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Vinho Garcilaso Vendimia, 2003

País Espanha
Propriedade da Vinícola 150 Hectares
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2003
Uva 100% Tempranillo
Teor Alcoólico 14,5%
Tipo de Uva Tinta Tempranillo
Amadurecimento 9 meses em barrica 100% francesa.
Vinho Garcilaso Vendimia, 2003

Vinho Garcilaso Vendimia, 2003

 

Visual Coloração rubi compacta, ainda “jovem” para a idade do vinho.
Olfativo Gigantesco e maravilhoso ao nariz, muito interessante, misturando aromas concentrados de frutas negras (cereja, amora, groselha) e notas elegantes de tabaco e especiarias como pimenta-negra, mais notas minerais, terra úmida e notável presença de “sous bois”, que fazem do aroma deste vinhos uma experiência sensorial única.
Gustativo Apesar de ter quase 10 anos desde sua colheita, este vinho está em perfeita forma, é potente, suculento, profundo e concentrado. Parece que os anos não passaram para ele. Seus taninos são enormes e ainda estão em pleno processo de madures, mas tem todos os elementos para ainda ter pelo menos uns 5 anos até chegar no seu apogeu. É um vinho de alto nível, delicioso e potente, altamente recomendável.
Dica de Harmonização Mignonzinho de veado assado servindo “saignant” ao lado e um purê de abóboras.
Lebre estufada com trufas e foie gras.
Javali com azeitonas negras e louro.
Ragu de cordeiro marinado com vinho tinto e ervas.
Rabada ao forno, com mil folhas de batata trufada.
Temperatura de Serviço 17°
Potencial de Guarda 15 anos
Nome da Vinícola Grupo Yllera
Ano de Fundação da Vinícola 1972
Pontuação Winechef

Vinho Garcilaso Vendimia, 2003 - 93 pontos Winechef

Vinho Garcilaso Vendimia, 2003 – 93 pontos Winechef

Enólogo Responsável Ramón Martínez Palacios

OIV divulga estatísticas mundiais de 2015

O Diretor Geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), Jean-Marie Aurand, apresentou recentemente as informações mundiais sobre o mercado do vinho, uma tradição anual. Vejamos, por áreas de interesse, o que se passou em 2015, face ao ano anterior.

Área de vinha desce ligeiramente
A primeira constatação é que a área mundial de vinha desceu para 7.534 milhares de hectares (mha) em 2015, menos cerca de 7.000 hectares que em 2014. A superfície vitícola chinesa continua a aumentar (+ 34 mha) e confirma o segundo lugar mundial. A Nova Zelândia é outro país onde se está a plantar mais vinha. As maiores descidas vêm da Europa comunitária (- 26 mha entre 2014 e 2015). A Espanha continua à cabeça, com mais de um milhão de hectares, à frente da China (0,82 milhões ha) e França (0,78 milhões ha). Portugal está em 8º lugar, com 217 mil hectares. Cinco países detêm cerca de metade da área mundial de vinha.

Produção em alta
Em 2015, face ao ano anterior, a produção mundial de vinho (sem contar com mostos e sumos) aumentou de 2,2%: no total produziram-se 274,4 milhões de hectolitros (Mhl). Com um crescimento de 12% face a 2014, a Itália é o primeiro produtor mundial (49,5 Mhl), seguido pela França (47,5) e Espanha (37,2). Os Estados registaram elevadas produções pelo terceiro ano consecutivo (22,1 Mhl). No hemisfério sul, a produção regrediu na Argentina (13,4 Mhl) mas subiu no Chile (12,9 Mhl), e continua estável na Austrália (11,9 Mhl). A produção desceu ligeiramente na Africa do Sul (11,2 Mhl) e na China (11 Mhl).

 

OIV divulga estatísticas mundiais de 2015

OIV divulga estatísticas mundiais de 2015

Consumo estabilizado
Finalmente, o consumo mundial de vinho estabilizou depois da crise económica de 2008: a OIV estima uma cifra de 240 milhões de hectolitros em 2015, um ligeiro aumento face a 2014. Os Estados Unidos, com 31 Mhl, mantêm a primeira posição mundial. O consumo é relativamente estável em Itália (20,5 Mhl) e em Espanha (10 Mhl) mas continua a descer em França (27,2 Mhl). A China aumentou um pouco face a 2014, consumindo 16 Mhl de vinho em 2015. Os cinco países com maior consumo (Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e China) representam metade do consumo mundial.

Import e export : EUA continua à frente
Em 2015, o comércio mundial de vinho aumentou 1,8 % em volume (104,3 Mhl) e sobretudo em valor (+ 10,6 %). Os principais exportadores em volume são a Espanha, Itália e França (respectivamente 24, 20 e 14 Mhl). Portugal vem em nono lugar, com 2,8 Mhl. Em valor o ranking muda mas os atores são os mesmos: aqui os três primeiros são a França, a Itália e a Espanha, com valores globais de 8.244, 5.353 e 2.641 milhões de euros, respectivamente. Portugal mantém o nono lugar, com 738 milhões de euros exportados.

A nível de importações, e por volume de vinho, o campeão mundial é a Alemanha, seguida do Reino Unido e dos Estados Unidos (15,1, 13,6 e 11 Mhl, respectivamente). Se falarmos em valor, os países que mais gastam a importar vinho são os Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

 

Que significa vinho varietal?

O hábito de nomear a variedade no rótulo, surgiu com os produtores do novo mundo, ou seja, fora da Europa. Nos países europeus, a legislação de Denominação de Origem Controlada (a sigla AOC ou DOC que você vê nos rótulos franceses, italianos, etc.) restringe o uso de variedades por região. Mas isso muda para cada país. O exemplo mais famoso seria a Borgonha, onde seus brancos são quase todos de Chardonnay (há uvas quase abandonadas, como a Aligoté) e seus tintos, de Pinot Noir.

Com os vinhos do novo mundo costuma-se dizer, que um vinho é varietal, quando esse não teve estágio em madeiras, ou seja, logo depois da fermentação alcoólica, ele foi imediatamente engarrafado. Ao contrário, quando o vinho tem passagem em madeira no novo mundo, costuma ser chamado de “Reserva”.

Os vinhos varietais são, na maioria das vezes, elaborados com as uvas das parreiras mais jovens de um vinhedo, esse é o motivo que faz com que eles sejam mais leves e de rápido consumo.

Em resume, um vinho varietal é um vinho feito, geralmente com apenas uma variedade de uva, mas, se a legislação local permitir, pode adicionar uma pequena porcentagem de outra uva.

 

Que significa vinho varietal

Que significa vinho varietal

 

11% do mercado britânico de vinho vem de vendas on-line

Os dados mais recentes indicam que as vendas de vinhos no Reino Unido feitas via Internet chegaram a 800 milhões de libras (cerca de mil milhões de euros!), o que representa quase 11% do mercado total deste país.

Estes valores, anunciados pela empresa de estudos de mercado Wine Intelligence, mostra que quase 25% (7,4 milhões) dos 29,6 milhões de consumidores regulares de vinho compraram via Internet no ano passado.

O valor médio de cada garrafa atingiu os 8,90 euros. Mais ainda: o estudo indica que as vendas on-line no Reino Unido vai continuar crescendo durante os próximos três anos, chegando a 14% do mercado. Só por comparação, nos Estados Unidos, este segmento representa apenas 4%.

A Wine Intelligence indicou ainda que, nos últimos 5 anos, o número de enófilos ingleses que fazem pesquisas on-line sobre vinho aumentou 28%. O número de ‘posts’ (mensagens publicadas) em sites interactivos (como os newsgroups ou blogs) aumentou, neste período, de 90%!

O estudo mostra portanto que a Internet é a fonte preferida de informação sobre todos os aspectos relacionados com vinho para os enófilos ingleses.

Finalmente, o estudo mostra ainda que os compradores de vinho on-line ingleses são mais jovens e demonstram um interesse acima da média sobre vinho. Os factores mais apreciados na compra on-line são a facilidade/conveniência e a entrega à porta de casa.

 

11% do mercado britânico de vinho vem de vendas on-line

11% do mercado britânico de vinho vem de vendas on-line

 

Fonte: Revista de Vinhos de Portugal.

Mundo do vinho perde mais dois franceses

Morreu nos últimos dias Etienne Hugel, diretor da vinícola Hugel, na Alsácia, e Louis Latour, da Maison Louis Latour, na Borgonha

O mundo do vinho perdeu mais dois franceses na última semana. Etienne Hugel, diretor-comercial da vinícola de sua família, a Hugel, em Riquewihr, na Alsácia, e o produtor borgonhês Louis Latour, da Maison Louis Latour, uma das maiores da região – e que não guarda relação com o Château Latour, que fica em Bordeaux.

As mortes ocorreram menos de um mês depois das de Henri Bonneau, produtor de Châteauneuf-du-Pape, no sul do Rhône, e de Paul Pontallier, enólogo do célebre Château Margaux.

Mundo do vinho perde mais dois franceses

Mundo do vinho perde mais dois franceses

Ettienne Hugel

Ettienne Hugel tinha 57 anos e era conhecido por sua capacidade de comunicação – era um mestre das redes sociais – e simpatia. Bem-humorado, em eventos da indústria, era comum que aplicasse nos colegas tatuagens temporárias com nomes de uvas. Membro da 12ª geração da família Hugel, ele via os filhos e sobrinhos começarem a trabalhar na vinícola.

Etienne, que substituiu seu tio Jean na empresa, tinha como função viajar o mundo para divulgar a produção da Hugel, assim como recebia convidados importantes na vinícola. Acabou por virar um embaixador não só da Hugel, como da Alsácia.

Casado com a sommelière japonesa Kaoru, ele viajava constantemente para a Ásia, que virou um mercado-chave para a Hugel. Etienne deixa a mulher e dois filhos.

Louis Latour

Louis Latour tinha 83 anos e era responsável pela modernização da Maison Louis Latour, uma das maiores da região, que dirigiu por 40 anos.

Fundada em 1797, o Domaine Louis Latour conta com 47 hectares, sendo 28 deles de vinhedos Grand Cru na Cote d’Or. Louis Latour era parte da 10ª geração da família a cuidar da vinícola.

Nascido em 1932, Latour assumiu a empresa em 1958 e ficou no posto até ser sucedido por seu filho Louis-Fabrice em 1999. Suas benfeitorias incluem o início da produção de Chardonnay em Ardèche em 1979 e um projeto similar para produzir Pinot Noir no Domaine de Valmoissine em 1989. Ele também ergueu uma vinícola moderna, a Clos Chameroy, na fronteira de Beaune no fim dos anos 1970 e abriu subsidiárias nos EUA (1986) e no Reino Unido (1990).

Fonte: Estadão

Especialistas elegem restaurante austríaco como a melhor carta de vinhos do mundo

A revista The World of Fine Wine criou uma lista das “Melhores Cartas de Vinhos” de restaurantes. O periódico classificou 750 restaurantes de todo o mundo com uma, duas ou até três estrelas de acordo com suas cartas de vinho.

A comissão de jurados foi formada por especialistas como Gerard Basset, Ch’ng Poh Tiong, Elin McCoy, Andrew Jefford, Francis Percival e Tom Stevenson, que avaliaram mais de quatro mil cartas de vinho até chegarem à lista final de cada categoria. Os juízes também deram o “Prêmio do Júri” para as listas que apresentavam forte especialidade em um determinado tipo de vinho.

O prêmio principal foi dado ao de hotel Viena, o Palais Coburg Residenz. Já o restaurante de Nova York, Hearth, ganhou o prêmio de Melhor Carta de Vinhos da América do Norte, enquanto o restaurante Petrus, do hotel Shangri-La, em Hong Kong, ganhou o mesmo prêmio relacionado à Ásia.

Palais Coburg Residenz

Palais Coburg Residenz

O restaurante brasileiro Taste-Vin, de Belo Horizonte, o australiano Royal Mail Hote e o sul-africano Rust foram reconhecidos por terem a melhor carta de vinhos nas suas determinadas regiões.

Nova York lidera os participantes como um bom destino de degustação por ter 36 restaurantes que receberam o status de três estrelas. Londres vem em seguida com 17 estabelecimentos premiados, à frente de cidades como São Francisco, Chicago, Melbourne e Sydney.

Para a juíza, Elin McCoy, foi impressionante a diversidade de vinhos que participaram da disputa e a quantidade de restaurantes que tinham semelhantes cartas de vinho. “Analisamos centenas, e havia uma enorme quantidade de vinhos semelhantes, até mesmo idênticos”, contou.

Para Elin, foi satisfatório observar que muitos estabelecimentos refletiam a filosofia de seus diretores. “O Hearth, por exemplo, apresentou uma atitude irreverente, e uma profundidade com Riesling. Já o Rouge Tomate, de Nova York, mostrou bons biodinâmicos e naturais entre seus vinhos”, comentou.

A juíza observou também que alguns restaurantes faziam menção à ideia do terroir para todos os vinhos presentes em sua carta de opções. “Por exemplo, Kaia-Kaipe em San Sebastian, Espanha, apresenta um bom tinto de Rioja, que, na minha opinião, merecia um prêmio especial”, confessou.

Um fator em especial, porém, assustou aos juízes do evento, o alto preço dos vinhos cobrado pelos restaurantes. “Alguns restaurantes estão cobrando cinco vezes mais do que o varejo”, contou Elin.

Apenas 200 cartas de vinho foram nomeadas com três estrelas
Outras imagens do Palais Coburg Residenz

 Uns dos salões do Palais Coburg Residenz
Uns dos salões do Palais Coburg Residenz

Uns dos salões do Palais Coburg Residenz

Vsita da adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz
Vsita da adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz

Vsita da adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz

Os melhores vinos do mundo estão na adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz

Os melhores vinos do mundo estão na adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz

Os melhores vinos do mundo estão na adega de guarda de vinhos do Palais Coburg Residenz

 

As 10 melhores profissões do mundo do vinho

 

A realidade de quem trabalha com vinho é uma mistura da paixão pela bebida com uma carreira de emoções.

O mundo do vinho oferece uma série de oportunidades para as pessoas de natureza entusiasta e enérgica. Por isso, o site The Drink Business resolveu listar os 10 melhores empregos no mundo do vinho. Confira:

 Sommelier: 

 O sommelier é aquele treinado para ter um alto conhecimento do vinho, é especialista na seleção e no armazenamento da bebida. É um profissional que pode ser qualificado para trabalhar em restaurantes de alto padrão, auxiliando o estabelecimento nas compras, no armazenamento, na organização da adega e em ajudar os clientes a escolher um bom vinho.

 Consultor de companhias aéreas: 

 O papel deste consultor, especificamente, é usar todo o seu conhecimento para selecionar os melhores vinhos a serem incluídos na carta de opções de uma determinada companhia aérea. Ken Chase, por exemplo, tem de escolher os melhores vinhos para inserir na gama de opções dos clientes da empresa American Airlines. Além disso, Chase já selecionou vinhos para serem degustados pelo Papa durante a visita do pontífice ao Canadá.

 Proprietário de uma marca de vinho: 

 Este é o auge de uma carreira no comércio de vinho. Como uma das posições mais lucrativas, os proprietários de marcas de vinho são aqueles que direcionam suas empresas para o caminho certo, o lucro. Pierre Castel é, atualmente, um dos mais ricos proprietários de marcas de vinho do mundo. Castel é dono do Groupe Castel, que possui uma infinidade de marcas de vinho francesas, incluindo Maison Virginie, Famille Castel e Patriarche. Sua fortuna é estipulada em US$ 8 bilhões.

Host de salas de degustação: 

 Esta é a posição responsável por realizar as degustações, comunicar os visitantes e ajudá-los em suas compras. O host de salas de degustação orienta os visitantes quanto à melhor forma de servir e beber os vinhos. Além disso, ele explica os detalhes mais delicados da produção da bebida e, algumas vezes, atua como guia turístico da vinícola. É uma posição conhecida por não ser bem remunerada, mas por outro lado, é uma função característica por demandar grande hospitalidade e um comportamento bem apessoado por parte de seus praticantes.

 Trabalhador vinícola: 

 O trabalhador vinícola é aquele que tem o papel fundamental para uma boa produção de vinho, o herói desconhecido do mundo da enologia, mas que merece total respeito. É responsável por colher as uvas, auxiliar na produção, engarrafamento dos vinhos e pela manutenção das vinhas ao longo do ano. Um trabalho estritamente braçal.

As melhores 10 profissões do mundo do vinho

As melhores 10 profissões do mundo do vinho

 

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

Quando uma comunidade se une, a esperança invade o lugar. Há 30 anos, Jon Bon Jovi é vocalista de uma das maiores bandas de rock do planeta. Porém, nos últimos anos, Bon Jovi tem cada vez mais voltado sua atenção para trabalhos menos glamorosos, de compreensão das necessidades dos menos afortunados residentes de New Jersey, Philadelphia e outros lugares.

 

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

Músico Jon Bon Jovi cria restaurante comunitário sem preço que ajuda pessoas em necessidade

 

O músico pesquisa formas de ajudar essas pessoas, e então trabalha com as comunidades para abrir novas instalações através de sua fundação, a JBJ Soul Foundation. Entre outros projetos que a fundação possui, nasceu o Soul Kitchen, ou “cozinha da alma”, em português, que consiste em um restaurante comunitário, onde os voluntários preparam a mesa e quem come por lá ajuda a alimentar os mais necessitados de cada comunidade, desde vizinhos, idosos ou famílias em necessidade.

Algo sensacional implantado no restaurante é que, ao final das refeições, cada um paga o que puder – pagando mais que a doação sugerida, você ajuda a alimentar outra pessoa. Ou, caso não possa pagar, pode trabalhar na cozinha em troca de uma refeição para você ou para a sua família.

 

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Alíquota sobre vinhos, por exemplo, passa a ser de 10% do preço.
Medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016, diz Receita.

O governo federal publicou um novo modelo de tributação para vinhos, espumantes, uísques, vodcas, cachaças, licores, sidras, aguardentes, gim, vermutes e outros destilados, com aplicação a partir de dezembro deste ano.

A medida vai gerar arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016, de acordo com a Receita Federal. Ela faz parte de uma série de ações do governo para ter mais receita e equilibrar as contas públicas, que devem fechar no vermelho em 2016.

O Fisco observou que o mercado é livre e que o repasses da alta da tributação para os preços depende dos produtores e revendedores.

Pelo modelo anterior, as chamadas “bebidas quentes” eram classificadas dentro de uma tabela, que variava de “A” a “Z”, de acordo com o volume e seu preço, e sobre essas “classes” eram aplicadas as alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Neste regime, que vigora até o fim de novembro, há um teto de tributação, que varia de R$ 0,14 a R$ 17,38 para cada produto.

Com o novo modelo, será cobrada uma alíquota dependendo do tipo da bebida e não haverá mais teto.

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Vinho terá alíquota de 10%

Os vinhos nacionais, por exemplo, que tinham uma tributação limitada a R$ 0,73 por litro (teto do IPI com sistema atual), passarão a pagar uma alíquota de 10%.

Um vinho nacional de R$ 30, por exemplo, pagará R$ 0,78 de IPI até o fim de novembro. A partir de dezembro, serão cobrados R$ 3.

Os vinhos importados, por sua vez, pagam um teto de R$ 0,73 para valores de até US$ 70 (grande maioria dos produtos). Depois de dezembro, passarão a pagar também 10% de IPI.

Alta de IPI para destilados

No caso dos uísques, a Receita Federal informou que a tributação, que antes tinha um teto de R$ 9,83 (red label, por exemplo) a R$ 17,39 (blue label), passarão a pagar 30% do seu valor em Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Com isso, também deverão ter aumento de tributação a partir de dezembro deste ano.

Pelo novo sistema, as vodcas pagarão uma alíquota de IPI de 30%, as cachaças de 20%, os licores de 30%, as sidras de 10%, as aguardentes de 25%, o gim de 30% e os vermutes de 15%.

O Fisco não informou qual o teto de pagamento de IPI de cada um destes produtos no sistema atual.

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Tributação sobre vinhos e destilados sobe a partir de dezembro

Justificativas

De acordo com a Receita Federal, embora a mudança do modelo de tributação deva gerar receitas adicionais, estimadas em R$ 1 bilhão em 2016, a mudança visa simplificar o processo de cobrança e passar a tributar o setor com um modelo tradicional, já aplicado ao restante da economia.

“O sistema atual [que vigora até novembro] gera problemas e perda de arrecadação. Há uma dificuldade grande de manter a tributação adequada. O contribuinte podia praticar preços mais baixos que o normal na hora de pedir enquadramento e depois voltava a cobrar mais. Um vinho de R$ 50 reais paga no máximo R$ 0,73. Vinho de R$ 1 mil também paga também R$ 0,73. O teto é muito baixo. Não tem sensibilidade ao preço e gera distorções que se busca corrigir”, declarou João Hamilton Rech, da Receita Federal.

Tributos sobre computadores também vão subir

Após dez anos de isenção, os computadores, smartphones, notebooks, tablets, modens e roteadores passarão a pagar alíquota cheia de PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) a partir de dezembro deste ano. Com isso, o governo acabou com o benefício que estava no Programa de Inclusão Digital, existente desde 2005.

A expectativa do governo é arrecadar R$ 6,7 bilhões a mais em 2016.

 

Fonte: Globo

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

O valor de uma garrafa de vinho leiloada pelo antigo Hospice de Beaune, na região de Borgonha, fundado em 1443 pelo então chanceler Nicolas Rolin para os pobres, atingiu cifras surpreendentes.

Trata-se de um Corton Renardes Grand Cru 2015, arrematado por 480 mil euros, o equivalente a mais de R$1 milhão de reais.

A compradora, de origem francesa, não quis ser identificada – de acordo com a diretora geral da Christie’s, Aline Sylla-Walbaum.

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

Parte do valor da venda será revertida para as vítimas dos atentados em Paris, na França, ocorridos na última sexta-feira, dia 13 de novembro.

O recorde anterior da chamada “peça de caridade” – venda cujo benefício vai para obras beneficentes – era de 400 mil euros, em 2010.

Este ano, além das associações já previstas, o Instituto Curie contra o câncer, e a Fundação para pesquisas sobre acidentes vasculares cerebrais, os organizadores do tradicional leilão decidiram reverter parte do lucro para as vítimas dos atentados terroristas.

O evento, que reúne compradores do mundo inteiro, teve início após os presentes respeitarem um minuto de silêncio. Logo em seguida, foi entoado o hino francês, a Marselhesa.

 

 

Fonte: Revista Gosto