Frutos de mar. Branco o tinto?

 

Aprenda a harmonizar frutos de mar

A gastronomia é um mundo fascinante, cheio de detalhes, de cores, de aromas e sabores. Cada prato tem vida própria e representa o estilo do autor, da pessoa que o elaborou. Sentar frente a um prato visualmente agradável, bem decorado, colorido, com agradáveis aromas e bom sabor é uns dos maiores prazeres de um grande número de pessoas no mundo.

Estas pessoas que adoram a gastronomia são as mesmas que adoram também o vinho.  Já tiveram a oportunidade de provar um prato gostoso, de qualidade, delicioso, mas sem a companhia de uma taça de vinho? Dá a impressão que algo está faltando. Acho que é a magia da cumplicidade entre dois produtos que se complementam sublimemente.

Sobre a harmonização em si, felizmente existe em forma natural e espontânea uma relação sensorial que faz com que o vinho harmonize com a comida, e a probabilidade de que esta seja totalmente inexistente é muito baixa.

Para conseguir ter sucesso na hora de harmonizar um prato com uma garrafa de vinho é só usar a lógica e o senso comum em relação a cada um dos detalhes. Cores, aromas e sabores, tanto do prato como também do vinho com o qual queremos que nos acompanhe.

Ceviche

Ceviche

Por exemplo: vamos comer um fruto do mar, o qual logicamente sempre tem que ser o mais fresco possível, tipo um peixe branco (ex.: robalo). O preparo será com ele cru (ceviche), onde coloquemos só limão para acrescentar ao sabor e ao frescor. Neste caso, o correto é procurar um vinho que tenha as mesmas caraterísticas do prato, ou seja, se estamos falando de um produto do mar que tem que ser consumido o mais fresco possível também teremos que procurar um vinho que deva ser bebido o quanto antes.

Como este prato (ceviche) vai ter um sabor predominantemente cítrico, por causa do limão, temos que procurar vinhos que tenham estas mesmas características. Então, o vinho correto vai ser um branco, o mais jovem possível, que tenha uma marcada acidez e que não tenha passado por madeira.

Serão muitas opções para harmonizar um ceviche de maneira correta, independente da variedade da uva. Pode ser um Sauvingon Blanc, um Chenin Blanc, até um Torrontés, mas o importante é que tenha as caraterísticas destacadas anteriormente.

Então agora você já sabe. Frutos de mar crus, harmonizam maravilhosamente com vinhos brancos, frescos, sem madeira e o mais jovem possível.

 

Vinhos tintos e taninos

Os vinhos tintos são elaborados obrigatoriamente com uvas que tem a casca escura, ou seja, tintas. Na casca das uvas encontramos células chamadas “antocianos”, que fazem parte da família dos polifenóis, e são responsáveis pela pigmentação dos vinhos.

Os taninos

Quando se trata de vinhos tintos, o entendimento desse elemento é substancial, tanto para a degustação quanto para a guarda de vinhos. Existem muitas definições, mas determinamos os taninos como a “coluna vertebral do vinho”, ou como seu “esqueleto”. Trata-se de um elemento determinante para a qualidade dos vinhos.

Os taninos são responsáveis pela longevidade dos vinhos. Se um vinho tem uma estrutura potente de taninos, irá certamente ter uma vida longa. Mas para isso também será preciso que ele tenha riqueza de outros elementos, principalmente acidez e frutosidade.

Sensorialmente os taninos se percebem na língua na forma de aspereza e rugosidade, e provocam um bloqueio nas glândulas salivares.

 

Vinhos tintos e taninos

Vinhos tintos e taninos

 

As uvas

Existem milhares de uvas tintas, sendo as mais interessantes e que produzem todos os vinhos comerciais do mundo as da família da “Vitis Vinifera”. A qualidade do vinho está diretamente relacionada à qualidade da uva, e isso explica a obsessão dos enólogos em descobrir os melhores terroirs.

Como são elaborados

Vinhos tintos sempre são elaborados em contato com a casca, já que se não tiver esse contato, o vinho ficaria com uma coloração clara. Os vinhos de uvas de qualidade inferior produzem vinhos de consumo mais rápido, vinhos mais simples. As melhores uvas produzem vinhos concentrados e saborosos, com grande potencial de envelhecimento em garrafas, que em casos excepcionais pode ser até de mais de meio século.

 

O papel da uva na qualidade do vinho

Produzir uvas de qualidade é o principal objetivo de uma vinícola, e por isso todos os esforços estão concentrados nessa finalidade.

Ao contrário das outras frutas, com as uvas para produção de vinhos se objetiva frutos com tamanho menor, casca mais grossa, e com a menor quantidade de agua possível. Isso porque todos os elementos que são determinantes para qualidade dos vinhos estão na pele da uva, tais como as antocianas, responsáveis pela cor, e os taninos, responsáveis pela sua estrutura.

Para elaboração de vinhos de alta qualidade, as vinícolas devem primeiramente identificar quais são os melhores setores (terroir’s) dentro do seus vinhedos, trabalhando de forma diferenciada cada espaço de acordo com as caraterísticas do solo e uvas que serão cultivadas.

Para se produzir uvas de alta qualidade, será necessário plantar em solos pobres e em regiões com uma relação de chuva apropriada à variedade escolhida. Com isso, serão colhidos cachos perfeitos, pequenos, e com grãos de pele grossa, que permitirão elaborar vinhos de alta qualidade. O importante é que a parreira esteja em equilíbrio com o ecossistema, resultando em frutos de maior qualidade.

 

O papel da uva na qualidade do vinho

O papel da uva na qualidade do vinho

 

Outro elemento determinante para a produção de vinhos de qualidade é a idade das parreiras. A idade das parreiras sempre está relacionada à qualidade, ou seja, quantos mais velhas melhores serão os vinhos. Isso porque as parreiras mais velhas tem raízes mais profundas, que são as responsáveis por nutrir os cachos com os nutrientes que estão no subsolo. Parreiras mais velhas também se diferenciam por produzir menos cachos e grãos menos diluídos, que darão origem a vinhos profundos e complexos.

 

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

Não, não se tratam de regras tacanhas sobre como você deve ou não apreciar a bebida. Apenas dicas para tornar sua experiência melhor – e mais simples

O vinho é uma bebida fascinante. Mas é apenas uma bebida. Não precisamos estudar muito pra desfrutá-la. Precisamos apenas beber. E, se possível, com um pouquinho de atenção. Ou seja, degustar. Bebemos muito pouco vinho no Brasil, há pouca tradição, e a imagem do vinho se tornou algo complicado e elitista. Não caia nessa.

Umas poucas dicas podem ajudar a evitar erros, descomplicar e lhe dar mais prazer quando você bebe um vinho. Aqui vai um passo a passo, desde a escolha da garrafa até o que fazer com as sobras.

1 – Quanto mais caro melhor

A ilusão do valor das coisas está entranhada em nossa mente criada no capitalismo. Não racionalizamos leis de oferta e procura, valor de marca, marketing, etc., seja para comprar um jeans ou uma garrafa de vinho. Mais caro deve ser melhor, acreditamos. Estudos provam que, nas degustações, o vinho divulgado como o mais caro leva melhores notas, mesmo que a informação seja falsa. Por isso degustações sérias são feitas às cegas. Nem sempre um vinho de R$ 300 é cinco vezes melhor do que um de R$ 60. Assim como um que custa R$ 5 mil dificilmente é dez vezes melhor do que um de R$ 500.

 

2 – Ih! Tem tampa de rosca…

O preconceito contra a tampa de rosca já foi maior. Há quem reclame da falta de glamour. Mas, na prática, a tampa de rosca pode ser a melhor opção para vinhos brancos, pensados para serem bebidos jovens. Mercados como Nova Zelândia, Austrália e mesmo Espanha e Portugal apostam nisso faz tempo. Nunca desista de comprar um vinho somente porque ele usa este tipo de vedação. Melhor a rosca que uma rolha estragada.

 

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

 

3 – Rolha partida? Puxe, não empurre.

O sempre frustrante momento em que descobrimos que o saca-rolhas trouxe apenas um pedaço da rolha para fora! Justo quando o vinho em questão é aquele tão bem guardado e tão aguardado. O impulso básico é empurrar o resto para dentro e ver o que dá, mas… Melhor tentar com calma, delicadeza e paciência retirar a parte restante pelos meios disponíveis. No limite, se algum pedaço de farelo de rolha cair no vinho, use um coador de papel e repasse o conteúdo em um decanter. Acredite: jogando a rolha dentro da garrafa, suas chances de ter um vinho polvilhado por partículas é maior.

4 – “Decanter em tudo! É chic”. 

Nem todo vinho precisa ser aberto com muita antecedência. A prática de abrir a garrafa meia hora antes tampouco faz muita diferença. Dizemos que o vinho precisa respirar quando os aromas estão muito tímidos e contidos. O ideal nesses casos é passar o líquido para um decanter ou mesmo uma jarra e girar vigorosamente para que entre em contato com o oxigênio e permita uma liberação dos elementos mais voláteis. Se for degustar com calma, o mais interessante é constatar esta transformação no próprio copo. Sentir que um vinho fechado vai se abrindo aos poucos com apenas algumas giradas e goles. E que o restinho no fundo do copo traz aromas muito interessantes e inexistentes no início.

 

5 – Servir em taça molhada? Não.

Um resto de água na taça não mata ninguém, mas dilui o vinho. Pode deixar gosto de cloro. Ou, pior ainda, daquele detergente cujo resíduo não sai no enxágue. Seque sempre os recipientes com pano limpo seco.

Oito razoes para beber vinho tinto

 

É um fato demonstrado por vários estudos: o vinho tinto, tomado de forma moderada, faz-lhe bem à saúde.

Beber um copo de vinho é uma boa maneira de terminar um cansativo dia de trabalho, se ingerido sem exageros. Mas, se é bom para nos ajudar a descontrair, também é sabido que nos faz bem à saúde.

Veja Oito razoes para beber vinho tinto

1 – Promove a longevidade. Investigadores da Harvard Medical School confirmaram que o resveratrol, um componente encontrado na pele das uvas negras, estimula a produção de uma proteína que tem benefícios anti envelhecimento.

 2 – Melhora as capacidades de memorização. Novamente o resveratrol. Um estudo concluiu que as pessoas que ingeriam um suplemento desta substância evidenciavam mais capacidades para reter novas palavras e tinham melhor desempenho do hipocampo, parte do cérebro que está associada à formação de novas memórias, aprendizagens e emoções.

3 – Reduz o risco de doenças cardíacas. Um estudo de 2007 sugere que procyanidins, um composto encontrado no vinho tinto, ajuda a promover a saúde cardiovascular. O vinho produzido no sul de França e Sardenha, onde as pessoas tendem a atingir uma maior longevidade, tem elevadas concentrações deste composto.

4 – Promove a saúde ocular. Um estudo desenvolvido na Islândia descobriu que os apreciadores de vinho, que ingeriam a bebida de forma moderada, tinham menos 32% de hipóteses de desenvolver cataratas do que os que não bebiam vinho tinto.

5 – Reduz o risco de cancro. Uma proteína na pele da uva pode ajudar a destruir as células cancerígenas, reportam investigadores da Universidade de Virginia. O resveratrol ajuda a bloquear o desenvolvimento de uma proteína que ‘alimenta’ as células cancerosas.

6 – Melhora a saúde dentária. Pesquisas recentes concluíram que os antioxidantes presentes no vinho podem atenuar o crescimento de bactérias da boca e potencialmente prevenir cáries. Para provar a sua teoria, os investigadores trataram um conjunto de bactérias responsáveis por doenças dentárias com diversos líquidos, verificando que o vinho tinto era o mais eficaz na sua erradicação.

7 – Ajuda a reduzir o colesterol. Algumas variedades de vinho poderão ajudar a baixar o colesterol. Participantes saudáveis a quem foi dado um suplemento de uma substância encontrada no vinho viram o seu nível de ‘mau colesterol’ baixar 9%. Os que já tinham uma elevada taxa registaram uma queda de 12%.

8 – Ajuda a defender-se da gripe comum. Graças aos antioxidantes presentes no vinho, investigadores descobriram que as pessoas que bebiam mais de 14 copos deste líquido por semana tinha menos 40% de probabilidade de contrair o vírus da gripe.

Oito razoes para beber vinho tinto

Oito razoes para beber vinho tinto