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Vinicultores franceses derramam vinho em protesto contra importação

Sindicato vê concorrência desleal da Espanha e da Itália

Mais de cem vinicultores franceses instalaram no domingo uma barreira a 10 km da fronteira franco-espanhola para denunciar as importações baratas procedentes da Espanha, segundo fotógrafo da AFP.

Os produtores de vinho procedentes das regiões do sul da França bloqueavam os caminhões-tanque que levavam o produto e derramavam parcial ou totalmente o conteúdo no asfalto.

“Protegeremos nossa produção contra a concorrência desleal da Espanha e da Itália”, declarou Frédéric Rouanet, presidente do sindicato vinícola de Aude (sul).

 

Vinicultores do Sul da França protestam contra produtores espanhóis e esvaziam caminhões carregados com vinho na fronteira.

Vinicultores do Sul da França protestam contra produtores espanhóis e esvaziam caminhões carregados com vinho na fronteira.

 

Vinicultores franceses bloquearam caminhões-tanque que levavam o produto e derramaram conteúdo no asfalto

Vinicultores franceses bloquearam caminhões-tanque que levavam o produto e derramaram conteúdo no asfalto

 

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

 

Segundo pesquisa, principal causa seria o “cansaço” e não problemas financeiros

Centenas de propriedades vinícolas das regiões de Califórnia, Oregon e Washington podem entrar à venda, segundo pesquisa realizada pelo Silicon Valley Bank (SVB), e o motivo para a venda seria o “cansaço”.

Um em cada 10 dos 646 proprietários ouvidos pela pesquisa disse estar “considerando seriamente” vender suas terras nos próximos cinco anos. Com base nesta resposta e de acordo com dados do Banco de Transições de Propriedade, estima-se que 500 das 4.989 vinícolas da Califórnia, Oregon e Washington podem entrar à venda.

O relatório feito pelo SVB constatou que quase um terço dos donos de vinícolas entrevistados venderiam suas terras se a oferta fosse alta o suficiente.

Os analistas do SVB disseram que uma pesquisa anterior, realizada em 2008, mostrou que o motivo pelo qual os proprietários iriam vender suas terras seria a “fadiga”, mas do que qualquer problema financeiro. “Pegar um avião e ir para os principais mercados em blitz de vendas não era o que muitos produtores achavam que estariam fazendo”, disseram os analistas.

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

Um em cada 10 vitivinicultores dos Estados Unidos cogita vender suas terras

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

O gabinete do presidente francês considerou que ia contra os valores republicanos franceses preparar uma refeição sem bebidas alcoólicas

O almoço entre François Hollande e Hassan Rouhani, o presidente do Irão, marcado para esta quinta-feira foi cancelado por causa de vinho, avançam vários órgãos de comunicação social internacionais. A comitiva do chefe de estado iraniano esperava uma “refeição” amiga dos costumes do país, mas o gabinete do presidente francês considerou que ia contra os valores republicanos franceses preparar uma refeição sem bebidas alcoólicas e comida tradicional.

O presidente iraniano está de visita à Europa, aproveitando o levantamento das sanções ao seu país, e tem assinado negócios no valor de milhões de euros.

O almoço deveria acontecer num restaurante de luxo da capital francesa, Paris, mas foi cancelado devido à recusa dos assessores do presidente francês de não servirem vinho à refeição entre os dois líderes. Servir uma “refeição amiga do Irão” coloca em causa os valores republicanos da França, terão justificado.

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

Almoço entre Hollande e presidente do Irão cancelado por causa de vinho

O gabinete de François Hollande sugeriu que o almoço fosse substituído por um pequeno-almoço, evitando assim, a questão das bebidas alcoólicas. Mas a comitiva que acompanha Hassan Rouhani, e o próprio, consideraram “fraca” a alternativa.

A visita do presidente do Irão pela Europa tem causado alguma polémica. Ao contrário da França, por exemplo, a Itália cedeu aos pedidos. A visita decorreu sem incidentes, mas não foi servido vinho nas refeições oficiais e até as estátuas de figuras nuas foram tapadas nos Museus Capitolinos, em Roma.

Perante a controvérsia das estátuas, o presidente iraniano fez questão de esclarecer que não tinha feito nenhum pedido nesse sentido, mas que apreciou o gesto.

 

Vinhedos de Bordeaux se preparam para os efeitos do aquecimento global

Os donos de vinhedos em Bordeaux se planejam para aumentar o número de cachos de uvas por videiras, atrasar o ciclo vegetativo e introduzir novas variedades para enfrentar o aquecimento global sem perder qualidade nos vinhos.

O calor e a aridez que marcaram a colheita de 2015 e que devem prevalecer nas próximas “não preocupam hoje os viticultores porque as vindimas mais precoces são um fator de qualidade”, explica o presidente do Comitê Interprofissional do Vinho de Bordeaux, Bernand Farges.

Mas no futuro, as variedades de uvas mais precoces, como a merlot tinta, terão dificuldades. A produção do extenso vinhedo de Bordeaux se compõe de cerca de 80% de tintas e 20% de brancas. A variedade merlot é a mais cultivada (50% das videiras), muito mais do que a cabernet sauvignon (23%).

“Em 20 ou 30 anos, a merlot poderia amadurecer em agosto, o que prejudicaria a qualidade dos vinhos”, afirma Kees van Leeuwen, pesquisador e professor da Escola Nacional Superior de Ciências Agrônomas de Bordeaux. Os vinhos poderiam então “carecer de frescor, com uma graduação alcoólica muito alta”, diz.

Para combater esses efeitos é preciso atrasar o ciclo vegetativo da videira merlot, para que amadureça lentamente em meio ao frescor das noites de princípio de outono.

Vinhedos de Bordeaux

Vinhedos de Bordeaux

Aumentar o número de cachos por videira ou proteger as uvas do sol tirando menos folhas da planta são medidas realizáveis a curto prazo para atrasar o ciclo vegetativo.

A médio prazo, a ideia é propor aos viticultores novos porta-enxertos (a parte enterrada do pé, que serve de suporte à haste), mais tardios e resistentes à seca, mas também incentivá-los a aumentar a proporção de videiras tardias entre as que se cultivam em Bordeaux.

O cabernet sauvignon, uma “variedade que responde bem às características da região”, amadurece cada vez melhor em um clima mais quente e “deveria ser plantada cada vez mais”, acredita o especialista.

Van Leeuwen menciona também a variedade “petit verdot“, também tardia e autorizada nas denominações de origem da região vinícola de Bordeaux, mas que tem sido deixada de lado nos últimos 50 anos.

Ambas poderiam ocupar um lugar mais importante nas combinações de diferentes variedades utilizadas para elaborar o vinho.

Mas, a longo prazo, talvez seja necessário ir além: “até 2040-2050, quiçá tenhamos necessidade de introduzir variedades que atualmente não são cultivadas em Bordeaux para ter uma paleta de variedades que amadureçam no período ideal para fazer grandes vinhos”, estima van Leeuwen.

Vinhedos de Bordeaux se preparam para os efeitos do aquecimento global

Vinhedos de Bordeaux se preparam para os efeitos do aquecimento global

Se estuda, entre outras, a futura entrada da uva tinta cao, variedade portuguesa utilizada hoje nos vinhos do Porto, indica Kees van Leeuwen, porque o “clima atlântico da região se parecerá ao de Bordeaux em 30 ou 40 anos, com dois ou três graus a mais”.

Muitos viticultores bordeleses reivindicam a possibilidade de fazer experimentos dentro da denominação de origem, em 1% ou 2% da composição.

“O gosto do vinho não se modificará com a alteração de 1% nas variedades e nós, em contrapartida, aprenderemos (…) coloquemos em prática novas técnicas para estarmos preparados, dentro de dez anos, para lançá-las de maneira oficial”, afirma Jérémy Ducourt, enólogo das bodegas Ducourt, que acabou de começar os testes.

Essa questão não preocupa somente a França. Por isso, há um programa de pesquisa financiado pela União Europeia, Adviclim, cujo objetivo é avaliar a influência da mudança climática nas vinhas e estudar possibilidades de adaptação.

 

Nova Zelândia aprova ato de Indicação Geográfica para seus vinhos

 

País tem mais visibilidade enquanto regiões vinícolas como Marlborough e Hawke’s Bay ganham proteção com indicação de procedência

Ministros da Nova Zelândia disseram nesta semana que colocariam em prática no país o ato da Indicação Geográfica para vinhos e bebidas espirituosas. Criada em 2006, a legislação ainda não tinha sido aplicada no país. A Indicação Geográfica garante que não haja a falsa indicação de procedência de um produto.

“O procedimento criará um sistema de registro para vinhos, com indicações geográficas, similar ao esquema de registro de marca”, disse o ministro do Comércio Tim Groser. Ele acredita que a ação facilitará aos consumidores associar a bebida com a Nova Zelândia, além de ajudar os exportadores a proteger suas indicações geográficas em mercados de outros países.

A exportação de vinhos na Nova Zelândia é a sexta atividade mais lucrativa do país. Em 2014, a arrecadação chegou a 1,37 bilhão de dólares neozelandeses e a projeção é de crescimento para 2 bilhões de dólares neozelandeses neste ano.

A ação foi bem vista pelos produtores de vinhos do país, pois equipara a indústria com meios de proteção contra as desapropriações das marcas dos vinhos, além de assegurar o acesso ao mercado em algumas regiões. Espera-se que o ato entre em vigor no fim de 2015.

Nova Zelândia aprova ato de Indicação Geográfica para seus vinhos

Nova Zelândia aprova ato de Indicação Geográfica para seus vinhos

 

Leilão histórico de vinhos de Château Margaux com safras desde 1900 até 2010

O evento ocorre em Nova York em outubro e inclui importantes rótulos vintages e de parcerias da Casa Margaux

Em 17 de outubro, ocorrerá na Sotheby`s de Nova York (casa de leilões), um leilão com os vinhos da Château Margaux.

Ao todo, serão 239 garrafas, incluindo vintages de 1900, e 1945, além de vários rótulos que marcaram a parceria da Château com a família Mentzelopoulos, em 1978.

O nome do evento será Château Margaux 1900-2010 Direct from the Cellars: A Celebration of the Menzelopoulos Era”. “Essas vendas serão históricas, do tipo que acontecem somente uma vez na vida”, disse Jamie Ritchie, CEO da Sotheby`s.

Château Margaux

Château Margaux

 

 

 

Itália ultrapassa França e volta a ser maior produtor de vinho do mundo

 

Bom tempo e colheita precoce possibilitaram aumento de 13% na produção de vinho italiano.

Para comemorar a ótima safra, festas do vinho se multiplicam no país.

A economia italiana ganhou um grande, e por que não dizer, delicioso impulso este ano: o país ultrapassou a França como maior produtor mundial de vinho.

O bom tempo ajudou a Itália a voar mais alto. O ano de 2015 poderá ser lembrado também pela boa safra do vinho italiano. As uvas amadureceram mais cedo e melhor, na segunda colheita mais precoce da história do país desde a Segunda Guerra, o que provocou um aumento de 13% na produção da bebida, que já era consumida na antiguidade. E uma reviravolta numa acirrada disputa: a Itália ultrapassou a França e voltou a ser o maior produtor mundial de vinho. Segundo a Comissão Europeia, foram 4,8 bilhões de garrafas italianas, contra 4,6 bilhões de francesas.

E o prosecco está sendo mais premiado do que o refinado champanhe. Em 2014, os italianos abriram 320 milhões de garrafas de um vinho branco, efervescente; os franceses, 307 milhões.

O representante da Confederação Nacional dos Agricultores, Domenico Bosco explica que a Itália renovou muitos vinhedos e que continua investindo muito no seu maior produto agrícola. Profundamente ligado ao território, o vinho italiano é responsável pelo maior faturamento nas exportações da nação, com cinco bilhões de euros por ano.

E, para comemorar a ótima safra, as festas do vinho se multiplicam pela Itália, juntando tradição e diversão, como na corrida que associa, desde a Idade Média, a resistência dos tonéis à qualidade do vinho.

Tonel mais forte, vinho mais bem envelhecido. E as barricas rolaram pelo centro histórico de Lanúvio, na região dos castelos romanos, onde arquitetura antiga, paisagem e música fazem parte da vida de cada cidadão, além dos prazeres e dos exageros da mesa. E quem experimenta parece concordar.

Itália ultrapassa França e volta a ser maior produtor de vinho do mundo

Itália ultrapassa França e volta a ser maior produtor de vinho do mundo

Fonte: Globo

Taylor’s lança vinho raro da safra de 1863

 

O Porto Taylor’s 1863 será armazenado em garrafas de cristal e somente uma remessa com 1600 exemplares estarão à venda por cerca de R$ 11 mil

Para os próximos meses, o produtor português Taylor’s planeja lançar no mercado um Vinho do Porto Tawny produzido com uma única colheita datada do século XIX. O produto terá garrafas de cristal e remessa de somente 1.600 exemplares.

O vinho, com colheita datada de 1863, terá preço por volta de £ 3 mil (R$ 11,4 mil). Mesmo sendo vendido a tal valor, o produtor acredita que o lançamento do Taylor’s Single Harvest Tawny 1863 tem grande mercado entre compradores com interesse em safras antigas de Tawny, especialmente pré-filoxera, como neste caso. “Temos visto a crescente demanda em todo o mundo”, disse o presidente-executivo da Taylor’s, Adrian Bridge.

Taylor's lança vinho raro da safra de 1863

Taylor’s lança vinho raro da safra de 1863

Bridge comentou que, no ano passado, pela primeira vez os exemplares envelhecidos de Tawny somaram € 55 milhões em vendas (R$ 165 mi). “Isso significa que a categoria teve crescimento de 15% do volume total de negócios da indústria do Porto”, afirmou.

Porém, Bridge informou que o processo de alocações de venda do Single Harvest Tawny foi difícil, sendo que apenas 240 garrafas foram destinadas ao Reino Unido. “Nós estamos tendo que difundi-lo em todo o mundo”, afirmou. Para ele, a China está apresentando uma crescente demanda dos compradores de vinhos do Porto raros, mas reforça que não quer concentrar suas vendas exclusivamente em Hong Kong. “O que nós não queremos fazer é ter tudo concentrado em Hong Kong”, reforçou.

Moët & Chandon lança Champagne Dom Pérignon 2005

 

O Champagne Dom Pérignon depois de envelhecer dez anos, produzido com as melhores uvas da safra daquele ano chega ao mercado em garrafa vintage

A Maison Moët & Chandon lança um champanhe Dom Pérignon da safra de 2005 em garrafa vintage. O enólogo Richard Geoffroy, responsável pela produção do Dom Pérignon desde 1990, garante que o vinho possui “um rico toque de amora sustentada por uma mineralidade prateada e notas de coentros”. Além disso, “na boca é poderoso, estruturado e denso, com um acabamento de flor intrigantemente picante”.

Depois de um ano com temperatura alta, a colheita de 2005 quase foi arruinada no começo úmido e frio de setembro daquele ano. Mas a situação se inverteu com a volta do bom tempo perto do início da colheita, que aconteceu em 14 de setembro para a Chardonnay e 17 de setembro para a Pinot Noir. Estima-se que o preço da garrafa chegue a 130 euros.

Moët & Chandon lança Champagne Dom Pérignon 2005

Moët & Chandon lança Champagne Dom Pérignon 2005

Sites .wine e .vin causam conflito entre Estados Unidos e França

 

Franceses argumentam que domínios precisam de maior proteção, americanos querem liberação imediata, como estava previsto.

Um confronto legal pode nascer entre o governo francês e o estadunidense devido a problemas relacionados à falta de proteção aos registros de domínios .wine e .vin.

Após semanas discussões, os franceses se mostraram chateados quanto à recusa do ICANN (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números) em suspender o lançamento dos domínios relacionados a bebidas. O ICANN é a entidade responsável por liberar e administrar nomes de domínios mundo afora.

Associações de produtores europeus e também da Califórnia, já passaram um ano fazendo um estudo sobre quem seria capaz de registrar um nome como Champagne, Bordeaux, Napa ou Barolo a partir do registro .wine ou .vin. Os produtores argumentam, no entanto, que tal sistema ainda estará sujeito a fraudes e que também poderá confundir os consumidores.

Sites .wine e .vin causam conflito entre Estados Unidos e França

Sites .wine e .vin causam conflito entre Estados Unidos e França

A busca por um consenso fez surgir uma disputa internacional. A França, contudo, não foi o único país a se opor aos planos do ICANN. Foi o governo italiano quem enviou ao conselho um pedido para que fosse reconsiderado o lançamento dos registros .wine e .vin. “Esta não é apenas uma questão comercial, mas também de sensibilidade política”, disse Antonello Giacomelli, do ministério do desenvolvimento econômico da Itália. “Indicações geográficas europeias e mundiais devem receber o mesmo nível de proteção online que recebem offline”, completou.

Esta também é a opinião da Comissão Europeia, que tem aplicado sua própria pressão política para obter do ICANN as devidas proteções para seus vinhos. Porém, governos dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia afirmam que tal ação não se faz necessária.

O presidente do ICANN, Stephen Crocker, informou planeja manter a liberação dos registros, como já era previsto. Mesmo assim, acredita-se que a disputa possa acabar no tribunal, ou até mesmo na Organização Mundial do Comércio.