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Aprenda quando decantar um vinho

Decantar é o ato de despejar vinho da garrafa em outro recipiente, normalmente de vidro, chamado decanter.

A finalidade básica de se decantar um vinho é unicamente separar o líquido de depósitos concentrados no fundo da garrafa, sedimentos naturais formados durante seu processo de envelhecimento em garrafa.

O uso do decanter para servir o vinho tem seu charme, mas a verdade é que a maioria dos vinhos não precisa ser decantada. Como regra geral, Portos Vintage e tintos feitos para serem guardados por anos, especialmente os que levem cepas de coloração mais profunda e os mais tânicos – como, por exemplo, aqueles à base de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Nebbiolo e Sangiovese – são os que necessitam de decantação. Brancos antigos que tenham depósitos também ficam mais atraentes e brilhantes se decantados.

O que vai determinar se um vinho precisa ser decantado é a simples avaliação da existência de sedimentos no fundo da garrafa, que pode ser feita colocando-a contra a luz ou sob uma vela.

 

Aprenda quando decantar um vinho

Aprenda quando decantar um vinho

 

Uma questão recorrente é quanto tempo antes do consumo se deve decantar o vinho. Não existe uma regra para isso, mas um bom parâmetro é considerar que quanto mais jovem, menos importa o tempo em que ele descansa no decanter, enquanto que para vinhos antigos o ideal é decantá-los o mais próximo da hora de beber possível. Isso porque, via de regra, eles são mais sensíveis à ação do oxigênio, podendo perder sua vivacidade se permanecerem muito tempo em contato com o ar (a área de exposição do líquido com a atmosfera é bem maior no decanter do que na garrafa). Por isso, para vinhos antigos, costuma-se recomendar o double-decanting, ou seja, que a garrafa original seja enxaguada com água, para remoção dos depósitos, e o vinho seja cuidadosamente devolvido para essa garrafa e arrolhado até ser servido.

Continua…

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

Ainda que o câmbio não esteja favorável para os brasileiros, em muitos destinos internacionais ainda vale a pena investir em bebidas alcoólicas. Não só pelo preço atraente, mas pela variedade de rótulos encontrados no exterior.

Para quem pode, encher a mala de garrafas é perfeitamente possível, basta atentar-se a algumas regras e cuidados, que vão garantir que as bebidas cheguem intactas ao barzinho de casa. Confira algumas dicas a seguir.

 

Principais cuidados

 

Quantidade de garrafas de vinho permitida

Em voos domésticos, é possível levar na mala de mão até cinco garrafas de bebida alcoólica de, no máximo, um litro cada. Elas precisam estar lacradas e devem ter teor alcoólico inferior a 70%. Nos voos internacionais, é preciso despachar as bebidas. O limite por pessoa é de 12 litros, o que corresponde a 16 garrafas de vinho ou 36 garrafas de 330 ml de cerveja.

No duty free

Além dos 12 litros permitidos por pessoa, é possível comprar mais 24 garrafas de bebidas alcoólicas no duty free de desembarque no Brasil. A quantidade máxima por categoria é de 12 unidades. Ou seja, você pode levar 12 vinhos e 12 whiskies, por exemplo. As bebidas precisam estar embaladas em sacola selada e acompanhadas das notas fiscais do dia do voo.

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

 

Quanto mais variedade, melhor

Evite trazer muitas garrafas de um mesmo rótulo, porque o fiscal da alfândega pode deduzir que as bebidas serão comercializadas e não consumidas por você, o que coloca em risco a isenção de taxas em compras, que somam US$ 500 por pessoa. Além disso, é seguro guardar as notas das compras para mostrar aos fiscais, casos eles questionem o custo de cada garrafa.

Caixa no lugar de mala

Se optar por comprar uma caixa de bebidas fora do Brasil e decidir despachá-la como volume, e não dentro da mala, o conjunto de rótulos valerá como uma bagagem. Portanto, se o voo permitir, por exemplo, duas malas por passageiro, a caixa de bebidas será considerada a segunda mala.

Como carregar

Ao despachar as bebidas, é preciso ficar atento ao peso da mala, que não pode ultrapassar a franquia permitida pela companhia. Para proteger os vidros, as malas rígidas são mais eficientes do que as de tecido. Mas, ainda assim, é preciso ter certeza de que uma garrafa não vai bater na outra.

Para aumentar a segurança, vale usar algumas medidas caseiras: embrulhar as garrafas em plástico filme, plástico bolha, em roupas de lã ou moletons e até em fraldas descartáveis de bebê. Dê preferência para o centro da mala ao arrumar as garrafas. O ideal é que elas não fiquem balançando dentro da bagagem.

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

Peça ajuda ao vendedor

Se quiser ainda mais segurança, avise o vendedor da loja de bebidas que pretende despachá-las na bagagem, já no momento da compra. Ele certamente oferecerá alguma embalagem capaz de absorver o impacto.

Guia de compras

 

Mala para transportar garrafas

Comporta até 12 garrafas de vinho, sendo que as divisórias são removíveis. É estruturada em alumínio, com tecnologia anti-impacto, que protege as garrafas e ameniza as oscilações de temperatura. Custa R$ 1.680* no site www.winefitstore.com.br

The Jet Bag

É uma embalagem revestida com material absorvente, desenvolvida para transportar vinhos, mas que também acomoda outras garrafas maiores. Custa a partir de US$ 19,99* (R$ 66) a embalagem com três unidades. A venda é feita pelo site www.thejetbag.com

Wine Skin

É um recorte de plástico bolha no formato de uma garrafa de vinho, com adesivo embaixo, para fechar a embalagem. Custa a partir de US$ 3,50* (R$ 12) e está à venda no site www.wineskin.net

Fontes consultadas: Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e Henrique Mol, diretor executivo do site Encontre Sua Viagem.
* Preços consultados em junho de 2016 e convertidos para reais em 05/07/2016.

 

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

Saiba como trazer garrafas de bebida na mala de viagem sem quebrar

 

Fonte: Uol

Batalha do vinho de La Rioja

Que a Espanha é um país festeiro todo mundo já sabe…

É só chegar a primavera que todas as cidades do país organizam suas festas que se estendem até o meio do verão. As pessoas tiram seus trajes típicos do armário e vão às ruas celebrar mais um ano com os seus amigos e famílias, e cada cidade tem a sua maneira de celebrar, seja dançando sevilhanas como na Feria de Abril em Sevilha ou fazendo picnic na Pradera de San Isidro, em Madrid.

Mas também há festas mais loucas, por assim dizer, como as que as pessoas correm dos touros nas ruas de Pamplona, ou a que se faz uma guerra de tomates e até uma guerra de vinho em Haro, que fica em La Rioja, a região de enoturismo mais famosa da Espanha.

 

Batalha do vinho de La Rioja

Batalha do vinho de La Rioja

 

Pois é. Tem tanta produção de vinho nesse país que o excedente é usado pra promover uma festa bem divertida e inusitada, a chamada Batalha do Vinho. A festa principal na verdade é em homenagem a San Juan, San Pedro e San Felices, sendo este último o patrono da cidade de Haro, capital da região. Ela começou no século XIX como uma festa religiosa para honrar a San Felices de Bilibio. Naquela época os romeiros jogavam vinho em todos os que pisavam naquela terra pela primeira vez, como uma forma de batismo. Com o passar do tempo, o costume se tornou pagão e, desde 1949, a batalha se tornou Interesse Artístico Nacional e é celebrada sempre no final do mês de junho.

O dia começa bem cedo. Às 7 da manhã já se forma uma fila de gente vestida de branco da cabeça aos pés (e lenço vermelho no pescoço, como manda a etiqueta da ocasião) para pegar o ônibus ou ir a pé até o local do evento, os Riscos de Bilibio, que é a montanha onde foram encontrados os restos mortais do santo.

 

Batalha do vinho de La Rioja

Batalha do vinho de La Rioja

 

O que todo iniciante em vinhos tem que saber

 

Nesta matéria entregamos dicas para aqueles que estão começando a se aproximar do mundo dos vinhos e não sabem por onde começar.

A lógica é muito simples: para quem está dando os primeiros passos neste fascinante mundo e está começando a se apaixonar por este nobre produto, a primeira – e óbvia – dica é partir do mais fácil para o mais complexo. Alguns vinhos são muito mais fáceis de entender e de degustar, devido a muitos fatores, mas principalmente por motivos que estão relacionados com a quantidade de elementos que um vinho tem para analisar.

Vinhos Varietais

Independente do que se trate, seja vinho branco ou tinto, temos sempre que começar com vinhos “varietais”, ou seja, que não foram estagiados em madeira. Se o vinho tiver passado por madeira, dê preferência ao que tenha estado por um período muito curto – e, de preferência, em barricas de madeiras já usadas antes.

Outro assunto importante é que estes vinhos têm que ser de uvas tradicionais. No caso dos vinhos brancos é recomendável começar com os feitos pelas uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay. Estas uvas têm diferenciais entre si muito marcantes, que é o caso do primeiro exemplo. Uma excelente intensidade aromática e normalmente um perfil aromático muito fresco e cítrico (maçãs verdes, pêssego, frutos tropicais, etc.), e que vai depender do nível de madures inicial da uva.

Gosta de vinhos e não sabe como começar

Gosta de vinhos e não sabe como começar

Já os Chardonnays terão um aroma menos intenso e seu perfil aromático vai estar também relacionado com as frutas brancas – mas estas vão ter um caráter muito mais maduro. Normalmente os Sauvignon Blanc não têm estágio em madeira, já os Chardonnays quase sempre têm; por isso que frequentemente encontramos neles notas defumadas (como baunilha, canela, etc.).

Vinhos das uvas Sauvignons Blanc e Chardonnay

À boca os Sauvignons Blanc são geralmente de um frescor muito marcado, muito acentuado, e os Chardonnays em questão se destacam pelo volume e viscosidade que têm ao paladar. Essas duas uvas são muito interessantes para começar a aprender a degustar. Um detalhe importante é degustar ambos os vinhos juntos, para poder aprender e entender suas diferenças.

Os vinhos tintos

No caso dos vinhos tintos, o mais recomendável para ter esta aproximação a este mundo é começar com uvas que tenham uma “dureza” menor, ou seja, que tenham taninos mais macios. As uvas que têm de maneira natural este tipo de taninos são os elaborados em base de Pinot Noir, Merlot e Carménère – prefira sempre estes vinhos da forma varietal.

Os vinhos suaves

O importante é se afastar dos vinhos “suaves” (que contenham açúcar) e sempre preferir vinhos “secos” (secos significa, literalmente, carente de açúcar residual).

A boa notícia é que estes tipos de vinhos são por muitos motivos os mais baratos que as vinícolas produzem. Isto se explica porque provém das parreiras com maior rendimento por hectare dentro de um vinhedo, e também porque são produzidos sem a necessidade de estagiar em barricas de madeira, o que encarece consideravelmente o custo do vinho.

 

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

 

Segundo pesquisa, principal causa seria o “cansaço” e não problemas financeiros

Centenas de propriedades vinícolas das regiões de Califórnia, Oregon e Washington podem entrar à venda, segundo pesquisa realizada pelo Silicon Valley Bank (SVB), e o motivo para a venda seria o “cansaço”.

Um em cada 10 dos 646 proprietários ouvidos pela pesquisa disse estar “considerando seriamente” vender suas terras nos próximos cinco anos. Com base nesta resposta e de acordo com dados do Banco de Transições de Propriedade, estima-se que 500 das 4.989 vinícolas da Califórnia, Oregon e Washington podem entrar à venda.

O relatório feito pelo SVB constatou que quase um terço dos donos de vinícolas entrevistados venderiam suas terras se a oferta fosse alta o suficiente.

Os analistas do SVB disseram que uma pesquisa anterior, realizada em 2008, mostrou que o motivo pelo qual os proprietários iriam vender suas terras seria a “fadiga”, mas do que qualquer problema financeiro. “Pegar um avião e ir para os principais mercados em blitz de vendas não era o que muitos produtores achavam que estariam fazendo”, disseram os analistas.

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

Estudo de Harvard comprova que vinho tinto previne disfunção erétil

Mais de 50.000 homens foram incluídos no estudo.

Um estudo durante 40 anos feito por equipes de Harvard e da Universidade de East Anglia descobriu que homens de meia idade que bebiam vinho tinto e comiam frutos que são ricos em “flavonóides” eram 10% menos propensos a desenvolver disfunção erétil.

O vinho, assim como frutas, legumes e ervas, contêm altos níveis de flavonóides, as que são benéficas para a saúde.

O peso corporal, atividade física, a quantidade de cafeína consumida e tabagismo também foram considerados.

Um terço dos homens no estudo relataram que sofrem de disfunção erétil, mas aqueles cuja dieta era rica em antocianinas, flavonas e flavanonas eram menos propensos a desenvolver disfunção erétil.

Aqueles que permaneceram fisicamente ativos combinado com a dieta rica em flavonóides viu a taxa de disfunção erétil cair ainda mais.

O Professor Aedin Cassidy, da Universidade de East Anglia, explicou: “Nós examinamos seis principais tipos de flavonóides comumente consumidos e constatou que três em particular – antocianinas, flavanonas e flavonas – são benéficas.

“Os homens que consumiram regularmente alimentos ricos em flavonóides foram 10% menos propensos a sofrer de disfunção erétil”

 

Estudo de Harvard comprova que vinho tinto previne disfunção erétil

Estudo de Harvard comprova que vinho tinto previne disfunção erétil

 

O IPI do vinho sobe para 10%, cai para 6% e depois para 5%

Nesta quarta -feira (2), pela manhã, a comissão mista do Congresso Nacional aprovou o seu relatório sobre o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A partir de janeiro, o imposto será de 6%, para todos os vinhos, incluindo fortificados e espumantes.

Em 2017, o imposto cai para 5%. E neste mês de dezembro, a alíquota fica nos 10%, como previsto na medida provisória anunciada pelo governo três meses atrás.

A MP deveria entrar em vigor no dia 1º de dezembro, mas a comissão que deveria avaliar o texto só votou seu relatório hoje cedo. Sobre o estoque, quem já teve o seu IPI pago (então de até R$ 1,08 por garrafa), ainda não há definição de como proceder.

O relatório da comissão mista segue agora para votação do em plenário.

O IPI do vinho sobe para 10%, cai para 6% e depois para 5%

O IPI do vinho sobe para 10%, cai para 6% e depois para 5%

 

Fonte: IsstoeDinheiro.com.br 

 

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

 

Para falar de Vinhos corretamente, temos necessariamente que conhecer os significados das palavras usadas. 

 

 Aberto:

Diz-se do vinho com pouca densidade de cor ou que, com os anos, perdeu a intensidade da cor.

Acácia, flor de:

Aroma floral que se encontra em alguns brancos muito delicados (Riesling, Sauternes, Gewürztraminer, etc.)

Açafrão:

Aroma a especiarias, que recorda o açafrão.

Acariciante:

Diz-se de um vinho redondo, fino, aveludado.

Acastanhado:

Termo utilizado para definir a cor de vinhos velhos e oxidados.

Acerbo:

Vinho que contém uma quantidade excessiva de ácido málico e tartárico, procedente de uvas pouco maduras.

Acescência:

Doença provocada por microrganismos que causam o pico do vinho. O excesso de oxidação pode originar este envinagramento ou “pico acético”. Na superfície do vinho afetado aparece uma película cinzenta.

Acetaldeído ou aldeído acético:

Aldeído etílico ou aldeído acético, substância constitutiva essencial do aroma de certos vinhos. Distingue os vinhos generosos que recebem o estágio oxidativo, como os portos tawny e os xerezes, caracterizando-se por um odor que recorda os frutos secos (nozes) ou determinadas frutas (maçã, marmelo).

Acetato de etilo:

Ester obtido mediante a combinação do ácido acético e do etanol, que favorece a firmeza de alguns vinhos tintos, mas cujo excesso produz um odor etéreo desagradável (agente da acescência).

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

Aprenda a falar de Vinhos corretamente

Os vinhedos mais extremos do mundo

 

Veja 2 dos oito vinhedos mais extremos do mundo

Para alguns viticultores, não há limites de onde se pode realizar a cultura do vinho. Seja em lugares altos, de temperaturas extremas, próximas a vulcões ou em regiões de instabilidade social, lá estão eles erguendo mais um vinhedo na tentativa de produzir um bom vinho.

Por isso, o site The Drinks Business resolveu listar os oito vinhedos mais extremos do mundo.

Bodega Colomé (Argentina):

A mais alta região vinícola do mundo está localizada nos Altos Vales de Calchaquí em plena Cordilheira dos Andes. São mais de quatro vinhedos que variam de 1700 a 3 mil metros acima do nível do mar. Todo dia, há variações de temperatura de mais de 20 graus.

Bodega Colomé

 Domaine de Bargylus (Síria) e Château Marsyas (Líbano): 

Estas duas vinícolas situadas na Síria e Líbano, respectivamente, estão dentro de uma zona de guerra entre os dois países, o que faz do sucesso de suas produções um verdadeiro desafio. “Em apenas duas ou três semanas antes da colheita, um conflito começou a 500 metros de distância daqui, causando pânico e deixando a vinha com alguns buracos de bala”, afirmou o proprietário do Château Marsyas, Sandro Saadé.

Bargylus_vineyards

Bargylus_vineyards

Veja a segunda parte da matéria dos

Vinhedos mais extremos do mundo

 

 

O que nunca ninguém conseguiu explicar. A mudança na cor dos vinhos

 

Aprenda neste post de Winechef como e por que os vinhos mudam de cor.

Na hora de fazer a análise visual, devemos considerar que existem algumas uvas que já entregam desde um princípio uma coloração mais escura ou mais dourada, e também influencia o momento de madures na hora da colheita, o grau de acidez PH do vinho, e a quantidade de S2O (anidrido sulfuroso) utilizado na elaboração (quanto maior é a concentração, maior é a transparência e a fixação da cor). Então temos sempre que estar atentos para não errar na hora de fazer análises visuais.

Outro ponto importante que tenho que mencionar é que os vinhos que passam em barrica têm uma mudança considerável na cor. Assim, um vinho branco pode ser jovem e ter uma cor mais dourada, mas neste caso a causa foi a guarda em madeira (aí vamos ao nariz sentir o aroma da madeira).

No caso dos vinhos tintos acontece algo parecido. Ou seja, o aspecto visual vai estar em constante evolução, o que se explica pela polimerização dos taninos e as antocianos (pigmentos que estão na pele e que entregam a cor do vinho tinto), através da união de suas moléculas que se transformam e juntam, ficando de um tamanho maior – razão pela qual estas ficam com peso maior e precipitam, ficando no fundo da garrafa com um aspecto de “lama”, erroneamente chamadas de “borras”.

Esta evolução permite que a mudança de cor seja muito evidente e funciona da seguinte maneira: os vinhos tintos, quando são jovens, têm sempre um coloração violeta e intensa (independente da concentração). Deve-se considerar os mesmos dois aspectos que mencionamos com o exemplo dos vinhos brancos, ou seja, quando os vinhos tintos passam por madeira, esta acelera a polimerização dos taninos e as antocianos, portanto a cor muda de maneira mais rápida.

Também temos que lembrar que existem uvas com diferentes potenciais de cor. Um bom exemplo é a uva Pinot Noir, que dentro da composição celular de sua pele tem uma baixíssima quantidade de antocianos, razão pela qual seus vinhos têm uma coloração muito mais clara que a média das uvas tintas.

A mudança na cor dos vinhos

A mudança na cor dos vinhos

 

A uva Tintorera

Contrariamente existe uma uva que se chama “tintorera” e que tem uma concentração extraordinária de cor, que é um grande diferencial frente às outras uvas tintas por ter estes pigmentos de cor não só na pele (o que é o normal), mas também no suco, motivo pelo qual é muito procurada e valorizada para “pintar” os vinhos brancos. Assim, em safras nas quais existe escassez de vinhos tintos, as bodegas, usando como base um vinho branco, colocam uma pequena porcentagem de tintorera e transformam um vinho branco em um vinho tinto.

Podemos dizer que, como a evolução os vinhos tintos sempre vai se acelerando, ou seja, o resultado da mudança química e física que acabamos de explicar se traduz agora em uma mudança constante da cor que está estreitamente ligada a uma mudança também sensorial, dos seus equilíbrios, texturas e em termos gerais dos seus aromas e sabores.

As cores que no começo foram violetas e intensas terminam logo após vários anos (ou até décadas) com um aspecto único, com tons claros, que definimos como “tijolo” ou “alaranjados”. Esta é uma etapa crítica, já que esta cor indica claramente que estamos frente a um vinho que já está evoluído. Mas agora o importante será ver se este vinho tinha ou não potencial para evoluir corretamente. Podemos dizer que todos os vinhos envelhecem, mas nem todos melhoram.

A mudança na cor dos vinhos

A mudança na cor dos vinhos