Melhor vinho do ano 2014 Wine Spectator é…

 

Wine Spectator revelou hoje 14 de novembro o número 1 do ranking. 

Despois de muita espera, há só alguns minutos foi revelado o vinho que ocupa a primeira posição, como o melhor vinho do ano para a revista Wine Spectator. O ganhador foi um vinho de Portugal, o Dows Vintage 2011, um Porto da surpreendente safra 2011, considerada a melhor dos últimos 50 anos, a tal ponto que teve 25 vinhos de Porto safra com pontuações igual o acima de 95 pontos.

 Sobre Dow´s Porto

Os Vinhos do Porto Vintage da Dow’s são produzidos apenas em anos de qualidade excepcional e representam uma pequena parte da produção total da empresa nesse ano. Em média, apenas duas ou três vezes em cada década se reúnem condições climáticas suficientemente boas para permitir a produção de um Porto Vintage da Dow’s.

Ao longo dos séculos XIX e XX, os Vinhos do Porto Vintage da Dow’s foram vinhos de referência em praticamente todos os grandes anos, definindo consistentemente padrões elevados entre as companhias de Vinho do Porto. Os Portos Vintage como os notáveis Dow’s 1896, 1927, 1945, 1955, 1963, 1966, 1970, 1980 e 1994 são lendas na história deste vinho magnífico. Estes Portos continuam magníficos nos dias de hoje, mesmo com 50 ou mais de 100 anos. São raros os vinhos que se podem orgulhar desta qualidade e linhagem.

Os Vinhos do Porto Vintage da Dow’s provêm das mais belas quintas da empresa, a Quinta do Bomfim e a Quinta da Senhora da Ribeira. Cada uma das propriedades contribui para o estilo único e distintivo da Dow’s. Quando jovens, os Portos Vintage apresentam uma cor negro-púrpura, são austeros, complexos e intensamente concentrados, encorpados e harmoniosos e com taninos finos e apimentados.

Dows Vintage 2011 wine spectator

 

Ao longo dos séculos, os enólogos da Dow’s desenvolveram um estilo que se adequa às suas principais vinhas; as fermentações são mais longas, obtendo-se um Vinho do Porto mais seco que constitui a imagem de marca da Dow’s. Sabores a frutos abundantes com notas de amoras silvestres maduras conferem elegância e porte. O nariz é intenso e poderoso com notas concentradas de violetas quando jovem, evoluindo para canela e rosa-chá à medida que envelhece. A elevada percentagem de Touriga Franca e Touriga Nacional plantada nas vinhas dá origem à estrutura poderosa e potencial de envelhecimento dos Vinhos do Porto Vintage da Dow’s.

Os Vinhos do Porto da Dow’s têm um estilo mais seco e exigem um elevado nível de conhecimentos de vinificação e grande experiência na selecção dos melhores vinhos de cada ano. Estes vinhos são envelhecidos em cascos de carvalho durante cerca de 18 meses e são engarrafados sem qualquer tipo de filtração ou colagem.

Os Vinhos do Porto Vintage da Dow’s podem ser apreciados quando vibrantes e jovens ou podem envelhecer durante muitos anos em garrafa, evoluindo para um vinho suave e delicado, de uma elegância aveludada.

Nos anos 20, o famoso professor de Oxford, George Saintsbury, sublinhou a notável reputação da Dow’s quando escreveu no seu famoso “Notes on a Cellarbook” (publicado pela primeira vez em 1920), “Nunca encontrei melhor vinho de exportação do que os melhores vinhos da Dow’s, especialmente os de 1878 e de 1890”.

Xylo, a última obra de Hubert Weber. “Blend Super Preço da Argentina” em Descorchados.

Foi uma extraordinária surpresa a chegada deste vinho na BuywineHubert Weber mais uma vez nos surpreende com um vinho exemplar, de alta qualidade e excelente relação preço-qualidade. Com esse currículo insuperável, foi classificado pelo Guia de VinhosDescorchados 2013 como o melhor blend da Argentina na categoria que todos nós adoramos – “Super Preço”.  Xylo aparece como o “Blend Super Preço da Argentina”, isso para começar…

Sua cor está levemente evoluída, mas com um lindo tom cereja.  No nariz, o aroma dominante é de cerejas vermelhas, que aparecem com muita nitidez à medida que o vinho começa a abrir na taça. Acompanham outros aromas da mesma família, cherris, marrosquinos, ou seja, um cenário bem frutado, tão agradável que dá vontade de ficar só sentindo o aroma por vários minutos. Além da deliciosa frutosidade, também há algum tons terrosos, tipo “sois boi” (terra úmida), corteça (casca) de árvore, suaves e delicados tons de lavanda e menta, que só enriquecem mais um nariz cativante.

A performance olfativa é excelente, mas é no paladar onde este vinho mostra seus melhores atributos.  Seu corpo é meio e, particularmente, delicado, seus taninos são suaves como a seda, mostrando uma textura que se desliza no paladar. As notas da fruta soam mais uma vez intensas, principalmente as cerejas, aportando magia num vinho fresco e juvenil, que com certeza vai apaixonar muitos paladares brasileiros.  O único problema deste vinho é que e ele é viciante…e a taça fica vazia sem que a gente perceba, parece que o vinho se evapora na taça…. Como dica, recomendo sempre ter uma outra garrafa a mão.