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Os 100 melhores vinhos argentinos segundo Tim Atkin

O destacado crítico inglês (Master of Wines) Tim Atkin, revelo a sua lista com os melhores vinhos tintos, brancos e espumantes argentinos, no seu esperado informe 2016.

Segue a lista:

 

Malbec

Achaval Ferrer Finca Altamira Malbec 2013, Uco Valley

Achaval Ferrer Finca Bella Vista Malbec 2013, Perdriel

Achaval Ferrer Temporis Malbec 2013, Mendoza

Altos Las Hormigas Malbec Appellation Piedras 2014, Gualtallary

Altos Las Hormigas Malbec Appellation 2014, Paraje Altamira

Bodega Aleanna El Enemigo Malbec 2013, Mendoza

Bodega Cuarto Dominio Chento Single Lot Malbec 2014, Mendoza

Casa de Uco Malbec 2013, Vista Flores

Catena Fortuna Terrae Malbec 2013, Uco Valley

Catena Mundus Bacillus Terrae Malbec 2013, Uco Valley

Chakana Ayni Malbec 2014, Paraje Altamira

Colomé Altura Máxima Malbec 2013, Salta

Colomé Auténtico Malbec 2013, Salta

De Angeles Viña 1924 Single Vineyard Gran Malbec 2013, Vistalba

Dominio del Plata Susana Balbo Limited Edition Malbec 2013, Paraje Altamira

Doña Paula Alluvia Parcel Malbec Bush Vines 2012, Gualtallary

Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2012, Mendoza

Entonado Malbec 2012, Luján de Cuyo

Luca Nico by Luca High G Lot Malbec 2013, Gualtallary

Mendel, Finca Remota Malbec 2013, Paraje Altamira

Noemía, Malbec 2013, Río Negro

Norton, Lote A112 Malbec 2012, Agrelo

Per Se Volare del Camino Malbec 2014, Gualtallary

Pulenta Estate Single Vineyard Malbec 2013, Gualtallary

Puramun Malbec Reserva 2013, Mendoza

Riccitelli Wines República del Malbec 2014, Vistalba

Salentein, Single Vineyard Malbec Plot No. 21 2014, Uco Valley

Terrazas de los Andes Single Parcel Los Castañas Malbec 2011, Las Compuertas

Tintonegro Finca La Escuela Malbec 2013, Paraje Altamira

Tintonegro La Escuela Vineyard La Piedra Malbec 2013, Paraje Altamira

Tintonegro 1955 Vineyard Malbec 2013, La Consulta

Trapiche Terroir Series Malbec Cristina y Bibiana Coletto 2012, Tupungato

Trapiche Terroir Series Malbec Finca Ambrosía 2012, Gualtallary

Trapiche Terroir Series Malbec Finca Orellana de Escobar 2012, La Consulta

Viña Cobos Malbec 2013, Perdriel

Weinert Estrella Malbec 1994, Luján de Cuyo

Zuccardi Aluvional Malbec 2013, Paraje Altamira

Zuccardi Aluvional Malbec 2013, La Consulta

Zuccardi Aluvional Malbec 2013, Gualtallary

Zuccardi Concreto Malbec 2015, Paraje Altamira

Zuccardi Finca Canal Uco 2013, Paraje Altamira

Zuccardi Finca Piedra Infinita 2013, Paraje Altamira

 

Os 100 melhores vinhos argentinos segundo Tim Atkin

Os 100 melhores vinhos argentinos segundo Tim Atkin

 

Blends Tintos

Andeluna Pasionado Cuatro Cepas 2013, Tupungato

Atamisque Assemblage 2011, Uco Valley

Bodega Tacuil Viñas de Dávalos 2015, Molinos

Bodega Vistalba Corte A 2013, Vistalba

Buscado Vivo o Muerte La Verdad 2013, Gualtallary

Casa Bianchi Enzo Bianchi 2012, San Rafael

Caro 2013, Mendoza

Catena Zapata Nicolás 2011, Mendoza

Cheval des Andes 2013, Mendoza

De Angeles Viña 1924 Single Vineyard Gran Corte 2013, Vistalba

Fabre Montmayou Grand Vin 2012, Mendoza

Finca Flichman Dedicado 2013, Tupungato

Mendel Unus 2013, Mendoza

Norton Gernot Langes 2010, Mendoza

Per Se Francesca 2014, Gualtallary

Per Se La Craie 2014, Gualtallary

Pulenta Estate Gran Corte 2012, Mendoza

Pyros Special Blend 2012, Pedernal

Riglos Gran Corte 2013, Tupungato

Trapiche Iscay 2011, Mendoza

Trapiche Iscay Syrah/Viognier 2013, Uco Valley

Tres 14 Imperfecto 2013, Gualtallary

Weinert Cavas de Weinert Gran Vino 1983, Luján de Cuyo

Zorzal Field Blend 2013, Gualtallary

Zuccardi Zeta 2012, Uco Valley

 

Outros Tintos

Altocedro Pinot Noir 2014, La Consulta

Bodega Aleanna El Gran Enemigo Single Vineyard Cabernet Franc 2012, Gualtallary

Casarena Lauren’s Vineyard Cabernet Franc 2013, Agrelo

Catena Appellation Cabernet Sauvignon 2014, Agrelo

Chacra Treinta y Dos Pinot Noir 2013, Río Negro

Chacra Sin Azufre Pinot Noir 2015, Río Negro

De Angeles Viña 1924 Single Vineyard Gran Cabernet Sauvignon 2013, Vistalba

Finca Las Moras Gran Syrah 2013, San Juan

El Porvenir de Cafayate Laborum Single Vineyard Tannat 2015, Cafayate

José Luis Mounier Laguna Brava Tannat Selected Reserve 2012, Cafayate

La Mascota Gran Mascota Cabernet Sauvignon 2013, Paraje Altamira

Luca Nico de Luca High G Lot Pinot Noir 2013, Gualtallary

Pulenta Estate Gran Cabernet Franc 2012, Agrelo

Riglos Gran Cabernet Sauvignon 2013, Tupungato

SonVida Cabernet Sauvignon 2013, Mendoza

Viña Cobos Marchiori Vineyard Cabernet Sauvignon 2013, Perdriel

Weinert Estrella Cabernet Sauvignon 1994, Luján de Cuyo

Zorzal Eggo Franco 2015, Gualtallary

Zuccardi Finca Los Membrillos Cabernet Sauvignon 2013, La Consulta

Zuccardi Emma Zuccardi Bonarda 2014, Paraje Altamira

 

Brancos e Espumantes

Blanchard y Lurton 2014, Uco Valley

Bressia Lágrima Canela 2013, Uco Valley

Catena Zapata Adrianna Vineyard White Bones Chardonnay 2013, Uco Valley

Catena Zapata Adrianna Vineyard White Stones Chardonnay 2012, Uco Valley

Colomé Altura Máxima Sauvignon Blanc 2015, Salta

Cruzat Gran Millésime, 2006 Mendoza

Dominio del Plata White Blend 2015, Uco Valley

La Giostra del Vino Saltimbanco Sauvignon Blanc 2014, Mendoza

La Giostra del Vino Bacán Sauvignon Blanc Reserva 2014, Vista Flores

Mendel Semillon 2015, Paraje Altamira

Piedra Negra Gran Lurton 2014, Uco Valley

Salentein Single Vineyard Plot 2 Chardonnay 2013, Uco Valley

Riccitelli Wines Old Vines Semillon 2015, Patagonia

 

Vocabulário do vinho

 

Você sabe o que significa “vinho cansado”?

Conheça algumas importantes palavras usadas no vocabulário do vinho.

Cana-de-açúcar: Planta que proporciona o mais apreciado dos açúcares, quando se trata de preparar os licores de expedição dos grandes vinhos espumosos. Por vezes, emprega-se para chaptalizar os vinhos sem álcool nas colheitas fracas dos países de clima frio (embora, neste último caso, se costume recorrer à beterraba mais barata).

Cândi: Açúcar purificada e cristalizada que se utiliza em zonas frias e de más colheitas para chaptalizar os mostos insuficientemente açucarados e obter um ou dois graus mais de álcool.

Canela: Aroma a especiarias de certos vinhos muito ricos, sobretudo brancos estagiados em madeira ou certos tintos generosos e gordos. A sua origem natural corresponde ao aldeído cinâmico formado durante o estágio.

Cannaiolo: Uma das variedades tintas cultivadas na Toscana (Itália) que entram na composição do Chianti.

Cannonadu ou Cannonao: Na Sardenha, nome local da variedade tinta Grenache (também chamada Cannono).

Cañocazo: Variedade branca, muito doce, que foi muito cultivada no Jerez para misturar com Pedro Ximenez e Palomino. Hoje, não se cultiva na Andaluzia, porque é propensa ao “corrimiento” (doença das videiras – má fecundação), mas encontra-se na Austrália.

Cansado: Diz-se de um vinho que surge na garrafa sem vigor, sem aromas, e sabores perdidos por excesso de estágio sem engarrafamento.

Canteiro: Processo natural de envelhecimento do vinho Madeira. O canteiro são as traves existentes na cave onde possam as barricas de Madeira.

Capitoso: Vinho com elevado grau alcoólico.

Caprílico: Odor dado pelos ésteres de ácidos gordos (que dão, principalmente, aromas pesados).

Conheça o vocabulário do vinho

Conheça o vocabulário do vinho

Cápsula: Peça de plástico ou de metais autorizados, em forma de capuz, que serve para proteger a cortiça e o gargalo, vestindo a garrafa. Ao proceder-se ao desenrolhamento deve cortar-se a cápsula por debaixo do aro do gargalo, para que não entre em contato com o vinho.

Cápsula-coroa: Rolha metálica que se utiliza para fechar provisoriamente as garrafas de vinhos espumosos que fermentam na garrafa, durante a formação de gás carbónico.

Carácter: Conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho e permitem distingui-lo de outros.

Caramelizado: Vinho com sabor e aroma a caramelo.

Carbonated wine: Vinho espumoso de qualidade inferior, gaseificado industrialmente.

Carbonato de cálcio: Sal neutro do ácido carbónico que, em zonas frias ou em colheitas ácidas, se utiliza para desacidificar mostos e vinhos.

Carbónico, gás ou dióxido de carbono: Substância que diluída no vinho produz um ligeiro pico na língua e dá, especialmente aos vinhos novos, frescura, nervo e vivacidade.

Carignan: Variedade tinta do vinhedo mediterrânico que dá vinhos aveludados, com ligeiro tanino, ricos em álcool natural. Na Europa não é uma uva especialmente apreciada, mas costuma utilizar-se como complemento da Grenache. Na Rioja, chama-se Mazuelo. Na última década tem conseguido excepcionais vinhos no extremo sul do Chile.

Carménère: Variedade de cepa tinta, muito utilizada em Bordéus antes da filoxera. É uma cepa de qualidade hoje emblemática no Chile, que dá vinhos amplos e coloridos, com menos taninos que os de Cabernet.

 

Vinho chileno é consumido por 1,8 bilhão de pessoas por ano no mundo

Cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo consomem ao menos uma garrafa de vinho chileno por ano, afirmou neste sábado (2) o gerente geral de Vinos de Chile, Claudio Cilveti, o que, segundo ele, demonstra a excelência do produto.

Cilveti destacou que o Chile é o quarto exportador mundial de vinho engarrafado e o primeiro do Novo Mundo. O especialista estima que as exportações de vinho engarrafado crescerão em 2016, em valor, entre 3% e 4% e, em volume, de 6% a 7%.

Em encontro com correspondentes estrangeiros, o especialista explicou que graças às “boas terras”, o Chile exporta os melhores vinhos engarrafados a 150 países, movimentando US$ 1,9 bilhão de dólares, o equivalente a 12% das exportações agroflorestais do país.

Cilveti assegurou que as vendas chilenas superaram a de países exportadores de vinhos do Novo Mundo, como Estados Unidos, Austrália e Argentina.

Vinho chileno

Vinho chileno

CHINA

Ele também lembrou que atualmente os maiores compradores de vinho engarrafado chileno são Estados Unidos, Brasil, China, Reino Unido e Canadá.

Segundo Cilveti, a pujante indústria vitivinícola chilena levou à abertura de escritórios em países que consomem vinhos sulamericanos. Somente na China, há 25 escritórios de vinícolas chilenas. “Em breve, a China, terceira maior compradora de vinhos chilenos, passará a ocupar a primeira posição, desbancando os Estados Unidos”, destacou.

A Vinos de Chile é uma instituição que reúne a indústria vitivinícola do país para promover o produto.

 

Fonte: Folha

Suco Verde para emagrecer

 

Veja a receita do Suco Verde

Agora sim acabou o carnaval, e provavelmente todos esses dias de folia deixaram o organismo um pouquinho “contaminado”. Então, chegou a hora de mudar nossos hábitos matinais e acrescentar este delicioso suco, que além de ser bem gostoso vai deixar nosso corpo pronto para o próximo feriado prolongado, ajudando também a emagrecer.

Detalhe dos ingredientes do Suco Verde

Água de coco                                    

Água de coco tem ação diurética, potássio (transmissão nervosa, contração da musculatura cardíaca, função renal), sódio (essencial para distribuição orgânica de água e volume sanguíneo), magnésio (contrações musculares e transmissões de impulsos nervosos), ferro (prevenção da anemia, neutralização de radicais tóxicos), zinco (imunidade, fertilidade e reprodução, apetite e paladar), cálcio, vitamina C (antioxidante, imunidade, cicatrização).

 Melão

Melão é rico em fibras, potássio, vitamina A e C (antioxidantes – prevenção de danos celulares), ação diurética, ferro, cálcio, fósforo.

Couve

Couve tem ferro, vitamina C, vitamina A, cálcio, fibras, ácido fólico (prevenção da anemia e de má formação fetal), magnésio, potássio.

 Linhaça Dourada

Linhaça dourada possui fibras, ômega 3 (redução do colesterol e dos triglicerídeos, prevenção de doenças cardiovasculares – aterosclerose), ação anti-inflamatória, melhora a imunidade.

Pepino

Pepino é rico em fibras (dão saciedade), ação diurética (por ser rico em água, ajuda a eliminar toxinas), potássio (contração do músculo cardíaco, transmissão nervosa), propriedades anti-inflamatórias.

Suco Verde para emagrecer

Suco Verde para emagrecer

 

Ingredientes (1 porção)

1 copo de água de coco (do coco mesmo, bem fresquinha)

1 fatia de melão

1 folha de couve

1 rodela de pepino de 1 dedo (com casca)

1 colher (de sopa) de linhaça (usei a dourada)

 

Modo de Preparo

Coloque no liquidificador a água de coco, a folha de couve bem lavada e rasgada, o pepino e a linhaça.

Bata bem e beba na hora.

 

Observações:

  • Só bata na hora que for beber.
  • Não coe
  • Não adoce

 

Antiyal Carménère, 2010

Antiyal Carménère, 2010: Extraordinário nível de qualidade, entre os melhores  Carménère´s do Chile

 

País Chile
Propriedade da Vinícola 8 Hectares
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2010
Sub-Região Maipo Alto
Uva 100% Carménère
Teor Alcoólico 14,50%
Tipo de Uva Tinta Carménère
Amadurecimento 14 meses em barricas
Antiyal Carménère, 2010

Antiyal Carménère, 2010

 

Visual Coloração vermelho rubi com tons violetas.
Olfativo Seduz pelo olfato rico e complexo a especiarias, chocolate ao leite e frutas negras maduras, cerejas e pimentão assado, enobrecidas por alcaçuz, ervas e uma grande tipicidade da uva emblemática do Chile: a Carménère, o “Grande Vidure” que é o sinônimo desta uva e que Álvaro Espinoza (proprietário e enólogo de Antiyal) usava para denominar os vinhos que naquela época ele elaborava com a vinícola Carmen (nos começos dos anos 90s), inclusive antes desta uva ser descoberta no Chile (1994).
Gustativo Na boca é um vinho espetacular, muito saboroso e sedutor. Tem um intenso ataque, entrando no paladar com uma textura macia, mas ao mesmo tempo enche de sabores, com frutas negras maduras com ainda maior nitidez, tudo amparado por uma ótima acidez mantendo um destacável frescor. É um Carménère de extraordinário nível de qualidade, entre os melhores do Chile (então podemos falar entre os melhores do mundo, já que “quase” só o Chile produz vinhos mono varietais desta variedade de uva).
Dica de Harmonização Bacalhau assado com molho bechamel.
Cauda de lagosta grelhada com molho de vinho de uva Carménère.
Peixe assado ao molho de côco.
Filé de truta grelhada com molho de ervas.
Peru assado recheado com frutas secas, ao molho de cogumelo.
Filé ao molho de pimentão vermelho e cassis com arroz de parmesão.
Pernil suíno assado com molho de ameixa.
Faisão assado ao molho de frutas vermelhas e arroz trufado.
Temperatura de Serviço 16º
Potencial de Guarda 8 anos
Nome da Vinícola Antiyal
Ano de Fundação da Vinícola 1996
Tipo de vinho Vinho de Autor, Vinho Biodinâmico, Vinho Orgânico
Enólogo Responsável Alvaro Espinoza
Pontuação Winechef

Vinho Antiyal Carménère, 2010 - 94 pontos Winechef

Vinho Antiyal Carménère, 2010 – 94 pontos Winechef

 

Todo sobre os vinhos de Barossa Valley na Australia

 

Barossa Valley, seus grandes vinhos Shiraz e muito mais

Ao contrário da maior parte das regiões vinícolas da grande ilha, Barossa Valley teve uma origem colonial germânica. A zona mais emblemática dos vinhos australianos privilegiou a casta proveniente do Irão. Nas últimas décadas, vários dos seus rótulos conquistaram o Mundo.

Ao mesmo tempo que os recém-chegados alemães aumentavam de número na Austrália até se tornarem no maior grupo forasteiro com exceção dos ingleses e irlandeses, o principal vale vinícola do território recebia o baptismo do seu primeiro General Surveyor, o Coronel William Light. A intenção original foi dar-lhe o nome da região Andaluz em que o militar tinha participado numa batalha famosa das Guerras Peninsulares de 1811. E a ideia quase se concretizou na perfeição mas deu-se um erro processual. Em vez de Barrossa, é registado Barossa. Assim ficou para sempre.

George Fife Angas, um empreendedor mercante abastado e filantropo, foi também o fundador da colónia pioneira. Angas acedeu ao pedido de um líder luterano dissidente e acolheu um grupo de agricultores e mercadores que tinha fugido da perseguição religiosa ditada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II.

Os recém-chegados depressa perceberam que o clima quase Mediterrânico da zona era ideal para o cultivo de diversas frutas, em especial, uvas. Meio século depois, dezenas de adegas produziam já grandes quantidades de “portos”, “sherries”, moscatéis e “tokays”, que a política de Preferência Imperial da Grã-Bretanha tornou populares do outro lado do Mundo.

Em 1929, 25% do vinho australiano provinha de Barossa Valley. Entretanto, a Grande Depressão e a 2a Guerra Mundial anularam a procura. O encerrar do conflito não desvaneceu na totalidade um clima de desconfiança entre os residentes anglófonos e os descendentes de sangue germânico. Foi necessário tempo. Tempo e a realização do primeiro festival de Vintage.

 

Barossa Valley

Barossa Valley

Barossa Valley: A modernização.

Restabelecida a harmonia, passou a haver lugar para a modernização. Colin Gramp chega de Napa Valley onde assimilou novas técnicas de cultivo e produção vinícola. Em 1947, criou o primeiro vinho tinto seco de mesa, desde 1860, um Reserva Especial Claret, em que predominava Shiraz, combinado com algum Cabernet Sauvignon. O autor tornou-se no mentor reconhecido do novo vinho de Barossa.

Uma aposta genuína e concorrencial na inovação e a meteorologia estival vigorosa foram responsáveis pelo enorme desenvolvimento de diversas sub-regiões vinícolas que se seguiu: Gomersal, Williamstown, Lyndoch, Rowland Flat, Barossa Foothills, Vine Vale, Éden Valley, High Eden, Light Pass, Northern Barossa Valley, Greenock, Seppeltsfield e Marananga, em vários casos, tiveram origem nas povoações/paróquias pioneiras da colónia. Anos depois da sua afirmação, a estas, sobrepôs-se o título bem mais abrangente e notório de “Barossa Valley”.

Das cerca de 60 adegas situadas na proximidade umas das outras, destacam-se, pela celebridade que conquistaram, Penfolds Grange, Barossa Shiraz, a Éden Valley Riesling, Two Hands, a Rockfords, Jackob’s Creek, Bethany, Yalumba, Barossa Valley Estate Black.

Degustação Vinhos Chilenos

Barossa Valley: Atmosfera Quase Mediterrânica

O clima da região é, por excelência, continental. No entanto, a abundância de vales e colinas com encostas generosas especialmente visíveis do topo de Mengler Hill, favorece uma série de mesoclimas com temperaturas que oscilam entre o muito quente sobre o solo dos vales a gradualmente mais frescas nas altitudes elevadas das vertentes e nas secções Norte.

Malgrado a fama de região quente, o clima de Barossa Valley é comparável ao da zona semi-litoral rival de Margaret River, na Austrália Ocidental, se bem que com uma variação diurna de temperaturas mais abrangente.

De Outubro a Abril, decorre a época de desenvolvimento das vinhas que recebem cerca de 1710 graus-dia de aquecimento com temperaturas médias no mês crucial de amadurecimento – Janeiro – na ordem dos 21.4ºC. A pluviosidade média, durante o período vegetativo, fica-se pelos 160 mm, e a humidade relativa pelos 39%. De acordo, apesar dos regulamentos criados para controlar o número de furos e a quantidade de água extraída dos lençóis freáticos, a irrigação é frequente, com exceção para as vinhas mais antigas na zona a Oeste do vale que se podem dar ao luxo de a dispensar.

O clima de Barossa Valley

O clima quente de Barossa Valley garante às uvas uma maturação fácil com altos níveis de açúcar e baixos níveis acídicos. O grau alcoólico elevado obriga com frequência os vinicultores a recorrer a práticas equilibradoras como a osmose inversa e o acrescento de água ao mosto.

Tornou-se habitual os produtores da região limitarem o tempo de maceração por forma a encurtarem o período em que o vinho permanece em contato com as cascas. Outro recurso adoptado é maturação do vinho em tonéis de carvalho americano – mais do que o francês – mesmo antes de a fermentação ter terminado.

Por vezes, são necessários taninos suplementares e, quando tudo corre bem, a maceração encurtada dá origem a vinhos suaves e aveludados na boca. Também lhes empresta as notas de anis e aroma de coco ou notas de chocolate e especiarias característicos de Barossa mas igualmente da Austrália.

 

Continua…

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Vinho de mesa e vinho fino não são meros termos vagos, usados indiscriminadamente por quem produz ou comercializa vinhos, mas, sim, nomenclaturas oficiais de fundamental importância para o amante do vinho.

Para entender a diferença entre vinho de mesa e vinho fino, é necessário saber um pouco sobre a planta produtora da uva. A videira pertence ao gênero Vitis, que possui mais de quarenta espécies, entre as quais a Vitis vinifera, que, por sua vez, conta com mais de cinco mil variedades, como as famosas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay.

Existem ainda outras espécies, como a Vitis labrusca, Vitis rupestris, Vitis riparia e Vitis bourquina. Estas, chamadas de uvas de mesa (também conhecidas como uvas americanas), são mais adequadas para o consumo direto e para produção de sucos e uvas passas, mas também são capazes de produzir vinho, embora de qualidade inferior em relação aos produzidos com uvas Vitis vinifera (também chamadas de uvas finas). Disparidade causada pela sua diferença estrutural – a espécie Vitis vinifera é menor e tem casca mais grossa e densa.

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

ENTENDA O RÓTULO: Vinho de Mesa e “inho Fino

Sendo assim, os termos “Vinho de Mesa” e “Vinho Fino” têm o papel de distinguir essas bebidas em duas categorias” os feitos a partir de uvas da espécie Vitis vinifera e os feitos com outras espécies. Sem saber a diferença entre eles, o consumidor pode acabar adquirindo produtos, que não correspondem às suas expectativas.

Se num rótulo ou contrarrótulo de vinho constar a denominação “Vinho Fino”, quer dizer que a bebida é composta exclusivamente de uvas de melhor qualidade. E mesmo que venha escrito “Vinho de Mesa Fino”, a bebida será completamente elaborada a partir de uvas Vitis vinifera, ainda que conste a palavra “Mesa” no rótulo. Assim, vinhos em cujo rótulo consta apenas o termo “Vinho de Mesa” é que serão elaborados com uvas americanas.

POR QUE DIFERENCIAR?

Essa distinção tornou-se necessária no Brasil, já que o país, por fatores econômicos ou culturais, é um dos poucos que permite a produção de vinhos com uvas americanas.

Isso se dá, porque durante nossa colonização as cepas da espécie de Vitis vinifera tiveram dificuldades para serem cultivadas, causando a prevalência da cultura de uvas de outras espécies, principalmente as tintas americanas Isabel e Concord e a branca Niagara.

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

Conheça as diferencias entre Vinho de mesa e vinho fino

CARACTERÍSTICAS

O vinho produzido a partir das uvas americanas, ou de mesa, tem aromas rústicos e paladar muito intenso, mas caiu no gosto popular do brasileiro pelo simples hábito de ser tomado em quantidade e pelo preço mais barato, e não propriamente pelas suas qualidades.

Esse padrão cultural do brasileiro foi determinante para a criação de regras para distinguir os vinhos feitos a partir de uvas viníferas – fino – e os feitos a partir de uvas americanas – de mesa.

No que diz respeito à qualidade dos dois, aliás, a vantagem dos finos em relação aos de mesa é grande. Os primeiros são, em geral, límpidos e brilhantes, lembrando frutas, notas florais e uma infinidade de outras percepções (tanto no olfato quanto no paladar), enquanto os segundos costumam ser opacos, com aromas fortes e sabores simples.

Assim, antes de comprar sua garrafa de vinho, leia com atenção todas as informações do rótulo para se certificar de que você está escolhendo realmente o tipo de vinho que procura, lembrando-se sempre que no mundo do vinho experimentar é o caminho mais curto para descobrir o que se gosta. Tente algo novo, junte os amigos e descubra. A certeza é uma só, vai ser muito divertido e prazeroso.

 

Cinco coisas que você não sabia sobre o vinho branco

 

Dúvidas que você sempre quis esclarecer, mas teve vergonha de perguntar

 

O vinho branco pode ser produzido com uvas do vinho tinto 

Sim, também se produz vinho branco com uvas tintas. O pigmento está presente na casca da uva e o tempo que o mosto permanece em contato com ela é que determina a intensidade da cor. No caso dos brancos não existe este contato. Um exemplo clássico são os espumantes produzidos com as uvas de vinho tinto pinot noir e pinot meunier.

 

 A uva branca mais famosa do mundo é a chardonnay

Ela produz vinhos mais encorpados, seu sabor varia do mais delicado e mineral, como os rótulos produzidos em Chablis, na França, até a sabores mais fortes, como fabricados na Califórnia, EUA.

 

O vinho branco possui vários estilos

Doce, seco, ultradoce, meio seco, dependendo da uva e da região, as possibilidades entre os vinhos brancos são inúmeras.

 

Um dos vinhos mais cobiçados do mundo é branco

A famosa vinícola francesa Château d’Yquem produz Sauternes (vinhos brancos de sobremesa), que são considerados um dos melhores vinhos doces do mundo.

 

Existem uvas brancas pouco conhecidas

Furmint e Hárslevelu são utilizadas na Hungria para a produção do nobre vinho doce Tokaji. Loureiro é utilizada na produção dos vinhos verdes portugueses. Apesar do nome, são brancos, jovens, com bastante frescor e levemente frisante. Garganega é a italiana mais famosa do Vêneto.

A uva branca mais famosa do mundo é a Chardonnay

A uva branca mais famosa do mundo é a Chardonnay

 

 

Top 100 Wine Spectator 2015: conheça do 10º até o 2º colocado entre os melhores vinhos do ano

Como cada ano a revista de vinhos Wine Spectator está divulgando a lista dos melhores 100 vinhos do ano 2015. Ate agora foram divulgados desde o decimo áte o segundo lugar.

Fique atento para conhece o melhor vinho do ano 2015, que sera divulgado entre amanhã dia 13 de novembro.

Veja a lista:

10° Lugar – Klein Constantia Vin de Constance 2009 – 95 pontos
10° Lugar – Klein Constantia Vin de Constance 2009 – 95 pontos

10° Lugar – Klein Constantia Vin de Constance 2009 – 95 pontos

9° Lugar – Clos Fourtet 1º Gran Cru Classé de St-Emilion 2012 – 94 pontos
9° Lugar – Clos Fourtet 1º Gran Cru Classé de St-Emilion 2012 – 94 pontos

9° Lugar – Clos Fourtet 1º Gran Cru Classé de St-Emilion 2012 – 94 pontos

8° Lugar – Masi Vaio Amaron Amarone dela Valpolicella Classico 2008 – 95 pontos
8° Lugar – Masi Vaio Amaron Amarone dela Valpolicella Classico 2008 – 95 pontos

8° Lugar – Masi Vaio Amaron Amarone dela Valpolicella Classico 2008 – 95 pontos

7° Lugar – Escarpment Kupe Single Vineyard Pinot Noir Martinborough 2013 – 95 pontos
7° Lugar – Escarpment Kupe Single Vineyard Pinot Noir Martinborough 2013 – 95 pontos

7° Lugar – Escarpment Kupe Single Vineyard Pinot Noir Martinborough 2013 – 95 pontos

6° Lugar – Aalto Tempranillo 2012 – 94 pontos
6° Lugar - Aalto Tempranillo 2012 – 94 pontos

6° Lugar – Aalto Tempranillo 2012 – 94 pontos

5° Lugar – Mount Eden Vineyards Chardonnay 2012 – 95 pontos
5° Lugar - Mount Eden Vineyards Chardonnay 2012 – 95 pontos

5° Lugar – Mount Eden Vineyards Chardonnay 2012 – 95 pontos

4° Lugar – il Poggione Brunello de Montalcino 2010 – 95 pontos
4° Lugar – il Poggione Brunello de Montalcino 2010 – 95 pontos

4° Lugar – il Poggione Brunello de Montalcino 2010 – 95 pontos

3° Lugar – Evening Land Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 2012 – 90 pontos
3° Lugar – Evening Land Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 2012 – 90 pontos

3° Lugar – Evening Land Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 2012 – 90 pontos

2° Lugar – Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 2012 – 96 pontos
2° Lugar – Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 2012 – 96 pontos

2° Lugar – Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 2012 – 96 pontos

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 

Na degustação de vinhos só a traves da vista, podemos descobrir mais do que você imagina.

Os aromas dentro do que se refere à analise sensorial e em relação ao prazer que os vinhos entregam é um dos fatores mais importantes (ou talvez o mais importante). Isso explica que quando um degustador tem uma boa percepção sensorial e habilidade na degustação, falamos que ele tem um “bom nariz”.

Mas antes de submeter o vinho à analise olfativa, temos outro sentido que vai nos ajudar e que não podemos deixar de lado: a visão, já que alguns elementos precisamos observar antes de continuar com as outras análises. A vista vai nos permitir principalmente avaliar e analisar dois pontos:

 A Saúde do vinho:

A aparência do vinho que podermos avaliar através de uma análise visual nos indicará se o vinho está (ou não) saudável. Portanto a primeira coisa que devemos fazer é prestar atenção em seu aspecto. Precisamos avaliar se ele tem algum elemento em suspensão  (que gera a turbidez e que em algum dos casos nos alerta sobre alguma enfermidade no vinho).

Precisamos ter muito cuidado nesta parte da análise, já que tenho observado que muitas vezes os consumidores pouco experientes ficam muito assustados na hora de degustar e fazer a análise visual do vinho ao perceber certos resíduos ou sedimentos no fundo da garrafa – ou até mesmo na taça. Costumam considerar isto como um defeito – sendo que não é.

Muitos vinhos que não são filtrados, e a maioria das vezes esta informação aparece no rótulo (“unfiltered”) e no contrarrótulo da garrafa. Isto acontece na maioria dos casos com vinhos de boa qualidade. Portanto, como isto não atrapalha na análise de outros sentidos (aroma e sabor) deveríamos ficar tranquilos, já que no momento de filtrar o vinho extrai-se uma parte importante de polifenóis (e assim, os antocianos e os taninos também são eliminados neste processo técnico, e o vinho perde cor e seus componentes que entregam aroma e sabor).

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 A Idade do Vinho:

A vista irá nos revelar a idade de um vinho com uma precisão incrível. Muitas vezes, inclusive, poderemos acertar exatamente a safra do vinho, principalmente quando se trata de vinhos brancos de safras recentes.

É realmente muito fácil de aprender, e podemos dominar esta técnica depois de poucos vinhos degustados. Essa análise é fundamental e já vai nos ajudar complementado com as outras análises (olfativa e gustativa).

A cor dos vinhos está (igual os aromas, a acidez, os taninos e alguns outros elementos) em constante evolução, e esta evolução, no caso dos vinhos brancos, é muito mais rápida que nos vinhos tintos. Os vinhos brancos, como são jovens e não tiveram crianza em madeira, têm uma cor muito clara, quase como a cor da água que a gente costuma chamar de “amarelo claro cristalino”.

Quando começa a passar o tempo (lembrando que a curva de vida dos vinhos brancos sem madeira é extremamente curta) os vinhos brancos começam a tomar uma cor mais palha, logo dourada, até terminar com uma cor marrom, o que normalmente indica que o vinho já está decrépito, velho demais, estragado, salvo raras exceções.

 

Continua…