

Em entrevista ao jornal francês La Gruyere, Paolo Basso, expressou opiniões acerca de suas expectativas em relação ao mundo do vinho e seus progressos, que destacamos abaixo em dois conceitos:

Que países poderiam se impor no futuro no mercado mundial do Vinho?

Em termos de qualidade, o vinho chileno poderia tomar esse curso. Até agora o Chile tem se destacado pela produção de vinhos de uma boa relação de preço – qualidade, mas as coisas estão mudando. Os chilenos agora têm uma melhor compreensão dos solos e da terra e, além disso, este país têm a grande avantajem de não ter doenças nas videiras, como a “filoxera” e o “mildiu”. Podemos esperar ver a chegada de uma onda de grandes vinhos Chilenos. Depois temos os Chineses, que me surpreendem cada dia.

 

Você realmente acredita nos vinhos da China?

Sim. A China pode muito bem se impor no extremo inferior da pirâmide, onde estão os vinhos mais baratos. Durante os últimos 10 anos os chineses têm feito vinhos de uma qualidade razoável, mas em pequena escala. Os negócios em conjunto Itália-China, França-China e China-Austrália foram criados desta maneira. Dentro de cinco anos os chineses estarão prontos comercialmente. Eles já têm dominado não só a produção, e vão se ver obrigados a vender seu vinho fora do seu pais. Os Chineses não têm a cultura do vinho e pode ser impensável, para a minha geração, uma evolução deste mercado. Mas sim, acredito que isto chegará para os mais jovens consumidores de vinhos.

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Finalmente um português vai colaborar com o guia de vinhos mais vendido do mundo!

André Ribeirinho, um dos fundadores da plataforma de vinhos Adegga, será o primeiro português a recomendar os vinhos nacionais no Hugh Johnson’s Pocket Wine Book, o guia de vinhos mais vendido do mundo (cerca de 12 milhões de cópias).

Anteriormente, a responsabilidade da seleção dos vinhos portugueses era da escritora e crítica de vinhos britânica Sara Ahmed, que continuará a trabalhar com Portugal, mas noutra vertente.

André Ribeirinho será a partir de agora o responsável pela seleção dos vinhos e produtores portugeses que entram no guia. Nas edições anteriores, Portugal entrava em conjunto com a Espanha, enquanto que agora terá uma secção exclusiva e um maior número de referências.

André Ribeirinho foi considerado, em 2010, a Personalidade do Ano na área do vinho pelo jornal Diário de Notícias ed Portugal, e participa regularmente no painel de jurados do Concurso Mundial de Bruxelas e é co-fundador da #winelover, comunidade com 21 000 membros.

 

Hugh Johnson's Pocket Wine Book

Hugh Johnson’s Pocket Wine Book

 

André Ribeirinho

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

 

Pesquisa revela o que já sabíamos: Mulher que bebe vinho, transa mais ( e melhor).

Muitas pesquisas já foram feitas relacionando o consumo moderado de bebidas alcoólicas com a prática sexual e com a melhoria da saúde. E agora mais um estudo, dessa vez feito pela Universidade de Florença, na Itália, comprovou que mulheres que consomem uma taça de vinho tinto diariamente têm uma vida sexual mais ativa do que aquelas que não bebe.

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

O estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine e consiste basicamente em uma pesquisa realizada com  800 mulheres, de idade entre 18 e 50 anos divididas em três grupos distintos de consumo: vinho tinto, bebidas alcoólicas em geral e abstêmias. Com base nesse universo foi feito um questionário com perguntas referentes ao interesse feminino por sexo. E o resultado já era esperado.

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa

Chamada de Índice de Função Sexual Feminina, concluiu-se  que as mulheres que consumiam uma ou duas taças de vinho foram as que mais mostraram desejo sexual. E as abstemias coitadas, perderam para as que ingeriam todo tipo de bebida alcoólica.

Os médicos que realizaram o estudo concluíram que possivelmente há uma ligação potencial entre a ingestão de vinho e uma sexualidade mais aflorada, suspeitando até que  os componentes químicos do vinho podem aumentar o fluxo de sangue nas zonas erógenas do corpo, beneficiando o estímulo da função sexual.

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O vinho de Lula

O negócio de leilão de vinhos raros e caros, os chamados vinhos “blue chip”, está cada vez mais forte.

Só a Sotheby’s, considerada a maior no segmento, vendeu US$ 57,9 milhões (cerca de R$ 138 milhões) em leilões no ano passado.

Segundo o ranking da Sotheby’s de 2013, o Domaine de la Romanée-Conti — aquele que o Lula tomou para comemorar a vitória em 2002 — ficou no topo da lista dos dez mais vendidos, seguido de Lafite e Petrus.

Uma garrafa de 1,5 litro de Romanée-Conti, de 2009, pode chegar a R$ 89 mil numa loja de vinhos no Rio.

E mais…

O mais lance mais alto do ano foi de 167 mil dólares num lote de Château Petrus à Pomerol, de 1961, no leilão em Londres.

O vinho de Lula

O vinho de Lula

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Para celebrar os 90 anos da Rainha Isabell II de Inglaterra, a Graham’s acaba de lançar uma edição limitada de 500 garrafas, numeradas à mão, do Vinho do Porto Graham’s 90. Trata-se de um lote único de vinhos do Porto muito velhos (1912, 1924 e 1935) que envelheceram nas Caves da Graham’s desde princípios do século XX.

A família Symington, proprietária da Graham’s, efetuou uma meticulosa seleção nas suas caves para chegar a este Graham’s 90. E Johnny Symington, um dos administradores da empresa, explica porquê: “O Vinho do Porto há séculos que faz parte dos momentos de celebração de um sem-número de instituições britânicas, particularmente nos momentos de brindar em banquetes reais e de Estado, e noutras comemorações históricas.

Nessa perspectiva, pareceu-nos apropriado marcar este momento importante. Sabíamos que teríamos de criar algo de muito especial para homenagear os 90 anos de Sua Majestade e o seu longo reinado. Julgamos que o conseguimos com este Graham’s 90, o qual nos foi possível engarrafar por autorização especial do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro.”

Este Porto excepcional e magnificamente apresentado será disponibilizado no Reino Unido em parceria exclusiva com a Berry Brothers & Rudd, fornecedor oficial do Palácio de Buckingham, a partir do dia 30 de Março de 2016.

Um número muito restrito de garrafas será destinado a Portugal. O Graham’s 90 não será repetido depois de vendidas estas 500 garrafas, dada a extrema raridade de vinhos deste género nas caves da família.

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

Graham’s 90: um brinde muito especial à Rainha Isabel II

 

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

O vinícola chilena Concha Y Toro acaba de trazer para o Brasil o vinho Clos de Pirque

A marca é a primeira no País que virá em uma embalagem Tetra Pak, como as caixas de leite, deixando a tradicional garrafa de vidro de lado.

Segundo a marca, a ideia é que o vinho seja mais prático de carregar e ser levado para espaços públicos, piqueniques e outros eventos.

Além disso, a caixa reciclável é de 1 litro, o que significa mais vinho (as garrafas trazem 750mL).

A caixa do vinho, um Cabernet Sauvignon, será vendida por 17 reais.

A marca aposta que o mercado brasileiro não irá estranhar a novidade. Na Argentina e no Chile, 50% dos vinhos de mesa vêm em caixas.

Por enquanto, o Clos de Pirque está sendo vendido em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

 

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

Brasil ganha primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak

 

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

Os vinhos da Bulgária estão cada vez mais conquistando consumidores no Brasil

E o vinho da vez é o Lovico Gamza 2009, que é diferente de tudo que já degustei até agora.

Gamza é uma uva misteriosa que tem suas próprias características aromáticas e uma textura de taninos única. Uma das suas maiores virtudes é sua acidez intensa e vibrante, que faz da experiência da degustação uma verdadeira aventura.

 

País Bulgária
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2009
Uva 100% Gamza
Teor Alcoólico 13%
Região Sushindol
Amadurecimento 6 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa
Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009

 

Visual Vermelho com leves tons rubi.
Olfativo Aromaticamente cativa pela sua complexidade, com suaves tons tostados que se sentem com claridade no inicio do análise olfativo, e que logo deixam espaço para a aparição de aromas ainda mais originais provenientes da evolução do vinho durante estes 5 anos. Há suaves notas de cedro e tabaco, os que estão sublinhados por a fruta já confeitada, figo e algo de ameixa seca, formando uma esplendida combinação.
Gustativo Entra na boca com boa concentração, mostrando toda sua classe. Seus taninos já estão bem maduros, mais se sente certa rusticidade o que augura ainda vários anos de vida ate atingir sua plenitude. É um vinho com características muito particulares, cheio de encanto num estilo muito fresco, perfeitamente equilibrado, que vale a pena descobrir.
Dica de Harmonização Caçarola de perdiz com gratinado de batatas ao tomilho.
Pernil de cordeiro braseado e guarnecido de arroz com castanhas.
Costela de javali assada com risoto de cogumelo fresco.
Carne bovina marinada e braseada em vinho tinto.
Medalhão de veado grelhado e servido sobre crepes de champignon.
Temperatura de Serviço 16 ºC
Potencial de Guarda 7 anos
Pontuação Winechef

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009 - 92 pontos Winechef

Vinho Lovico Gamza Reserve, 2009 – 92 pontos Winechef

Ano de Fundação da Vinícola 1994

 

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

É uma notícia que vai na contramão o aumento da popularidade da cerveja artesanal no Brasil.

Uma pesquisa de uma organização sem fins lucrativos chamada Wine Market Council descobriu que jovens americanos são realmente muito fãs de vinho: em 2015, os “millennials” beberam mais vinho do que qualquer outra geração. Foram 159,6 milhões de caixas destinadas apenas aos jovens, cerca de 42% de todo o vinho consumido nos Estados Unidos.

Para a pesquisa, foram considerados “millennials” os adultos entre 21 e 38 anos. De acordo com estimativas, o consumo fica por volta de três taças em apenas uma noite, e dois terços dos apaixonados por vinho com menos de 30 anos são mulheres (após essa idade, a pesquisa indica que os consumidores de ambos os gêneros consomem igual). E mesmo sendo um público jovem, os enófilos da geração Y não têm medo de desembolsar dinheiro para consumir uma boa bebida. Entre os países produtores de vinho favoritos da nova geração, estão o Chile e a Grécia.

 

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

Jovens bebem mais vinho que as demais gerações, diz estudo

 

Entre os possíveis motivos da preferência, está a diversidade de preço, a leveza da bebida e o custo-benefício, além de ser uma bebida teoricamente mais saudável, com menos açúcares e teor de álcool mais leve de destilados pesados.

E, é claro, o fator socializante de marcar um vinho com os amigos e contar tudo no Facebook depois, como confirmaram 50% dos millennials na pesquisa.

 

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

Nos anos 30 do século XVII Kenelm Digby inventa a garrafa de vidro. Cinquenta anos depois, uma segunda revolução, com o desenvolvimento da rolha de cortiça.

As primeiras rolhas de cortiça eram cónicas e em 1680 D. Pérignon deu-lhes o lugar das rolhas de madeira no gargalo de uma garrafa com vinho espumante. Em 1830 surgem os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas e 60 anos depois são fabricados os primeiros aglomerados de cortiça. Em 1903 inventam-se as rolhas de duas peças, com a parte inferior de cortiça natural e a superior com aglomerado. Nos nossos dias, produzem-se rolhas de cortiça de diferentes tipos e dimensões – de cortiça natural, de aglomerado, mistas, cilíndricas, cónicas, para champanhe, de inserção manual, ‘twin top’, etc.

O nascimento da cápsula de rosca (screwcap) é bem mais recente. Em 1959, a companhia francesa La Bouchage Mécanique introduz o Stelcap-vin depois da Stelcap ter provado eficiência com espirituosos e licores. Em 1970, a Australian Consolidated Industries adquiriu os direitos de fabricação e a Stelcap foi rebaptizada por Stelvin. No entanto, o receio do fracasso junto dos preconceitos do consumidor manteve este ‘screwcap’ em ‘stand-by’ até começarem os problemas com a rolha de cortiça natural. A partir de 2000, o uso deste vedante começou a crescer exponencialmente e em 2004 calcula-se que cerca de 200 milhões de garrafas de vinho australiano foram seladas com cápsula roscada. O movimento contagiou a Nova Zelândia que forma em 2001 a New Zealand Screwcap Initiative. Nessa data, 1% dos vinhos neozelandeses usavam cápsula roscada. Em 2004 era já 70%.

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

Da rolha de cortiça à cápsula roscada

 

 

Analise olfativa do vinho

 

 No mundo dos vinhos não existe outra coisa que seja mais importante do que isto.

Ter um bom nariz. Mas isto não tem nada a ver com a parte estética, nem também com o tamanho deste órgão do sistema respiratório, mas, sim, com a capacidade de poder sentir, identificar e expressar os aromas que os vinhos entregam.

Para aqueles que estão começando, a boa notícia é que o olfato (aplicado à degustação) é um sentido que todos podem educar, da mesma maneira que educamos os outros sentidos, como, por exemplo, a vista para as artes como a pintura ou quando educamos o ouvido para aprender idiomas ou para a música.

O olfato é, sem dúvidas, o sentido mais importante, até mais importante que o paladar. Ele é muito mais exato e preciso, e consegue distinguir milhares de aromas diferentes. A primeira coisa que precisamos entender é que nossa capacidade e qualidade gustativa estarão sempre ligadas à nossa análise olfativa. Portanto, quanto melhor é nossa análise olfativa, melhor será nossa degustação, e, consequentemente, melhor conseguiremos apreciar os aromas que os vinhos exalam e tirar o melhor de cada garrafa.

Do contrário, não adianta comprar garrafas caras, vinhos de boa qualidade, ou até mesmo deixá-lo vinhos evoluir na garrafa durante anos para desenvolver aromas mais complexos, já que, se não temos a capacidade de perceber os aromas, identificá-los, classificá-los e desfrutá-los do jeito certo, nada do anterior teria sentido.

Aromas frutados nos vinhos

Aromas frutados nos vinhos

Então, por onde começar?

O nosso principal objetivo vai ser poder armazenar no nosso cérebro (na nossa memória olfativa) a maior quantidade de aromas possível, mas não basta deixá-los guardados. Precisamos tê-los sempre “à mão”, ou seja, deve ficar muito clara a informação olfativa, de maneira que toda vez que a gente se exponha a este aroma de novo, seremos capazes de reconhecê-los.

A dica é tentar extrair ao máximo os aromas que estão no nosso dia-a-dia, já que só desta maneira vamos realmente melhorar nosso “nariz”, e melhorar a nossa degustação.

A intensidade aromática:

Uma garrafa de vinho, para ser considerada de qualidade, deve ter aromas intensos, mas com a condição que estes sejam agradáveis. Para poder saber sobre a qualidade dos aromas é muito simples – já que está naturalmente relacionada às sensações que são agradáveis e às que não são. Por exemplo, as notas de flores e de frutas são consideradas aromas muito agradáveis nos vinhos, e elas realmente são também muito agradáveis na nossa vida cotidiana.

Mas os aromas de “esgoto”, podre, vinagre e muitos outros que são para nós absolutamente desagradáveis, quando aparecem nos vinhos (que de fato aparecem muitas vezes) são considerados, como podem imaginar, também desagradáveis.

E aí não importa se o vinho tem uma alta intensidade, já que o que estará entregando será algo ruim. Portanto, o que importa primeiro é a qualidade do aromas por sobre a intensidade aromática.