Os 10 vinhos mais caros do mundo

Vinhos da Borgonha dominam a lista, mas Romanée-Conti não é o primeiro

Um dos mais populares sites de busca de vinho nos Estados Unidos, Winesearcher.com revelou uma lista com os 10 vinhos mais caros por ele catalogado. A lista foi feita baseada apenas em garrafas de 750 ml e na média de preço delas em cada lugar registrado, sem distinção de safra ou de preços em leilões, também retirando da equação valores extremos (muito altos e muito baixos).

O resultado mostra a força da Borgonha, que angariou oito das 10 primeiras posições. Aliás, no top 50, os borgonheses somam 37 vinhos. A disparidade entre tintos e brancos contudo é menor, com os tintos liderando na margem de seis para quatro. E para quem acha que Romanée-Conti certamente estaria no topo da lista, uma surpresa.

 Veja a lista Os 10 vinhos mais caros do mundo, segundo Winesearcher.com

 

Os 10 vinhos mais caros do mundo

Os 10 vinhos mais caros do mundo

 

10- Henri Jayer Vosne-Romanee

Preço médio: US$ 4.089 – máximo: US$ 9.611

9- Domaine Leroy Musigny Grand Cru

Preço médio: US$ 4.490 – máximo: US$ 33.621

8- Domaine Georges & Christophe Roumier Musigny Grand Cru

Preço médio: US$ 4.594 – máximo: US$ 15.972

7- Domaine de la Romanée-Conti Montrachet Grand Cru

Preço médio: US$ 4.682 – máximo: US$ 13.697

6- Joh. Jos. Prüm Riesling Wehlener Sonnenuhr Trockenbeerenauslese

Preço médio: $5,308 – máximo: US$11,537

5- Domaine Leflaive Montrachet Grand Cru

Preço médio: US$ 5.770 – máximo: US$ 11.476

4- Henri Jayer Cros Parantoux, Vosne-Romanée Premier Cru

Preço médio: US$ 6.376 – máximo: US$ 19.515

3- Egon Müller-Scharzhof Scharzhofberger Riesling Trockenbeerenauslese

Preço médio: US$ 6.478 – máximo: US$ 14.041

2- Domaine de la Romanée-Conti, Romaneée-Conti Grand Cru

Preço médio: US$ 12.738 – máximo: US$ 54.394

1- Henri Jayer Richebourg Grand Cru

Preço médio: US$ 16.325 – máximo: US$ 26.443

 

Veja esta degustaçao de vinhos de Winechef que inclui vinhos similares:

Degustação Grandes Terroirs da França

 

A origem dos aromas dos vinhos: começando a entendê-los

 

O vinhos estão repletos de aromas, mas de onde eles vêm?

Existe um mistério muito grande em torno dos aromas do vinho. De fato, é uma pergunta que, com certeza, vocês já se fizeram algumas vezes. Como é possível um vinho ter aromas de frutas, de especiarias, de minerais…?

Este tema também foi o que despertou, há mais de duas décadas, minha enorme paixão por este mundo dos vinhos. A primeira vez que senti aromas absolutamente reconhecíveis num vinho (eucaliptos, baunilha e amêndoa) fiquei alucinado, e desde aquele dia estou em uma interminável procura por descobrir o porquê destes aromas, entender os motivos deles estarem no vinho e, o mais importante, poder saber sua origem e sua forma de evoluir na garrafa.

A propósito, o fato do vinho ter aromas da natureza já lhe converte em uma bebida única, mas que estes aromas estejam em constante evolução transforma o tema em uma coisa misteriosa, que nos faz pensar e refletir, mais uma vez, e termina transformando-se em um hobbie, uma verdadeira paixão.

A origem dos aromas dos vinhos

A origem dos aromas dos vinhos

 

O vinho nasce, cresce e morre!

O vinho tem um tempo certo de vida, e, metaforicamente, pode ser considerado um ser humano: nasce, cresce, tem sua adolescência, sua fase adulta, a velhice e logo morre.  Então, nesta metáfora, onde uma garrafa pode se comparar com uma pessoa, a vida do vinho acontece da mesma forma que acontece as nossas. Cada garrafa tem uma vida única e diferente, portanto não existe uma pessoa igual à outra, da mesma maneira não existe uma garrafa igual à outra.

A evolução constante de uma garrafa significa que ela está em constante evolução, e vai sempre mudando – em todos os aspectos e pontos de vista: visual, físico e químico. É através dos micro-poros da rolha que o vinho vai estar em constante evolução e que ele vai conseguir se comunicar com o oxigênio, que será o responsável pela evolução. Assim, essa oxigenação vai permitir que este vinho possa passar por todas as etapas já mencionadas (desde o nascimento até a morte).

Nestas etapas, os aromas estarão sempre mudando, e no caso dos vinhos que tem uma vida “predeterminada” mais curta, os câmbios serão muito perceptíveis em um período de tempo muito curto. Ou seja, em um mês os aromas de um vinho podem mudar significativamente.

Centenas de vezes as pessoas têm me feito a seguinte pergunta: quando uma garrafa  já está pronta para beber? E, realmente, esta é uma pergunta que não tem uma resposta certa. Temos parâmetros e sabemos que existem algumas uvas (Sauvignon Blanc, por exemplo) que têm um potencial de envelhecimento menor, e sua curva de vida é muito mais rápida, mas são tantas as exceções e exemplos de vinhos elaborados por esta uva que conseguem viver e chegar a seu apogeu em vários anos e até décadas, que se faz impossível “adivinhar” quando o vinho estará pronto para beber.

A origem dos aromas dos vinhos

A origem dos aromas dos vinhos

O problema é a desinformação:

Claro, sabemos que todos os apaixonados por vinho gostam de guardar seus rótulos favoritos na sua adega, mas muitas vezes estão guardando vinhos que já estão estragados, que já passaram toda a curva de vida e que já estão “mortos”. Por outro lado, as pessoas que sabem quais vinhos guardar podem ter muitos benefícios, já que os vinhos que verdadeiramente tem potencial de guarda, quando chegam no seu melhor ponto da curva de evolução podem entregar aromas e sabores únicos, que são impossíveis de se encontrar em vinhos jovens. Mas para isso o mais importante é escolher para guardar na nossa adega vinhos que realmente vão melhorar… E não vinhos que vão piorar.

 

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

 

Para falar de Vinhos corretamente, temos necessariamente que conhecer os significados das palavras usadas. 

 

 Aberto:

Diz-se do vinho com pouca densidade de cor ou que, com os anos, perdeu a intensidade da cor.

Acácia, flor de:

Aroma floral que se encontra em alguns brancos muito delicados (Riesling, Sauternes, Gewürztraminer, etc.)

Açafrão:

Aroma a especiarias, que recorda o açafrão.

Acariciante:

Diz-se de um vinho redondo, fino, aveludado.

Acastanhado:

Termo utilizado para definir a cor de vinhos velhos e oxidados.

Acerbo:

Vinho que contém uma quantidade excessiva de ácido málico e tartárico, procedente de uvas pouco maduras.

Acescência:

Doença provocada por microrganismos que causam o pico do vinho. O excesso de oxidação pode originar este envinagramento ou “pico acético”. Na superfície do vinho afetado aparece uma película cinzenta.

Acetaldeído ou aldeído acético:

Aldeído etílico ou aldeído acético, substância constitutiva essencial do aroma de certos vinhos. Distingue os vinhos generosos que recebem o estágio oxidativo, como os portos tawny e os xerezes, caracterizando-se por um odor que recorda os frutos secos (nozes) ou determinadas frutas (maçã, marmelo).

Acetato de etilo:

Ester obtido mediante a combinação do ácido acético e do etanol, que favorece a firmeza de alguns vinhos tintos, mas cujo excesso produz um odor etéreo desagradável (agente da acescência).

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

 

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O maior barril de vinho do mundo

Barril gigante foi construído na França.

Ele será usado para guardar vinho, mas de um jeito diferente

O maior barril de vinho do mundo tem 12 metros de comprimento, seis metros de diâmetro, pesa 40 toneladas e pode abrigar 300 mil litros de vinho. Desenvolvido para o Château Puech Haut, da região de Languedoc, na França, pela carpintaria Noussyet, usou 37 toneladas de carvalho e 5 de aço. As informações são do site The Drinks Business.

Mas você está enganado se achou que serão os 300 mil litros de vinho que preencherão o interior da construção. De acordo com o dono do Château Puech Haut, Gérard Bru, a construção será “estacionada” na frente da vinícola e deve abrigar sua lojinha.

Esta não é a primeira vez que a França constroi um barril gigante. Em 1878 e 1885, Eugene Mercier fundador da casa de Champagne homônima, levou barris gigantes às exibições de Paris. Na segunda mostra, o barril tinha capacidade de 160 mil litros e este sim foi utilizado para este fim, com a safra de 1887. Levado a Paris por cavalos e gado, foi responsável pela queda de duas pontes. Hoje, está exposto na vinícola Mercier, em Epernay.

O barril tem capacidade para 300 mil litros de vinho e fica na região de Languedoc, na França. 

O barril tem capacidade para 300 mil litros de vinho e fica na região de Languedoc, na França.

 

 

Todo sobre o vinho verde

Com produtores ousados, o vinho verde, quebra tabus e conquista novos fãs além-mar

Campos frondosos no norte de Portugal, quase na fronteira com a Galícia espanhola, são a inspiração para o nome daquele que é conhecido como um dos vinhos mais emblemáticos do país. Fresquinho e levemente frisante, com teor alcoólico moderado, o vinho verde branco é um dos fermentados mais gastronômicos do mundo: combina como calor, vai bem com comida leve e com festa. Mas ele é muito mais do que um vinho clarinho. Aliás, essa é uma confusão comum: tintos, rosés e espumantes produzidos na região também recebem a denominação de vinho verde.

O termo vinho verde determina uma região de terras demarcadas já no começo do século 20. Situada no noroeste de Portugal, o lar do vinho verde tem Braga como cidade central e é delimitado pelo Rio Douro, ao sul, e pelo Rio Minho, ao norte, na fronteira coma Espanha. A oeste, a região é banhada pelo Oceano Atlântico, excelente terroir para o desenvolvimento das Acredita-se que a vegetação local exuberante tenha batizado a denominação de origem vinho verde, que data de 1949.

Vinho verde

Vinho verde

Outra vertente diz que esses vinhos são “verdes” porque não passam por estágio em madeira (embora alguns enólogos estejam fazendo boas experiências com maturação em carvalho). Seja qual for a origem do nome, erro é acreditar que assim são chamados por serem elaborados com uvas não maduras. “Pelo contrário, as uvas são colhidas no auge de sua maturação para a vinificação”, esclarece Bruno Almeida, enólogo da equipe de análise sensorial da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

O vinho verde branco quase todo mundo conhece: leve, refrescante, ácido, muito fácil de beber. O trabalho de alguns vinicultores e enólogos da região prova sua evolução. Aromas e sabores de castas típicas estão sendo valorizados em vinhos monovarietais (feitos de uma única variedade de uva) ou em cortes inesperados que conquistam nova legião de fãs. As inovações atingiram até as típicas bolhinhas desses vinhos, provenientes de uma leve injeção de gás carbônico, a chamada “agulha”: a injeção tem sido dispensada por alguns produtores interessados em revelar a autenticidade das uvas.

Vinho verde

Vinho verde

Para quem ama vinho verde ou quer conhecê-lo melhor, 2016 será um ano de delícias. A safra foi farta e vai garantir excelentes rótulos. “Podemos esperar vinhos com um ligeiro acréscimo de teor alcoólico e menos acidez, o que privilegiará o equilíbrio, a estrutura dos vinhos e sua longevidade”, diz o enólogo José Antas Oliveira, da empresa Viniverde. Com isso, ele quebra outro tabu sobre os verdes, o de que seria um tipo de vinho para consume imediato e com pouco potencial de guarda. Alguns rótulos têm vida longa, se bem conservados, e podem evoluir com o envelhecimento em garrafa.