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O vinho laranja é um curinga à mesa

Não é uma bebida para principiantes. Prepare-se para algo marcante, complexo, bem distinto daquele seu chardonnay predileto ou daquele cabernet sauvignon redondo. Alguns críticos renomados o acham intragável. Outros consideram sua oxidação excessiva, fato que se deve à vinificação feita em recipientes sem tampa. “Já bebi alguns vinhos laranjas muito bons, outros nem tanto”, afirma Luiz Henrique Zanini, um dos enólogos da Era dos Ventos Peverella.

O sommelier Guilherme Corrêa, que venceu o Concurso Nacional da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) em 2006, é só elogios. “Tem uma complexidade Ímpar, revela desde notas florais, cítricas, até de cogumelos. E une o que o branco e o tinto têm de melhor: a mineralidade do primeiro e a estrutura firme do segundo.” Na hora de harmonizar, o vinho laranja atua como um curinga. Como o branco, cai bem com peixes e crustáceos. Mas também faz boa parceria com carnes intensas, a exemplo de um cordeiro, como boa parte dos tintos que se preze. “E é perfeito para queijos maduros, cogumelos e pratos com nozes”, completa Corrêa.

 

O vinho laranja é um curinga à mesa

O vinho laranja é um curinga à mesa

 

Há quem o confunda com o chamado vinho natural, já que muitos produtores não gostam de intervir na fermentação e quase não adicionam sulfitos, sais conservantes amplamente utilizados nesse meio.

Mas um vinho pode ser laranja mesmo não sendo orgânico ou seguir preceitos biodinâmicos. “É o tempo de contato com a casca, o estado dela, se rompida ou pouco rompida, e o material no qual ocorre a maturação, se madeira, pedra ou barro, que garantem sua particularidade”, explica a enóloga Marina Santos, responsável pela Vinha Unna. Tamanha alquimia é mais um motivo para degustar essa velha novidade.

 

Fonte: Globo

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

 

 O mundo do vinho prestou um tributo a Anne-Claude Leflaive, uma das mais respeitadas enólogas da Borgonha e uma lider em vinificação biodinâmica, que morreu na idade de 59 anos.

A morte de Anne-Claude Leflaive foi anunciada por sua vinícola de mesmo nome nesta segunda-feira 6 de abril.

A notícia causou uma mistura de choque e tristeza por todo o mundo do vinho pela perda de uma das matriarcas da Borgonha.

Anne-Claude foi nomeada a melhor ciradora de vinhos brancos pela revista Decanter em 2006, tendo entrado no negócio da famíla em 1990 e se tornado gerente em 1994 após a morte de seu pai, Vicent. Ela também ajudou a formar uma escola de vinhos chamada Ecole du Vin et des Terrois em Puligny-Montrachet.

“Eu estou totalmente chocado”, disse Gerard Basset, correspondente da Decanter em Borgonha. “Ela era incrível, não apenas por causa de seus deliciosos vinhos e por causa que ela era uma pioneira, mas também pela sua grande carisma”, Basset disse à Decanter.com.

“Eu estava em Florença para o Master of Wine Symposium em maio do ano passado. Ela estava no palco e havia uma multidão para ouvir suas palavras.”.

Em uma entrevista realizada pela Decanter publicada em 2006, Leflaive descreveu a viticultura biodinâmica como uma escolha natural.

 “Antes mesmo de eu ter ouvido falado de Biodinamismo, meus instintos me disseram que tudo que fizermos na nossa vida precisa ser feito com respeito à natureza e ao meio ambiente.”, ela disse à Clive Coats MW.

Leflaive deixa para trás seu marido, Christian Jacques e três filhos. Um memorial será realizado no sábado 11 de abril às 11 horas da manhã na igreja de Puligny-Montrachet.

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

Morre Anne-Claude Leflaive Pioneira da Biodinâmica em Puligny-Montrachet na Borgonha

 

Fonte: Decanter.