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5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

Não, não se tratam de regras tacanhas sobre como você deve ou não apreciar a bebida. Apenas dicas para tornar sua experiência melhor – e mais simples

O vinho é uma bebida fascinante. Mas é apenas uma bebida. Não precisamos estudar muito pra desfrutá-la. Precisamos apenas beber. E, se possível, com um pouquinho de atenção. Ou seja, degustar. Bebemos muito pouco vinho no Brasil, há pouca tradição, e a imagem do vinho se tornou algo complicado e elitista. Não caia nessa.

Umas poucas dicas podem ajudar a evitar erros, descomplicar e lhe dar mais prazer quando você bebe um vinho. Aqui vai um passo a passo, desde a escolha da garrafa até o que fazer com as sobras.

1 – Quanto mais caro melhor

A ilusão do valor das coisas está entranhada em nossa mente criada no capitalismo. Não racionalizamos leis de oferta e procura, valor de marca, marketing, etc., seja para comprar um jeans ou uma garrafa de vinho. Mais caro deve ser melhor, acreditamos. Estudos provam que, nas degustações, o vinho divulgado como o mais caro leva melhores notas, mesmo que a informação seja falsa. Por isso degustações sérias são feitas às cegas. Nem sempre um vinho de R$ 300 é cinco vezes melhor do que um de R$ 60. Assim como um que custa R$ 5 mil dificilmente é dez vezes melhor do que um de R$ 500.

 

2 – Ih! Tem tampa de rosca…

O preconceito contra a tampa de rosca já foi maior. Há quem reclame da falta de glamour. Mas, na prática, a tampa de rosca pode ser a melhor opção para vinhos brancos, pensados para serem bebidos jovens. Mercados como Nova Zelândia, Austrália e mesmo Espanha e Portugal apostam nisso faz tempo. Nunca desista de comprar um vinho somente porque ele usa este tipo de vedação. Melhor a rosca que uma rolha estragada.

 

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

5 erros comuns que as pessoas cometem ao beber vinho

 

3 – Rolha partida? Puxe, não empurre.

O sempre frustrante momento em que descobrimos que o saca-rolhas trouxe apenas um pedaço da rolha para fora! Justo quando o vinho em questão é aquele tão bem guardado e tão aguardado. O impulso básico é empurrar o resto para dentro e ver o que dá, mas… Melhor tentar com calma, delicadeza e paciência retirar a parte restante pelos meios disponíveis. No limite, se algum pedaço de farelo de rolha cair no vinho, use um coador de papel e repasse o conteúdo em um decanter. Acredite: jogando a rolha dentro da garrafa, suas chances de ter um vinho polvilhado por partículas é maior.

4 – “Decanter em tudo! É chic”. 

Nem todo vinho precisa ser aberto com muita antecedência. A prática de abrir a garrafa meia hora antes tampouco faz muita diferença. Dizemos que o vinho precisa respirar quando os aromas estão muito tímidos e contidos. O ideal nesses casos é passar o líquido para um decanter ou mesmo uma jarra e girar vigorosamente para que entre em contato com o oxigênio e permita uma liberação dos elementos mais voláteis. Se for degustar com calma, o mais interessante é constatar esta transformação no próprio copo. Sentir que um vinho fechado vai se abrindo aos poucos com apenas algumas giradas e goles. E que o restinho no fundo do copo traz aromas muito interessantes e inexistentes no início.

 

5 – Servir em taça molhada? Não.

Um resto de água na taça não mata ninguém, mas dilui o vinho. Pode deixar gosto de cloro. Ou, pior ainda, daquele detergente cujo resíduo não sai no enxágue. Seque sempre os recipientes com pano limpo seco.

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 

Na degustação de vinhos só a traves da vista, podemos descobrir mais do que você imagina.

Os aromas dentro do que se refere à analise sensorial e em relação ao prazer que os vinhos entregam é um dos fatores mais importantes (ou talvez o mais importante). Isso explica que quando um degustador tem uma boa percepção sensorial e habilidade na degustação, falamos que ele tem um “bom nariz”.

Mas antes de submeter o vinho à analise olfativa, temos outro sentido que vai nos ajudar e que não podemos deixar de lado: a visão, já que alguns elementos precisamos observar antes de continuar com as outras análises. A vista vai nos permitir principalmente avaliar e analisar dois pontos:

 A Saúde do vinho:

A aparência do vinho que podermos avaliar através de uma análise visual nos indicará se o vinho está (ou não) saudável. Portanto a primeira coisa que devemos fazer é prestar atenção em seu aspecto. Precisamos avaliar se ele tem algum elemento em suspensão  (que gera a turbidez e que em algum dos casos nos alerta sobre alguma enfermidade no vinho).

Precisamos ter muito cuidado nesta parte da análise, já que tenho observado que muitas vezes os consumidores pouco experientes ficam muito assustados na hora de degustar e fazer a análise visual do vinho ao perceber certos resíduos ou sedimentos no fundo da garrafa – ou até mesmo na taça. Costumam considerar isto como um defeito – sendo que não é.

Muitos vinhos que não são filtrados, e a maioria das vezes esta informação aparece no rótulo (“unfiltered”) e no contrarrótulo da garrafa. Isto acontece na maioria dos casos com vinhos de boa qualidade. Portanto, como isto não atrapalha na análise de outros sentidos (aroma e sabor) deveríamos ficar tranquilos, já que no momento de filtrar o vinho extrai-se uma parte importante de polifenóis (e assim, os antocianos e os taninos também são eliminados neste processo técnico, e o vinho perde cor e seus componentes que entregam aroma e sabor).

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

Degustação de vinhos: Os segredos do análise visual

 A Idade do Vinho:

A vista irá nos revelar a idade de um vinho com uma precisão incrível. Muitas vezes, inclusive, poderemos acertar exatamente a safra do vinho, principalmente quando se trata de vinhos brancos de safras recentes.

É realmente muito fácil de aprender, e podemos dominar esta técnica depois de poucos vinhos degustados. Essa análise é fundamental e já vai nos ajudar complementado com as outras análises (olfativa e gustativa).

A cor dos vinhos está (igual os aromas, a acidez, os taninos e alguns outros elementos) em constante evolução, e esta evolução, no caso dos vinhos brancos, é muito mais rápida que nos vinhos tintos. Os vinhos brancos, como são jovens e não tiveram crianza em madeira, têm uma cor muito clara, quase como a cor da água que a gente costuma chamar de “amarelo claro cristalino”.

Quando começa a passar o tempo (lembrando que a curva de vida dos vinhos brancos sem madeira é extremamente curta) os vinhos brancos começam a tomar uma cor mais palha, logo dourada, até terminar com uma cor marrom, o que normalmente indica que o vinho já está decrépito, velho demais, estragado, salvo raras exceções.

 

Continua…

A origem dos aromas dos vinhos: começando a entendê-los

 

O vinhos estão repletos de aromas, mas de onde eles vêm?

Existe um mistério muito grande em torno dos aromas do vinho. De fato, é uma pergunta que, com certeza, vocês já se fizeram algumas vezes. Como é possível um vinho ter aromas de frutas, de especiarias, de minerais…?

Este tema também foi o que despertou, há mais de duas décadas, minha enorme paixão por este mundo dos vinhos. A primeira vez que senti aromas absolutamente reconhecíveis num vinho (eucaliptos, baunilha e amêndoa) fiquei alucinado, e desde aquele dia estou em uma interminável procura por descobrir o porquê destes aromas, entender os motivos deles estarem no vinho e, o mais importante, poder saber sua origem e sua forma de evoluir na garrafa.

A propósito, o fato do vinho ter aromas da natureza já lhe converte em uma bebida única, mas que estes aromas estejam em constante evolução transforma o tema em uma coisa misteriosa, que nos faz pensar e refletir, mais uma vez, e termina transformando-se em um hobbie, uma verdadeira paixão.

A origem dos aromas dos vinhos

A origem dos aromas dos vinhos

 

O vinho nasce, cresce e morre!

O vinho tem um tempo certo de vida, e, metaforicamente, pode ser considerado um ser humano: nasce, cresce, tem sua adolescência, sua fase adulta, a velhice e logo morre.  Então, nesta metáfora, onde uma garrafa pode se comparar com uma pessoa, a vida do vinho acontece da mesma forma que acontece as nossas. Cada garrafa tem uma vida única e diferente, portanto não existe uma pessoa igual à outra, da mesma maneira não existe uma garrafa igual à outra.

A evolução constante de uma garrafa significa que ela está em constante evolução, e vai sempre mudando – em todos os aspectos e pontos de vista: visual, físico e químico. É através dos micro-poros da rolha que o vinho vai estar em constante evolução e que ele vai conseguir se comunicar com o oxigênio, que será o responsável pela evolução. Assim, essa oxigenação vai permitir que este vinho possa passar por todas as etapas já mencionadas (desde o nascimento até a morte).

Nestas etapas, os aromas estarão sempre mudando, e no caso dos vinhos que tem uma vida “predeterminada” mais curta, os câmbios serão muito perceptíveis em um período de tempo muito curto. Ou seja, em um mês os aromas de um vinho podem mudar significativamente.

Centenas de vezes as pessoas têm me feito a seguinte pergunta: quando uma garrafa  já está pronta para beber? E, realmente, esta é uma pergunta que não tem uma resposta certa. Temos parâmetros e sabemos que existem algumas uvas (Sauvignon Blanc, por exemplo) que têm um potencial de envelhecimento menor, e sua curva de vida é muito mais rápida, mas são tantas as exceções e exemplos de vinhos elaborados por esta uva que conseguem viver e chegar a seu apogeu em vários anos e até décadas, que se faz impossível “adivinhar” quando o vinho estará pronto para beber.

A origem dos aromas dos vinhos

A origem dos aromas dos vinhos

O problema é a desinformação:

Claro, sabemos que todos os apaixonados por vinho gostam de guardar seus rótulos favoritos na sua adega, mas muitas vezes estão guardando vinhos que já estão estragados, que já passaram toda a curva de vida e que já estão “mortos”. Por outro lado, as pessoas que sabem quais vinhos guardar podem ter muitos benefícios, já que os vinhos que verdadeiramente tem potencial de guarda, quando chegam no seu melhor ponto da curva de evolução podem entregar aromas e sabores únicos, que são impossíveis de se encontrar em vinhos jovens. Mas para isso o mais importante é escolher para guardar na nossa adega vinhos que realmente vão melhorar… E não vinhos que vão piorar.

 

Vinho Mas Estela Vinya Selva de Mar Reserva, 2006

País Espanha
Tipo de Vinícola Vinho Biodinâmico
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2006
Uva 50% Garnacha Negra, 30% Syrah e 20% Cariñena
Teor Alcoólico 15%
Tipo de Uva Tinta Assemblage
Amadurecimento 15 meses em barricas de carvalho francês
Vinho Mas Estela Vinya Selva de Mar Reserva, 2006

Vinho Mas Estela Vinya Selva de Mar Reserva, 2006

 

Visual Rubi profundo, muito concentrado.
Olfativo Nariz envolvente onde ressaltam pequenos frutos do bosque (framboesa, morango silvestre, groselhas), especiarias e tons florais, tudo apoiado nas notas defumadas aportadas pela guarda em madeiras e o bouquet delicado que está absolutamente integrado – formando um aroma de altíssimo nível de qualidade.
Gustativo Com uma textura aveludada, revela uma personalidade muito marcada com inumeráveis camadas de sabores. Esconde estrutura suficiente para evoluir por pelo menos 3 ou 4 anos. Tem muita qualidade, impressiona pela força e potência, e, ao mesmo tempo, pela incrível elegância.
Dica de Harmonização Caçarola de javali com tarte tatin de batatas e cebola.
Carré de cordeiro ao açafrão e aspargos frescos.
Carne bovina marinada e braseada em vinho tinto de Toro.
Prime rib suíno ao molho de mirtillo acompanhado de purê de batatas doce e salsa.
Paella de caça menor.
Temperatura de Serviço 16°
Potencial de Guarda 12 anos
Nome da Vinícola Mas Estela
Ano de Fundação da Vinícola 1981
Produções Limitadas Vinhos de Autor
Enólogo Responsável Familia Soto-Dalmau
Pontuação Winechef
Vinho Mas Estela Vinya Selva de Mar Reserva, 2006 - 91 Pontos Winechef

Vinho Mas Estela Vinya Selva de Mar Reserva, 2006 – 91 Pontos Winechef

 

Loja de vinho americana defraudou clientes em 45 milhões de dólares

Pode parecer uma anedota, mas na verdade foi um pesadelo para muita gente: John Fox, um empresário de 66 anos, usou a sua loja de vinho Premier Cru, sedeada em Berkeley, Califórnia, para defraudar, ao longo de anos, os seus clientes.

John afirmava vender vinhos caros (especialmente europeus), cobrando à cabeça o seu preço, abaixo do que a concorrência conseguia. Depois bastava convencer os seus clientes de que os vinhos seriam entregues, quando estivessem prontos, de 6 a 24 meses mais tarde.

O problema é que Fox apenas encomendou alguns vinhos, em especial a fornecedores estrangeiros – aos quais, na sua maioria, não pagou. Quanto ao restante, nem fazia tenções de cumprir completamente os acordos com os seus clientes finais. Entre eles estavam vários milionários americanos e de outras nacionalidades. Em vez disso, John Fox andou anos a gastar parte desse dinheiro, cerca de 45 milhões de dólares (40 milhões de euros), até que o esquema, como é óbvio, acabou por rebentar.

 

Loja de vinho americana defraudou clientes em 45 milhões de dólares

Loja de vinho americana defraudou clientes em 45 milhões de dólares

 

Fox admitiu em tribunal as culpas no esquema fraudulento. O que é que fez ao dinheiro dos seus clientes? Pois bem, entre muitas outras despesas pessoais, comprou uma casa de luxo, uma série de dispendiosos carros  e subscreveu anuidades em famosos e caros clubes de golfe. Diz o tribunal que chegou mesmo a gastar 900.000 dólares em mulheres que conheceu via internet.

John Fox arrisca-se neste momento a levar uma pena de prisão que pode chegar aos 20 anos. A sentença será lida em Dezembro.

 

Fonte:  Revista de vinhos de Portugal

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Os segredos na degustação de vinhos

Primeiro, é preciso tomar cuidado com o lugar onde será realizada a degustação. Tem que ser um lugar agradável e tranquilo, de preferência com cores claras nas paredes, porque é preciso analisar a cor do vinho – e uma toalha branca na mesa também ajuda nesse quesito.

Além do lugar, é preciso que você também esteja tranquilo, sem pressa ou stress, e com a maior disposição e disponibilidade possíveis.

Nos minutos que antecedem a degustação, é aconselhado que se evite tomar café, usar perfumes mais fortes, porque estes aromas podem atrapalhar na hora de tentar descobrir as sutilezas que fazem a diferença entre um vinho e outro.

O que falta checar é a nossa ferramenta de trabalho, e esta é a nossa companheira mais importante neste momento: refiro-me a taça na qual vamos degustar o nosso vinho. O que acontece é que muitas vezes cremos que o vinho está com “um cheiro ruim” e achamos que a garrafa está com algum “problema”, ou que a rolha está estragada. Na verdade, a grande maioria das vezes o que realmente acontece é que o erro não está no vinho, e sim na taça que o colocamos.

Pegue a taça vazia e coloque a borda perto do nariz (uns 2 centímetros). Se a taça não tem aromas de nada, significa que está tudo certo, mas a maioria das vezes isso não vai acontecer, e a taça estará, sim, com aromas estranhos, muitas vezes de cloro, detergentes e principalmente ao pano que foi usado para poli-la. Este pano, depois de um tempo úmido, deixa a taça com um mau cheiro que lembra a coisas “guardadas” há muito tempo, e que não é um aroma muito agradável.

Para sair do problema de maneira rápida, o que temos que fazer é trocar a taça. Mesmo que esteja num restaurante, peça para o garçom trocá-la; se é na casa de amigos, coloque um pouco de água na taça, enxágüe e pronto. Só não esqueça checar, mais uma vez, se a taça está realmente sem cheiro nenhum.

Por último, abra a garrafa e coloque o vinho na taça para, enfim, degustar. Mas aí está o outro problema… Não conhecemos as técnicas de degustação, mas parece algo simples. O que significa que o vinho tenha essa cor? Isso é bom ou ruim? E o sabor do vinho, quando tem muita acidez, é uma coisa boa ou ruim?

Todas essas perguntas têm uma resposta. Felizmente é possível e até fácil aprende-las, mas para aprender a poder degustar corretamente (e poder tirar o máximo proveito de sua garrafa de vinho), vai ser necessário explicar tudo com a profundidade que o tema precisa e merece.

Os segredos na degustação de vinhos

Os segredos na degustação de vinhos

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Esqueça o Rosé, a nova moda é vinho Laranja

Se gosta da textura acentuada do vinho tinto e da frescura do vinho branco, chegou o vinho laranja: o melhor dos dois mundos que já está a fazendo muito sucesso.

Tem textura como o vinho tinto e é refrescante como o vinho branco. O vinho cor de laranja – também conhecido como o anti-rosé –, junta o melhor dos dois mundos…

A tonalidade pode variar de um alaranjado mais suave até a um tom de cobre profundo, mas o sabor nada tem a ver com laranjas: o aroma é semelhante ao das nectarinas (como os pêssegos). É feito com as mesmas uvas usadas na produção de vinho branco, mas com uma diferença substancial: no vinho branco as cascas são removidas durante o processo de fermentação, e no vinho laranja estas são mantidas. O resultado? Um vinho com uma textura pronunciada, mas suave e refrescante – ideal para uma tarde de calor depois da praia.

Os vinhos laranja são também conhecidos como vinhos “de contato” – já que a pele das uvas entra em contacto com as bagas, durante a produção. Mas há também quem os trate por “anti-rosé”, isto, porque a sua produção é “inversa” à destes vinhos. No rosé são utilizadas uvas vermelhas e as cascas são removidas logo no inicio da produção; e no vinho laranja são usadas uvas brancas com pele, que conferem à bebida uma textura mais densa.

Esqueça o Rosé, a nova moda é vinho laranja

Esqueça o Rosé, a nova moda é vinho laranja

 

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Estudos investigam o conceito de mineralidade nos vinhos

 

Cientistas neozelandeses e franceses constatam tanto no olfato quanto no paladar o efeito mineral nos Sauvignon Blanc dos dois países

Em degustações de vinho, o termo mineralidade costuma ser citado. Ninguém sabe, no entanto, o que significa mineralidade, de onde ela vem ou se é só algo que se sente no paladar ao consumir um vinho. Essa dúvida serviu de ponto de partida para um projeto encabeçado por cientistas da Nova Zelândia e da França dispostos a entender melhor o que o conceito de mineralidade significa nos vinhos Sauvignon Blanc, e investigar as diferenças de percepção de mineralidade entre os dois países.

O resultado indica que o conceito de mineralidade é bem real, e a noção do que representa a mineralidade mostra-se parecida nos dois países. “Os resultados foram notórios, ficamos muito impressionados pelas similaridades que os dados mostraram entre os dois participantes”, disse a líder da pesquisa, Wendy Parr.

O estudo mostrou que esse fato foi o mais notável, devido às diferenças do estilo de produção do Sauvignon Blanc entre a Nova Zelândia e a França. Inevitavelmente, houve diferenças entre as percepções de mineralidade de cada participante, o que comprova outro estudo feito em 2013 sobre a mineralidade do vinho Burgundy Chardonnay. “Mineralidade é uma característica muito imprecisa, portanto, terá diferenças entre as pessoas”, considera Parr.

Os pesquisadores afirmaram que a falta de percepção de um sabor na degustação constantemente é associado à mineralidade, ou seja, quanto mais intenso for o sabor da uva no vinho, menos mineralidade esse vinho terá.

Notou-se nas pesquisas, também, que se pode sentir a mineralidade no olfato tanto como no paladar. Isso foi descoberto quando os pesquisadores avaliaram os vinhos somente pelo cheiro primeiro, e depois pelo gosto. Nos dois casos os profissionais perceberam características minerais.

Para Wendy Parr, o estudo não comprovou o que é mineralidade, no entanto, foi importante para demonstrar que o conceito de mineralidade é real, além de ser presente em diversos países produtores de vinhos.

Estudos investigam o conceito de mineralidade nos vinhos

Estudos investigam o conceito de mineralidade nos vinhos

Fonte: Revista Adega

Vinho Camino Real Cabernet Sauvignon Gran Reserva, 2011

País Chile
Volume 750ml
Tipo Tinto
Safra 2011
Tipo de Uva Tinta 100% Cabernet Sauvignon
Amadurecimento 12 meses em barrica de carvalho francês 100% novas
Visual Vermelho violáceo, concentrado e denso.
Olfativo Fiel expressão do estilo mais elegante dos vinhos chilenos elaborados pela uva Cabernet Sauvignon, com todos os elementos aromáticos plenamente integrados e em plena sintonia. Com a oxigenação aparecem aromas complexos, tipo cedro e notas de especiarias, mas sempre perfeitamente integrados.
Gustativo Profundidade enorme, com muito sabor e intensidade, sempre mantendo um estilo austero e elegante. Seus taninos são tensos e firmes, mas ao mesmo tempo são extremadamente sedosos, e de impressionante qualidade. Um grande Cabernet Sauvignon chileno, que ainda irá evoluir com o passar dos anos.
Dica de Harmonização Carnes de caça, cordeiro e carnes vermelhas.
Temperatura de Serviço 17ºC
Potencial de Guarda 10 Anos
Pontuação Winechef
Vinho Camino Real Cabernet Sauvignon Gran Reserva, 2011 - 92 pontos Winechef

Vinho Camino Real Cabernet Sauvignon Gran Reserva, 2011 – 92 pontos Winechef

 

Região Vale do Cachapoal Alto – San Francisco de Mostazal, Chile
Vinho Camino Real Cabernet Sauvignon Gran Reserva, 2011

Vinho Camino Real Cabernet Sauvignon Gran Reserva, 2011

 

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

O valor de uma garrafa de vinho leiloada pelo antigo Hospice de Beaune, na região de Borgonha, fundado em 1443 pelo então chanceler Nicolas Rolin para os pobres, atingiu cifras surpreendentes.

Trata-se de um Corton Renardes Grand Cru 2015, arrematado por 480 mil euros, o equivalente a mais de R$1 milhão de reais.

A compradora, de origem francesa, não quis ser identificada – de acordo com a diretora geral da Christie’s, Aline Sylla-Walbaum.

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

Leilão de vinhos para vítimas do atentado na França bate recorde

Parte do valor da venda será revertida para as vítimas dos atentados em Paris, na França, ocorridos na última sexta-feira, dia 13 de novembro.

O recorde anterior da chamada “peça de caridade” – venda cujo benefício vai para obras beneficentes – era de 400 mil euros, em 2010.

Este ano, além das associações já previstas, o Instituto Curie contra o câncer, e a Fundação para pesquisas sobre acidentes vasculares cerebrais, os organizadores do tradicional leilão decidiram reverter parte do lucro para as vítimas dos atentados terroristas.

O evento, que reúne compradores do mundo inteiro, teve início após os presentes respeitarem um minuto de silêncio. Logo em seguida, foi entoado o hino francês, a Marselhesa.

 

 

Fonte: Revista Gosto